terça-feira, 10 de novembro de 2009
Reverendo Hernandes Dias Lopes fora do Congresso Avivamento Total
O Reverendo Hernandes Dias Lopes não é mais preletor do Congresso Avivamento Total 2009. Contrariando o que está sendo divulgado pelo pastor Jabes Alencar, o site do programa Verdade e Vida divulgou, nesta segunda-feira, 02 de Novembro, que o nome do reverendo Hernandes foi colocado entre os preletores sem a autorização do mesmo. E ainda exige que uma retratação esteja indo ao ar no próximo programa da AD Bom Retiro, como se pode ver nesta notícia que está no site verdadeevida.com.br :
No entanto, o reverendo Hernandes continua sendo divulgado pelo site da AD Bom Retiro como um dos preletores, ao lado de Jabes Alencar, Silas Malafaia, Jorge Linhares, René Terra Nova, Valdemiro Santiago e Josué Gonçalves. Também está confirmada a presença do pastor americano Myles Munroe. Dayan de Alencar e Cassiane são os ministros de louvor da sétima edição do evento.
A questão é: o que teria levado o pastor Jabes a incluir o nome do reverendo entre os preletores? Pricipalmente sem a confirmação do mesmo! Isto é bastante suspeito...
Não seria uma forma sutil de "moldar" a pregação do reverendo ao estilo de mensagem pregada pelos demais preletores? Somente quem acompanha as mensagens pregadas pelo reverendo Hernandes pode compreender o que estou dizendo. Especialmente quem assistiu suas últimas mensagens, entre as quais devo destacar: "Um clamor por avivamento", "A necessidade do evangelho" e "Reforma: o desafio continua".
As pregações do reverendo Hernandes são totalmente opostas aos demais programas do sábado pela manhã! Ele prega o verdadeiro evangelho de Cristo, que exige arrependimento, renúncia, novo nascimento e frutos de conversão. Suas pregações, por serem puramente bíblicas, contrastam com as mensagens ralas dos demais programas evangélicos. E, certamente, está incomodando.
O título do congresso promovido pela AD Bom Retiro é "Avivamento Total". Para que você faça uma idéia do que é um verdadeiro avivamento, à luz das Escrituras, recomendo que assista este vídeo do reverendo Hernandes Dias Lopes, no qual ele deixa bem claro que avivamento não pode ser agendado pelo homem. Fica muito difícil enganar as pessoas com um falso evangelho, quando alguém ainda tem coragem de expor o que Jesus realmente ensinou.
Eu não sou presbiteriano, sou assembleiano, e é com tristeza que vejo, a Assembleia de Deus, hoje dividida não só em termos de disputas eclesiásticas, mas também quanto a sua identidade como igreja pentecostal clássica. Saudade quando pregadores e ensinadores como Lawrence Olson, Estevão Ângelo, e Eurico Bergstén, pregavam a Palavra, sem modismos ou “ondas” do momento. Louvo a Deus por ainda termos, ensinadores como Antonio Gilberto, Geremias do Couto, entre outros.
Talvez o reverendo esteja fora do congresso Avivamento Total, justamente porque compreende o que é um verdadeiro avivamento.
domingo, 8 de novembro de 2009
Davi, um homem segundo o Coração de Deus
Este é o tema da lição de Escola Dominical deste quarto trimestre de 2009. A revista da CPAD, escolheu este personagem bíblico para ser estudado neste fim de ano. Fala-se muito hoje em formação de liderança, seja ela política, empresarial, ou eclesiástica. Em um momento onde se percebe uma troca de gerações na liderança de algumas igrejas, a lição da vida de Davi tem muito a nos ensinar.
Davi foi chamado pelo Senhor, de o "homem segundo o coração de Deus". O pai dele era Jessé, um fazendeiro, cujos filhos mais velhos, estavam servindo no exército de Israel, que eram os maiores inimigos da sua nação. Davi, o mais novo de oito irmãos, ficou cuidando do rebanho de seu pai. O rei era Saul, que por sinal, foi o primeiro de Israel, depois do período dos juízes. Saul, fora ungido pelo profeta Samuel, e começou a reinar bem, mas depois se revelou um rei ciumento, neurótico, impaciente. Um dia, o profeta Samuel, apareceu de repente na pequena cidade de Belém, e foi na casa de Jessé. O profeta, depois de passar em revista, os filhos do patriarca da casa, pega o seu vaso de óleo, e unge o caçula da casa, que havia sido inclusive, esquecido de ser chamado por seu pai, para o evento familiar, envolvendo Samuel. Davi fora ungido pelo sacerdote/profeta/juíz Samuel, como o próximo rei de Israel, no entanto, ele continuou sua vida normalmente, pastoreando as ovelhas de seu pai e salmodiando ao Senhor. Não teve nenhum surto de estrelismo, esperou Deus cumprir sua vontade. Deus apresentou o futuro rei para a nação, no duelo com Golias, luta que Davi se pôs a disposição, quando o rei, e os melhores guerreiros do exército, se acovardaram ante o desafio do gigante. Acredito que Saul, aceitou que aquele garoto de cerca de 17 ou 18 anos, sem experiência militar, mas com experiência de luta com animais no campo, ir para um duelo suicida, enquanto ele ganhava tempo, para pensar alguma estratégia de guerra contra os filisteus. Acontece que o garoto com apenas seu estilingue, foi e venceu a luta, em nome do Senhor dos Exércitos, a quem Golias havia afrontado. Aquela batalha, catapultou Davi a fama, e para complicar ainda mais a situação, ele se tornou simpático aos olhos do filho de Saul, Jônatas. Logo já era Ajudante-de-Ordens do Rei, atuando ora, como militar nas guerras, ora como músico, tocando sua harpa, para acalmar um Saul esquizofrênico. Pouco tempos depois, já era genro do rei e Oficial do Exército. Seu nome passou a ser cantado nas ruas pelas mulheres com o cântico: "Saul matou milhares, Davi matou dezenas de milhares". Aquilo já era demais para um rei ciumento e louco pela preservação do poder temporal. Davi teve que se tornar fugitivo e exilado, enquanto era perseguido por toda a parte por Saul. Fugindo para a caverna de Adulão, se ajunta a Davi, seus familiares, e todos que estavam em aperto, amargurados e no SPC da época. Não foi pouca gente, eram em torno de 400 a 600 homens e suas famílias. Davi se torna chefe de um bando, mas não vira guerrilheiro contra seu povo, antes para sobreviver ele se alugava para os filisteus e dizia que estava atacando sua terra, quando na verdade ele atacava era os outros povos inimigos de Israel. E ainda recebia por isso. Eram mercenários que ora faziam o serviço de segurança para algum fazendeiro como Nabal, que depois se recusou a pagar. O profeta Samuel morreu, e Saul se torna cada vez mais maluco. Passa a matar sacerdotes, consultar feiticeira. Davi teve duas chances de matar Saul, mas se recusou, dizendo que aquele homem podia ser neurótico, mas era o ungido do Senhor. Interessante, que Davi também era ungido, mas ele esperou Deus abrir as portas diante de si e não tomar o poder a força, mesmo tendo apoio popular. Um dia Saul foi para a guerra e morreu, logo veio o convite dos anciãos do povo para que Davi se tornasse rei. Fica aqui, uma grande lição para nós, principalmente para os líderes religiosos. Davi não era perfeito, cometeu erros terríveis, mas amava ao Senhor, confessava e se arrenpendia dos seus pecados. Poderia ter sido rei mais cedo, mas esperou o momento certo de Deus conduzí-lo ao trono, sem atropelar quem lá estava. Afinal de contas, esse homem não foi apenas um estadista, foi também o escritor dos hinos e orações mais lindos, que são orados e cantados por séculos - Os Salmos.
Davi foi chamado pelo Senhor, de o "homem segundo o coração de Deus". O pai dele era Jessé, um fazendeiro, cujos filhos mais velhos, estavam servindo no exército de Israel, que eram os maiores inimigos da sua nação. Davi, o mais novo de oito irmãos, ficou cuidando do rebanho de seu pai. O rei era Saul, que por sinal, foi o primeiro de Israel, depois do período dos juízes. Saul, fora ungido pelo profeta Samuel, e começou a reinar bem, mas depois se revelou um rei ciumento, neurótico, impaciente. Um dia, o profeta Samuel, apareceu de repente na pequena cidade de Belém, e foi na casa de Jessé. O profeta, depois de passar em revista, os filhos do patriarca da casa, pega o seu vaso de óleo, e unge o caçula da casa, que havia sido inclusive, esquecido de ser chamado por seu pai, para o evento familiar, envolvendo Samuel. Davi fora ungido pelo sacerdote/profeta/juíz Samuel, como o próximo rei de Israel, no entanto, ele continuou sua vida normalmente, pastoreando as ovelhas de seu pai e salmodiando ao Senhor. Não teve nenhum surto de estrelismo, esperou Deus cumprir sua vontade. Deus apresentou o futuro rei para a nação, no duelo com Golias, luta que Davi se pôs a disposição, quando o rei, e os melhores guerreiros do exército, se acovardaram ante o desafio do gigante. Acredito que Saul, aceitou que aquele garoto de cerca de 17 ou 18 anos, sem experiência militar, mas com experiência de luta com animais no campo, ir para um duelo suicida, enquanto ele ganhava tempo, para pensar alguma estratégia de guerra contra os filisteus. Acontece que o garoto com apenas seu estilingue, foi e venceu a luta, em nome do Senhor dos Exércitos, a quem Golias havia afrontado. Aquela batalha, catapultou Davi a fama, e para complicar ainda mais a situação, ele se tornou simpático aos olhos do filho de Saul, Jônatas. Logo já era Ajudante-de-Ordens do Rei, atuando ora, como militar nas guerras, ora como músico, tocando sua harpa, para acalmar um Saul esquizofrênico. Pouco tempos depois, já era genro do rei e Oficial do Exército. Seu nome passou a ser cantado nas ruas pelas mulheres com o cântico: "Saul matou milhares, Davi matou dezenas de milhares". Aquilo já era demais para um rei ciumento e louco pela preservação do poder temporal. Davi teve que se tornar fugitivo e exilado, enquanto era perseguido por toda a parte por Saul. Fugindo para a caverna de Adulão, se ajunta a Davi, seus familiares, e todos que estavam em aperto, amargurados e no SPC da época. Não foi pouca gente, eram em torno de 400 a 600 homens e suas famílias. Davi se torna chefe de um bando, mas não vira guerrilheiro contra seu povo, antes para sobreviver ele se alugava para os filisteus e dizia que estava atacando sua terra, quando na verdade ele atacava era os outros povos inimigos de Israel. E ainda recebia por isso. Eram mercenários que ora faziam o serviço de segurança para algum fazendeiro como Nabal, que depois se recusou a pagar. O profeta Samuel morreu, e Saul se torna cada vez mais maluco. Passa a matar sacerdotes, consultar feiticeira. Davi teve duas chances de matar Saul, mas se recusou, dizendo que aquele homem podia ser neurótico, mas era o ungido do Senhor. Interessante, que Davi também era ungido, mas ele esperou Deus abrir as portas diante de si e não tomar o poder a força, mesmo tendo apoio popular. Um dia Saul foi para a guerra e morreu, logo veio o convite dos anciãos do povo para que Davi se tornasse rei. Fica aqui, uma grande lição para nós, principalmente para os líderes religiosos. Davi não era perfeito, cometeu erros terríveis, mas amava ao Senhor, confessava e se arrenpendia dos seus pecados. Poderia ter sido rei mais cedo, mas esperou o momento certo de Deus conduzí-lo ao trono, sem atropelar quem lá estava. Afinal de contas, esse homem não foi apenas um estadista, foi também o escritor dos hinos e orações mais lindos, que são orados e cantados por séculos - Os Salmos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
UM RELATO DE PROTESTO DENTRO DA MARCHA PARA JESUS

A imagem acima é do que restou de uma das duas faixas que foram estendidas durante a Marcha para Gezuiz. Terminou o dia rasgada, manchada, amassada, mas cumpriu o seu papel para a glória do Senhor.
Vamos ao início, senta que lá vem a história deste dia! (desculpem-me pela falta de fotos e de qualidade dos vídeos, mas minha câmera digital ainda está sob o impacto da “unchão” da Expomamom e não funcionou de novo hoje).
A primeira grande batalha contra os gigantes aconteceu na estação de metrô Sé, onde embarcamos rumo ao metrô Tiradentes. Parecia o apocalipse!!! A estação lotada como nunca vi, além do grito de guerra ensurdecedor dos fiéis, a maioria jovens, mas também muitas crianças – inclusive de colo. Na hora de embarcar no vagão não houve escolha, fomos literalmente empurrados para dentro. Todo o mundo queria entrar junto e ao mesmo tempo, parece que ninguém conhecia aquela lei da física onde dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Enfim entramos, mas ainda restava sair de lá.
A saída do vagão foi outra luta. Também fomos empurrados para fora (se alguém caísse com certeza seria pisoteado sem dó), e ouvi de um senhor idoso uma frase que expressou bem tudo aquilo: “Quanta selvageria!”
Subir a escada e chegar até as catracas foi mais uma luta, e sair da estação, só pela misericórdia. Mas saímos, e lá fora nos encontramos com os outros protestantes: o Júlio Cesar, a Maíra, o Diogo (que deixou sua filhinha recém-nascida e sua esposa na maternidade para participar), o Vitor Cid, o Laudinei e o Pablo (que filmou todo o movimento, fazendo entrevistas, e que editará tudo num documentário que disponibilizará ainda nessa semana). No total, éramos 8 contra um exército de cerca de 1,5 milhão de pessoas.
Estávamos na “concentração” da Marcha. De um lado, o trio-elétrico do Apóstolo Hernandes, com figuras como o Senador Crivella, o Pr. Marco Feliciano e o Pr. Jabes de Alencar. Do outro, uma van da Rede Gospel. E onde estávamos, uma equipe da Rede Gospel filmando os fiéis. Claro, estendemos nossa faixa bem na frente da filmagem, e isso suscitou gritos de “vocês são da Globo?”, “fora Rede Globo”, e vários braços levantados no intuito de esconder a faixa. Já estávamos incomodando.
E a Marcha começou. Ficamos estrategicamente esperando a passagem do primeiro trio, o dos Hernandes. Foi lindo ver o Apóstolo olhando fixamente para nossas faixas e o cartaz do Júlio (vai ver, a princípio pensou que fosse alguma expressão de puxa-saquismo), e depois se voltar para o resto da multidão. Não só o Apóstolo, mas todos do trio puderam ler as faixas. E passamos a marchar atrás do trio-elétrico, em meio à multidão.
Durante a caminhada recebemos manifestações de todos os tipos. Meu marido ganhou uma rasteira gospel, jogaram água na gente, jogaram garrafas que acertaram as faixas e as rasgaram, porém sem grandes danos. Pensei que fôssemos receber sapatadas, mas os mais apostólicos não foram tão doidos assim.
Uma das situações mais inusitadas aconteceu com o Diogo. Como já disse, ele é "recém-papai". Não é que lançaram contra ele uma frauda, e USADA???? Gente, foi um ato profético!!! Sorte que o Diogo estava esperto, senão voltaria com outras marcas do evento.
Também recebemos muitas manifestações de apoio. Um rapaz perguntou onde poderia comprar a camiseta, pessoas vieram nos parabenizar pelas frases e pelo protesto. Por incrível que pareça, havia vida pensante naquele lugar.
Já havíamos andado por volta de 13:30h, quando nosso grupo se dividiu por conta das entrevistas que o Pablo estava fazendo. Quem estava na frente parou num canto da rua até que os demais chegassem. Santa providência!!! Era um local onde havia um canteiro cheio de terra, um lugar mais alto. Subimos nesse canteiro e estendemos nossas faixas, e de lá toda a Marcha pode nos ver, tipo desfile de escola de samba passando na frente da comissão julgadora (o exemplo parece estranho mas não é, as músicas que tocavam na Marcha iam do sambão ao axé-quase-funk-gospel). E aí a coisa pegou.
Depois do trio dos Hernandes, passou um segundo trio. Esse tinha um bispo da Renascer no microfone. Quando ele passou por nós, leu nossa faixa: “Voltemos ao Evangelho puro e simples”, mas não leu a segunda frase (o $how tem que parar) por motivos óbvios. Esse trio passou no clima de oba-oba, mas as pessoas que vinham atrás começaram as manifestações contrárias, com longas vaias à nossa atitude.
O terceiro trio a passar, quando leu nossas faixas, ficou indignado!!! “Quem tá fazendo $how aqui? Que $how que nada!”. E puxou o grito de guerra contra nós, repetido por todos os marchadores: “fariseu, fariseu, fariseu”. Os apostólicos mais exaltados jogaram mais água na gente, o que agradecíamos de coração, pois o calor estava insuportável – o sol estava a pino e nossas camisetas pretas não ajudavam nem um pouco. Os gritos iam mudando com o passar do tempo: “uuuuhhhhh!”, “ih, fora! Ih, fora!”, “vão fazer a marcha de vocês”, “seus hereges”. Tivemos componentes chamados de “Judas” e de tudo quanto é nome.
Passaram o quarto, quinto, sexto trios, e as manifestações contrárias se repetindo. Uma mulher gritou “nós somos do dinheiro mesmo!”. Uma bispa num trio-elétrico disse para rasgarem as faixas, mas alguém do lado dela fez sinal para que não fizessem isso. Teve gente inclusive que se indignava quando lia o versículo em nossa camiseta, como se aquilo não existisse na Bíblia deles. Mas houve também quem concordasse conosco – até tiraram foto com a gente. Algumas pessoas vieram conversar, interessados no movimento. Não só nós achamos que o $how tem que parar.
Também fomos abordados por veículos de imprensa. Repórteres da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo entrevistaram integrantes do protesto. Éramos apenas 8, mas Deus não nos fez invisíveis naquele lugar.
Enfim, toda a multidão passou por nós. Nossas camisetas foram muito fotografadas, mas também fomos bastante insultados. Particularmente eu estava muito feliz e triste ao mesmo tempo: feliz pela oportunidade que Deus me deu de estar ali com os irmãos, defendendo o Evangelho de Cristo; triste por ver uma multidão tão grande de pessoas, que se acham salvas por terem um dia confessado Jesus como seu Senhor e Salvador, mas que O trocam, por ignorância ou mesmo ambição, pelos ídolos de pedra e de carne e osso, que se alternariam em discursos no palco final da Marcha. Não fomos lá, pois consideramos que poderia soar como uma provocação da nossa parte, e em meio à multidão ninguém sabe o que poderia ocorrer.
Mas glória a Deus, pois a missão foi cumprida. Sinceramente não esperávamos nem metade da repercussão que o movimento obteve, e por isso glorificamos sinceramente a Deus por nos ter colocado naquele lugar. Sabemos que muitos dos que nos insultaram o fizeram por terem lido as mensagens das faixas e das camisetas, e sabemos também que no tempo certo o Espírito Santo de Deus trará essas mensagens à memória e os levará a buscarem e a compreenderem a verdade do Evangelho de Cristo. Infelizmente isso não acontecerá com todos, afinal a porta é estreita e as vantagens desse mundo seduzem muitos corações, mas aqueles que estão no engano por ignorância, esses serão trazidos à luz pelo Senhor.
Sinceramente? É muito bom servir a Deus, mesmo que isso signifique ser odiado pelos homens. Como diria o Apóstolo (de verdade) Pedro:
"Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" - Atos 5.29
Fonte: Vera Siqueira, do blog Uma Estrangeira no Mundo, estrangeira.wordpress.com
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A MARCHA PARA "JESUS", É PARA JESUS MESMO?

Em 2009, a Marcha trouxe o tema: "Derrubando Gigantes". O Guia-me perguntou então aos ministros de louvor quais os gigantes que a Igreja brasileira precisava derrubar.
Essa edição também foi a primeira para o vocalista da banda Praise Machine, Ricardo. Para o cantor, a Igreja tem hoje muitos obstáculos a vencer: "Os gigantes maiores são a desunião, que é algo que o Senhor está tratando; e o descaso dos governantes. A Igreja está saindo de um status de um 'movimento' e vai acabar tornando-se um grande mover de transformação em nosso País", disse.
A falta de integridade foi apontada por Kako, baterista do Militantes, como o principal alvo da luta da Igreja: "O pior gigante que a gente tem é a falta de integridade. Infelizmente a gente vê muita coisa errada por aí, tanto na política como dentro das igrejas. Acho importante você não olhar para o erro do seu irmão, o maior desafio é ser servo de Deus e não viver de aparência. A gente vê muito por aí, principalmente no meio da música. Pessoas que vivem por aparência, não vivem verdadeiramente o Evangelho. Está ali, tem um status, faz cara de adorador, de crente, e na verdade o cara é todo torto e errado".
Para o vocalista do Katsbarnea, Paulinho Makuko, os gigantes a serem vencidos não estão apenas no âmbito eclesiástico: "A gente tem que vencer tanta coisa: a hipocrisia, os fariseus, a desigualdade social e a corrupção no País".
Durante a Marcha para Jesus, o Apóstolo Estevam Hernandes, presidente nacional do evento, destacou que a celebração não carrega a bandeira de nenhuma instituição ou igreja.
Neste ano, o público evangélico marchou apoiado pela Lei Federal N° 12.025, assinada pelo presidente Luiz Inácio da Silva, em agosto último. A Marcha para Jesus agora é lei e entrou para o calendário oficial da nação e acontecerá todo ano 90 dias após a Páscoa.
Sobre o tema da Marcha Derrotando Gigantes, o Apóstolo comentou sobre o principal gigante que a igreja cristã brasileira deve derrotar: o da discriminação e dos estereótipos. "Temos uma herança de discriminação, contou ele, referindo-se a um passado de perseguições que a igreja sofreu no país. Meu pastor foi apedrejado e queimaram a Bíblia dele. Quando era criança, o folclore que corria era que os meninos evangélicos não podiam tirar o sapato porque tinham a unha fendida, relembrou referindo-se a outras formas de discriminação que o povo evangélico ainda sofre nestes dias".
Fonte:Guia-me e Igospel.
MEU COMENTÁRIO: Estive acompanhando o que alguns blogs escreveram sobre a última Marça para Jesus. Concordei com os artigos do Pr. Ciro Zibordi (Blog do Ciro), Gutierres (Teologia Pentecostal) e Matias Borba (Encontro com a Bíblia), referente a esse assunto. O que esperar de uma marcha comandada por um casal, com inúmeros processos na justiça? Com certeza, muito show, profetada, empurra-empurra de cantor querendo aparecer mais do o outro, alianças políticas (partidárias ou eclesiásticas). O que representa a Marcha para Jesus hoje no Brasil? Um evento onde os evangélicos, tentam mostrar que ajuntam mais gente do que as missas-show dos padres cantores e a Parada Gay? Minha opinião é que as Marchas, as Mega-Igrejas e Mega-templos, são reflexos de uma igreja rica financeiramente, influente politicamente, que fala, prega e vende em nome de "Jesus". Mas no fundo, ela é o inverso disso tudo e cujo verdadeiro Jesus de Nazaré, está "de fora", batendo a porta.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
HOJE TEM CULTO DE DOUTRINA
Me lembro quando há alguns anos, quando um culto na semana, era chamado de culto de doutrina, ou culto da família, pois o culto de domingo é para pregar para os "pecadores" serem salvos, segundo esta concepção. Hoje aqui no blog, eu quero escrever sobre a maior doutrina, o maior dogma, que muitas vezes não é ensinado, nem vivido. O que era mais importante para Jesus segundo os Evangelhos.
Jesus é Aquele que pode viver tão diferentemente dos padrões vigentes, que pagou o preço de uma existência capaz de ser radicalmente relevante. Sim, Ele é Aquele que mostrava Seu brilho pessoal a poucos, na Transfiguração, mas que não teve vergonha de mostrar Sua dor e verdade humanas a todos, na Cruz!
Quando no meio de todas as tentações que nos assolam formos tentados a deixar o compromisso com a justiça, caindo ou no Moralismo hipócrita ou na indiferença assassina, devemos ter em mente que, para Jesus, a única maneira de viver e encarnar a Sua justiça neste mundo é mediante a vivência radical do amor.
Todos os outros dogmas estão abaixo do amor. Mais importante do que sacrifícios, cultos, Leis, morais, usos e costumes, é o amor, diz Mateus 23.1-23. Mais importante, que o sábado e a tradição, é o amor ao ser humano que está com fome e precisando “meter a mão” em espigas para se alimentar ( Mt. 12.1-8 ), ainda que isto implique, aos olhos dos homens, uma transgressão.
O amor ao ser humano tem de estar acima do amor por coisas, diz Mateus 6:26. É mais decisivo do que o serviço do culto, diz Lucas 10:30-37: O sacerdote passa e não pára, o levita segue e não se importa, é o samaritano quem se agacha para socorrer com amor.
A grande heresia é não amar e não manifestar o amor como vida e Graça para com o próximo!
O amor é mais importante do que o sacrifício, do que a oferta: Mateus 5:23 e 24 diz que antes de se oferecer uma oferta tem-se que sair à procura de relações quebradas, para restaurá-las em amor. Sempre que Jesus fala do amor de Deus, Ele também fala do amor ao próximo. Ele não esquizofreniza o amor. Não permite que seja possível amar a Deus, mas ser indiferente ao próximo; ou amar ao próximo dando a mão de Deus. São perspectivas interligadas e inseparáveis.
Em Marcos 12.31-33 ou Mateus 22.36-39, Jesus afirma peremptoriamente essas duas categorias. É também com base no amor ao próximo que se estabelece, por fim, o critério ômega do juízo (Mt.25.31-46). Naquele “dia” não se perguntará quais eram as suas doutrinas, nem como era a sua forma de batismo, nem qual era a sua religião, nem quantos trabalhos cristãos você fez, nem se perguntará pela sua estatística de “quantos você converteu para Deus na Terra”. Perguntar-se-á se você viu Jesus por aí, com fome, maltratado, com sede, preso, doente, lá numa esquina qualquer.
E as pessoas vão dizer.” Senhor, nós nunca te vimos assim!” E Ele vai dizer: “Sempre que vocês deixaram de atender a um ser humano nesse estado de degradação, de prisão, de dominação, de infelicidade, de angústia e de miséria, vocês deixaram de atender a mim.”
É uma pena que Mateus 25 não seja levado a sério por nós. “Não se esqueçam: é com base no amor ao próximo que se estabelecerá o critério final, o critério ômega do juízo”.
Jesus é Aquele que pode viver tão diferentemente dos padrões vigentes, que pagou o preço de uma existência capaz de ser radicalmente relevante. Sim, Ele é Aquele que mostrava Seu brilho pessoal a poucos, na Transfiguração, mas que não teve vergonha de mostrar Sua dor e verdade humanas a todos, na Cruz!
Quando no meio de todas as tentações que nos assolam formos tentados a deixar o compromisso com a justiça, caindo ou no Moralismo hipócrita ou na indiferença assassina, devemos ter em mente que, para Jesus, a única maneira de viver e encarnar a Sua justiça neste mundo é mediante a vivência radical do amor.
Todos os outros dogmas estão abaixo do amor. Mais importante do que sacrifícios, cultos, Leis, morais, usos e costumes, é o amor, diz Mateus 23.1-23. Mais importante, que o sábado e a tradição, é o amor ao ser humano que está com fome e precisando “meter a mão” em espigas para se alimentar ( Mt. 12.1-8 ), ainda que isto implique, aos olhos dos homens, uma transgressão.
O amor ao ser humano tem de estar acima do amor por coisas, diz Mateus 6:26. É mais decisivo do que o serviço do culto, diz Lucas 10:30-37: O sacerdote passa e não pára, o levita segue e não se importa, é o samaritano quem se agacha para socorrer com amor.
A grande heresia é não amar e não manifestar o amor como vida e Graça para com o próximo!
O amor é mais importante do que o sacrifício, do que a oferta: Mateus 5:23 e 24 diz que antes de se oferecer uma oferta tem-se que sair à procura de relações quebradas, para restaurá-las em amor. Sempre que Jesus fala do amor de Deus, Ele também fala do amor ao próximo. Ele não esquizofreniza o amor. Não permite que seja possível amar a Deus, mas ser indiferente ao próximo; ou amar ao próximo dando a mão de Deus. São perspectivas interligadas e inseparáveis.
Em Marcos 12.31-33 ou Mateus 22.36-39, Jesus afirma peremptoriamente essas duas categorias. É também com base no amor ao próximo que se estabelece, por fim, o critério ômega do juízo (Mt.25.31-46). Naquele “dia” não se perguntará quais eram as suas doutrinas, nem como era a sua forma de batismo, nem qual era a sua religião, nem quantos trabalhos cristãos você fez, nem se perguntará pela sua estatística de “quantos você converteu para Deus na Terra”. Perguntar-se-á se você viu Jesus por aí, com fome, maltratado, com sede, preso, doente, lá numa esquina qualquer.
E as pessoas vão dizer.” Senhor, nós nunca te vimos assim!” E Ele vai dizer: “Sempre que vocês deixaram de atender a um ser humano nesse estado de degradação, de prisão, de dominação, de infelicidade, de angústia e de miséria, vocês deixaram de atender a mim.”
É uma pena que Mateus 25 não seja levado a sério por nós. “Não se esqueçam: é com base no amor ao próximo que se estabelecerá o critério final, o critério ômega do juízo”.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O MUNDO VAI ACABAR EM 2012?
A última edição da Revista Veja, veio com a matéria de capa, falando sobre o filme "2012", onde se mostra, a previsão do fim do mundo de acordo com o calendário Maia, para o citado ano. Sobre esse mesmo tema, estou postando um vídeo onde o pastor Caio Fábio, fala sobre o assunto. Veja e reflita.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A CONTRA-REFORMA
Nas comemorações dos 492 anos da Reforma Protestante, sinceramente, que não vejo muito o que comemorar. Em nosso caso, aqui no Brasil, os acontecimentos que a mídia tem feito questão de registrar sobre a igreja evangélica em nosso país, mostram que ela ainda carece de muita maturidade.
Na verdade, trata-se de uma igreja que cresceu em visibilidade, mas que ainda conserva traços profundos de um ser que mais se parece com um adolescente procurando mostrar aos outros que já se desenvolveu o suficiente para ser encarado como um adulto. Um grande engano. Uma terrível falácia.
Somos herdeiros de uma mensagem que nos foi trazida por missionários de outras pátrias, especialmente a partir da metade do século 19. Eles vieram até nós porque haviam compreendido aquilo que Dietrich Bonhoeffer fez questão de registrar quando ainda estava nos porões de uma prisão nazista, em 1944, pouco antes de ser sentenciado à morte: "a igreja é igreja somente quando ela existe para os outros."
Nascemos sob a égide de uma igreja que chegou até nós com uma visão holística do evangelho. Mesmo havendo exceções por parte de alguns missionários que nos trouxeram um evangelho etéreo e alienado da realidade social, hospitais, orfanatos, escolas, instituições de saúde e de ensino teológico foram instalados em terras brasileiras, especialmente no início do século passado.
Tratava-se de uma igreja com a visão de uma missão integral, e que deveria servir de balisamento para o desenvolvimento de uma igreja autóctone com esse mesmo perfil.
Hoje a história é outra. De uma igreja herdeira dos sinais da missão e do Reino, nos transformamos numa simples caricatura daquilo que ela deveria ser.
A questão a ser levantada a respeito de tudo isso deveria ser a mais simples e óbvia possível: por que nos metemos nessa enrascada? O que nos levou a nos desviar da missão que nos confiada por Jesus?
Tem-se feito a opção de se estabelecer metas de crescimento antes de medir o caráter daqueles que tem feito parte dessa Igreja
Na ânsia por estabelecer comunidades mais numerosas, tem se feito uso de inúmeras fórmulas importadas de crescimento de igreja. Hoje em dia é muito comum ouvir da boca de pastores e líderes que estão usando este ou aquele modelo. Isso não estaria errado em tese, se o intuito do coração fosse outro.
As portas de entrada em nossas comunidades tornaram-se bem largas, ao ponto de não sabermos bem o que significa ser um cristão autêntico. O "vale-tudo" entrou em jogo (Literalmente em alguns lugares, diga-se de passagem), e os absolutos da Palavra de Deus já são descartados, se o interesse é o sucesso e crescimento.
Sabe-se que em algumas cidades de nosso país, certos comerciantes tem procurado limitar o crédito para pastores. Tem se tornado comum ouvir de alguns cristãos que nunca convidariam outro cristão para trabalhar em sua empresa ou fazer parte de seu negócio.
Quem sabe esta seja uma das respostas pelas quais ainda o Brasil continua o mesmo, apesar do crescimento numérico das igrejas evangélicas. Como uma igreja pode ser um agente de transformação numa sociedade em decomposição, se ela mesma ainda precisa se converter de seus pecados?
Há uma busca pela especialização na gerência de um mercado próspero, antes de sermos vistos como servos de um Reino estabelecido pelo Deus verdadeiro
Sem a visão da missão, a Igreja se torna um mercado de almas. O produto mais obcecadamente buscado passa a ser a figura humana em desgraça e miséria. Quanto mais esse ser humano estiver distante da imagem do Criador, mais presa fácil ele se torna daqueles que anseiam em ampliar rapidamente seus redutos eclesiásticos.
E nesse jogo vale tudo. Promessas, trocas, pensamentos positivos, água benzida, milho ungido, garantia de um marido ou esposa em curto espaço de tempo, e muito mais.
Estava absolutamente correto o saudoso e grande pregador inglês Charles Spurgeon quando disse em um de seus sermões: "Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor."
O fenômeno da contra-reforma faz com que se estabeleça uma igreja como um espaço gerencial hierarquizado, onde a figura paulina do corpo unido na diversidade deixa de existir e passa-se a presenciar a figura daqueles que se auto-denominam "os detentores da verdade", e que podem ser chamados de um simples evangelista, obreiro ou missionário até a categoria quase suprema de apóstolo.
Isto até soaria razoável se ao menos essas expressões estivessem de acordo com os dons que o Espírito tem dado à Igreja, sendo que, para isso, certamente não haveria necessidade de estabelecermos títulos e níveis de autoridade.
Percebe-se um completo descompasso entre uma Igreja que demonstra crescimento, mas que não provoca transformações estruturais na nação
Há um silêncio angustiante por parte da Igreja em relação ao mundo. Deixou-se de ouvir a voz profética e denunciadora de cristãos inconformados. A igreja deixou-se encantar por ela mesma, e pelas benesses do poder político institucionalizado. Como contestar as injustiças de um governo municipal, estadual ou federal, se amanhã posso ser um beneficiário dele?
Sentimo-nos hoje vivendo um grande paradoxo: enquanto os institutos de pesquisa afirmam que essa igreja evangélica cresce em níveis acima de qualquer expectativa e já se torna motivo de grandes espaços na mídia, a situação do país permanece a mesma.
Os índices de pobreza ainda são alarmantes, a corrupção está instalada nos mais variados níveis de poder, o acesso à saúde e a educação ainda é privilégio de poucos – resumindo: vivemos num país onde as desigualdades sociais são enormes.
O discipulado de uma nação, como a nossa, deveria implicar na implantação de igrejas que fossem verdadeiros agentes de transformação. Essas comunidades se tornariam assim não somente um lugar de adoração a Deus e proclamação da Palavra, mas também seus membros se engajariam em ações concretas para a transformação das cidades.
Com raras exceções, o que temos visto, são "guetos" onde o alvo principal é manter os membros das igrejas satisfeitos e sem nenhum compromisso com aqueles que estão "fora" da igreja, ou seja, os que estão no mundo. Nada mais contra a missão da igreja, do que esse posicionamento.
Mais uma vez negamos nossa herança missionária. Como explicar diante de Deus que homens e mulheres de outras nações vieram até nós, mesmo antes de seus países serem totalmente evangelizados e nos trouxeram a semente do evangelho?
A pressão que pastores e líderes tem recebido para que suas igrejas se tornem conhecidas, e os mesmo bem sucedidos, caminha na mão contrária de uma igreja em missão.
Da mesma maneira que nos dias da Reforma, surgiu um movimento chamado de Contra-Reforma, procurando negar os fundamentos preconizados por Lutero, percebo que em nossos dias a igreja brasileira se vê diante de um movimento que caminha na mão inversa da missão. A diferença do século XVI, é que o movimento da Contra-Reforma, naquela época foi patrocinado pela Igreja Romana, agora são próprios evangélicos que o estão fazendo, ao utilizarem das magias, barganhas, vendas de indulgências contemporâneas. Ou seja, estão trazendo para dentro das igrejas protestantes, o que a Reforma, se insurgiu contra.
Os anos futuros poderão nos reservar uma triste surpresa. Estaremos fazendo parte de uma igreja que estará na boca do povo, mas que não provocará mudanças no coração e na alma do povo brasileiro.
A melhor maneira de revertermos esse quadro é pedirmos perdão diante do Senhor em profunda humilhação, e buscarmos intencionalmente o alvo de fazer com que cada igreja local se transforme numa verdadeira comunidade missionária. Mesmo que para isso tenhamos que caminhar na contra mão de tudo o que temos visto e ouvido.
Na verdade, trata-se de uma igreja que cresceu em visibilidade, mas que ainda conserva traços profundos de um ser que mais se parece com um adolescente procurando mostrar aos outros que já se desenvolveu o suficiente para ser encarado como um adulto. Um grande engano. Uma terrível falácia.
Somos herdeiros de uma mensagem que nos foi trazida por missionários de outras pátrias, especialmente a partir da metade do século 19. Eles vieram até nós porque haviam compreendido aquilo que Dietrich Bonhoeffer fez questão de registrar quando ainda estava nos porões de uma prisão nazista, em 1944, pouco antes de ser sentenciado à morte: "a igreja é igreja somente quando ela existe para os outros."
Nascemos sob a égide de uma igreja que chegou até nós com uma visão holística do evangelho. Mesmo havendo exceções por parte de alguns missionários que nos trouxeram um evangelho etéreo e alienado da realidade social, hospitais, orfanatos, escolas, instituições de saúde e de ensino teológico foram instalados em terras brasileiras, especialmente no início do século passado.
Tratava-se de uma igreja com a visão de uma missão integral, e que deveria servir de balisamento para o desenvolvimento de uma igreja autóctone com esse mesmo perfil.
Hoje a história é outra. De uma igreja herdeira dos sinais da missão e do Reino, nos transformamos numa simples caricatura daquilo que ela deveria ser.
A questão a ser levantada a respeito de tudo isso deveria ser a mais simples e óbvia possível: por que nos metemos nessa enrascada? O que nos levou a nos desviar da missão que nos confiada por Jesus?
Tem-se feito a opção de se estabelecer metas de crescimento antes de medir o caráter daqueles que tem feito parte dessa Igreja
Na ânsia por estabelecer comunidades mais numerosas, tem se feito uso de inúmeras fórmulas importadas de crescimento de igreja. Hoje em dia é muito comum ouvir da boca de pastores e líderes que estão usando este ou aquele modelo. Isso não estaria errado em tese, se o intuito do coração fosse outro.
As portas de entrada em nossas comunidades tornaram-se bem largas, ao ponto de não sabermos bem o que significa ser um cristão autêntico. O "vale-tudo" entrou em jogo (Literalmente em alguns lugares, diga-se de passagem), e os absolutos da Palavra de Deus já são descartados, se o interesse é o sucesso e crescimento.
Sabe-se que em algumas cidades de nosso país, certos comerciantes tem procurado limitar o crédito para pastores. Tem se tornado comum ouvir de alguns cristãos que nunca convidariam outro cristão para trabalhar em sua empresa ou fazer parte de seu negócio.
Quem sabe esta seja uma das respostas pelas quais ainda o Brasil continua o mesmo, apesar do crescimento numérico das igrejas evangélicas. Como uma igreja pode ser um agente de transformação numa sociedade em decomposição, se ela mesma ainda precisa se converter de seus pecados?
Há uma busca pela especialização na gerência de um mercado próspero, antes de sermos vistos como servos de um Reino estabelecido pelo Deus verdadeiro
Sem a visão da missão, a Igreja se torna um mercado de almas. O produto mais obcecadamente buscado passa a ser a figura humana em desgraça e miséria. Quanto mais esse ser humano estiver distante da imagem do Criador, mais presa fácil ele se torna daqueles que anseiam em ampliar rapidamente seus redutos eclesiásticos.
E nesse jogo vale tudo. Promessas, trocas, pensamentos positivos, água benzida, milho ungido, garantia de um marido ou esposa em curto espaço de tempo, e muito mais.
Estava absolutamente correto o saudoso e grande pregador inglês Charles Spurgeon quando disse em um de seus sermões: "Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor."
O fenômeno da contra-reforma faz com que se estabeleça uma igreja como um espaço gerencial hierarquizado, onde a figura paulina do corpo unido na diversidade deixa de existir e passa-se a presenciar a figura daqueles que se auto-denominam "os detentores da verdade", e que podem ser chamados de um simples evangelista, obreiro ou missionário até a categoria quase suprema de apóstolo.
Isto até soaria razoável se ao menos essas expressões estivessem de acordo com os dons que o Espírito tem dado à Igreja, sendo que, para isso, certamente não haveria necessidade de estabelecermos títulos e níveis de autoridade.
Percebe-se um completo descompasso entre uma Igreja que demonstra crescimento, mas que não provoca transformações estruturais na nação
Há um silêncio angustiante por parte da Igreja em relação ao mundo. Deixou-se de ouvir a voz profética e denunciadora de cristãos inconformados. A igreja deixou-se encantar por ela mesma, e pelas benesses do poder político institucionalizado. Como contestar as injustiças de um governo municipal, estadual ou federal, se amanhã posso ser um beneficiário dele?
Sentimo-nos hoje vivendo um grande paradoxo: enquanto os institutos de pesquisa afirmam que essa igreja evangélica cresce em níveis acima de qualquer expectativa e já se torna motivo de grandes espaços na mídia, a situação do país permanece a mesma.
Os índices de pobreza ainda são alarmantes, a corrupção está instalada nos mais variados níveis de poder, o acesso à saúde e a educação ainda é privilégio de poucos – resumindo: vivemos num país onde as desigualdades sociais são enormes.
O discipulado de uma nação, como a nossa, deveria implicar na implantação de igrejas que fossem verdadeiros agentes de transformação. Essas comunidades se tornariam assim não somente um lugar de adoração a Deus e proclamação da Palavra, mas também seus membros se engajariam em ações concretas para a transformação das cidades.
Com raras exceções, o que temos visto, são "guetos" onde o alvo principal é manter os membros das igrejas satisfeitos e sem nenhum compromisso com aqueles que estão "fora" da igreja, ou seja, os que estão no mundo. Nada mais contra a missão da igreja, do que esse posicionamento.
Mais uma vez negamos nossa herança missionária. Como explicar diante de Deus que homens e mulheres de outras nações vieram até nós, mesmo antes de seus países serem totalmente evangelizados e nos trouxeram a semente do evangelho?
A pressão que pastores e líderes tem recebido para que suas igrejas se tornem conhecidas, e os mesmo bem sucedidos, caminha na mão contrária de uma igreja em missão.
Da mesma maneira que nos dias da Reforma, surgiu um movimento chamado de Contra-Reforma, procurando negar os fundamentos preconizados por Lutero, percebo que em nossos dias a igreja brasileira se vê diante de um movimento que caminha na mão inversa da missão. A diferença do século XVI, é que o movimento da Contra-Reforma, naquela época foi patrocinado pela Igreja Romana, agora são próprios evangélicos que o estão fazendo, ao utilizarem das magias, barganhas, vendas de indulgências contemporâneas. Ou seja, estão trazendo para dentro das igrejas protestantes, o que a Reforma, se insurgiu contra.
Os anos futuros poderão nos reservar uma triste surpresa. Estaremos fazendo parte de uma igreja que estará na boca do povo, mas que não provocará mudanças no coração e na alma do povo brasileiro.
A melhor maneira de revertermos esse quadro é pedirmos perdão diante do Senhor em profunda humilhação, e buscarmos intencionalmente o alvo de fazer com que cada igreja local se transforme numa verdadeira comunidade missionária. Mesmo que para isso tenhamos que caminhar na contra mão de tudo o que temos visto e ouvido.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Debate Teológico: O Universalismo
Estarei iniciando no blog Cristianismo Radical, uma série de estudos teológicos, que chamarei de debate. O propósito de um blog, em minha opinião, está em fomentar a discussão, o diálogo, em cada posição conflitante. E o presente tema contribui, não como elemento acabado, mas como um processo em construção, com as discussões. Por isso, conto com sua opinião em forma de comentário, para o enriquecimento da postagem. A primeira postagem será sobre o Universalismo. O texto é do Dr. Russell Shedd, escrito há 03 anos na Revista Enfoque. Então vamos lá! Leia a matéria e depois deixe seu comentário. Desde já, obrigado!
"O ensinamento que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus se chama “universalismo”. De modo crescente, o universalismo se insinua por declarações da Igreja Católica Romana, bem como alguns grupos e igrejas protestantes de linha mais liberal. Esta doutrina se mantém e se propaga pela força de dois tipos de argumentação. O primeiro, sendo teológico, apela para a razão e emoções humanas, enquanto o segundo se fundamenta em interpretações duvidosas de alguns trechos da Bíblia.
O nacionalismo judaico que dominava na época de Jesus abriu uma brecha extremamente estreita para prosélitos que renunciavam suas origens gentílicas e ingressavam dentro do povo de Deus por meio de batismo, circuncisão, sacrifício e compromisso com a Lei. Assim alcançariam o supremo benefício de ingressar no povo de Deus chamado Israel, mas não a garantia da salvação.
Os profetas do Antigo Testamento previam um tempo futuro em que o Messias viria, não apenas para trazer a salvação ao povo escolhido (Is 42.6; 49.6), mas também aos gentios. Não seria justamente a bênção que Deus deu a Abraão que se estenderia a todas as nações da terra por meio do seu descendente (Gn 12.3; Gl 3.16)? A Nova Aliança efetuada pela pessoa e obra de Jesus na cruz criou uma “raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus”, composta de judeus e gentios convertidos (1Pe 2.9).
De acordo com o Novo Testamento, a salvação de qualquer pessoa, judeu ou gentio, dependia da confissão que Jesus é Senhor (normalmente no batismo que marcava a morte e ressurreição com Cristo) e crer na ressurreição de Jesus (Rm 10.9). Todos que se arrependiam e criam eram incluídos nos salvos. A Grande Comissão que Jesus deu aos seus seguidores foi de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando-os a obedecer tudo que Jesus ensinou (Mt 28.19,20). Desta maneira, o universalismo dos profetas, no qual as nações subiriam ao monte do Senhor (Is 2.3), se cumpria no convite do Evangelho universal a todos que foram comprados para Deus pelo sangue de Jesus, os que procedem de toda tribo, língua e nação (Ap 5.9).
A doutrina ortodoxa enraizada no Novo Testamento que oferece a garantia da salvação a todos que se arrependem e crêem no Senhor Jesus não é o universalismo que ensina que todos os seres humanos serão aceitos por Deus e gozarão do benefício da morte de Jesus. O universalismo neste sentido foi condenado no Concílio de Constantinopla como uma heresia em 543 d.C. Reapareceu entre os mais extremados anabatistas, alguns Morávios e outros poucos grupos não ortodoxos. Schleiermacher, conhecido pai do liberalismo, abraçou esta posição, seguido por teólogos mais radicais como John A.T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann. Até o mais destacado teólogo do século 20, Karl Barth, não se posicionou contra esta esperança, mesmo sem se declarar abertamente a seu favor. Os evangélicos, porém, se opõem contundentemente a essa doutrina. Eles reconhecem no universalismo uma forma moderna da mentira de Satanás no jardim: “Certamente, não morrerás”.
“Atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.32). “Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). João diz que “Jesus Cristo é a luz que ilumina a todo homem” (Jo 1.9). Paulo afirma: “Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). “A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11).
Mesmo que pareça convincente o argumento exegético, quem examinar mais profundamente encontrará boas razões para rejeitar a salvação universal. Considerar estes textos dentro do seu contexto mais amplo convencerá o intérprete não preconceituoso que os autores bíblicos não estão declarando a possibilidade de salvação sem fé no Senhor Jesus Cristo. Considere Hebreus 11.6 que diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”.
O dualismo que divide toda a humanidade aparece em todo o Novo Testamento. O juiz tem sua pá na mão, limpará completamente a sua eira; “recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.11,12). Sem nascer de novo não há esperança de ver o Reino de Deus. Achar que o amor de Deus é tão extenso que ninguém pode cair fora dele, é uma crença muito conveniente para os que rejeitam o teor de todo o ensino da Bíblia. Não convém se arriscar em tão fraca esperança".
Fonte: Revista Enfoque n° 59 de Junho/2006 - Russell Shedd é PhD em Teologia do Novo Testamento e doutor em Divindade.
"O ensinamento que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus se chama “universalismo”. De modo crescente, o universalismo se insinua por declarações da Igreja Católica Romana, bem como alguns grupos e igrejas protestantes de linha mais liberal. Esta doutrina se mantém e se propaga pela força de dois tipos de argumentação. O primeiro, sendo teológico, apela para a razão e emoções humanas, enquanto o segundo se fundamenta em interpretações duvidosas de alguns trechos da Bíblia.
O nacionalismo judaico que dominava na época de Jesus abriu uma brecha extremamente estreita para prosélitos que renunciavam suas origens gentílicas e ingressavam dentro do povo de Deus por meio de batismo, circuncisão, sacrifício e compromisso com a Lei. Assim alcançariam o supremo benefício de ingressar no povo de Deus chamado Israel, mas não a garantia da salvação.
Os profetas do Antigo Testamento previam um tempo futuro em que o Messias viria, não apenas para trazer a salvação ao povo escolhido (Is 42.6; 49.6), mas também aos gentios. Não seria justamente a bênção que Deus deu a Abraão que se estenderia a todas as nações da terra por meio do seu descendente (Gn 12.3; Gl 3.16)? A Nova Aliança efetuada pela pessoa e obra de Jesus na cruz criou uma “raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus”, composta de judeus e gentios convertidos (1Pe 2.9).
De acordo com o Novo Testamento, a salvação de qualquer pessoa, judeu ou gentio, dependia da confissão que Jesus é Senhor (normalmente no batismo que marcava a morte e ressurreição com Cristo) e crer na ressurreição de Jesus (Rm 10.9). Todos que se arrependiam e criam eram incluídos nos salvos. A Grande Comissão que Jesus deu aos seus seguidores foi de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando-os a obedecer tudo que Jesus ensinou (Mt 28.19,20). Desta maneira, o universalismo dos profetas, no qual as nações subiriam ao monte do Senhor (Is 2.3), se cumpria no convite do Evangelho universal a todos que foram comprados para Deus pelo sangue de Jesus, os que procedem de toda tribo, língua e nação (Ap 5.9).
A doutrina ortodoxa enraizada no Novo Testamento que oferece a garantia da salvação a todos que se arrependem e crêem no Senhor Jesus não é o universalismo que ensina que todos os seres humanos serão aceitos por Deus e gozarão do benefício da morte de Jesus. O universalismo neste sentido foi condenado no Concílio de Constantinopla como uma heresia em 543 d.C. Reapareceu entre os mais extremados anabatistas, alguns Morávios e outros poucos grupos não ortodoxos. Schleiermacher, conhecido pai do liberalismo, abraçou esta posição, seguido por teólogos mais radicais como John A.T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann. Até o mais destacado teólogo do século 20, Karl Barth, não se posicionou contra esta esperança, mesmo sem se declarar abertamente a seu favor. Os evangélicos, porém, se opõem contundentemente a essa doutrina. Eles reconhecem no universalismo uma forma moderna da mentira de Satanás no jardim: “Certamente, não morrerás”.
“Atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.32). “Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). João diz que “Jesus Cristo é a luz que ilumina a todo homem” (Jo 1.9). Paulo afirma: “Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). “A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11).
Mesmo que pareça convincente o argumento exegético, quem examinar mais profundamente encontrará boas razões para rejeitar a salvação universal. Considerar estes textos dentro do seu contexto mais amplo convencerá o intérprete não preconceituoso que os autores bíblicos não estão declarando a possibilidade de salvação sem fé no Senhor Jesus Cristo. Considere Hebreus 11.6 que diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”.
O dualismo que divide toda a humanidade aparece em todo o Novo Testamento. O juiz tem sua pá na mão, limpará completamente a sua eira; “recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.11,12). Sem nascer de novo não há esperança de ver o Reino de Deus. Achar que o amor de Deus é tão extenso que ninguém pode cair fora dele, é uma crença muito conveniente para os que rejeitam o teor de todo o ensino da Bíblia. Não convém se arriscar em tão fraca esperança".
Fonte: Revista Enfoque n° 59 de Junho/2006 - Russell Shedd é PhD em Teologia do Novo Testamento e doutor em Divindade.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
CUIDADO COM O BAILE DE MÁSCARAS
O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios disse: "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" II Cor 3:18. Soren Kierkegaard certa vez disse que, a vida é um baile de máscaras. Ele sabia que este, era o escudo atrás do qual as almas se escondiam de si mesmas, e, assim, tentavam ocultar suas faces também para a percepção dos demais. A maioria quer ser famosa, mas poucos querem ser conhecidos! Ora, usar máscaras, para muitos, não passa de truque, de um direito, de uma opção: ser ou não ser; mostrar ou não mostrar; como se tal bravata contra o próprio ser pudesse passar sem punição. Para muitos, esconder-se atrás das máscaras é apenas um questão de proteção ou de diversão inexaurível e viciante. Sim, acaba virando um vício do ser, a tal ponto que sem as máscaras muitos homens não suportam e morrem. Assim, para a maioria, sem o personagem, acaba a pessoa. Talvez esta seja a razão pela qual até agora, ninguém conseguiu conhecer você, pois toda revelação que você faz de “si mesmo”, é sempre uma ilusão. Você não sabe quem você é, mas apenas sabe qual deve ser a sua imagem, a sua máscara. Nesse caso, sua mais ardente e compulsiva tarefa na existência, consiste em preservar seu esconderijo. E, sem dúvida, devemos admitir que muita gente desenvolveu tal capacidade de transformismo com a mesma habilidade dos polvos miméticos. Sendo assim, diz Kierkegaard, “você é tão mais bem sucedido, quanto mais enigmática for a sua máscara”. Quando a existência se transforma “nisto”, eu e você viramos de fato nada além de NADA. Ou seja, passamos a ser apenas uma “relação com os outros”; e o que nos tornamos é unicamente em razão e em “virtude dessa relação”. A moral é a grande máscara. E os moralistas são o que detém o maior número de disfarces. Entre esses, o mais danoso de todos é o estelionatário da religião, o picareta que come as almas dos homens. Lobos mascarados de ovelhas! Muitos existem assim. Daí, quando acontecem catástrofes que lhes roubam as “máscaras”, ficam em estado de desespero, visto que, sem a máscara eles não possuem um rosto próprio, algo que a própria pessoa reconheça para si e como sua, e não apenas como um reflexo da imagem que os outros devolvem para você mesmo, supostamente acerca de quem você aparenta ser para eles. Desse modo, você vende imagem, e se alimenta dela. Mas no dia em que as máscaras são tiradas, muitos não conseguem mais viver, pois neles não há uma vida própria, mas apenas uma existência fabricada para consumo no Baile de Fantasias, que é a existência de muita gente. ”Você não sabe que vem a hora chamada “meia noite” na qual todos terão que lançar fora suas máscaras? Você crê realmente que a vida se deixará zombar para sempre? Ou talvez você pense que pode escapar um pouco antes da “meia noite” e fugir de tal hora? Ou será que você fica apavorado com essa idéia?”—pergunta o profeta. Você consegue pensar em algo mais apavorante do que ter que viver tal “meia noite” em sua existência na Terra ou em qualquer outro lugar onde isto possa lhe acontecer? Quem vive nesse Baile de Fantasias não tem idéia do que faz de mal à sua própria alma. Não existe droga mais viciante do que a força compulsiva da “máscara”. Aquele que se faz um com a mascara, faz-se um com o Nada, pois sua natureza vai se dissolvendo numa multiplicidade...e que acaba fazendo com que esse ser realmente se torne muitos. Pode acontecer, de se tornar semelhante àquele pobre Gadareno, ocupado por “infelizes demônios”; numa legião de falsas identidades, que não são suas identidades, e muito menos correspondem a você! Os demônios habitam sob máscaras. Por isto mascarados lhes são tão desejáveis residências. Pobre do auto-enganado que pensa que as máscaras o salvarão! Tire de sua cara a máscara. Do contrário, você poderá vir a perder a coisa mais sagrada e preciosa de um ser humano - o poder unificador da personalidade, e a capacidade abençoada de se tornar alguém que seja realmente você. Deixe que Deus retire o véu da sua face para que você possa, com cara descoberta refletir a glória do Senhor, sendo transformado pelo Espírito Santo, na imagem de Jesus Cristo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
LULA DIZ QUE JESUS FARIA ALIANÇA COM JUDAS
O Jornal Folha de São Paulo publicou dia 22/10/2009, uma entrevista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu ao repórter especial da Folha Kennedy Alencar. Quando perguntado sobre concessões e alianças políticas, Lula, resolveu colocar Jesus no meio. Abaixo, a pergunta, a resposta do presidente e a repercursão pela ex-Ministra Marina Silva e pela CNBB.
FOLHA - Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?
LULA - Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.
Marina Silva
A senadora Marina Silva (PV-AC) classificou nesta quinta-feira como uma "metáfora infeliz" a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha, Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação.
"Nem todas as metáforas são felizes e essa é uma metáfora infeliz. Obviamente que Jesus já nos mostrou que a aliança com Judas, quando a gente já sabe que ele é Judas, não deve ser feita. Jesus apostou que Judas poderia fazer diferente o tempo todo, mas quando ele se declarou Judas, não houve mais um lugar naquele momento. Foi uma metáfora infeliz", afirmou Marina.
Evangélica da Assembleia de Deus, Marina participou hoje do simpósio "Espiritualidade do Cuidado", promovido pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, sobre ambiente. A senadora falou sobre a necessidade do "uso cuidadoso" dos recursos naturais do planeta e se identificou com os fiéis ao chamá-los de irmãos e citar vários trechos da Bíblia. Também sugeriu aos líderes da igreja que, quando forem trocar o púlpito, que exijam um móvel de madeira certificada.
O pastor titular da Primeira IPI, Abival Pires da Silveira, explicou que a presença de Marina não teve objetivo eleitoral, uma vez que a senadora é pré-candidata à Presidência da República. Segundo ele, o simpósio começou a ser preparado há mais de um ano, antes de Marina deixar o PT e mudar o cenário político nacional. "Não tem conotação política, embora os outros tentem usar politicamente", disse.
CNBB
O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Dimas Lara Barbosa, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. Dom Dimas disse que, apesar de Judas ser um dos discípulos de Cristo, Jesus não fazia alianças com "fariseus" --numa referência a pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra.
O representante da CNBB ainda ironizou a declaração do presidente. "Para governar o Brasil? Estamos tão mal assim? Queria dizer que, sem dúvida Judas foi discípulo de Cristo, mas Cristo conhece o coração das pessoas e reconhece a liberdade de cada um. Cristo não fez alianças com fariseus. Pelo contrário, teve palavras duras para com eles. Deus conhece o coração das pessoas", afirmou.
Fonte: Folha online.
MEU COMENTÁRIO: Não sei o que os líderes e políticos evangélicos, que de vez em quando se encontram com o Lula, estão ensinando para ele, mas pelo que vi, a imagem que ele ficou de "Jesus", não é do Evangelho, mas de alguém que faz barganhas com todo mundo. Se Jesus fosse político, não teria sido crucificado, teria feito concessões na sua mensagem aos líderes religiosos de sua época, conseguiria uma vaga no Sinédrio e através de amplas alianças, se tornaria representante político do povo junto a Herodes e Pilatos. Mas como ele não era e não fez barganhas com ninguém, aconteceu o que aconteceu.
FOLHA - Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?
LULA - Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.
Marina Silva
A senadora Marina Silva (PV-AC) classificou nesta quinta-feira como uma "metáfora infeliz" a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha, Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação.
"Nem todas as metáforas são felizes e essa é uma metáfora infeliz. Obviamente que Jesus já nos mostrou que a aliança com Judas, quando a gente já sabe que ele é Judas, não deve ser feita. Jesus apostou que Judas poderia fazer diferente o tempo todo, mas quando ele se declarou Judas, não houve mais um lugar naquele momento. Foi uma metáfora infeliz", afirmou Marina.
Evangélica da Assembleia de Deus, Marina participou hoje do simpósio "Espiritualidade do Cuidado", promovido pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, sobre ambiente. A senadora falou sobre a necessidade do "uso cuidadoso" dos recursos naturais do planeta e se identificou com os fiéis ao chamá-los de irmãos e citar vários trechos da Bíblia. Também sugeriu aos líderes da igreja que, quando forem trocar o púlpito, que exijam um móvel de madeira certificada.
O pastor titular da Primeira IPI, Abival Pires da Silveira, explicou que a presença de Marina não teve objetivo eleitoral, uma vez que a senadora é pré-candidata à Presidência da República. Segundo ele, o simpósio começou a ser preparado há mais de um ano, antes de Marina deixar o PT e mudar o cenário político nacional. "Não tem conotação política, embora os outros tentem usar politicamente", disse.
CNBB
O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Dimas Lara Barbosa, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. Dom Dimas disse que, apesar de Judas ser um dos discípulos de Cristo, Jesus não fazia alianças com "fariseus" --numa referência a pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra.
O representante da CNBB ainda ironizou a declaração do presidente. "Para governar o Brasil? Estamos tão mal assim? Queria dizer que, sem dúvida Judas foi discípulo de Cristo, mas Cristo conhece o coração das pessoas e reconhece a liberdade de cada um. Cristo não fez alianças com fariseus. Pelo contrário, teve palavras duras para com eles. Deus conhece o coração das pessoas", afirmou.
Fonte: Folha online.
MEU COMENTÁRIO: Não sei o que os líderes e políticos evangélicos, que de vez em quando se encontram com o Lula, estão ensinando para ele, mas pelo que vi, a imagem que ele ficou de "Jesus", não é do Evangelho, mas de alguém que faz barganhas com todo mundo. Se Jesus fosse político, não teria sido crucificado, teria feito concessões na sua mensagem aos líderes religiosos de sua época, conseguiria uma vaga no Sinédrio e através de amplas alianças, se tornaria representante político do povo junto a Herodes e Pilatos. Mas como ele não era e não fez barganhas com ninguém, aconteceu o que aconteceu.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
OBAMA ESTÁ PRONTO A CEDER A SOBERANIA DOS ESTADOS UNIDOS

O presidente norte-americano Barack Obama, segundo a Revista Veja, depois de atacar a Fox News, que é o único canal da mídia americana, que lhe faz oposição, agora, segundo o Lorde britânico, Christopher Monckton, que foi assessor para ciências da Primeira-Ministra britânica Margareth Thatcher, quer entregar a soberania dos EUA, em prol de um governo global. Veja a fala do Lorde e reflita:
"Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement]".
O Minnesota Free Market Institute organizou evento na Universidade Bethel, na cidade de St. Paul, Minnesota, na noite da última quarta-feira (14/10), tendo como principal orador Lorde Christopher Monckton, que foi assessor para ciências da Primeira-Ministra britânica Margareth Thatcher. Lorde Monckton proferiu longa e cáustica palestra em que apresentou detalhados mapas, gráficos, fatos e dados que culminaram com a total destruição tanto do conceito popular de aquecimento global quanto da credibilidade da ameaça de qualquer mudança climática significativa causada pelo homem.
Resumo detalhado da apresentação de Monckton será publicado assim que compilado. No entanto, trecho de sua palestra requer publicação imediata. Se fidedigna, a preocupação veiculada por Monckton pode provar-se a questão mais importante para a nação americana - mais importante do que a reforma do sistema de saúde, do que o projeto de lei ambientalista de "cap and trade" -, a reclamar portanto a atenção concentrada de todo cidadão.
Eis as palavras finais de Monckton,conforme copiadas de minha gravação:
Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. A maioria dos países do terceiro mundo vai assiná-lo, pois acreditam que vão ganhar dinheiro com ele. A maior parte do regime esquerdista da União Européia vai carimbá-lo. Virtualmente não haverá ninguém que não o assinará.
Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement].
Quantos de vós acreditam que a palavra "eleição" ou "democracia" ou "voto" ou "votação" aparece pelo menos uma vez nas 200 páginas do tratado? É isso mesmo: elas não aparecem nenhuma vez. Então finalmente os comunistas, que saíram correndo do muro de Berlim para dentro do movimento ambientalista, que tomaram o Greenpeace de maneira que meus amigos que o fundaram tiveram de deixá-lo um ano depois, pois [os comunistas] o tomaram - agora a hora da apoteose está próxima. Eles estão prestes a impor ao mundo um governo global comunista. Vós [americanos] tendes um presidente que tem fortes simpatias com esse ponto de vista. Ele vai assinar o tratado. Ele vai assinar qualquer coisa. Ele é ganhador do prêmio Nobel da Paz; é claro que ele vai assiná-lo.
[risos]
E o problema é o seguinte: se esse tratado for assinado, se a vossa Constituição diz que ele tem precedência sobre a Constituição[sic; quis dizer "sobre a lei interna"], e se só se pode deixar o tratado com a concordância de todos os outros membros estatais, e como os EUA são o maior pagador, não vão deixá-lo sair.
Então, obrigado, América! Tu foste o farol da liberdade para o mundo. É já um privilégio apenas pisar neste solo de liberdade enquanto ele ainda é livre. Mas nas próximas semanas, a menos que o impeçais, vosso presidente vai abrir mão de vossa liberdade, de vossa democracia, de vossa humanidade para sempre. E nem vós, nem qualquer governo futuro que elejais terá a menor condição de tomá-los de volta. É tão sério assim. Eu li o tratado. Eu vi esse negócio do governo [mundial] e da dívida climática e da aplicação [do tratado]. Eles vão fazer isso convosco, quer gostais, quer não.
Mas eu acho que é aqui, aqui na vossa grande nação, que eu tanto amo e tanto admiro - é aqui que talvez, à undécima hora, no qüinquagésimo nono segundo do qüiquagésimo nono minuto, havereis de vos erguer e de impedir vosso presidente de assinar esse tratado terrível e sem sentido. Pois não há problema algum com o clima e, mesmo que houvesse, um tratado econômico em nada o [ajudaria].
Concluo dizendo a vós as palavras que Winston Churchill dirigiu a vosso presidente na hora mais escura, antes da aurora da liberdade, na Segunda Guerra Mundial.
Lord Monckton foi aplaudido de pé e respondeu a uma série de perguntas da platéia. Dentre essas, estas são relevantes para o vindouro tratado de Copenhague:
Pergunta: A atual administração e a maioria democrata no Congresso têm mostrado pouca consideração com a vontade do povo. Eles estão tentando aprovar uma agenda de mais governo e mais impostos e encargos para as gerações futuras. E nada parece detê-los. Como o Sr. sugere que impeçamos Obama de fazer isso, porque eu não vejo como impedi-lo de assinar qualquer coisa em Copenhague. Eu acredito que essa é a sua agenda e ele o fará.
LM - Não minimizo a dificuldade. Mas nesse assunto - eu realmente não me meto em política, porque não é certo. No fim, a tua política é para ti. O procedimento correto é entrardes em contato com vossos representantes, tanto no Senado onde o projeto de lei tem de ser aprovado (e podeis tentar pará-lo) e [na Câmara] e levá-los a exigir o seu direito a uma audiência (o qual todos têm) com o presidente e contar a ele sobre esse tratado. Há muitas pessoas poderosas nesta sala, pessoas ricas, influentes. Procurai a mídia, contai-lhes sobre esse tratdo. Se fordes a www.wattsupwiththat.com, encontrareis (se procurardes com cuidado) uma cópia do tratado, pois dei um jeito de colocá-lo lá não faz muito. Lede-o e que a imprensa conte ao povo que a democracia está prestes a ser tomada dele por razão nenhuma, ao menos sem base científica [com relação à mudança climática]. Dizei à imprensa que diga o seguinte: mesmo que exista um problema [com a mudança climática] vós não desejais que vossa democracia vos seja tomada. É tão simples assim.
Independentemente de se está ou não ocorrendo aquecimento global ou se ele é causado pela atividade humana, no em qualquer grau, nós não queremos um governo mundial com o poder de impor impostos aos americanos sem representação eletiva ou qualquer coisa análoga às proteções constitucionais. Os Pais da Pátria dariam voltas em seus túmulos se soubessem que seus descendentes conferiram tal autoridade a um poder estrangeiro, desfazendo efetivamente todos os seus esforços em um ato de Revolução Anti-Americana. Se esse é o nosso destino iminente, precisamos suspender tudo mais e nos concentrar em impedir que isso aconteça. Se cedermos a soberania americana, todos os outros debates tornar-se-ão irrelevantes.
Passando os olhos no tratado, encontrei os objetivos da nova entidade mencionados por Monckton:
38. O esquema para o novo arranjo institucional sob a Convenção será baseado em três pilares básicos: governo; mecanismo facilitativo; e mecanismo financeiro, cuja organização básica incluirá o seguinte:
Governo Mundial (título acrescentado)
(a) O governo será regido pela COP ["Climate Change Conference", Coferência sobre Mudança do Clima] com o apoio de um novo órgão subsidiário sobre adaptação e de um Conselho Executivo responsável pelo gerenciamento dos novos fundos e dos processos e órgãos facilitativos relacionados. O atual secreatriado da Convenção operará como tal, conforme apropriado.
Redistribuir Riqueza (título acrescentado)
b) O mecanismo financeiro da Convenção incluirá um fundo multilateral de mudança climática incluindo cinco janelas: (a) uma janela de Adaptação, (b) uma janela de Compensação, para tratar de perdas e danos do impacto da mudança climática [leia-se a "dívida climática a que se referiu Monckton], incluindo seguro, rehabilitação e componentes compensatórios, (c) uma janela de Tecnologia; (d) uma janela de Mitigação; e (e) uma janela REDD ["Reducing Emissions from Deforestation and Degradation", Reduzindo Emissões do Deflorestamento e Degradação], para apoiar processos multi-fásicos para incentivos positivos para florestas relacionados a ações REDD.
Com Autoridade para Aplicação [Enforcement] (título acrescentado)
O mecanismo facilitativo da Convenção incluirá: (a) programas de trabalho para adaptação e mitigação; (b) um processo REDD de longa duração;(c) um plano de ação tecnológico de curta duração; (d) um grupo de especialistas em adaptação estabelecido pelo órgão subsidiário em adaptação,e grupos de especialistas em mitigação, tecnologias e monitoramento, relatoria e verificação; e (e) um registro internacional para monitoramento, relatoria e verificação de observância dos compromissos de redução de emissões, e a transferência de recursos técnicos e financeiros de países desenvolvidos para países em desenvolvimento. O secretariado fornecerá apoio técnico e administrativo, inclusice um novo centro para troca de informações.
http://fightinwordsusa.wordpress.com/2009/10/15/obama-poised-to-cede-us-soverignty-claims-british-lord/
Fonte: Mídia Sem Máscara
terça-feira, 20 de outubro de 2009
JESUS E A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
A intolerância religiosa tem de ser tão antiga quanto a própria idéia de religião, mas é duvidoso mérito dos cristãos (e a partir de agora usa a palavra na pior acepção do termo, e também a única) ter refinado o conceito associando a alternativa à escravidão, à tortura e à morte em larga escala. O cristianismo foi a primeira
religião da história a ganhar verdadeiro peso cultural através da
conversão.
O cristianismo histórico foi desde o início, exatamente como nos nossos dias, empreendimento de curto prazo, indústria de resultados.
Jesus passou de ilustre desconhecido a único Deus do vertiginoso Império Romano em meros 300 anos – menos que um piscar de olhos em termos históricos. Não é de estranhar que pelo menos metade dessa conversão nominal do mundo tenha sido adquirida na ponta da espada. A fim de salvar os incréus era necessário não tolerar a sacrílega religião deles: os cristãos entenderam o imediatismo do Ide e saíram
pelo mundo fazendo inimigos, ostracizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito. Essa dupla paixão pelos resultados e paixão pela publicidade deixam claro que o cristianismo histórico não é o menos eloqüente antecessor do convulsivo capitalismo contemporâneo.
Essa implacável visão de mundo, da expansão númerica e comercial como missão divina, determinou toda a história do ocidente, inclusive a sangrenta colonização das Américas. Em 1454 o Papa Nicolau V resume essa postura geral na sua Bula Romanus
Pontifex, em que concede ao rei Afonso de Portugal (e a seu príncipe D. Henrique, que daria forma final à nau oceânica portuguesa e assim o chute inicial às Grandes Navegações), uma singela série de privilégios materiais associados à sua pureza de coração:
“(...) concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, entre outras,
de invadir, conquistar e subjugar quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos
de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo aplicar em
utilidade própria e dos seus descendentes (...)”
P R I M E I R O
P A S S O
Viva a intolerância contra os religiosos
Nenhuma manifestação do cristianismo institucional dos nossos dias difere, em qualquer sentido importante, da inclinação geral do parágrafo acima. Os filhos do Rei permanecem reclamando seus direitos, absolutamente convencidos da primazia da sua condição. Os religiosos cristãos chafurdam em seus merecimentos, e oram
descaradamente para extrair alguma prosperidade dos inimigos de Cristo ou reduzi-los à servidão – o que for mais imediato ou der mais prazer (e é naturalmente graças aos cristãos que cremos que essas duas últimas coisas andam juntas).
Por alguma razão que Cristo não teria como entender, os que se consideram cristãos são os mesmos que se consideram religiosos. E, dentro da mesma lógica ignorante dos fatos, os que não se submetem à religião são considerados inimigos de Cristo.
Talvez baste para você pensar e agir assim, mas se você quer ser de fato como Cristo é absolutamente necessário dar o primeiro e louquíssimo passo na direção de Deus e para longe da religião.
Porque Jesus, como deixam abundantemente claro os evangelhos, promovia e aplicava consistentemente uma forma muito particular de intolerância religiosa: a intolerância contra os religiosos. Jesus, que comia com estelionatários, bebia com agiotas e era amigão de prostitutas, tolerava aparentemente tudo em todos.
“Eu não condeno você”, ele ousou blasfemar aos ouvidos da mulher adúltera. O rabi puxava conversa com divorciadas promíscuas, pousava sua mão sobre leprosos de que todos desviavam o olhar e dormia nas camas rendadas de inimigos do povo. O sujeito conseguiu o feito inédito de sustentar a fama de homem de Deus ao mesmo
tempo em que abraçava os puxadores de fumo, traficantes, travestis e aidéticos do seu tempo.
Mas havia um limite para a sacanagem que ele podia engolir. A única classe de pessoas que fazia Jesus perder a paciência e a compostura era, formidavelmente, a dos religiosos. Aquele que mostrou-se disposto a acolher sem qualquer transição um criminoso no seu paraíso não tinha uma única palavra de tolerância para os
devotos, os carolas, os piedosos, os santinhos. Esses despertavam a sua ira, e para ser como Jesus é necessário – sinto dizer – que despertem também a sua.
Para demonstrar de forma conveniente a implacável intolerância de Jesus para com os religiosos seriam necessários quatro evangelhos. Deve bastar, no entanto, o relato da homérica lavada que levou um fariseu imprudente que convidou Jesus para
jantar.
É preciso ainda ressaltar que a religiosa intolerância de Jesus para com os religiosos em nenhum momento esteve voltada para o que chamaríamos mais tarde de pagãos. A Jerusalém do tempo de Jesus era cidade ocupada pelos romanos, apinhada de sacrílegos templos, estátuas, estádios, quartéis, teatros e banhos públicos que os judeus piedosos só faziam condenar. Incrivelmente, não chegou até nós nenhuma palavra de condenação de Jesus contra essas barbaridades; pelo contrário, que Jesus estava favoravelmente familiarizado com a cultura romana fica claro, por exemplo, no uso natural e muito apropriado que ele faz do termo hipócrita (ator, mascarado, canastrão), emprestado do teatro, forma de arte que os judeus de boa estirpe ao
mesmo tempo desconheciam e abominavam.
O desconcertante é que, ao mesmo tempo em que tolerava os pagãos, Jesus batia de frente contra os que afirmavam terem o monopólio de acesso ao Verdadeiro Deus. Jesus reconhecia que o vasto e inclassificável Deus das escrituras hebraicas era também o
seu, mas ao mesmo tempo asseverava que os sacerdotes, fariseus e intérpretes que pretendiam tê-lo seqüestrado para si, fechando-o dentro de um sistema religioso estanque, confortável e opressor, não tinham a mínima idéia de com quem e de quem estavam falando.
O primeiro passo para fazer no nosso tempo o que Jesus fez no seu é, incrivelmente, abrir mão de qualquer palavra de condenação contra os ateus, os feiticeiros, os satanistas, os liberais, os wiccans, os macumbeiros, os budistas, os hindus, os animistas – agnósticos e pagãos de todos os matizes. O alvo da nossa intolerância deve ser outro, o alvo que foi também o de Jesus: os que passeiam pelo mundo
crendo ter o aval inequívoco e a credencial indelével do Verdadeiro Deus. Aqueles que, nas palavras de Paulo, estão persuadidos de serem “guias dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutores de ignorantes, mestres de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” – mas que “ensinam os outros sem ensinarem a si mesmos”.
Quando apenas esses nos fizerem perder toda a paciência e a compostura; quando apenas esses nos levarem a abrir a boca em imprecações e maldição, estaremos sendo como Jesus.
Fonte: Em seis passos o que faria Jesus - Paulo Brabo, pgs. 2 a 5.
religião da história a ganhar verdadeiro peso cultural através da
conversão.
O cristianismo histórico foi desde o início, exatamente como nos nossos dias, empreendimento de curto prazo, indústria de resultados.
Jesus passou de ilustre desconhecido a único Deus do vertiginoso Império Romano em meros 300 anos – menos que um piscar de olhos em termos históricos. Não é de estranhar que pelo menos metade dessa conversão nominal do mundo tenha sido adquirida na ponta da espada. A fim de salvar os incréus era necessário não tolerar a sacrílega religião deles: os cristãos entenderam o imediatismo do Ide e saíram
pelo mundo fazendo inimigos, ostracizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito. Essa dupla paixão pelos resultados e paixão pela publicidade deixam claro que o cristianismo histórico não é o menos eloqüente antecessor do convulsivo capitalismo contemporâneo.
Essa implacável visão de mundo, da expansão númerica e comercial como missão divina, determinou toda a história do ocidente, inclusive a sangrenta colonização das Américas. Em 1454 o Papa Nicolau V resume essa postura geral na sua Bula Romanus
Pontifex, em que concede ao rei Afonso de Portugal (e a seu príncipe D. Henrique, que daria forma final à nau oceânica portuguesa e assim o chute inicial às Grandes Navegações), uma singela série de privilégios materiais associados à sua pureza de coração:
“(...) concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, entre outras,
de invadir, conquistar e subjugar quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos
de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo aplicar em
utilidade própria e dos seus descendentes (...)”
P R I M E I R O
P A S S O
Viva a intolerância contra os religiosos
Nenhuma manifestação do cristianismo institucional dos nossos dias difere, em qualquer sentido importante, da inclinação geral do parágrafo acima. Os filhos do Rei permanecem reclamando seus direitos, absolutamente convencidos da primazia da sua condição. Os religiosos cristãos chafurdam em seus merecimentos, e oram
descaradamente para extrair alguma prosperidade dos inimigos de Cristo ou reduzi-los à servidão – o que for mais imediato ou der mais prazer (e é naturalmente graças aos cristãos que cremos que essas duas últimas coisas andam juntas).
Por alguma razão que Cristo não teria como entender, os que se consideram cristãos são os mesmos que se consideram religiosos. E, dentro da mesma lógica ignorante dos fatos, os que não se submetem à religião são considerados inimigos de Cristo.
Talvez baste para você pensar e agir assim, mas se você quer ser de fato como Cristo é absolutamente necessário dar o primeiro e louquíssimo passo na direção de Deus e para longe da religião.
Porque Jesus, como deixam abundantemente claro os evangelhos, promovia e aplicava consistentemente uma forma muito particular de intolerância religiosa: a intolerância contra os religiosos. Jesus, que comia com estelionatários, bebia com agiotas e era amigão de prostitutas, tolerava aparentemente tudo em todos.
“Eu não condeno você”, ele ousou blasfemar aos ouvidos da mulher adúltera. O rabi puxava conversa com divorciadas promíscuas, pousava sua mão sobre leprosos de que todos desviavam o olhar e dormia nas camas rendadas de inimigos do povo. O sujeito conseguiu o feito inédito de sustentar a fama de homem de Deus ao mesmo
tempo em que abraçava os puxadores de fumo, traficantes, travestis e aidéticos do seu tempo.
Mas havia um limite para a sacanagem que ele podia engolir. A única classe de pessoas que fazia Jesus perder a paciência e a compostura era, formidavelmente, a dos religiosos. Aquele que mostrou-se disposto a acolher sem qualquer transição um criminoso no seu paraíso não tinha uma única palavra de tolerância para os
devotos, os carolas, os piedosos, os santinhos. Esses despertavam a sua ira, e para ser como Jesus é necessário – sinto dizer – que despertem também a sua.
Para demonstrar de forma conveniente a implacável intolerância de Jesus para com os religiosos seriam necessários quatro evangelhos. Deve bastar, no entanto, o relato da homérica lavada que levou um fariseu imprudente que convidou Jesus para
jantar.
É preciso ainda ressaltar que a religiosa intolerância de Jesus para com os religiosos em nenhum momento esteve voltada para o que chamaríamos mais tarde de pagãos. A Jerusalém do tempo de Jesus era cidade ocupada pelos romanos, apinhada de sacrílegos templos, estátuas, estádios, quartéis, teatros e banhos públicos que os judeus piedosos só faziam condenar. Incrivelmente, não chegou até nós nenhuma palavra de condenação de Jesus contra essas barbaridades; pelo contrário, que Jesus estava favoravelmente familiarizado com a cultura romana fica claro, por exemplo, no uso natural e muito apropriado que ele faz do termo hipócrita (ator, mascarado, canastrão), emprestado do teatro, forma de arte que os judeus de boa estirpe ao
mesmo tempo desconheciam e abominavam.
O desconcertante é que, ao mesmo tempo em que tolerava os pagãos, Jesus batia de frente contra os que afirmavam terem o monopólio de acesso ao Verdadeiro Deus. Jesus reconhecia que o vasto e inclassificável Deus das escrituras hebraicas era também o
seu, mas ao mesmo tempo asseverava que os sacerdotes, fariseus e intérpretes que pretendiam tê-lo seqüestrado para si, fechando-o dentro de um sistema religioso estanque, confortável e opressor, não tinham a mínima idéia de com quem e de quem estavam falando.
O primeiro passo para fazer no nosso tempo o que Jesus fez no seu é, incrivelmente, abrir mão de qualquer palavra de condenação contra os ateus, os feiticeiros, os satanistas, os liberais, os wiccans, os macumbeiros, os budistas, os hindus, os animistas – agnósticos e pagãos de todos os matizes. O alvo da nossa intolerância deve ser outro, o alvo que foi também o de Jesus: os que passeiam pelo mundo
crendo ter o aval inequívoco e a credencial indelével do Verdadeiro Deus. Aqueles que, nas palavras de Paulo, estão persuadidos de serem “guias dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutores de ignorantes, mestres de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” – mas que “ensinam os outros sem ensinarem a si mesmos”.
Quando apenas esses nos fizerem perder toda a paciência e a compostura; quando apenas esses nos levarem a abrir a boca em imprecações e maldição, estaremos sendo como Jesus.
Fonte: Em seis passos o que faria Jesus - Paulo Brabo, pgs. 2 a 5.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
UM DESAFIO MISSIONÁRIO CHAMADO NIGÉRIA



Recentemente postei dois vídeos do youtube, onde mostrava a tragédia das crianças na Nigéria e no Congo, onde as mesmas são acusadas de bruxaria pelos líderes "cristãos" e são muitas vezes, abusadas e abandonadas pela família. Agora estarei postando a opinião de um defensor do Cristianismo de matriz africana, Walter Passos, sobre o assunto, vale a pena conferir:
"Diversos blogs em muitos países divulgaram a situação de algumas igrejas e seus pastores na Nigéria que acusam crianças de bruxarias. Sem olhar mais acurado, de certo preconceituoso, usa-se a mídia como arma psicológica para agredir o povo preto, perpassando mais uma vez a ideologia caucasiana de que tudo na África é demoníaco. Ao entendimento desse fenômeno étnico-social e religioso, é imprescindível conhecermos a Nigéria.
NIGÉRIA
A Nigéria está localizada no centro-oeste da África com uma área: 923.768 km2. E uma população total de 148 milhões, sendo grupos étnicos autóctones 94,5% (principais: hauçás 23%, fulanis 22%, iorubas 21%, ibos 18%, tives 3%, ijos 6%, buras 1,5%), outros 5,5%%.
É o país mais populoso da África e um dos mais ricos do continente africano. Numericamente, ultrapassa a população total estimada de todos os países do Oeste Africano. Cerca da metade da população nigeriana afirma seguir a fé cristã.
CRISTIANISMO NA NIGÉRIA
O cristianismo já existia na região desde o século IV através do grande teólogo africano e preto Agostinho. Os primeiros contatos dos cristãos caucasianos na Nigéria ocorreram no século XV, com a introdução do cristianismo católico pelos portugueses. No entanto, foi praticamente extinto durante os anos seguintes, e no século XIX foram enviado cerca de 200 missionários católicos romanos. Desde então, a Igreja Católica tem crescido e agora afirma aproximadamente ter 19 milhões de membros e seguidores, principalmente no sudeste.
Os primeiros missionários protestantes foram metodistas wesleyanos. Eles começaram a trabalhar no sudoeste entre os Yoruba, em 1842. Outros grupos protestantes seguiram: Igreja Missionária Society (evangélico anglicano), United Free Church of Scotland, e os batistas do sul. Ao longo dos últimos 100 anos, várias outras missões já entraram Nigéria: Onde Iboe Missão (agora conhecida como Missão África), Sudão Unido Missão (incorporando tais grupos como os britânicos e Sul Africano interdenominacional sucursais, bem como o CRC, Países Baixos Igreja Reformada, a Igreja Reformada holandesa Sul Africana, os Metodistas Unidos e da luterana dinamarquesa, Synodical Conferência das Igrejas Luterana, Exército de Salvação, Assembléias de Deus, e da Igreja Menonita da América do Norte. Quase todas estas missões têm plantado grandes igrejas. Por exemplo, a Igreja Anglicana da Nigéria agrupa mais de 11 milhões de membros e seguidores.
As igrejas protestantes na Nigéria possuem diversos centros universitários, sendo considerados entre os melhores do país, entre eles podemos destacar o pertencente à Convenção Batista Nigeriana (Bowen University).
PENTECOSTALISMO E CARISMÁTICOS NA NIGÉRIA
A maior parcela religiosa nigeriana está dividida entre mulçumanos e cristãos, agrupando assim, uma minoria seguidora de outras religiões. Evidente que na Nigéria como no Brasil, as religiões que cultuam os orixás possuem minoria de adeptos, pela perseguição e falta de respeito decorrente da colonização caucasiana, e no país africano, especificamente, também em conseqüência da invasão islâmica na região.
O crescimento do cristianismo e do islã na Nigéria acarreta problemas seríssimos na administração do país, pela luta do poder político.
Nos últimos censos realizados viu-se que de cada dez nigerianos, três são pentecostais e carismáticos. De dez protestantes, seis são pentecostais e carismáticos, e entre dez católicos, três são carismáticos. Conclui-se assim que cerca de um terço da Nigéria é pentecostal-carismatica, terceiro país do planeta em número de membros carismáticos e pentecostais, só sendo superado pelo Brasil e pelos Estados Unidos da América.
“Todo domingo, centenas de milhares de fiéis em Lagos se dirigem às inúmeras igrejas da cidade para vivenciar a experiência do pentecostalismo e sentir o Espírito divino. Nas vias de saída da cidade, na direção de Ibadan, foram construídas verdadeiras catedrais com capacidade para 10 mil pessoas. Na entrada estão escritos dizeres como "Montanha do fogo e do milagre", "Embaixada Christi" ou "Campo da redenção". Essa rodovia da religião, a "Auto-estrada de Deus", já se tornou um símbolo do êxito das igrejas carismáticas na África.
Um dos grandes culpados pela demonização do povo nigeriano é o alemão Reinhard Bonnke, de Frankfurt (CFAN), (Foto 2 acima). O jornal alemão Die Zeit o caracteriza como "um dos mais bem sucedidos missionários do nosso tempo". Uma dessas evangelizações em massa, foi visitada por 1,6 milhão de pessoas em Lagos, e em Oshogbo, também na Nigéria, um mega-evento deste tipo, em fevereiro de 2007, foi transmitido pela God TV para 200 países. Esteve no ano passado na Igreja Batista de Lagoinha. (Esse ano, segundo o jornal "Mensageiro da Paz", ele esteve realizando uma cruzada evangelística no Rio de Janeiro no final do mês de setembro/09 - Nota do Editor do Blog).
CRIANÇAS E ACUSAÇÃO DE BRUXARIA
A influência de pastores caucasianos nos últimos anos tem deformado ainda mais o Evangelho do Reino, e pastores pretos tentando enriquecer copiam as suas táticas de demonização.
Alguns pastores de igrejas evangélicas pentecostais e carismáticas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e as crueldades indescritíveis a crianças inocentes. Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades. Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada cinco crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque. Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas "Assembléia do Novo Testamento", "Igreja de Deus das Missões", "Evangelho Monte Sião", "Glória de Deus", "Irmandade da Cruz", "Liberdade do Evangelho", entre muitas outras. São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que podem custar 03 a 04 meses de trabalho. Com a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar "curá-las". Esse é o link da notícia, em inglês: [clique aqui].
O Pastor Ita da Igreja do Evangelho Libertador (primeira foto acima), com cerca de 60 igrejas no Delta do Níger, possuidor de um novo e brilhante Audi, em seu terno e gravata, afirma:
"Nós baseamos a nossa fé na Bíblia, somos conduzido pelo Espírito Santo e nós temos um programa para expor a falsa religião e a magia.” O pastor nega cobrança de exorcismos, mas reconhece que sua congregação é pobre e tem que trabalhar duro para cumprir com as contas e vive das doações. Também pacientemente ele explica a condição das crianças bruxas:
"Dar mais do que você pode pagar é benção. Nós somos os únicos que realmente conhecemos os segredos das bruxas. Os pais não vêm aqui com a intenção de abandonar os seus filhos, mas quando uma criança é uma bruxa, então você tem a dizer "o que é que há? “Não é o seu filho.” Os pais vêm até nós quando vêem manifestações. Mas o segredo é a de que, mesmo se você abandonar o seu filho, ainda é a maldição sobre você, mesmo se você matar o seu filho a maldição não acaba. Então você tem que vir aqui para curá-lo e recebê-lo bem.”
O Pastor ainda acusa as crianças de colocar feitiço sobre a sua mãe e provocar nela câncer de mama, e também de espalhar o vírus HIV.
CONCLUSÃO
"Para as Igrejas pentecostais, doar dinheiro e receber a proteção divina como recompensa é um negócio normal. Quem não tem sucesso em vida é culpado por sua desgraça. Por isso, pastores e fundadores de Igrejas são considerados os melhores por terem conquistado grandes riquezas com o próprio esforço."
[DW-world.de]
No Brasil, a bruxaria, a demonização de culturas e exorcismo estão ligados também a grupos recentes saídos do protestantismo, da Renovação Carismática Católica, sendo mais conhecida a Igreja Universal do Reino de Deus, Grupos do G 12, e similares.
A Nigéria berço de grandes civilizações africanas e com problemas imensos de distribuição de renda, apesar de grande potencialidade industrial e detentora de riquezas minerais como o petróleo, se tornou alvo predileto pelo grande contingente populacional, por ter a metade da população seguidora do islã, para um palco de interesses políticos internacionais para as chamadas cruzadas evangelísticas, onde os caucasianos e a globalização de métodos discriminatórios atacam culturas milenares africanas e demonizam o povo preto, além do mais, propagam a idéia do evangelho capitalista, através da teologia da prosperidade e explora a bela nação nigeriana, terra de uma grande parcela dos nossos ancestrais".
Fonte: Adaptado e autorizado por Walter Passos, Teólogo, historiador, pan-africanista, afrocentrista e presidente CNNC – Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos. Pseudônimo: Kefing Foluke.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
I SIMPÓSIO DE TEOLOGIA DO IBADETRIM

Fica aí o convite para quem puder estar conosco em Uberlândia/MG, no nosso primeiro Simpósio de Teologia realizado pelo Instituto Bíblico das Assembléias de Deus do Triângulo Mineiro, nos dias 16 a 18 de Outubro de 2009. A temática do simpósio, vai girar em torno do seguinte assunto: A Educação Teológica e os Desafios do Século XXI. O local do Evento, será o Templo Central da Igreja Assembléia de Deus, cujo líder é o Pr. Alvaro Allen Sanches. Estarão conosco pessoas de várias denominações nos dando a alegria de sua presença. Os ministrantes são: Rev. Mauro Meister, é um dos pastores da Igreja Presbiteriana da Lapa, sendo também um dos editores do blog, "O Tempo, O Mores", juntamente com os pastores Augustos Nicodemus e Solano Portela. O outro ministrante é o Pr. Enoque Vieira, foi professor do IBAD e atualmente é o 3° Vice-Presidente da Igreja Assembléia de Deus em Campinas (ministério de Madureira). Só este mês, já são dois blogueiros evangélicos que marcaram presença em nossa igreja. No início do mês, tivemos o prazer de ter conosco num seminário para jovens, o Pr. Ciro Zibordi, e agora no Simpósio de Teologia, estaremos recebendo o Pastor Mauro Meister.
Será um prazer receber a todos que puderem estarem conosco.
Pr. Juber Donizete Gonçalves
Diretor do IBADETRIM
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
BRASIL EVANGÉLICO?
Tenho estado muito preocupado, ultimamente com o espírito de fanatismo que tem invadido a igreja evangélica no Brasil. Nesses 20 anos, também tenho estado muito alegre por ver que a igreja evangélica tem crescido muito e, com isso, muita gente está encontrando Jesus e, Nele, salvação, libertação, esperança e a possibilidade de uma vida melhor. Entretanto, angustia-me ver que, algumas vezes, esse crescimento, o qual tem o seu aspecto extraordinário, vem tomando contornos de algo não tão sadio, adoecido, estranho, que se assemelha à enfermidade, à patologia, redundando em evidências explicitamente fanáticas. Estamos vivendo, hoje no Brasil, um momento no qual precisamos definir o que queremos que aconteça em nossa pátria. Como povo de Deus, temos duas opções: a primeira é querer ver o Brasil evangélico; a segunda é ver o Brasil de Jesus. O que queremos? O Brasil pode ser evangélico sem ser de Jesus, como pode também ser de Jesus sem ser evangélico. E pode ser de Jesus e ser evangélico. Se tudo aquilo que fosse de Jesus tivesse que ser, necessariamente evangélico, Jesus só estaria tendo vez na História de 180 anos para cá, quando o “Movimento Evangélico” - tal qual o conhecemos hoje começou a existir. Se, para ser de Jesus o mundo tivesse que ser protestante, Jesus só estaria agindo e atuando nele de 500 anos para cá, quando da Reforma Protestante. Enfim, Deus tem meios e modos de fazer que a sua salvação entre no mundo sem, obrigatoriamente, ter que fazê-la evangélica. Digo isto, porque às vezes desenvolvemos esquemas religiosos que se tornam independentes de Deus e divorciados Dele, como uma coisa autônoma. Isso aconteceu com o movimento farisaico do judaísmo, que no início fora um movimento defensor do zelo pelas coisas de Deus, tornando-se, ao final, o “carro-chefe” que deflagou a morte histórica de Jesus. De igual modo, isto se verificou no cristianismo original dos apóstolos, do Novo Testamento, que 300 anos depois, foi “constantinizado”, transformando-se num movimento de natureza política com vistas à unificação do Império Romano, em decorrência do que a Igreja se foi paganizando, até que ela mesma criou um dos movimento mais escuro da história da civilização humana (a Idade das Trevas) do ocidente, com as Cruzadas e o advento da Santa Inquisição, feitas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, utilizando a cruz e todos os demais elementos sagrados do cristianismo, ainda que o Espírito Santo, neles não estivesse presente, nos quais Jesus estivesse ausente e nos quais Deus não se manifestou, mas o diabo. Nós hoje, estamos vivendo um momento singular, quando vemos a fé espalhando-se pelo Brasil. Aleluia! No entanto, a pergunta que devemos nos fazer, com relação à expansão da fé neste país, é o que queremos que aconteça com o Brasil. Queremos vê-lo apenas tornar-se uma nação evangélica, tendo templos em todos os lugares, vendo a maioria das lideranças políticas confessando-se evangélicas, tendo muitos veículos de comunicação evangélicos, com uma boa parte dos recursos financeiros do país em poder daqueles que se dizem evangélicos, etc?...Mas, o Brasil vai continuar o mesmo! Na mesma miséria, com os mesmos casos de corrupção, com a mesma prática política...Talvez, até, pior, pelo fato de não haver mais nenhuma referência evangélica à qual se possa recorrer, não se tendo esperança de alguma coisa alternativa, porque o que era alternativo, acabou virando em algo associado ao que existe de pior no mundo, que por sua vez, passou a usar o nome de Deus para justificar suas ações. É isso, que queremos? E mais, que imagem a Igreja deve buscar construir? Ora, como não poderia deixar de ser, Jesus tem que ser a nossa referência, a nossa busca de reconstrução da imagem da Igreja. Primeiro, porque se somos cristãos, a referência é Cristo e não há nenhum outro. Não é um homem, não é um apóstolo secundário, não é um missionário fabuloso que viveu na Índia - é Jesus a referência. Segundo, se somos evangélicos temos que viver conforme o Evangelho de Jesus. Ora, Jesus desagradou vários grupos políticos e religiosos do seu tempo. Agradou ao Pai e agradou ao povo, que vinha trazendo a Ele, os perdidos, oprimidos, doentes, para serem, salvos, curados e libertos. Então, para uns, a sua imagem estava tremendamente desgastada, enquanto que, para outros, ela crescia em respeito e admiração. O problema da Igreja acontece quando o grupo com as características daqueles que antes odiavam Jesus, começa a aplaudir a Igreja hoje; enquanto o grupo que amava a Jesus, naqueles dias começa a repudiar a Igreja hoje. Ou seja, quando a gente vê pessoas com as mesmas posturas daqueles que, naqueles dias, repudiavam e odiavam as ações de Jesus, afinados com a Igreja hoje, e até liderando-a; enquanto aqueles que nos Evangelhos eram amigos de Jesus, e andavam com Ele, agora ficam longe, não querendo nem ouvir fale dele. Quando isso acontece é porque houve uma inversão radical de valores na Igreja, e ela não tem mais quase nada a ver como o coração do seu Senhor. E ainda, quando as pessoas dizem: "Jesus eu quero, só não quero a Igreja", é porque a Igreja virou anticristã.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
PESQUISA DIZ QUE EVANGÉLICOS AUMENTARAM E CATÓLICOS DIMINUIRAM
"As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão - precisamente R$ 1.032.081.300,00. A Igreja Católica, que tem mais adeptos espalhados pelo País, arrecada menos: são R$ 680.545.620,00 em doações. Os números estão na pesquisa sobre religião realizada pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.
Entre os evangélicos, as igrejas que mais recolhem são as pentecostais, como a Assembleia de Deus, e neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiel doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro das esmolas que os católicos deixam nas suas paróquias (R$ 14,01).
Os evangélicos não-pentecostais, chamados de históricos (presbiterianos e batistas, por exemplo), são os mais generosos. Doam em média R$ 36,03, o que dá um faturamento mensal de R$ 432.576.180,00 às igrejas.
E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que os políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem as igrejas nas campanhas."
A pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu para 59% e o de evangélicos subiu para 23%. "Ou seja, dois em cada dez brasileiros são evangélicos", diz Almeida.
O cientista político Cesar Romero Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, se diz surpreso com a queda de "15 pontos porcentuais" no número de fiéis da Igreja Católica. Mas não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro.
Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram aliança com as oligarquias.
Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. "O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades. Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias."
Figura polêmica, o Bispo Macedo, fundador da Universal do Reino de Deus, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas sua imagem não é das melhores. Para 70% dos entrevistados, "ele usa o dinheiro da Universal para enriquecer". Entre os próprios evangélicos, 57% têm essa impressão. E 18% dizem que "ele é bom e tudo o que faz com o dinheiro da Universal é para o bem de seus fiéis".
Fonte: O Estado de São Paulo
MEU COMENTÁRIO: A interpretação do sociólogo Carlos Alberto Almeida é questionável. Ao dizer que o dinheiro vai para campanhas por causa do número de políticos evangélicos eleitos, o pesquisador demonstra que não conhece bem o que acontece no meio evangélico. Quem conhece os bastidores evangélicos sabem que a relação com os políticos é inversa, porém não menos vergonhosa. Pois são os políticos que trazem o dinheiro pelos votos. Por outro lado, fica claro que as alianças dos políticos com os líderes religiosos, não estão passando despercebidas. Em época de eleição é constrangedor a romaria que os candidatos fazem as igrejas e as barganhas que são feitas pelos líderes, fazendo do povo, massa de manobra.
Entre os evangélicos, as igrejas que mais recolhem são as pentecostais, como a Assembleia de Deus, e neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiel doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro das esmolas que os católicos deixam nas suas paróquias (R$ 14,01).
Os evangélicos não-pentecostais, chamados de históricos (presbiterianos e batistas, por exemplo), são os mais generosos. Doam em média R$ 36,03, o que dá um faturamento mensal de R$ 432.576.180,00 às igrejas.
E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que os políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem as igrejas nas campanhas."
A pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu para 59% e o de evangélicos subiu para 23%. "Ou seja, dois em cada dez brasileiros são evangélicos", diz Almeida.
O cientista político Cesar Romero Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, se diz surpreso com a queda de "15 pontos porcentuais" no número de fiéis da Igreja Católica. Mas não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro.
Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram aliança com as oligarquias.
Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. "O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades. Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias."
Figura polêmica, o Bispo Macedo, fundador da Universal do Reino de Deus, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas sua imagem não é das melhores. Para 70% dos entrevistados, "ele usa o dinheiro da Universal para enriquecer". Entre os próprios evangélicos, 57% têm essa impressão. E 18% dizem que "ele é bom e tudo o que faz com o dinheiro da Universal é para o bem de seus fiéis".
Fonte: O Estado de São Paulo
MEU COMENTÁRIO: A interpretação do sociólogo Carlos Alberto Almeida é questionável. Ao dizer que o dinheiro vai para campanhas por causa do número de políticos evangélicos eleitos, o pesquisador demonstra que não conhece bem o que acontece no meio evangélico. Quem conhece os bastidores evangélicos sabem que a relação com os políticos é inversa, porém não menos vergonhosa. Pois são os políticos que trazem o dinheiro pelos votos. Por outro lado, fica claro que as alianças dos políticos com os líderes religiosos, não estão passando despercebidas. Em época de eleição é constrangedor a romaria que os candidatos fazem as igrejas e as barganhas que são feitas pelos líderes, fazendo do povo, massa de manobra.
sábado, 10 de outubro de 2009
Crianças Bruxas: Acusadas em Nome de Jesus - Video TV ABC: 10 minutos de horror na áfrica "cristã"!
Esse vídeo da TV inglesa ABC, mostra de forma aterrradora as consequências que a Teologia da Prosperidade pode levar, como de fato levou lá na África. Um verdadeiro teatro dos horrores. Trata-se das mesmas práticas de abuso infantil sob o manto da religiosidade que vigora na Nigéria. Só que, neste caso abaixo, é na República Democrática do Congo, país relativamente próximo da Nigéria.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A Rede Globo e o Representante dos Evangélicos

Você sabe quem é o líder da igreja protestante no Brasil? Alguém como um presidente da AEVB (Associação Evangélica Brasileira) ou coisa parecida?
Pois é, eu também não fazia a menor idéia, até ler a notícia sobre a nova série sobre religiões, denominada Sagrado que será levada ao ar pela poderosa e parcial Rede Globo de Televisão e o canal Futura. Nela aparecem os representantes de cada grupo religioso e pasmem, o representante dos protestantes é, ninguém menos, do que o pastor Israel Belo, com roupa de presidiário e bico de pastor reacionário, na foto acima.
Elaborar essa série, nesse momento, quando os ânimos andam meio acirrados entre ela e a rede Record, sabidamente propulsionada com grana de cristãos da Igreja Universal, o que a torna uma rede evangélica, no entender da Globo, é um tanto suspeito e nos leva a colocar as barbas de molho. Embora a Rede Globo não despreze a audiência evangélica, provavelmente a segunda parcela mais importante do bolo formado pela massa auditiva desinformada, ela sempre sonhará em trazer de volta os tempos em que este país curvava-se ao Papa em uníssono.
Tempos atrás, as principais lideranças protestantes e evangélicas reuniram-se no auditório do Centro do Professorado, no bairro da Liberdade em São Paulo e fundaram uma associação que funcionasse como uma convergência das várias matizes cristãs evangélicas, não alinhada com o chefão do Vaticano. Fundada a dita cuja, elegeram a primeira diretoria onde Caio Fábio D’Araujo Filho figurava como presidente. A partir daí, ele passou a ocupar o cargo de representante dos cristãos não alinhados ao Papa, em terras brasilis. Sempre que a Globo precisava ouvir uma opinião desse lado e que primava por sua independência em relação aos primos universais, corria para Caio.
Por uma dessas coincidências universalmente inexplicáveis, Caio caiu em desgraça. Com essas e outras posteriores, a associação dos evangélicos perdeu sua voz, além do presidente da AEVB. Tentaram guindar o Ariovaldo Ramos ao cargo, mas não deu pé, por razões que não consegui identificar.
Com essas e outras, agora nosso líder é o famoso pastor Israel Belo, da Igreja Batista de Itacuruçá, conforme decisão da Rede Globo, que além de querer mandar no nosso combalido futebol tupiniquim, agora deseja dar as cartas em solo Sagrado. Provavelmente, eles não tirarão as sandálias.
A Globo é uma empresa de comunicações com uma visão de mundo parcial e, por isso, deturpada. O mundo não cabe na cidade do Rio de Janeiro e eles parecem não notar esse detalhe. Não surpreende que eles façam uma série com esse tema (Sagrado) e só incluam representantes designados por eles próprios e radicados na cidade que um dia já foi maravilhosa e quiçá voltará a ser com as Olimpiadas 2016, acontecendo lá. O Brasil inteiro precisará ajudar a fiscalizar e cobrar para que isso aconteça a bem da cidade. Nada contra, mas o que se questiona é a representatividade deles, especialmente no caso do representante protestante (Israel Belo de Azevedo) e que o fato nos lembra a ausência de um porta voz credenciado do povo protestante e evangélico.
Isso me lembra um discurso do Dr. Shedd em um grande Seminário para Pastores acontecido no Nordeste, cujo tema era “Crescimento de Igreja” e pretendia-se louvar Rick Warren e Bill Hybbels, ele disse: “Eu conheci uma pastor norte americano que viveu no Rio de Janeiro. O nome dele era Roberto Macklyster e seu grande sonho era criar um grande ministério evangélico televisivo. Ele morreu sem conseguir alcançar seu intento, mas deixou-nos dois de seus diáconos que trataram de levar o sonho de Macklyster adiante e criaram as duas igrejas que mais crescem no mundo, via TV. O nome deles, Edir Macedo e R. R. Soares”.
Mas não se iluda, o objetivo Global é detonar o Bispo, que é considerado nos corredores globais como o inimigo a ser batido. O Pr. Israel parace ter um bom currículo, o melhor dentre os indicados pelos amigos grutenses. Mas se fosse feita uma escolha com todos nós como candidatos mais o Bispo Edir Macedo, o grande inimigo da Globo ganharia com mais de cinqüenta por cento dos votos, com margem de erro de 4 % para mais ou para menos e eu seria o último com nenhum ponto percentual para mais ou menos, se não me engano.
Fonte: Trechos de duas postagens da Gruta do Lou (www.lhmbrasil.com.br/blog): Líder da igreja protestante no Brasil e A escolha de um representante nada representativo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
MEU TESTEMUNHO – PARTE 04 – A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA PASTORAL
Em janeiro de 2002, depois de ter sido líder de jovens, professor de escola dominical, palestrante de missões, escatologia e heresiologia, fui pastorear minha primeira igreja. Fui o primeiro pastor daquela igreja, que naquele mês foi oficializada como congregação ligada a igreja sede. Antes, havia sido uma sub-congregação, onde chegou a funcionar uma reunião semanal de oração. Quando assumi a igreja, ela estava fechada, as tentativas anteriores de se abrir ali uma igreja, haviam até então, sido todas frustradas. No primeiro culto que dirigi, não sabia quantas pessoas iriam aparecer. No final do culto, havia 16 pessoas. Marquei a reunião de escola dominical e na primeira reunião, eu fui o superintendente e o professor de adultos e a minha esposa deu aula para as crianças. Os cultos eram em salão de um irmão da igreja. Com vinte anos de convertido, aquela estava sendo uma experiência única e singular na minha vida. Marcamos uma campanha de oração, todos os dias, e era interessante, porque os irmãos vinham todos orar. Com dois meses como pastor, realizei na rua, em frente a igreja, uma cruzada evangelística. O local era conhecido como um bairro, onde as igrejas não prosperavam muito. O bairro era perto do rio da cidade, com histórico de cultos afros, e ponto de drogas. Me aconselharam a não realizar o evento, mas eu insisti, por ousadia e fé e também por teimosia de principiante. No final da cruzada de duas noites, 11 pessoas se decidiram por Cristo e não houve nenhum incidente contra o evento. Decidi que não iria ficar atrás de crentes, pescando em aquário. Comecei a visitar as casas dos vizinhos, e pouco a pouco, a igreja começou a crescer naquele bairro pobre da cidade. No mês de setembro daquele ano, recebemos um golpe. Minha esposa, passou por uma cirurgia, para retirada de um dos ovários, e o exame acusou um tumor maligno. A solução segundo os médicos, ginicologista e oncologista era a chamada cirurgia radical (retirada do outro ovário, útero, trompas). Ela estava fazendo tratamento para engravidar. Foi um choque desesperador. Ela estava com 30 anos e eu com 34, e nós estávamos vendo o sonho de ter um filho se esvair. Fomos a um médico evangélico, ele chorou e disse que como médico concordava com a solução apresentada pelos outros colegas. Fomos para a oração e clamamos a misericórdia de Deus. Como sempre trabalhei secularmente, um dia em meu trabalho, no banheiro da empresa eu clamei a Deus e disse: “Senhor, não por barganhas, que eu não creio nisso, mas pela tua graça e misericórdia, eu te peço, faz um milagre!”. Cerca de um mês depois, com a cirurgia marcada para o mês seguinte, o médico dela me ligou e disse que havia acontecido uma reversão do quadro, pois mais 4 patologistas havia refeito o exame, e ela não precisava mais fazer a cirurgia, o tumor havia sido reavaliado como benigno. Graças a Deus, o milagre havia acontecido! Animado, preguei com renovadas forças, vi crises familiares de pessoas da igreja serem resolvidas, curas no corpo e na alma serem realizadas. Compramos um terreno e quando já planeja a construção do templo, fui chamado para ser pastor em outra igreja. Havia ficado ali, apenas um ano, mas as experiências foram muitas. Depois eu continuo.
DENÚNCIA - Religiosos estão acusando criancinhas de bruxaria na Nigéria
Esse vídeo acima é chocante e mostra notícias muito tristes. Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indescritíveis a crianças inocentes.
Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.
Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.
Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas "Assembléia do Novo Testamento", "Igreja de Deus das Missões", "Evangelho Monte Sião", "Glória de Deus", "Irmandade da Cruz", "Liberdade do Evangelho", entre muitas outras.
São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar 3 a 4 meses de trabalho.
Com a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar "curá-las".
http://www.youtube.com/watch?v=EJLULM_FAzE
http://www.guardian.co.uk/world/2007/dec/09/tracymcveigh.theobserver
O vídeo foi trabalho foi gravado por uma produtora independente em 2007 (Southenstar)http://www.southernstargroup.com/international/internationalcatalogue.aspx?productid=22371, adquirido em seguida pelo jornal britânico THE GUARDIAN, e mantido on-line para acesso exclusivo no site deles (http://www.guardian.co.uk/), até que alguém conseguiu transpor para o universal "YOUTUBE", e daí, chegou a nós.
Será que o tormento se mantém? Será que as igrejas evangélicas citadas são mesmo mantenedoras dessa pregação? Será que o governo nigeriano já não resolveu, ao menos, calar a boca dos que abusam das crianças, incriminando os culpados?
A vontade imediata que dá, ao ver esse vídeo, é como disse o Marcelo Quintela, de cruzar o Atlântico Sul na direção do trono das mentiras de Satanás para enfrentar essa pregação maldita, derrubar fortalezas e destruir sofismas só se podia traduzir em realidade com um mínimo de planejamento, mapeamento, contribuição financeira, contato com lideranças locais, com a Embaixada, com gente que já foi e voltou, com o pessoal que filmou e com organizações que já trabalham ligadas a essa situação.
Fonte: blog www.caminhonacoes.blogspot.com
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
ENTREVISTA COM O PASTOR JUBER
Pela terceira vez, tenho a oportunidade de ser entrevisdo por outro blogueiro, desta feita pelo irmão Ednelson Sales do blog Voltando ao Gênesis (http:edmaisbom.blogspot.com/), a quem desde já, agradeço pela oportunidade concedida. Antes dele, a Mayalu Felix e o Matias Borba, também postaram uma entrevista comigo. Aqui está a entrevista:
Dados Pessoais: Nome: Juber Donizete Gonçalves, Estado Civil: Casado, Esposa: Ana Cristina. Filhos: Estamos aguardando o primeiro para o início do ano que vem, se Deus quiser.
Igreja que é filiado: Assembléia de Deus, filiado a CGADB.
Formação Teológica: Fiz meu curso de Teologia durante 4 anos, dos 20 aos 24 anos, depois me graduei em geografia e fiz pós-graduação em psicopedagogia.
Residindo: Uberlândia/MG
Perguntas:
1) Como se deu sua conversão? Nasci em um lar católico não praticante. Num momento de crise familiar, começamos a freqüentar a religião dos Testemunhas de Jeová. Depois de dois anos, quando estávamos próximos para batizar lá, me converti no início da minha adolescência juntamente com minha família em uma igreja Assembléia de Deus. Além de ter um histórico desde a infância de bronquite asmático, tendo muitas crises, passei a sofrer desmaios no primeiro ano, que estávamos na igreja. Mas Deus me curou no final daquele ano, logo em seguida fui batizado.
2)Qual é a área de atuação sua na igreja? Sou pastor, tendo já passado pela experiência do pastoreio de algumas igrejas. Atualmente trabalho como diretor do Ibadetrim – Instituto Bíblico das Assembléias de Deus do Triângulo Mineiro.
3)Como você enxerga a atual situação que se encontra as igrejas evangélicas no Brasil? A igreja evangélica no Brasil cresce numericamente, mas enfrenta assim como outros setores da sociedade brasileira, uma crise de ética e falta de conteúdo genuíno da Palavra de Deus.
4) Qual sua opinião sobre o “cair no espírito”, “dente de ouro”, “emagrecimentos repentinos”, haja vista o enorme número de pessoas que testemunham tais manifestações? Modismo evangélico, ventos de doutrinas conforme diz Paulo aos Efésios.
5) Qual o seu posicionamento acerca da salvação? (eleição, livre arbítrio, predestinação). Eu fico lendo as pessoas que brigam em suas apologias pelo calvinismo ou arminianismo. Esse tipo de discussão, na maioria das vezes é infrutífera, até porque, a discussão é antiga, vem desde Agostinho/Pelágio, depois Calvino/Armínio. A polarização mais atrapalha do que ajuda, principalmente quando se age de modo radical com a dinâmica da Salvação. Precisamos refletir em todos os assuntos bíblicos exegeticamente, para que entremos pelo caminho dos pós-modernos anti-dogmáticos, onde não se possui pensamentos fixos. O respeitado e ortodoxo teólogo James Packer, disse:
“É preciso atribuir a aparência de contradição à deficiência da nossa própria capacidade de compreensão; encarar estes dois princípios não como duas alternativas rivais, mas como algo que, de alguma forma, você não consegue compreender no presente momento, mas que são mutuamente complementares”. Minha formação teológica foi armeniana, mas admito que tenho dificuldades com ambas as teorias teológicas. Não consigo compreender uma salvação fácil de perder, mas também resisto à ideia de uma predestinação fatalista.
6) Teologia da Prosperidade, direito nosso ou heresia? Um ensino deturpador, importado dos Estados Unidos, que cresceu como erva daninha no Brasil.
Os dons do Espírito são ainda para o nosso tempo? Sim. Creio na contemporaneidade dos dons espirituais, pois conforme disse o apóstolo Pedro: “a promessa é para vós, vossos filhos e a todos quantos Deus nosso Senhor chamar” Atos 2:39.
7)De zero a dez, qual sua nota para o governo Lula? Apesar de nunca ter votado no Lula, reconheço que ele acertou ao dar continuidade da política econômica do governo FHC, nota 7. Não dou 10, devido à política externa, que eu não concordo, pois está claro que os responsáveis pela condução da política externa brasileira, estão fazendo-a mais de acordo as ideologias de esquerda do que pensando nos interesses do país. Isso ficou claro, quando o Brasil, fez concessões a Bolívia a Argentina, ao Paraguai. Sem contar o apoio a Hugo Chaves, ao líder do Irã e agora, nessa questão confusa de Honduras.
8) Pastor na política, você concorda? Não. Pastor deve se dedicar ao seu chamado que é pregar, ensinar e pastorear. Outra pessoa com outra função da igreja, que tenha vocação política e queira candidatar é livre para isso, mas que faça isso em nome da cidadania e não em nome de Deus ou da igreja.
9)O que você achou das profecias de Morris Cerullo no Programa Vitória em Cristo, do Pastor Silas Malafaia? Olha, em 1986, participei de um seminário de Morris Cerullo, via telão, transmitido para várias cidades do Brasil. Na época, achei bom, mas apesar de estar com apenas 17 anos, achei estranho quando ele falou em transferência de unção, dele para as pessoas. E o pior, era que não era de graça, tinha que dar uma “polpuda” oferta, para ter a dita “unção”. Isso há 23 anos atrás! Muitos evangelistas, depois copiariam a moda no Brasil. Em 1993, eu comprei um livro dele, chamado “As cinco ondas que viriam nos anos 90”. O que teve de profecia furada nesse livro! Agora, vem o Malafaia e faz aquele programa, que para mim foi um desastre, com o Cerullo e a oferta de 900 reais. Aí foi terrível.
10) Caio Fábio, lobo em pele de cordeiro ou cordeiro em pele de lobo? Uma pessoa que foi considerado referência como pregador e líder evangélico nos anos 80 e 90. Que cometeu erros, mas segue caminhando com Cristo, exercendo seus dons dados por Ele, afinal de contas “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” Romanos 11:29.
11)Edir Macedo e R. R. Soares, qual sua avaliação desses dois nomes do cenário evangélico? R.R. Soares é mais discreto, pelo menos não se vê notícias espalhafatosas de seu patrimônio pessoal. Ou seja, todo mundo sabe que ele é rico, que é o líder da igreja internacional da graça, dono da RIT, compra horários na TV aberta, mas não se vê divulgação de mansões e aviões, dele. Apesar do estilo simpático na TV, no entanto ele prega mais cura e prosperidade do que salvação em Cristo. Edir Macedo como um empresário é um sucesso, se tornando o modelo de outros. No sentido espiritual, o que ele faz e ensina é a antítese do Evangelho de Jesus de Nazaré, misturando elementos do cristianismo, catolicismo e até mesmo das religiões afro-brasileiras.
12) Homossexualismo, doença espiritual, emocional ou fator genético? Sinceramente, eu não sei. Muita coisa ainda pode vir a ser esclarecida sobre isso. Pode ser uma conjunção de fatores, como a indução quando criança por um adulto, os abusos físicos, envolve também a área psicológica. Acredito que até o momento, ainda não ficou definitivamente provado por estudos científicos, que o homossexualismo é de origem genética.
13) Você é a favor do uso de camisinha e de propagandas que estimulem principalmente os jovens a usá-la? Sou a favor do sexo seguro que deveria ser o sexo dentro dos laços do matrimônio. As propagandas feitas, acabam sendo um estímulo para a prática do sexo.
14) Aborto, você é a favor em caso de estupro e em perigo de vida á mãe? Sou contra o aborto, uma decisão nesses dois casos deve ser avaliada com muito cuidado.
15) Você é a favor do uso de células-tronco para a cura de doenças? As células-tronco, também conhecidas como células-mãe ou, erradamente, como células estaminais, são células que possuem a melhor capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras. Há duas possibilidades de extração das células estaminais. Podem ser adultas ou embrionárias:
•Embrionárias – São encontradas no embrião humano.
•Adultas – São encontradas em diversos tecidos, como a medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, e outros.
Dada esta definição, eu diria que sou a favor do uso de células-tronco adultas, mas contra o uso das mesmas na forma embrionária.
16) A que você atribui à decadência moral e espiritual dos líderes evangélicos? A busca desenfreada de poder, status e dinheiro.
17) Qual a avaliação que você faz do presidente da CGADB, pastor José Wellington Bezerra da Costa? Me limito a dizer que, depois de mais de 20 anos de liderança quase contínua, a exceção do período de 1993 a 1995, talvez fosse o momento de renovação, de passar o bastão para outro.
18) Pastor Silas Malafaia, bipolaridade ou lobo em pele de cordeiro? O termo mais apropriado talvez seria o de demonstrar posições dúbias, com relação a alguns assuntos. Silas Malafaia defende com ênfase seus posicionamentos, o que muitos admiram. No entanto, ele mudou o discurso dos anos 90 para cá. Antes ele criticava o movimento G12, hoje ele posa em fotos com seus líderes. Sua pregação também mudou, pois agora conta com elementos da Teologia da Prosperidade.
19) Porque tantos jovens hoje têm aversão em freqüentar alguma igreja? São muitos fatores, mas alguns são decepção com as pessoas, inclusive liderança, ao verem julgamentos sem misericórdia, autoritarismo e na falta de bom testemunho cristão, com exemplos negativos.
20) Usos e costumes, ajuda na santificação ou é apenas legalismo? Os usos e costumes, variam de uma região para outra, de uma igreja para outra. Não são ruins em si. Mas os usos e costumes, tem que ser tratados à luz de Romanos 14 e Colossenses 2.
21) O que vem a ser a Graça de Deus? É o favor imerecido oferecido por Deus aos homens, a definição clássica mesmo. É aceitar o que Cristo fez por nós, sem precisarmos viver fazendo barganhas Deus. “Está consumado”, ou como diz no grego “Tetelestai”.
22) Um recado a geração on-line – Que continuem a utilizar esse recurso tremendo que é a internet, mas que faça-o com prudência e sabedoria, não se esquecendo da vida real, se entregando apenas ao virtual.
Dados Pessoais: Nome: Juber Donizete Gonçalves, Estado Civil: Casado, Esposa: Ana Cristina. Filhos: Estamos aguardando o primeiro para o início do ano que vem, se Deus quiser.
Igreja que é filiado: Assembléia de Deus, filiado a CGADB.
Formação Teológica: Fiz meu curso de Teologia durante 4 anos, dos 20 aos 24 anos, depois me graduei em geografia e fiz pós-graduação em psicopedagogia.
Residindo: Uberlândia/MG
Perguntas:
1) Como se deu sua conversão? Nasci em um lar católico não praticante. Num momento de crise familiar, começamos a freqüentar a religião dos Testemunhas de Jeová. Depois de dois anos, quando estávamos próximos para batizar lá, me converti no início da minha adolescência juntamente com minha família em uma igreja Assembléia de Deus. Além de ter um histórico desde a infância de bronquite asmático, tendo muitas crises, passei a sofrer desmaios no primeiro ano, que estávamos na igreja. Mas Deus me curou no final daquele ano, logo em seguida fui batizado.
2)Qual é a área de atuação sua na igreja? Sou pastor, tendo já passado pela experiência do pastoreio de algumas igrejas. Atualmente trabalho como diretor do Ibadetrim – Instituto Bíblico das Assembléias de Deus do Triângulo Mineiro.
3)Como você enxerga a atual situação que se encontra as igrejas evangélicas no Brasil? A igreja evangélica no Brasil cresce numericamente, mas enfrenta assim como outros setores da sociedade brasileira, uma crise de ética e falta de conteúdo genuíno da Palavra de Deus.
4) Qual sua opinião sobre o “cair no espírito”, “dente de ouro”, “emagrecimentos repentinos”, haja vista o enorme número de pessoas que testemunham tais manifestações? Modismo evangélico, ventos de doutrinas conforme diz Paulo aos Efésios.
5) Qual o seu posicionamento acerca da salvação? (eleição, livre arbítrio, predestinação). Eu fico lendo as pessoas que brigam em suas apologias pelo calvinismo ou arminianismo. Esse tipo de discussão, na maioria das vezes é infrutífera, até porque, a discussão é antiga, vem desde Agostinho/Pelágio, depois Calvino/Armínio. A polarização mais atrapalha do que ajuda, principalmente quando se age de modo radical com a dinâmica da Salvação. Precisamos refletir em todos os assuntos bíblicos exegeticamente, para que entremos pelo caminho dos pós-modernos anti-dogmáticos, onde não se possui pensamentos fixos. O respeitado e ortodoxo teólogo James Packer, disse:
“É preciso atribuir a aparência de contradição à deficiência da nossa própria capacidade de compreensão; encarar estes dois princípios não como duas alternativas rivais, mas como algo que, de alguma forma, você não consegue compreender no presente momento, mas que são mutuamente complementares”. Minha formação teológica foi armeniana, mas admito que tenho dificuldades com ambas as teorias teológicas. Não consigo compreender uma salvação fácil de perder, mas também resisto à ideia de uma predestinação fatalista.
6) Teologia da Prosperidade, direito nosso ou heresia? Um ensino deturpador, importado dos Estados Unidos, que cresceu como erva daninha no Brasil.
Os dons do Espírito são ainda para o nosso tempo? Sim. Creio na contemporaneidade dos dons espirituais, pois conforme disse o apóstolo Pedro: “a promessa é para vós, vossos filhos e a todos quantos Deus nosso Senhor chamar” Atos 2:39.
7)De zero a dez, qual sua nota para o governo Lula? Apesar de nunca ter votado no Lula, reconheço que ele acertou ao dar continuidade da política econômica do governo FHC, nota 7. Não dou 10, devido à política externa, que eu não concordo, pois está claro que os responsáveis pela condução da política externa brasileira, estão fazendo-a mais de acordo as ideologias de esquerda do que pensando nos interesses do país. Isso ficou claro, quando o Brasil, fez concessões a Bolívia a Argentina, ao Paraguai. Sem contar o apoio a Hugo Chaves, ao líder do Irã e agora, nessa questão confusa de Honduras.
8) Pastor na política, você concorda? Não. Pastor deve se dedicar ao seu chamado que é pregar, ensinar e pastorear. Outra pessoa com outra função da igreja, que tenha vocação política e queira candidatar é livre para isso, mas que faça isso em nome da cidadania e não em nome de Deus ou da igreja.
9)O que você achou das profecias de Morris Cerullo no Programa Vitória em Cristo, do Pastor Silas Malafaia? Olha, em 1986, participei de um seminário de Morris Cerullo, via telão, transmitido para várias cidades do Brasil. Na época, achei bom, mas apesar de estar com apenas 17 anos, achei estranho quando ele falou em transferência de unção, dele para as pessoas. E o pior, era que não era de graça, tinha que dar uma “polpuda” oferta, para ter a dita “unção”. Isso há 23 anos atrás! Muitos evangelistas, depois copiariam a moda no Brasil. Em 1993, eu comprei um livro dele, chamado “As cinco ondas que viriam nos anos 90”. O que teve de profecia furada nesse livro! Agora, vem o Malafaia e faz aquele programa, que para mim foi um desastre, com o Cerullo e a oferta de 900 reais. Aí foi terrível.
10) Caio Fábio, lobo em pele de cordeiro ou cordeiro em pele de lobo? Uma pessoa que foi considerado referência como pregador e líder evangélico nos anos 80 e 90. Que cometeu erros, mas segue caminhando com Cristo, exercendo seus dons dados por Ele, afinal de contas “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” Romanos 11:29.
11)Edir Macedo e R. R. Soares, qual sua avaliação desses dois nomes do cenário evangélico? R.R. Soares é mais discreto, pelo menos não se vê notícias espalhafatosas de seu patrimônio pessoal. Ou seja, todo mundo sabe que ele é rico, que é o líder da igreja internacional da graça, dono da RIT, compra horários na TV aberta, mas não se vê divulgação de mansões e aviões, dele. Apesar do estilo simpático na TV, no entanto ele prega mais cura e prosperidade do que salvação em Cristo. Edir Macedo como um empresário é um sucesso, se tornando o modelo de outros. No sentido espiritual, o que ele faz e ensina é a antítese do Evangelho de Jesus de Nazaré, misturando elementos do cristianismo, catolicismo e até mesmo das religiões afro-brasileiras.
12) Homossexualismo, doença espiritual, emocional ou fator genético? Sinceramente, eu não sei. Muita coisa ainda pode vir a ser esclarecida sobre isso. Pode ser uma conjunção de fatores, como a indução quando criança por um adulto, os abusos físicos, envolve também a área psicológica. Acredito que até o momento, ainda não ficou definitivamente provado por estudos científicos, que o homossexualismo é de origem genética.
13) Você é a favor do uso de camisinha e de propagandas que estimulem principalmente os jovens a usá-la? Sou a favor do sexo seguro que deveria ser o sexo dentro dos laços do matrimônio. As propagandas feitas, acabam sendo um estímulo para a prática do sexo.
14) Aborto, você é a favor em caso de estupro e em perigo de vida á mãe? Sou contra o aborto, uma decisão nesses dois casos deve ser avaliada com muito cuidado.
15) Você é a favor do uso de células-tronco para a cura de doenças? As células-tronco, também conhecidas como células-mãe ou, erradamente, como células estaminais, são células que possuem a melhor capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras. Há duas possibilidades de extração das células estaminais. Podem ser adultas ou embrionárias:
•Embrionárias – São encontradas no embrião humano.
•Adultas – São encontradas em diversos tecidos, como a medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, e outros.
Dada esta definição, eu diria que sou a favor do uso de células-tronco adultas, mas contra o uso das mesmas na forma embrionária.
16) A que você atribui à decadência moral e espiritual dos líderes evangélicos? A busca desenfreada de poder, status e dinheiro.
17) Qual a avaliação que você faz do presidente da CGADB, pastor José Wellington Bezerra da Costa? Me limito a dizer que, depois de mais de 20 anos de liderança quase contínua, a exceção do período de 1993 a 1995, talvez fosse o momento de renovação, de passar o bastão para outro.
18) Pastor Silas Malafaia, bipolaridade ou lobo em pele de cordeiro? O termo mais apropriado talvez seria o de demonstrar posições dúbias, com relação a alguns assuntos. Silas Malafaia defende com ênfase seus posicionamentos, o que muitos admiram. No entanto, ele mudou o discurso dos anos 90 para cá. Antes ele criticava o movimento G12, hoje ele posa em fotos com seus líderes. Sua pregação também mudou, pois agora conta com elementos da Teologia da Prosperidade.
19) Porque tantos jovens hoje têm aversão em freqüentar alguma igreja? São muitos fatores, mas alguns são decepção com as pessoas, inclusive liderança, ao verem julgamentos sem misericórdia, autoritarismo e na falta de bom testemunho cristão, com exemplos negativos.
20) Usos e costumes, ajuda na santificação ou é apenas legalismo? Os usos e costumes, variam de uma região para outra, de uma igreja para outra. Não são ruins em si. Mas os usos e costumes, tem que ser tratados à luz de Romanos 14 e Colossenses 2.
21) O que vem a ser a Graça de Deus? É o favor imerecido oferecido por Deus aos homens, a definição clássica mesmo. É aceitar o que Cristo fez por nós, sem precisarmos viver fazendo barganhas Deus. “Está consumado”, ou como diz no grego “Tetelestai”.
22) Um recado a geração on-line – Que continuem a utilizar esse recurso tremendo que é a internet, mas que faça-o com prudência e sabedoria, não se esquecendo da vida real, se entregando apenas ao virtual.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO PARA NÓS HOJE
A gente costuma associar a vida a uma estrada... Há aqueles jargões cansativos que toda hora nos acomete do tipo: na estrada da vida. E é, sem dúvida alguma, algo útil para nós, pensar que a vida é alguma coisa que se assemelha a uma estrada.
No caminho de Deus que a gente anda, não existe uma estrada fixa, de modo algum. Na mente da gente, na maioria das vezes, quando se pensa em andar com Deus, o que se apresenta é uma idéia de uma estrada fixa. Aí alguém chega e diz assim: "Jesus é o caminho". Aí o sujeito imagina Jesus como sendo a BR-1 de Deus, um caminho fixo. Então você diz: "Como é esse caminho?". Aí te apresentam o manual de normas da igreja.
A estrada física não muda com os caminhantes, ela permanece a mesma. Mas a estrada espiritual é feita pelo andar do caminhante, é produzida pelos teus pés. Por isso não se pode apenas dizer para alguém: "Olha só, vê ali, Jesus é o caminho, anda nele". Porque isso não vai significar absolutamente nada para pessoa, a menos que a pessoa ande e experimente. A grande questão do caminho, é como você anda no caminho.
E aí eu queria que você pensasse comigo no seguinte: Lembra da parábola do bom samaritano? Ela ilustra perfeitamente o que estou querendo dizer. O que a gente tem ali é um caminho, uma estrada, que ia de Jerusalém para Jericó... mesma estrada... está fixa lá até hoje. Você pode fazer o caminho romano antigo dos dias de Jesus até os dias de hoje, ela esta lá, com pedras daquele tempo, com cenários que não mudaram, uma estrada. Aí Jesus disse que, naquela estrada aconteceu uma coisa que envolveu cinco pessoas. Uma mesma estrada, cinco caminhos diferentes, uma mesma estrada que foi alterada pelo caminhar dos caminhantes. Um mesmo chão que virou chão diferente de acordo com a diferença da caminhada de cada um. O primeiro indivíduo que a gente encontra naquela estrada é um homem honesto, que saiu de casa e foi trabalhar. E no caminho para levantar o sustento para a vida, uma tragédia o acometeu. E ele foi deixado - largado, caído, assaltado, ferido, roubado, depravado e privado dos seus bens e do que tinha - ali abandonado. Caminho de um homem honesto roubado e largado na estrada. Tem um segundo homem nessa história, nessa estrada, é aquele que encontra o honesto que vem andando, querendo levantar o sustento para levar para casa e o assalta. Mesma estrada, um segundo caminho, caminho de violência, de expropriação, de covardia, de aproveitamento, de roubo, de engano. Mesma estrada, um homem honesto caído, um assaltante que se aproveitou da vida dele, e fez o seu próprio caminho. Aí passa uma terceira figura, um sacerdote, mesma estrada um terceiro caminho. O sacerdote vem e olha o homem, passa de largo, segue o seu caminho, caminho da indiferença, o caminho da incapacidade de se solidarizar, o caminho daquele que tem a sua agenda tão definida, que não tem espaço para qualquer parada. Esse é, sobretudo, o indivíduo que achava que a finalidade de cultuar a Deus num lugar sagrado, cumprindo uma liturgia, lhe era mais importante do que a parada para exercer a misericórdia com aquele que estava ali deitado, ele é indiferente à vida. Uma mesma estrada, um outro caminho. Aí tem um quarto indivíduo que passa na mesma estrada, um levita. Ele viu o sacerdote passar e não fazer nada, e não fez nada também. Assumiu o caminho da omissão homicida, largou o indivíduo, fez que não viu, alienou-se, ligou o botão do auto-engano e se foi, insensível e impermeável. Ele sempre olha para quem ele acha que lhe é superior na hierarquia, e diz: "Se ele não fez, porque que eu tenho que fazer". Aí vem um quinto indivíduo. Mesma estrada, um quinto caminho. Era um samaritano considerado herege pelos judeus, abominado pelo sacerdote e pelo levita. Mas ele passa e ele olha, e ele vê e ele se abaixa, ele socorre, ele cuida, ele pensa as feridas, trata delas, derrama sobre elas óleo e vinho. Cuida do indivíduo e o leva e o coloca numa estalagem e diz para o estalajadeiro: "Eu estou deixando aqui dinheiro, e se não for o suficiente, bota tudo na minha conta, porque quando eu passar de volta eu vou quitar tudo". Há um aqui, para quem o caminho é o lugar de misericórdia, é o lugar onde a graça pode se manifestar e aonde o amor de Deus pode ser encarnado. Uma única estrada com caminhos diferentes. Isso nos ajuda entender e a discernir uma coisa fundamental para nós hoje: O caminho é chamado à existência pelo modo como eu ando.
A estrada vira caminho de vida também, quando eu levo em mim a consciência da mutualidade como mandamento da jornada. O Salmo 84:7 diz: "Vão indo de força em força, cada um deles aparece diante de Deus em Sião". É um ajudando o outro. Nesse caminho, infelizmente, o que a gente mais encontra é um passando a perna no outro, julgando o outro, medindo o outro, avaliando o outro, por isso que não é caminho, é só estrada. O que a gente precisa admitir é que a maioria de nós não está no caminho, a gente está na estrada da religião, e na estrada da religião é assim olho aberto. Conforme Jesus disse: símplices como as pombas e prudentes como as serpentes, porque tem fariseu na estrada. Agora nós estamos falando de caminho, e no caminho “um ao outro ajudou e ao seu próximo disse: Sê forte!” No caminho um levanta o outro. No caminho a gente não quer saber quem é o indivíduo caído, a gente só quer saber que ele está caído. No caminho o samaritano é o herói da história do amor fraternal. E ele não faz perguntas. No caminho não existe discussão religiosa, no caminho ninguém diz: "Você aceita Jesus, antes de eu lhe fazer este bem?". No caminho ninguém diz: "Os assaltantes o assaltaram, porque você não estava com o anjo do Senhor, acampado ao seu redor". No caminho ninguém diz: "Olha se você fizesse a confissão positiva e dissesse: Eu declaro bandido, tu estás amarrado. Ele não teria te assaltado". No caminho a gente levanta, a gente se dobra, a gente cuida, a gente não faz perguntas, a gente carrega, a gente leva. No caminho não tem proselitismo, não tem prosa, não tem conversa fiada, tem ação, tem amor, tem misericórdia, tem graça, tem vida, tem gesto. É só quando nos dermos conta disso, que temos alguma chance de ser salvo da estrada, para poder, no chão da vida, ver o caminho mudar debaixo de nossos pés. Porque eu não quero ser um indivíduo, da estrada religião que é física e é fixa. Eu quero caminhar no caminho da vida e da verdade em Jesus.
No caminho de Deus que a gente anda, não existe uma estrada fixa, de modo algum. Na mente da gente, na maioria das vezes, quando se pensa em andar com Deus, o que se apresenta é uma idéia de uma estrada fixa. Aí alguém chega e diz assim: "Jesus é o caminho". Aí o sujeito imagina Jesus como sendo a BR-1 de Deus, um caminho fixo. Então você diz: "Como é esse caminho?". Aí te apresentam o manual de normas da igreja.
A estrada física não muda com os caminhantes, ela permanece a mesma. Mas a estrada espiritual é feita pelo andar do caminhante, é produzida pelos teus pés. Por isso não se pode apenas dizer para alguém: "Olha só, vê ali, Jesus é o caminho, anda nele". Porque isso não vai significar absolutamente nada para pessoa, a menos que a pessoa ande e experimente. A grande questão do caminho, é como você anda no caminho.
E aí eu queria que você pensasse comigo no seguinte: Lembra da parábola do bom samaritano? Ela ilustra perfeitamente o que estou querendo dizer. O que a gente tem ali é um caminho, uma estrada, que ia de Jerusalém para Jericó... mesma estrada... está fixa lá até hoje. Você pode fazer o caminho romano antigo dos dias de Jesus até os dias de hoje, ela esta lá, com pedras daquele tempo, com cenários que não mudaram, uma estrada. Aí Jesus disse que, naquela estrada aconteceu uma coisa que envolveu cinco pessoas. Uma mesma estrada, cinco caminhos diferentes, uma mesma estrada que foi alterada pelo caminhar dos caminhantes. Um mesmo chão que virou chão diferente de acordo com a diferença da caminhada de cada um. O primeiro indivíduo que a gente encontra naquela estrada é um homem honesto, que saiu de casa e foi trabalhar. E no caminho para levantar o sustento para a vida, uma tragédia o acometeu. E ele foi deixado - largado, caído, assaltado, ferido, roubado, depravado e privado dos seus bens e do que tinha - ali abandonado. Caminho de um homem honesto roubado e largado na estrada. Tem um segundo homem nessa história, nessa estrada, é aquele que encontra o honesto que vem andando, querendo levantar o sustento para levar para casa e o assalta. Mesma estrada, um segundo caminho, caminho de violência, de expropriação, de covardia, de aproveitamento, de roubo, de engano. Mesma estrada, um homem honesto caído, um assaltante que se aproveitou da vida dele, e fez o seu próprio caminho. Aí passa uma terceira figura, um sacerdote, mesma estrada um terceiro caminho. O sacerdote vem e olha o homem, passa de largo, segue o seu caminho, caminho da indiferença, o caminho da incapacidade de se solidarizar, o caminho daquele que tem a sua agenda tão definida, que não tem espaço para qualquer parada. Esse é, sobretudo, o indivíduo que achava que a finalidade de cultuar a Deus num lugar sagrado, cumprindo uma liturgia, lhe era mais importante do que a parada para exercer a misericórdia com aquele que estava ali deitado, ele é indiferente à vida. Uma mesma estrada, um outro caminho. Aí tem um quarto indivíduo que passa na mesma estrada, um levita. Ele viu o sacerdote passar e não fazer nada, e não fez nada também. Assumiu o caminho da omissão homicida, largou o indivíduo, fez que não viu, alienou-se, ligou o botão do auto-engano e se foi, insensível e impermeável. Ele sempre olha para quem ele acha que lhe é superior na hierarquia, e diz: "Se ele não fez, porque que eu tenho que fazer". Aí vem um quinto indivíduo. Mesma estrada, um quinto caminho. Era um samaritano considerado herege pelos judeus, abominado pelo sacerdote e pelo levita. Mas ele passa e ele olha, e ele vê e ele se abaixa, ele socorre, ele cuida, ele pensa as feridas, trata delas, derrama sobre elas óleo e vinho. Cuida do indivíduo e o leva e o coloca numa estalagem e diz para o estalajadeiro: "Eu estou deixando aqui dinheiro, e se não for o suficiente, bota tudo na minha conta, porque quando eu passar de volta eu vou quitar tudo". Há um aqui, para quem o caminho é o lugar de misericórdia, é o lugar onde a graça pode se manifestar e aonde o amor de Deus pode ser encarnado. Uma única estrada com caminhos diferentes. Isso nos ajuda entender e a discernir uma coisa fundamental para nós hoje: O caminho é chamado à existência pelo modo como eu ando.
A estrada vira caminho de vida também, quando eu levo em mim a consciência da mutualidade como mandamento da jornada. O Salmo 84:7 diz: "Vão indo de força em força, cada um deles aparece diante de Deus em Sião". É um ajudando o outro. Nesse caminho, infelizmente, o que a gente mais encontra é um passando a perna no outro, julgando o outro, medindo o outro, avaliando o outro, por isso que não é caminho, é só estrada. O que a gente precisa admitir é que a maioria de nós não está no caminho, a gente está na estrada da religião, e na estrada da religião é assim olho aberto. Conforme Jesus disse: símplices como as pombas e prudentes como as serpentes, porque tem fariseu na estrada. Agora nós estamos falando de caminho, e no caminho “um ao outro ajudou e ao seu próximo disse: Sê forte!” No caminho um levanta o outro. No caminho a gente não quer saber quem é o indivíduo caído, a gente só quer saber que ele está caído. No caminho o samaritano é o herói da história do amor fraternal. E ele não faz perguntas. No caminho não existe discussão religiosa, no caminho ninguém diz: "Você aceita Jesus, antes de eu lhe fazer este bem?". No caminho ninguém diz: "Os assaltantes o assaltaram, porque você não estava com o anjo do Senhor, acampado ao seu redor". No caminho ninguém diz: "Olha se você fizesse a confissão positiva e dissesse: Eu declaro bandido, tu estás amarrado. Ele não teria te assaltado". No caminho a gente levanta, a gente se dobra, a gente cuida, a gente não faz perguntas, a gente carrega, a gente leva. No caminho não tem proselitismo, não tem prosa, não tem conversa fiada, tem ação, tem amor, tem misericórdia, tem graça, tem vida, tem gesto. É só quando nos dermos conta disso, que temos alguma chance de ser salvo da estrada, para poder, no chão da vida, ver o caminho mudar debaixo de nossos pés. Porque eu não quero ser um indivíduo, da estrada religião que é física e é fixa. Eu quero caminhar no caminho da vida e da verdade em Jesus.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
DISCERNINDO OS ESPÍRITOS SE PROCEDEM DE DEUS
"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo". I João 4:1
Nenhuma geração anterior viveu com a complexidade como a nossa. Discernir os espíritos, não é para ver quem é o possesso da área. Tem gente hoje que, expulsa demônio é dando pancada com bíblia na cabeça dos outros. E ainda diz que com Bíblia grande e de capa dura expulsa melhor. Aí dão um grito: “Essa é a espada do espírito”!
Mas há os que se disfarçam de anjo de luz, esses são espíritos para serem discernidos. O pessoal gosta de tentar discernir os de fora: Bin Laden, Sadam Hussein (quando era vivo), Hugo Chaves, Bush, Obama, todos já foram candidatos ao posto de Anticristo.
Só que, quando no nosso meio, aquele que é dragão, mas fala como cordeiro, conforme está em Apocalipse, se manifesta, nós não discernimos.
Os anticristos, segundo o apóstolo João saem do nosso meio. E é provável que, o anticristo também sairá do meio fragmentado e controvertido que hoje no mundo tem o nome de Cristianismo. Tem gente que acha que o falso profeta vem com uma faixa na testa, escrito falso profeta. Se ele é falso, é porque vai parecer com o verdadeiro, fala como profeta, se veste como profeta, conforme o profeta Zacarias diz, (com vestes de couro como Elias). Jesus disse que se possível, enganaria até os eleitos.
O que não é do amor, da inclusão, não é de Deus. Mas, ao invés disso, nós ficamos procurando anticristo na ONU, no Iraque, na Europa. Temos de discernir os espíritos a partir de nós, não sob o guarda-chuva da religião.
Os discípulos Tiago e João, que eram chamados de “filhos do trovão”, disseram para Jesus: “Quer que nós façamos como Elias e mandamos fogo descer do céu e consumir estes samaritanos. Jesus disse: “Vós não sabeis de que espírito sóis, o Filho do Homem, não veio destruir, mas salvar as almas dos homens”, Lucas 9:55,56. Esse mesmo João, anos depois, transformado pelo amor de Jesus, diria: “filhinhos”, “amados”. E ele mesmo juntamente com Pedro, oraria, impondo as mãos para que os samaritanos recebessem o Espírito Santo. (Atos 8).
O que a gente mais vê hoje, são pessoas praticando um evangelho que mais parece com a macumba, virando uma “boacumba evangélica”. Vejamos o que diz o texto na Epístola de João:
1-Não nos ouve, I João 4:6, Deus é amor, misericórdia. Quem quer que Deus julgue alguém e tome o que ele tem é me dê. Destrua o outro, mesmo que seja feito em nome de Deus. É o espírito do anticristo. Jesus no Evangelho de João, capítulo 8, impediu que um pessoal que se dizia “filhos de Abraão” matassem a pedradas uma mulher, apanhada em adultério, e no seu discurso no mesmo capítulo, chamou aquele desejo deles, mesmo que você em nome de Deus e de limpeza moral de espírito homicida, é o que o patrono disso era o diabo.
2- Ama o próximo. Não aquele amor abstrato, platônico, para o nada, que cheira Jesus, anjos. Deixa eu sentir as vibrações desse lugar ou dessa pessoa.
Com Deus não tem conversa fiada, quem me ama, ama o próximo. Eu não sou ódio, sou amor. Quem não ama, não é nascido de novo. Não conhece a Deus.
Nenhuma geração anterior viveu com a complexidade como a nossa. Discernir os espíritos, não é para ver quem é o possesso da área. Tem gente hoje que, expulsa demônio é dando pancada com bíblia na cabeça dos outros. E ainda diz que com Bíblia grande e de capa dura expulsa melhor. Aí dão um grito: “Essa é a espada do espírito”!
Mas há os que se disfarçam de anjo de luz, esses são espíritos para serem discernidos. O pessoal gosta de tentar discernir os de fora: Bin Laden, Sadam Hussein (quando era vivo), Hugo Chaves, Bush, Obama, todos já foram candidatos ao posto de Anticristo.
Só que, quando no nosso meio, aquele que é dragão, mas fala como cordeiro, conforme está em Apocalipse, se manifesta, nós não discernimos.
Os anticristos, segundo o apóstolo João saem do nosso meio. E é provável que, o anticristo também sairá do meio fragmentado e controvertido que hoje no mundo tem o nome de Cristianismo. Tem gente que acha que o falso profeta vem com uma faixa na testa, escrito falso profeta. Se ele é falso, é porque vai parecer com o verdadeiro, fala como profeta, se veste como profeta, conforme o profeta Zacarias diz, (com vestes de couro como Elias). Jesus disse que se possível, enganaria até os eleitos.
O que não é do amor, da inclusão, não é de Deus. Mas, ao invés disso, nós ficamos procurando anticristo na ONU, no Iraque, na Europa. Temos de discernir os espíritos a partir de nós, não sob o guarda-chuva da religião.
Os discípulos Tiago e João, que eram chamados de “filhos do trovão”, disseram para Jesus: “Quer que nós façamos como Elias e mandamos fogo descer do céu e consumir estes samaritanos. Jesus disse: “Vós não sabeis de que espírito sóis, o Filho do Homem, não veio destruir, mas salvar as almas dos homens”, Lucas 9:55,56. Esse mesmo João, anos depois, transformado pelo amor de Jesus, diria: “filhinhos”, “amados”. E ele mesmo juntamente com Pedro, oraria, impondo as mãos para que os samaritanos recebessem o Espírito Santo. (Atos 8).
O que a gente mais vê hoje, são pessoas praticando um evangelho que mais parece com a macumba, virando uma “boacumba evangélica”. Vejamos o que diz o texto na Epístola de João:
1-Não nos ouve, I João 4:6, Deus é amor, misericórdia. Quem quer que Deus julgue alguém e tome o que ele tem é me dê. Destrua o outro, mesmo que seja feito em nome de Deus. É o espírito do anticristo. Jesus no Evangelho de João, capítulo 8, impediu que um pessoal que se dizia “filhos de Abraão” matassem a pedradas uma mulher, apanhada em adultério, e no seu discurso no mesmo capítulo, chamou aquele desejo deles, mesmo que você em nome de Deus e de limpeza moral de espírito homicida, é o que o patrono disso era o diabo.
2- Ama o próximo. Não aquele amor abstrato, platônico, para o nada, que cheira Jesus, anjos. Deixa eu sentir as vibrações desse lugar ou dessa pessoa.
Com Deus não tem conversa fiada, quem me ama, ama o próximo. Eu não sou ódio, sou amor. Quem não ama, não é nascido de novo. Não conhece a Deus.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
JESUS É MAIOR QUE A RELIGIÃO
"Ao longo de 2000 anos de história, duas forças, ora conflitantes, ora complementares, moldaram a Igreja Católica: a doutrina do amor e o amor pela doutrina. Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, é sem dúvida um homem da segunda força. Ele reintera ponto por ponto as declarações que o transformaram na figura mais criticada no caso da menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto que engravidou de gêmeos e fez um aborto legal. A excumunhão dos adultos envolvidos é exigida pelas leis da Igreja, diz dom José, que considera ter cumprido o seu dever. "Estou tranquilíssimo", repete nesta entrevista". Fonte: www.veja.com.br - Revista Veja, edição 2104, páginas amarelas).
Apesar do texto acima, fazer referência à Igreja Católica, sabemos que no meio protestante, também há suas "exclusões e disciplinas", muitas vezes injustas e sem misericórdia. Fiquei pensando o quanto distante está a "igreja" do que viveu e ensinou Jesus Cristo. No livro de Mateus no capítulo 12, versículos 1 ao 8, fala sobre uma passagem quando os discípulos de Jesus entraram em searas e foram vistos pelos fariseus pegando espigas e comendo em um dia de sábado. Os fariseu vêem e repreendem Jesus. O Mestre então faz três observações:
1 - A necessidade humana é mais importante do que as regulamentações religiosas. Jesus lembra então de Davi e os sacerdotes que, para matar a fome, transgrediram as leis cerimoniais. As leis cerimoniais da religião são menos importantes que a necessidade humana. A necessidade humana não relativiza as leis morais, mas relativiza as leis cerimoniais. O legalismo religioso é ridículo quando confrontado com a necessidade humana.
2 - As regulamentações religiosas estão a serviço da vida humana. " O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". (Marcos 2:27). Os fariseus estavam indignados com a invasão dos campos de trigo pelos discípulos de Jesus e pela maneira duplamente irreverente desse ato, pois o episódio se dera num sábado, dia do descanso conforme a lei. Mas Jesus vem e diz: o sábado não precisa de descanso. Os homens sim. Não dá para dormir com fome. Os abastados podem programar seus sábados, mas os famintos não tem fim se semana. Eles apenas estão utilizando do dia do descanso, para resolver um problema mais sério: a fome! Depois de saciados, eles descansarão.
3 - A única coisa que faz a vida de fé ser digna de Jesus é a misericórdia. "Mas se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não sacrifícios, não teríeis condenado a inocentes". Mateus 12:7. Aqui Jesus diz que aos fariseus, que eles preferiam ver o sacrifício dos famintos a olhar para eles com misericórdia, matando-lhes a fome que os matava. O eco desse ensino de Jesus está no capítulo 13 de Corintios onde o apóstolo Paulo fala que se não tiver amor, nada aproveitará. O que passar disso é mero dogmatismo estúpido, que não agrada a Deus nem abençoa o próximo. Verdadeiramente Jesus é maior que a religião.
Apesar do texto acima, fazer referência à Igreja Católica, sabemos que no meio protestante, também há suas "exclusões e disciplinas", muitas vezes injustas e sem misericórdia. Fiquei pensando o quanto distante está a "igreja" do que viveu e ensinou Jesus Cristo. No livro de Mateus no capítulo 12, versículos 1 ao 8, fala sobre uma passagem quando os discípulos de Jesus entraram em searas e foram vistos pelos fariseus pegando espigas e comendo em um dia de sábado. Os fariseu vêem e repreendem Jesus. O Mestre então faz três observações:
1 - A necessidade humana é mais importante do que as regulamentações religiosas. Jesus lembra então de Davi e os sacerdotes que, para matar a fome, transgrediram as leis cerimoniais. As leis cerimoniais da religião são menos importantes que a necessidade humana. A necessidade humana não relativiza as leis morais, mas relativiza as leis cerimoniais. O legalismo religioso é ridículo quando confrontado com a necessidade humana.
2 - As regulamentações religiosas estão a serviço da vida humana. " O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". (Marcos 2:27). Os fariseus estavam indignados com a invasão dos campos de trigo pelos discípulos de Jesus e pela maneira duplamente irreverente desse ato, pois o episódio se dera num sábado, dia do descanso conforme a lei. Mas Jesus vem e diz: o sábado não precisa de descanso. Os homens sim. Não dá para dormir com fome. Os abastados podem programar seus sábados, mas os famintos não tem fim se semana. Eles apenas estão utilizando do dia do descanso, para resolver um problema mais sério: a fome! Depois de saciados, eles descansarão.
3 - A única coisa que faz a vida de fé ser digna de Jesus é a misericórdia. "Mas se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não sacrifícios, não teríeis condenado a inocentes". Mateus 12:7. Aqui Jesus diz que aos fariseus, que eles preferiam ver o sacrifício dos famintos a olhar para eles com misericórdia, matando-lhes a fome que os matava. O eco desse ensino de Jesus está no capítulo 13 de Corintios onde o apóstolo Paulo fala que se não tiver amor, nada aproveitará. O que passar disso é mero dogmatismo estúpido, que não agrada a Deus nem abençoa o próximo. Verdadeiramente Jesus é maior que a religião.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
POSTAGEM SOBRE CAIO FÁBIO CAUSA POLÊMICA
Esta semana, o irmão Leonardo, do blog Púlpito Cristão (www.pulpitocristao.com), fez uma postagem, boa por sinal, onde ele expressava sua opinião positiva sobre o Pastor Caio Fábio. O post, recebeu mais de cem comentários. O choque que eu levei, foi a quantidade de pessoas que escreveram de forma agressiva, raivosa e já emitindo juízo sobre a pessoa descrita.
Ora, haver opiniões diferentes sobre uma pessoa ou assunto, acho algo natural. Mas, pela polêmica instalada, o que assustou, foi a forma como estas diferenças de idéias foram colocadas. Puxa vida, quanto julgamento sem misericórdia! Em nome de uma “suposta” defesa da ortodoxia, bons costumes e moral religiosa, o que se viu foram pessoas praticamente mandando o Caio para a fogueira da inquisição e ainda reservando um lugar para você, que simplesmente expressou sua opinião pessoal sobre ele. Frases como: “Ele pecou”, “Está em pecado”, “É um adúltero”, “Vive com outra mulher”, “Baixou um cantor do mundo em um reunião que dirige”, “Apoia os jovens a fazerem sexo antes do casamento”, “Não é homem de Deus”, “É divorciado”. Gente, o que é isso? Não é isso que o Evangelho de Cristo nos ensina. Porque se conhecessem o Evangelho de Jesus, não atirariam pedras, não pronunciariam palavras de juízo, saberiam o significado de misericórdia e não sacrifícios. Acampanho o ministério de Caio Fábio há uns 20 anos ou mais, através dos seus programas de Tv e pelos seus livros. Lembro como ele era incensado pelas lideranças evangélicas, pela sociedade civil do Rio e pela própria mídia. Era considerado o “Billy Graham do Brasil” (frase do Dr. Russell Shedd), o melhor pregador, reserva ética em relação aos modelos representados por Edir Macedo. Lamentei quando estourou o “Dossiê Cayman” em 1998, o qual depois o próprio ex-presidente Fernando Henrique pediu para retirar o nome dele do processo. Fiquei triste quando no início de 1999, o próprio Caio divulgou um comunicado na internet, revelando seu divórcio e seu relacionamento extra-conjugal. Foi abandonado pelos mesmos líderes que antes o bajulavam, com exceção de poucos. Seus livros sofreram boicote nas livrarias evangélicas e editoras. Voltou dos Estados Unidos no final de 1999 e pediu perdão através da Revista Eclésia. Em 2000, terminou o relacionamento que desencadeou o divórcio. Em 2001, se casou novamente com uma pastora de uma comunidade evangélica. Falou-se na época, pelas revistas evangélicas, na “volta de Caio Fábio”. Nesse mesmo ano, reinicia seu ministério praticamente do zero com o “Café com Graça” em Copacabana. Em maio de 2002, em uma viagem profissional ao Rio, estive no local onde se realizavam as reuniões. Era pequeno e nada parecia as reuniões repletas que Caio antes falava. Começou a escrever livros novamente, “Neplin”, “Tábuas de Eva”, “Enigma da Graça” e “Sem Barganhas com Deus”, publicados entre 2000 a 2005. Em 2004, seu filho caçula, morre em um trágico acidente. O seu retorno ministerial, ficou consolidade com a criação do seu site em 2003 e do início do “Caminho da Graça” em 2004 em Brasília. O movimento cresce e cria filiais (Estações do Caminho) em vários Estados e até em outros países. Foi errado, seu divórcio e adultério? Foi. Ele pecou? Não só ele, mas a Biblia diz que todos pecaram e bem aventurado a quem o Senhor não imputa pecado. Ou seja, só Deus pode imputar pecado em alguém. Ele está em pecado? Não sei, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra. Pastor divorciado? Tenha paciência. O que tem de pastor divorciado por aí não está no gibi. Pior ainda é os que estão casados no papel, mas vivem conjugalmente divorciados, e ainda exilam a esposa, para manter seus “casos”. É errado, mas cada um dará conta de si mesmo a Deus. Para os que diziam que ele não poderia pregar mais, que estava acabado, estão vendo o contrário. Ele voltou a pregar e muito bem por sinal. Bem melhor do que certos pregadores famososo que a gente vê por aí, que só tem pulação, grito, pirotecnia de púlpito e completamento vazio de conteúdo da Palavra de Deus. Neurolinguística evangélica, tem muita por aí, mas a pregação pura e simples do Evangelho é coisa rara. Caio Fábio tem abençoado a minha vida e a de muitos com seu ensino, sem “barganhas com os homens e com Deus”.
Ora, haver opiniões diferentes sobre uma pessoa ou assunto, acho algo natural. Mas, pela polêmica instalada, o que assustou, foi a forma como estas diferenças de idéias foram colocadas. Puxa vida, quanto julgamento sem misericórdia! Em nome de uma “suposta” defesa da ortodoxia, bons costumes e moral religiosa, o que se viu foram pessoas praticamente mandando o Caio para a fogueira da inquisição e ainda reservando um lugar para você, que simplesmente expressou sua opinião pessoal sobre ele. Frases como: “Ele pecou”, “Está em pecado”, “É um adúltero”, “Vive com outra mulher”, “Baixou um cantor do mundo em um reunião que dirige”, “Apoia os jovens a fazerem sexo antes do casamento”, “Não é homem de Deus”, “É divorciado”. Gente, o que é isso? Não é isso que o Evangelho de Cristo nos ensina. Porque se conhecessem o Evangelho de Jesus, não atirariam pedras, não pronunciariam palavras de juízo, saberiam o significado de misericórdia e não sacrifícios. Acampanho o ministério de Caio Fábio há uns 20 anos ou mais, através dos seus programas de Tv e pelos seus livros. Lembro como ele era incensado pelas lideranças evangélicas, pela sociedade civil do Rio e pela própria mídia. Era considerado o “Billy Graham do Brasil” (frase do Dr. Russell Shedd), o melhor pregador, reserva ética em relação aos modelos representados por Edir Macedo. Lamentei quando estourou o “Dossiê Cayman” em 1998, o qual depois o próprio ex-presidente Fernando Henrique pediu para retirar o nome dele do processo. Fiquei triste quando no início de 1999, o próprio Caio divulgou um comunicado na internet, revelando seu divórcio e seu relacionamento extra-conjugal. Foi abandonado pelos mesmos líderes que antes o bajulavam, com exceção de poucos. Seus livros sofreram boicote nas livrarias evangélicas e editoras. Voltou dos Estados Unidos no final de 1999 e pediu perdão através da Revista Eclésia. Em 2000, terminou o relacionamento que desencadeou o divórcio. Em 2001, se casou novamente com uma pastora de uma comunidade evangélica. Falou-se na época, pelas revistas evangélicas, na “volta de Caio Fábio”. Nesse mesmo ano, reinicia seu ministério praticamente do zero com o “Café com Graça” em Copacabana. Em maio de 2002, em uma viagem profissional ao Rio, estive no local onde se realizavam as reuniões. Era pequeno e nada parecia as reuniões repletas que Caio antes falava. Começou a escrever livros novamente, “Neplin”, “Tábuas de Eva”, “Enigma da Graça” e “Sem Barganhas com Deus”, publicados entre 2000 a 2005. Em 2004, seu filho caçula, morre em um trágico acidente. O seu retorno ministerial, ficou consolidade com a criação do seu site em 2003 e do início do “Caminho da Graça” em 2004 em Brasília. O movimento cresce e cria filiais (Estações do Caminho) em vários Estados e até em outros países. Foi errado, seu divórcio e adultério? Foi. Ele pecou? Não só ele, mas a Biblia diz que todos pecaram e bem aventurado a quem o Senhor não imputa pecado. Ou seja, só Deus pode imputar pecado em alguém. Ele está em pecado? Não sei, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra. Pastor divorciado? Tenha paciência. O que tem de pastor divorciado por aí não está no gibi. Pior ainda é os que estão casados no papel, mas vivem conjugalmente divorciados, e ainda exilam a esposa, para manter seus “casos”. É errado, mas cada um dará conta de si mesmo a Deus. Para os que diziam que ele não poderia pregar mais, que estava acabado, estão vendo o contrário. Ele voltou a pregar e muito bem por sinal. Bem melhor do que certos pregadores famososo que a gente vê por aí, que só tem pulação, grito, pirotecnia de púlpito e completamento vazio de conteúdo da Palavra de Deus. Neurolinguística evangélica, tem muita por aí, mas a pregação pura e simples do Evangelho é coisa rara. Caio Fábio tem abençoado a minha vida e a de muitos com seu ensino, sem “barganhas com os homens e com Deus”.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
DÚVIDAS DE UMA JOVEM - "COMO SABER A CONFIRMAÇÃO DO SENHOR?"
Recebi este email, de uma jovem, e sabendo que a mesma dúvida, pode ser compartilhada por mais pessoas, vou postá-lo, juntamente com a minha resposta. Retirei a identificação, para evitar algum constrangimento. Aqui vai:
"Paz do Senhor, adorei e estou acompanhando o seu blog, isso quero aprender como ser mulher virtuosa, pois tenho um namorado maravilhoso e amado...
Eu e ele temos orado para o Senhor abençoasse o nosso namoro e até nosso futuro. Bom, conheci o meu namorado através da internet, e nos apaixonamos. Eu fui à cidade dele no Estado de São Paulo, sendo que moro em uma cidade do Estado do Mato-Grosso. Então, ele me contou que uma irmã, teve uma profecia para meu namorado, que o Senhor prepararia uma esposa. Na profecia, aparecia uma mulher vindo de longe, com malas na mão e era cabelos lisos. Isso, tem significado comigo, pois eu fui na cidade dele para conhecer ele e a sua família. Quando eu apareci, ele foi ao aeroporto, me buscar, ao me abraçar, eu estava com malas e tenho cabelos lisos e escuros. Fiquei maravilhada ao saber que Deus tem me escolhido para parecer essa profecia!
Nosso relacionamento tem um propósito.
Não é algo que se resuma a nós mesmos. Se resume no Senhor. Sempre sonhei com um relacionamento que tocasse o coracão de Deus!
Creio que temos feito isso! Queria pedir a sua resposta.
Será que Deus é capaz de estragar a nossa felicidade mesmo estando orando e confiando do Senhor?
Ah! Tem uma coisa, eu e meu namorado pecamos, não temos como controlar a vida sexual e acabamos pecando. Mas continuei orando ao Senhor, para que abençoasse o nosso namoro, noivado e casamento, mas a gente está esperando o noivado. Só que temos esperar a resposta do Senhor.
Me ajude! Como devo saber a resposta do Senhor?
Através da visão? Ou ele vai tocar dentro do meu coração, ou falar ao meu ouvido? Queria que Deus me desse resposta, para Ele abençoar o meu noivado e casamento.
Obrigada, aguardo o seu comentário! Fica na Paz".
MINHA RESPOSTA: Minha irmã, que a verdade a liberte! Já assisti tragédias humanas na “igreja” que foram patrocinadas por “profecias” e “profetadas”. A lista de histórias nestes casos não costuma ser pequena. Creio em profecias também como um falar preditivo. Mas no meio evangélico, para cada 50 profecias que ouço, 3 ou 4 são para se guardar nos coração. As demais têm que ir para a “lixeira”, ou, então, a gente aperta o botão de Delete. Não creio em casamentos bancados por profecias. Se é verdadeiro em amor, é casamento. Se não é, é apenas uma relação societária registrada em cartório. Tem muita gente que tem necessidade de controle sobre as pessoas, pois alimentam-se de dependência. É impressionante como tem gente doente e que se alimenta, morbidamente, do poder que exerce sobre a vida e o destino das pessoas. Sentem prazer em pensar: Essa pessoa só está aí porque eu tô mandando! Eu, se fosse você, tomaria a decisão que o seu coração ditasse. Não dá pra deixar que outros dirijam a nossa vida, muitos menos profetas malucos, sexualmente infelizes, mal casados, frustrados, e com síndrome de onipotência. Creio em todos os dons do Espírito. Pena que haja tão pouca coisa de fato genuína entre nós.
1. Um profeta nunca irá mandar o que a Palavra não ensina.
2. Um profeta nunca marcará "consultas" -- Deus não fala com hora marcada.
3. Um profeta tem que saber dizer: "O Senhor não me falou nada".
4. Um profeta foge de se tornar objeto de consumo.
5. Um profeta se declara um homem, não um anjo.
6. Um profeta não viola 1 Co 14, nem sua profecia.
7. Um profeta profetiza Jesus: Ele é o espírito de toda profecia.
Não peço oração aos profetas. É essa fila em porta de profeta que acaba corrompendo até aqueles que um dia foram bons.
Profeta não deve ser buscado. A profecia verdadeira sempre nos acha.
E mais: nunca vá a profetas que convivem com amigos seus. Quase sempre o profeta já está condicionado. Às vezes até bem intencionados, mas na carne.
Se Deus tem um plano, saiba: não é um roteiro de cinema, nem uma corrente de eventos revelada, nem um mapa a ser seguido, nem qualquer forma de determinismo. Além disso, aos que Ele disse qualquer coisa, disse apenas coisas relacionadas à mensagem a ser anunciada, mas não deu detalhes sobre a vida de ninguém. Do contrário, o justo não viveria pela fé, mas pelo plano.
Esse tal “plano de Deus” dos crentes, não só é vício pagão, como é uma espécie de cartomancia evangélica disfarçada. A “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” não é como uma adivinhação. Mas sim é que eu não me conforme com este século, e me deixe transformar pela renovação de minha mente; ou seja: de meu entendimento crescentemente harmonizado com o espírito do Evangelho. Afinal, o justo vive pela fé!
Essa historinha evangélica do plano para cada criatura ou vira neurose ou paranóia!ção ao encontro com alguém (homem/mulher) — apenas decidi ficar com quem me agradou e me encheu a vida. O plano são os dons que Ele me deu. O plano são as boas oportunidades. O plano é a capacidade de realizar o que é bom. O plano é viver com bom senso conforme o Evangelho.Para mim é assim porque não sou Deus e nem Seu secretário. Apenas vivo pela fé e exerço o meu melhor senso de harmonia com o Evangelho em tudo o que faço. E tudo o que me vem às mãos para fazer, faço-o com gratidão, alegria e com o melhor de mim. Este é o único plano de Deus que me está disponível à priori.
A gente vive vendo pessoas que fiqam esperando milagres de oportunidade. Ao contrário, deveriam aproveitar as oportunidades. Emprego, a gente pega o que vem. Se aparecer um melhor, a gente vai. Homem/mulher, a gente escolhe a que ama e gosta.
Jesus, à exceção do que disse a Pedro em João 21, acerca de sua morte futura, a ninguém disse mais nada — exceto, também, a Paulo; e foi apenas um “mostrarei o quanto importa sofrer pelo meu nome”. Mas não detalhou nenhuma história. Sim! Paulo nada sabia além de que doeria docemente andar com Jesus. O mais, no máximo, e de vez em quando, quando acontece, Ele corrige certas rotas; porém o faz com a “talhadeira da existência”. E sem bolas de cristal. Assim, minha irmã, pare com essa maluquice paralisante e vá à luta!
Tem pastores do plano que não conduzem as vidas deles como mandam que você conduza a sua. Todas as pessoas “do plano” que conheci e conheço são ou se tornaram seres paralisados, amargos, infelizes, e cobrando de Deus o que Deus nunca propôs. O plano de Deus é um só: que cresçamos na Graça e no Conhecimento de Cristo Jesus! O resto, minha querida, não nos é revelado. Do contrário, a vida já não seria vida, mas apenas um roteiro para robôs. O plano de Deus é que você ande pela fé e com o coração buscando discernir e aplicar o que é bom — tanto pra você quanto para os outros!
Veja o seu caso, você e seu namorado já estão vivendo sexualmente juntos e ainda estão esperando “confirmação do Senhor”. Que confirmação? Vocês já estão casados maritalmente, só não estão no papel. Agora, se há dúvidas no relacionamento de vocês, então parem com isso, o quanto antes, porque do contrário, quanto mais tempo passar, mais dor e frustração produzirá. A pergunta é simples: Vocês se amam, e estão preparados para constituir uma família? A escolha é dos dois.
"Paz do Senhor, adorei e estou acompanhando o seu blog, isso quero aprender como ser mulher virtuosa, pois tenho um namorado maravilhoso e amado...
Eu e ele temos orado para o Senhor abençoasse o nosso namoro e até nosso futuro. Bom, conheci o meu namorado através da internet, e nos apaixonamos. Eu fui à cidade dele no Estado de São Paulo, sendo que moro em uma cidade do Estado do Mato-Grosso. Então, ele me contou que uma irmã, teve uma profecia para meu namorado, que o Senhor prepararia uma esposa. Na profecia, aparecia uma mulher vindo de longe, com malas na mão e era cabelos lisos. Isso, tem significado comigo, pois eu fui na cidade dele para conhecer ele e a sua família. Quando eu apareci, ele foi ao aeroporto, me buscar, ao me abraçar, eu estava com malas e tenho cabelos lisos e escuros. Fiquei maravilhada ao saber que Deus tem me escolhido para parecer essa profecia!
Nosso relacionamento tem um propósito.
Não é algo que se resuma a nós mesmos. Se resume no Senhor. Sempre sonhei com um relacionamento que tocasse o coracão de Deus!
Creio que temos feito isso! Queria pedir a sua resposta.
Será que Deus é capaz de estragar a nossa felicidade mesmo estando orando e confiando do Senhor?
Ah! Tem uma coisa, eu e meu namorado pecamos, não temos como controlar a vida sexual e acabamos pecando. Mas continuei orando ao Senhor, para que abençoasse o nosso namoro, noivado e casamento, mas a gente está esperando o noivado. Só que temos esperar a resposta do Senhor.
Me ajude! Como devo saber a resposta do Senhor?
Através da visão? Ou ele vai tocar dentro do meu coração, ou falar ao meu ouvido? Queria que Deus me desse resposta, para Ele abençoar o meu noivado e casamento.
Obrigada, aguardo o seu comentário! Fica na Paz".
MINHA RESPOSTA: Minha irmã, que a verdade a liberte! Já assisti tragédias humanas na “igreja” que foram patrocinadas por “profecias” e “profetadas”. A lista de histórias nestes casos não costuma ser pequena. Creio em profecias também como um falar preditivo. Mas no meio evangélico, para cada 50 profecias que ouço, 3 ou 4 são para se guardar nos coração. As demais têm que ir para a “lixeira”, ou, então, a gente aperta o botão de Delete. Não creio em casamentos bancados por profecias. Se é verdadeiro em amor, é casamento. Se não é, é apenas uma relação societária registrada em cartório. Tem muita gente que tem necessidade de controle sobre as pessoas, pois alimentam-se de dependência. É impressionante como tem gente doente e que se alimenta, morbidamente, do poder que exerce sobre a vida e o destino das pessoas. Sentem prazer em pensar: Essa pessoa só está aí porque eu tô mandando! Eu, se fosse você, tomaria a decisão que o seu coração ditasse. Não dá pra deixar que outros dirijam a nossa vida, muitos menos profetas malucos, sexualmente infelizes, mal casados, frustrados, e com síndrome de onipotência. Creio em todos os dons do Espírito. Pena que haja tão pouca coisa de fato genuína entre nós.
1. Um profeta nunca irá mandar o que a Palavra não ensina.
2. Um profeta nunca marcará "consultas" -- Deus não fala com hora marcada.
3. Um profeta tem que saber dizer: "O Senhor não me falou nada".
4. Um profeta foge de se tornar objeto de consumo.
5. Um profeta se declara um homem, não um anjo.
6. Um profeta não viola 1 Co 14, nem sua profecia.
7. Um profeta profetiza Jesus: Ele é o espírito de toda profecia.
Não peço oração aos profetas. É essa fila em porta de profeta que acaba corrompendo até aqueles que um dia foram bons.
Profeta não deve ser buscado. A profecia verdadeira sempre nos acha.
E mais: nunca vá a profetas que convivem com amigos seus. Quase sempre o profeta já está condicionado. Às vezes até bem intencionados, mas na carne.
Se Deus tem um plano, saiba: não é um roteiro de cinema, nem uma corrente de eventos revelada, nem um mapa a ser seguido, nem qualquer forma de determinismo. Além disso, aos que Ele disse qualquer coisa, disse apenas coisas relacionadas à mensagem a ser anunciada, mas não deu detalhes sobre a vida de ninguém. Do contrário, o justo não viveria pela fé, mas pelo plano.
Esse tal “plano de Deus” dos crentes, não só é vício pagão, como é uma espécie de cartomancia evangélica disfarçada. A “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” não é como uma adivinhação. Mas sim é que eu não me conforme com este século, e me deixe transformar pela renovação de minha mente; ou seja: de meu entendimento crescentemente harmonizado com o espírito do Evangelho. Afinal, o justo vive pela fé!
Essa historinha evangélica do plano para cada criatura ou vira neurose ou paranóia!ção ao encontro com alguém (homem/mulher) — apenas decidi ficar com quem me agradou e me encheu a vida. O plano são os dons que Ele me deu. O plano são as boas oportunidades. O plano é a capacidade de realizar o que é bom. O plano é viver com bom senso conforme o Evangelho.Para mim é assim porque não sou Deus e nem Seu secretário. Apenas vivo pela fé e exerço o meu melhor senso de harmonia com o Evangelho em tudo o que faço. E tudo o que me vem às mãos para fazer, faço-o com gratidão, alegria e com o melhor de mim. Este é o único plano de Deus que me está disponível à priori.
A gente vive vendo pessoas que fiqam esperando milagres de oportunidade. Ao contrário, deveriam aproveitar as oportunidades. Emprego, a gente pega o que vem. Se aparecer um melhor, a gente vai. Homem/mulher, a gente escolhe a que ama e gosta.
Jesus, à exceção do que disse a Pedro em João 21, acerca de sua morte futura, a ninguém disse mais nada — exceto, também, a Paulo; e foi apenas um “mostrarei o quanto importa sofrer pelo meu nome”. Mas não detalhou nenhuma história. Sim! Paulo nada sabia além de que doeria docemente andar com Jesus. O mais, no máximo, e de vez em quando, quando acontece, Ele corrige certas rotas; porém o faz com a “talhadeira da existência”. E sem bolas de cristal. Assim, minha irmã, pare com essa maluquice paralisante e vá à luta!
Tem pastores do plano que não conduzem as vidas deles como mandam que você conduza a sua. Todas as pessoas “do plano” que conheci e conheço são ou se tornaram seres paralisados, amargos, infelizes, e cobrando de Deus o que Deus nunca propôs. O plano de Deus é um só: que cresçamos na Graça e no Conhecimento de Cristo Jesus! O resto, minha querida, não nos é revelado. Do contrário, a vida já não seria vida, mas apenas um roteiro para robôs. O plano de Deus é que você ande pela fé e com o coração buscando discernir e aplicar o que é bom — tanto pra você quanto para os outros!
Veja o seu caso, você e seu namorado já estão vivendo sexualmente juntos e ainda estão esperando “confirmação do Senhor”. Que confirmação? Vocês já estão casados maritalmente, só não estão no papel. Agora, se há dúvidas no relacionamento de vocês, então parem com isso, o quanto antes, porque do contrário, quanto mais tempo passar, mais dor e frustração produzirá. A pergunta é simples: Vocês se amam, e estão preparados para constituir uma família? A escolha é dos dois.
Duas notícias - Manifestação no Rio contra Intolerância Religiosa e a morte do Pr. Fanini
NOTÍCIA 1: Católicos, evangélicos, muçulmanos, judeus e, principalmente, seguidores de religiões de origem afro se reuniram na Praia de Copacabana neste domingo durante a 2ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Cerca de 80 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, tomaram quase 1 km da orla. Participaram do evento o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos; o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso; além de representantes dos estados e da Nigéria. Marcada para as 10h, a manifestação atrasou quatro horas para esperar o grupo judeus, que estava na sinagoga.
Para representar a unidade entre as religiões, o sucesso evangélico Faz um Milagre em Mim, de Regis Danese, foi cantado em iorubá pelo sacerdote do candomblé Babá Òguntundelewa.
"Votamos o estatuto da Igualdade Racial para dignificar, sobretudo, as religiões afrodescendentes. Mas o governo federal apoia todos os segmentos religiosos", defende o ministro Edson Santos. Segundo a coordenadora da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Rosiane Rodrigues, o ato tem o objetivo de alertar para os malefícios da discriminação religiosa. "Não há nada pior do que o fundamentalismo. Todas as religiões estão aqui, menos os neopentecostais", critica ela.
Representando a Arquidiocese do Rio, o padre Fábio Luiz considerou o ato importante para concretizar o discurso de paz e tolerância pregado pelas religiões. "Temos que viver isso e combater a mentalidade intolerante", declara.
No segundo dia de comemoração da chegada da imagem de N. Sª. de Nazaré ao Rio de Janeiro, a santa foi levada em carreata pelas ruas da cidade. A saída foi do heliponto da Lagoa, onde a imagem chegou após procissão marítima nas barcas Rio-Niterói. Da Lagoa, a santa seguiu para a Feira dos Nordestinos em São Cristóvão e para a Favela da Maré, onde foi recebida com show de Elba Ramalho. Hoje às 12h, será realizada cerimônia do Angelus no Corcovado e, às 19h30, a santa segue para o Maracanãzinho, onde acontece show do Padre Fabio de Melo. (Fonte: terra.com.br)
NOTICIA 2: No dia 19 de setembro, às 6.45 no horário de Brasília -pastor Nilson Fanini morreu aos 77 anos. O corpo se vai, o nome jamais. Muito menos a contribuição deixada por um homem de Deus que deu a vida pelo Evangelho. Mesmo muito frágil, continuava pregando, trabalhando a frente da Igreja Batista Memorial de Niterói (RJ). Subia ao local do púlpito com dificuldade, mas prosseguia no pastorado. Atualmente, expressava seu inigualável sermão diante da pequena igreja que amava, fundada por ele há quatro anos, depois de passar por tantas tormentas que o desgastaram. Foi caluniado e humilhado por muitos que ostentam "sorrisos de hiena". Pastor Fanini os perdoou. Superou e recomeçou seu ministério.
Estava em Dallas para conhecer a netinha recém-nascida, filha de Margareth, caçula do casal Nilson e Helga Fanini. No domingo, dia 13, sentiu-se mal, teve febre e foi internado. Com a saúde já enfraquecida, contraiu um forte vírus, teve complicações e derrame em vários locais. Esteve em coma desde terça-feira passada. Nessa situação delicada, a junta médica disse que o quadro era irreversível.
O mais significativo nessa fase é que pastor Fanini tinha tal intimidade com Deus que estava preparando-se para "encerrar a carreira". Como se recebesse a mensagem do mestre: "Organiza tudo porque vou te chamar!" E assim, antes mesmo de viajar, escreveu cartas, deixou registros, planejou tudo. Ao pastor Oseas Silva, co-pastor de sua igreja, deu a ordem do culto do seu próprio funeral e pediu que cartas específicas fossem entregues. Estava sob o controle de Deus.
Um dos mais conhecidos e respeitados líderes evangélicos do país deixa saudades. Permanece, no entanto, vivo na história do Cristianismo contemporâneo e na vida dos que bem influenciou.
BOAS MARCAS
A história de Nilson Fanini é cheia de realizações marcantes. Ajudou a construir vidas, projetos, obras. Paranaense, iniciou seu ministério pastoral nos anos 50. Foi pioneiro no evangelismo em TV no Brasil com a criação do programa Reencontro, que manteve no ar por três décadas. Era um homem de mídia, elaborando programas de rádio e TV. Publicou cinco livros e produziu milhares de mensagens, estudos bíblicos e trabalhos de cunho teológico. Também foi desbravador na área de ação social quando fundou e presidiu há mais de 30 anos o Reencontro, entidade que presta atendimento médico, educacional e social aos carentes. Na área de educação teológica, construiu o Seminário Teológico Batista de Niterói. Galgou cargos importantes na denominação, como a presidência da Convenção Batista Brasileira (CBB) até chegar a ser por três anos, na década de 90, Presidente da Aliança Batista Mundial, que congrega mais de 100 milhões de fiéis em todo o planeta.
Durante 41 anos, liderou a Primeira Igreja Batista de Niterói (RJ). Ali deixou marcas benéficas, moldou o caráter de ovelhas, fez a igreja se destacar como grande celeiro de produções bem sucedidas. Realizou cruzadas em 109 países, celebrou cerca de 11 mil batismos. Rendeu muitos frutos como evangelista, como líder e como pastor.
(Fonte: www.prazerdapalavra.com.br).
Para representar a unidade entre as religiões, o sucesso evangélico Faz um Milagre em Mim, de Regis Danese, foi cantado em iorubá pelo sacerdote do candomblé Babá Òguntundelewa.
"Votamos o estatuto da Igualdade Racial para dignificar, sobretudo, as religiões afrodescendentes. Mas o governo federal apoia todos os segmentos religiosos", defende o ministro Edson Santos. Segundo a coordenadora da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Rosiane Rodrigues, o ato tem o objetivo de alertar para os malefícios da discriminação religiosa. "Não há nada pior do que o fundamentalismo. Todas as religiões estão aqui, menos os neopentecostais", critica ela.
Representando a Arquidiocese do Rio, o padre Fábio Luiz considerou o ato importante para concretizar o discurso de paz e tolerância pregado pelas religiões. "Temos que viver isso e combater a mentalidade intolerante", declara.
No segundo dia de comemoração da chegada da imagem de N. Sª. de Nazaré ao Rio de Janeiro, a santa foi levada em carreata pelas ruas da cidade. A saída foi do heliponto da Lagoa, onde a imagem chegou após procissão marítima nas barcas Rio-Niterói. Da Lagoa, a santa seguiu para a Feira dos Nordestinos em São Cristóvão e para a Favela da Maré, onde foi recebida com show de Elba Ramalho. Hoje às 12h, será realizada cerimônia do Angelus no Corcovado e, às 19h30, a santa segue para o Maracanãzinho, onde acontece show do Padre Fabio de Melo. (Fonte: terra.com.br)
NOTICIA 2: No dia 19 de setembro, às 6.45 no horário de Brasília -pastor Nilson Fanini morreu aos 77 anos. O corpo se vai, o nome jamais. Muito menos a contribuição deixada por um homem de Deus que deu a vida pelo Evangelho. Mesmo muito frágil, continuava pregando, trabalhando a frente da Igreja Batista Memorial de Niterói (RJ). Subia ao local do púlpito com dificuldade, mas prosseguia no pastorado. Atualmente, expressava seu inigualável sermão diante da pequena igreja que amava, fundada por ele há quatro anos, depois de passar por tantas tormentas que o desgastaram. Foi caluniado e humilhado por muitos que ostentam "sorrisos de hiena". Pastor Fanini os perdoou. Superou e recomeçou seu ministério.
Estava em Dallas para conhecer a netinha recém-nascida, filha de Margareth, caçula do casal Nilson e Helga Fanini. No domingo, dia 13, sentiu-se mal, teve febre e foi internado. Com a saúde já enfraquecida, contraiu um forte vírus, teve complicações e derrame em vários locais. Esteve em coma desde terça-feira passada. Nessa situação delicada, a junta médica disse que o quadro era irreversível.
O mais significativo nessa fase é que pastor Fanini tinha tal intimidade com Deus que estava preparando-se para "encerrar a carreira". Como se recebesse a mensagem do mestre: "Organiza tudo porque vou te chamar!" E assim, antes mesmo de viajar, escreveu cartas, deixou registros, planejou tudo. Ao pastor Oseas Silva, co-pastor de sua igreja, deu a ordem do culto do seu próprio funeral e pediu que cartas específicas fossem entregues. Estava sob o controle de Deus.
Um dos mais conhecidos e respeitados líderes evangélicos do país deixa saudades. Permanece, no entanto, vivo na história do Cristianismo contemporâneo e na vida dos que bem influenciou.
BOAS MARCAS
A história de Nilson Fanini é cheia de realizações marcantes. Ajudou a construir vidas, projetos, obras. Paranaense, iniciou seu ministério pastoral nos anos 50. Foi pioneiro no evangelismo em TV no Brasil com a criação do programa Reencontro, que manteve no ar por três décadas. Era um homem de mídia, elaborando programas de rádio e TV. Publicou cinco livros e produziu milhares de mensagens, estudos bíblicos e trabalhos de cunho teológico. Também foi desbravador na área de ação social quando fundou e presidiu há mais de 30 anos o Reencontro, entidade que presta atendimento médico, educacional e social aos carentes. Na área de educação teológica, construiu o Seminário Teológico Batista de Niterói. Galgou cargos importantes na denominação, como a presidência da Convenção Batista Brasileira (CBB) até chegar a ser por três anos, na década de 90, Presidente da Aliança Batista Mundial, que congrega mais de 100 milhões de fiéis em todo o planeta.
Durante 41 anos, liderou a Primeira Igreja Batista de Niterói (RJ). Ali deixou marcas benéficas, moldou o caráter de ovelhas, fez a igreja se destacar como grande celeiro de produções bem sucedidas. Realizou cruzadas em 109 países, celebrou cerca de 11 mil batismos. Rendeu muitos frutos como evangelista, como líder e como pastor.
(Fonte: www.prazerdapalavra.com.br).
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A Reforma Protestante e a Espiritualidade Clássica
A igreja evangélica atual tem origem na Reforma, e ao longo do tempo recebeu a contribuição de diversos movimentos, como anabatismo, puritanismo, pietismo, avivamentos do século 18, sociedades missionárias, fundamentalismo, pentecostalismo clássico e missão integral. O conjunto destes movimentos iniciados com a Reforma é o que conhecemos como protestantismo. Vivemos atualmente sob o impacto do controverso movimento neopentecostal. Foram sopros do Espírito Santo ao longo da história, intervenções de Deus para dentro da realidade humana, com suas instituições, seu poder político e econômico. Nenhum destes movimentos é perfeito -- cada um deles tem luzes e sombras. É um equívoco abraçar algum deles incondicionalmente. A tendência que se observa é abraçar um destes movimentos como a última e definitiva revelação de Deus e excluir os demais, considerando-os inferiores e muitas vezes até hereges.
Ser evangélico hoje significa andar nos passos dos reformadores e destas outras contribuições, seja buscando alguma integração, seja na ênfase de uma só delas. No entanto, não se trata de eleger uma ou outra, mas de discernir o sopro do Espírito, que, de tempos em tempos, renova algum aspecto que foi negligenciado ou esquecido da teologia e da prática de Jesus de Nazaré. Trata-se de julgar e reter o que há de bom em cada uma delas e receber com alegria esta preciosa herança, aprendendo com a história e com aqueles que trilharam o caminho da fé, da esperança e do amor antes de nós.
A Reforma aconteceu no século 16. O que podemos aprender dos primeiros 1500 anos da história da Igreja? Muitos evangélicos esclarecidos dizem: nada. Antes da Reforma só existiam duas igrejas cristãs: a romana e a ortodoxa. Lutero e Calvino eram agostinianos e lemos abundantes citações dos Pais da Igreja nas “Institutas” de Calvino. Precisamos confessar, como evangélicos, nosso preconceito e orgulho. Até hoje, olhamos com suspeita para tudo o que aconteceu no seio da Igreja de Cristo anterior à Reforma por considerar esta contribuição como católico-romana e achar que do catolicismo não pode vir nada valioso.
Durante os primeiros 1500 anos de história da Igreja, o Espírito Santo soprou várias vezes. A espiritualidade clássica engloba a contribuição dos santos e doutores da igreja nos movimentos da patrística, da monástica e da mística medieval, isto é, o vento do Espírito anterior à Reforma.
O que se observa hoje é que alguns protestantes se debruçam sobre este período, a espiritualidade clássica, com o desejo de aprender e integrar na experiência evangélica aquilo que há de bom. Evangélicos como Hans Burki, James Houston, Eugene Peterson, Alister McGrath, Richard Foster, Ricardo Barbosa estão redescobrindo a riqueza da espiritualidade clássica, como contribuição vital para a igreja de hoje. Católicos contemporâneos, como Henri Nouwen, Anselm Grun, Thomas Merton e outros, também buscam resgatar esta tradição. A Comunidade de Taizé, fundada pelo reformado Irmão Roger, tem alcançado muitos jovens na Europa e outros países, com sua proposta de reconciliação, integrando o que há de bom nas tradições ortodoxa, católica e reformada.
É uma falácia achar que a Reforma do século 16, apesar de sua importância fundamental, é o único e definitivo mover do Espírito Santo na história da Igreja e que nada de bom aconteceu nos séculos precedentes. Felizmente, para nós, estes antigos movimentos estão documentados e podemos aprender com eles.
A “multiforme” sabedoria de Deus não é uma experiência de conhecimento que pertence a um indivíduo, a um grupo ou a um movimento. Ela engloba o patrimônio de revelação de Deus por meio da história da Igreja. Ou seja, as muitas vezes que o Espírito Santo revitalizou, renovou, corrigiu, avivou e despertou o povo de Deus de seus desvios e acomodações ao longo dos séculos e através das nações, nas três confissões cristãs: ortodoxa, romana e reformada.
Para isto, há que se vencer o preconceito evangélico, que considera que tudo o que é católico é herético e, ao fazer isto, se autoproclama dono da verdade. Assim rejeita o Pastor de Hermas, Clemente, Justino, Inácio de Antioquia, Orígenes, Policarpo, Pacômio, Antão, Bento, Atanásio, Crisóstomo, Gregório Nazianzeno, Basílio, Agostinho, Bento, Bernardo de Claraval, Francisco de Assis, Tomás de Aquino, Catarina de Siena, Inácio de Loyola, Savonarola, João da Cruz, Tereza D’Ávila, Bartolomeu de las Casas, Tereza de Calcutá e muitos outros. Estou certo de que a leitura dos pais orientais, dos santos místicos e dos doutores do passado e a apreciação do exemplo de suas vidas podem contribuir decisivamente para a igreja do século 21.
E, claro, integrando com a contribuição de John Wycliffe, Jan Huss, Lutero, Calvino, Zwínglio, George Fox, John Bunyan, John Knox, Conde Von Zinzendorf, John Wesley, Jacob Spener, George Whitefield, Charles Finney, Jonathan Edwards, D. L. Moddy, William Carey, Hudson Taylor, David Livingstone, William Booth, Karl Barth, Paul Tillich, Dietrich Bonhoeffer, Martin Luther King, John Stott, René Padilla, Samuel Escobar e tantos outros.
Sim, sou um reformado evangélico: “Sola Scriptura”, “Sola Gratia”, “Sola Fide”, “Solus Christus”, “Soli Deo Gloria”. E aberto para aprender e integrar a espiritualidade clássica em minha experiência cristã. Aprecio e sou edificado com o que aconteceu em Niceia (325), Monte Cassino (529), Assis (1223), Wittenberg (1517), Westminster (1647), Azuza Street (1905), Medellin (1968), Lausanne (1974) e com outros momentos em que o Espírito soprou na história da Igreja. É importante e promissor este diálogo entre a Reforma Protestante e a espiritualidade clássica, integrando o que há de bom nestes movimentos.
• Osmar Ludovico da Silva foi pastor durante trinta anos e hoje dedica-se a dirigir grupos de formação espiritual. Mora com a esposa, Isabelle, em Lauro de Freitas, BA, e participa da Igreja Batista de Vilas do Atlântico. É autor de “Meditatio” e se identifica com a missão integral e a espiritualidade clássica.
Fonte: Revista Ultimato, Edição de setembro/outubro de 2009.
Ser evangélico hoje significa andar nos passos dos reformadores e destas outras contribuições, seja buscando alguma integração, seja na ênfase de uma só delas. No entanto, não se trata de eleger uma ou outra, mas de discernir o sopro do Espírito, que, de tempos em tempos, renova algum aspecto que foi negligenciado ou esquecido da teologia e da prática de Jesus de Nazaré. Trata-se de julgar e reter o que há de bom em cada uma delas e receber com alegria esta preciosa herança, aprendendo com a história e com aqueles que trilharam o caminho da fé, da esperança e do amor antes de nós.
A Reforma aconteceu no século 16. O que podemos aprender dos primeiros 1500 anos da história da Igreja? Muitos evangélicos esclarecidos dizem: nada. Antes da Reforma só existiam duas igrejas cristãs: a romana e a ortodoxa. Lutero e Calvino eram agostinianos e lemos abundantes citações dos Pais da Igreja nas “Institutas” de Calvino. Precisamos confessar, como evangélicos, nosso preconceito e orgulho. Até hoje, olhamos com suspeita para tudo o que aconteceu no seio da Igreja de Cristo anterior à Reforma por considerar esta contribuição como católico-romana e achar que do catolicismo não pode vir nada valioso.
Durante os primeiros 1500 anos de história da Igreja, o Espírito Santo soprou várias vezes. A espiritualidade clássica engloba a contribuição dos santos e doutores da igreja nos movimentos da patrística, da monástica e da mística medieval, isto é, o vento do Espírito anterior à Reforma.
O que se observa hoje é que alguns protestantes se debruçam sobre este período, a espiritualidade clássica, com o desejo de aprender e integrar na experiência evangélica aquilo que há de bom. Evangélicos como Hans Burki, James Houston, Eugene Peterson, Alister McGrath, Richard Foster, Ricardo Barbosa estão redescobrindo a riqueza da espiritualidade clássica, como contribuição vital para a igreja de hoje. Católicos contemporâneos, como Henri Nouwen, Anselm Grun, Thomas Merton e outros, também buscam resgatar esta tradição. A Comunidade de Taizé, fundada pelo reformado Irmão Roger, tem alcançado muitos jovens na Europa e outros países, com sua proposta de reconciliação, integrando o que há de bom nas tradições ortodoxa, católica e reformada.
É uma falácia achar que a Reforma do século 16, apesar de sua importância fundamental, é o único e definitivo mover do Espírito Santo na história da Igreja e que nada de bom aconteceu nos séculos precedentes. Felizmente, para nós, estes antigos movimentos estão documentados e podemos aprender com eles.
A “multiforme” sabedoria de Deus não é uma experiência de conhecimento que pertence a um indivíduo, a um grupo ou a um movimento. Ela engloba o patrimônio de revelação de Deus por meio da história da Igreja. Ou seja, as muitas vezes que o Espírito Santo revitalizou, renovou, corrigiu, avivou e despertou o povo de Deus de seus desvios e acomodações ao longo dos séculos e através das nações, nas três confissões cristãs: ortodoxa, romana e reformada.
Para isto, há que se vencer o preconceito evangélico, que considera que tudo o que é católico é herético e, ao fazer isto, se autoproclama dono da verdade. Assim rejeita o Pastor de Hermas, Clemente, Justino, Inácio de Antioquia, Orígenes, Policarpo, Pacômio, Antão, Bento, Atanásio, Crisóstomo, Gregório Nazianzeno, Basílio, Agostinho, Bento, Bernardo de Claraval, Francisco de Assis, Tomás de Aquino, Catarina de Siena, Inácio de Loyola, Savonarola, João da Cruz, Tereza D’Ávila, Bartolomeu de las Casas, Tereza de Calcutá e muitos outros. Estou certo de que a leitura dos pais orientais, dos santos místicos e dos doutores do passado e a apreciação do exemplo de suas vidas podem contribuir decisivamente para a igreja do século 21.
E, claro, integrando com a contribuição de John Wycliffe, Jan Huss, Lutero, Calvino, Zwínglio, George Fox, John Bunyan, John Knox, Conde Von Zinzendorf, John Wesley, Jacob Spener, George Whitefield, Charles Finney, Jonathan Edwards, D. L. Moddy, William Carey, Hudson Taylor, David Livingstone, William Booth, Karl Barth, Paul Tillich, Dietrich Bonhoeffer, Martin Luther King, John Stott, René Padilla, Samuel Escobar e tantos outros.
Sim, sou um reformado evangélico: “Sola Scriptura”, “Sola Gratia”, “Sola Fide”, “Solus Christus”, “Soli Deo Gloria”. E aberto para aprender e integrar a espiritualidade clássica em minha experiência cristã. Aprecio e sou edificado com o que aconteceu em Niceia (325), Monte Cassino (529), Assis (1223), Wittenberg (1517), Westminster (1647), Azuza Street (1905), Medellin (1968), Lausanne (1974) e com outros momentos em que o Espírito soprou na história da Igreja. É importante e promissor este diálogo entre a Reforma Protestante e a espiritualidade clássica, integrando o que há de bom nestes movimentos.
• Osmar Ludovico da Silva foi pastor durante trinta anos e hoje dedica-se a dirigir grupos de formação espiritual. Mora com a esposa, Isabelle, em Lauro de Freitas, BA, e participa da Igreja Batista de Vilas do Atlântico. É autor de “Meditatio” e se identifica com a missão integral e a espiritualidade clássica.
Fonte: Revista Ultimato, Edição de setembro/outubro de 2009.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A INTOLERÂNCIA DOS TOLERANTES

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia baixou uma resolução proibindo os psicólogos de tratar as homossexualidades como patologias. Na época, o pastor Israel Belo de Azevedo publicou a reflexão abaixo, a qual se mantém atual em meio às novas polêmicas sobre o tema.
"Será a psicologia uma ciência? A pergunta pode parecer tosca, não fosse uma resolução baixada pelo Conselho Federal dos psicólogos. Desde o dia 23 de março de 1999, portanto, ficamos todos sabendo, pelo Diário Oficial da União, que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão”. Não adianta discordar porque, como manda a praxe, ficaram revogadas todas as disposições em contrário.
Pela mesma instrução, os psicólogos estão terminantemente proibidos de colaborar “com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades” ou de achar publicamente que os homossexuais são “portadores de qualquer desordem psíquica”. Assim, quem é psicólogo que trate de pensar igual ao Conselho Federal, a menos que queira acertar as contas com seus pares-representantes.
De igual modo, quem achava que o tema da homossexualidade fosse uma questão aberta e até pretendesse estudá-lo fique certo que não há mais o que debater. Uma penada o encerrou. Como é da natureza da ciência estar sempre aberta ao debate, especialmente quando o objeto é o ser humano, soa doloroso e anacrônico que a psicologia enquanto ciência tenha sido assassinada, logo ela que tem escolas, correntes e tendências tão fascinantemente múltiplas.
O que se quer discutir aqui, pois, não é a natureza, desviante ou não, do homossexualismo, mas a intolerância estampada em nome da tolerância. Por isso, o lamento seria o mesmo se a ordem fosse contrária. Decidisse o CFP que os homossexuais são portadores de desordem psíquica, estaria destilando a mesma intolerância.
Não tem um homossexual o direito de se achar psiquicamente desordenado e bater à porta de um consultório em busca de cura? Não tem o psicólogo o direito de entender que esse homossexual pode ser tratado?
A resposta, por decreto (como se ciência fosse feita por decreto), é um duplo “não”. Os homossexuais, que eventualmente queiram mudar, não precisam se preocupar: o Conselho não legisla sobre eles, pelo que não poderão ser alcançados. Aos psicólogos, que eventualmente queiram ajudá-los, só resta a indigna clandestinidade. Com licença para uma paráfrase, seu cuidado não pode ousar dizer o nome.
Nada haveria a opor se o órgão de classe apenas e contundentemente condenasse, como o faz, aquelas ações coercitivas que visem “orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”. Ninguém deve ser coagido, nem mesmo pela melhor causa, porque é a liberdade que faz uma pessoa tornar-se humana.
A grandeza de Galileu Galilei foi precisamente a de resistir às bulas papais de que a terra não se movia. É àquela época que a resolução de agora nos faz retroceder. Não será, porém, um desvio desses que fará a ciência da psicologia resvalar do seu caminho".
Fonte: Editora Mundo Cristão, via o blog do autor: www.prazerdapalavra.com.br
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Eventos evangélicos que dão apoplexia
Menino prodígio pregando, fantasiado de pastor. (Tenho vontade de esganar os pais, os líderes que deixam esse tipo de excrescência e a multidão imbecilizada que ainda consegue dar glória a Deus).
Marcha para Jesus em São Paulo. (Sei que esse “carnaval-gospel-fora-de-hora” acontece em outras cidades, mas nenhum consegue ser tão ruim).
Pastor entrevistando demônio. (Além de considerar desprezível o que um demônio tenha para dizer, acho esse tipo de coisa uma violência contra a dignidade humana).
Evangelista empetecado prometendo prosperidade. (Tais mercadejadores da esperança povoarão a esfera mais baixa do mundo subterrâneo de Dante).
Profecia em programa de rádio. (O pastor chuta afirmando que algum motorista está triste e que Deus mandou aquele recado; pateticamente acerta todas).
Conferência missionária que atrela a miséria da Africa à idolatria. (As veias do meu pescoço incham quando ouço alguém dizer que os Estados Unidos ficaram ricos porque são “uma nação cristã”).
Testemunho de cura divina em cruzada evangelística (Que tristeza ouvir velhinha contar que foi curada de caroço, dor nas pernas e da coluna! Os que têm o dom de cura devem dar plantão na Ala dos Indigentes do Hospital do Câncer ou em ClInica de Hemodiálise).
Sermão entrecortado com língua estranha (Será que as platéias não percebem o exibicionismo?).
Político se convertendo em ano eleitoral (Que mico; nojo se mistura com vergonha!)
Esse são alguns, porque tem mais.
Fonte: www.ricardogondim.com.br
OBSERVAÇÃO: Apoplexia é uma afecção cerebral que surge inesperadamente, acompanhada de privação do uso dos sentidos e ou de suspensão do movimento; por outras palavras, serve de designação genérica das afecções produzidas pela formação rápida de um derrame sanguíneo ou acidente oclusivo no interior de um órgão. A designação apoplexia está atualmente em desuso, devendo ser mais corretamente substituída pela de acidente vascular cerebral.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Apoplexia"
Marcha para Jesus em São Paulo. (Sei que esse “carnaval-gospel-fora-de-hora” acontece em outras cidades, mas nenhum consegue ser tão ruim).
Pastor entrevistando demônio. (Além de considerar desprezível o que um demônio tenha para dizer, acho esse tipo de coisa uma violência contra a dignidade humana).
Evangelista empetecado prometendo prosperidade. (Tais mercadejadores da esperança povoarão a esfera mais baixa do mundo subterrâneo de Dante).
Profecia em programa de rádio. (O pastor chuta afirmando que algum motorista está triste e que Deus mandou aquele recado; pateticamente acerta todas).
Conferência missionária que atrela a miséria da Africa à idolatria. (As veias do meu pescoço incham quando ouço alguém dizer que os Estados Unidos ficaram ricos porque são “uma nação cristã”).
Testemunho de cura divina em cruzada evangelística (Que tristeza ouvir velhinha contar que foi curada de caroço, dor nas pernas e da coluna! Os que têm o dom de cura devem dar plantão na Ala dos Indigentes do Hospital do Câncer ou em ClInica de Hemodiálise).
Sermão entrecortado com língua estranha (Será que as platéias não percebem o exibicionismo?).
Político se convertendo em ano eleitoral (Que mico; nojo se mistura com vergonha!)
Esse são alguns, porque tem mais.
Fonte: www.ricardogondim.com.br
OBSERVAÇÃO: Apoplexia é uma afecção cerebral que surge inesperadamente, acompanhada de privação do uso dos sentidos e ou de suspensão do movimento; por outras palavras, serve de designação genérica das afecções produzidas pela formação rápida de um derrame sanguíneo ou acidente oclusivo no interior de um órgão. A designação apoplexia está atualmente em desuso, devendo ser mais corretamente substituída pela de acidente vascular cerebral.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Apoplexia"
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