Nos dias em que vivemos, muito se tem falado sobre a questão religiosa. Em meio aos temas mundiais, está a busca do sagrado. Um tema controverso, que divide opiniões de pessoas, estudiosos, povos e países. Se para Karl Marx, a religião era o ópio do povo, para Marx Weber era a seiva do capitalismo. Mesmo os que se dizem ateus, fazem do seu ateísmo uma religião. A espiritualidade humana, é um dos fatos mais incontestáveis demonstrados na História. A arqueologia e a antropologia, à medida que pesquisam e fazem incursões nas culturas humanas, sejam elas as mais primitivas, encontram sempre as marcas do sagrado: os signos da adoração, os altares para os rituais, os códigos de ritos e todas aquelas coisas que demonstram o desejo que se projeta do homem, de entender, de integrar o ser cósmico à realidade da sua vida e ao seu cotidiano.
Focando a visão para o nosso Brasil, vemos que somos um país que sempre foi atraído pela religião. A Igreja Católica, trazida pelos portugueses, durante 500 anos tem sido a religião dominante neste país. Mas, conviveram paralelo à ela, a pajelança dos índios e os cultos afros, trazidos pelos escravos, fazendo de muito católico no Brasil, um caso interessante. Ele vai na missa de manhã e no centro espírita a noite. Fruto da mistura étnica e religiosa que ocorreu nas terras tupiniquins. Quem não se lembra, da figura da benzedeira?
Apesar de algumas tentativas nos primeiros séculos, após o descobrimento, o protestantismo só foi implantado de forma efetiva no Brasil, no século XIX, com a chegada das igrejas históricas (Luterana, Congregacional, Presbiteriana, Batista, Metodista e outras) através dos imigrantes britânicos, alemães e norte-americanos. Os pentecostais vieram em 1910/1911, com a Assembléia de Deus e a Congregação Cristã. A Quadrangular veio depois na década de 50, Deus é Amor em 1962. No fim dos anos 60, saídas das igrejas históricas, surgiam as Renovadas (carismáticas) e a partir de 1977, aparecia no cenário brasileiro, as neopentescostais com a fundação da Igreja Universal do Reino de Deus. Os evangélicos (termo que a partir dos anos 80, passou a designar os protestantes no Brasil), cresceram muito nos últimos 30 anos, saindo de cerca de 3% em 1970 para 18% no presente momento. Em números fala-se em mais de 30 milhões de pessoas. Até 1982, praticamente os evangélicos não participavam da política partidária, hoje, têm senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, etc. Já teve ministra de estado, governador e até candidato a presidente. Na mídia, sua participação não ficou atrás, tendo hoje, concessão de canais de rádios e tv, com destaque para a Tv Record, que já é a segunda maior emissora do país.
Apesar de todo esse crescimento, é o momento de nos perguntar-mos: qual é o nosso referencial e modelo para viver uma vida para Deus mesmo, neste mundo corrompido e sem esperança? Somos embaixadores de Cristo, como dizia o apóstolo Paulo ou representantes de uma corporação? Seguimos os ensinos do evangelho de Jesus de Nazaré, onde importava o ser, ou os conselhos de Maquiavel, que diz que, basta você parecer que é. Nossos pregadores pregam a palavra com a unção do Espírito Santo ou preferem aprender técnicas de neorolinguística para ludibriar o povo. Nosso referencial é a Bíblia ou preferimos buscar a unção de Toronto, Seul, Bogotá, e por aí vai. Os cantores e pregadores de renome, são admirados, idolatrados, cheios de fãs (não tem outro termo), agendas lotadas, chachês altos, são verdadeiros showmans, onde quer que passem. Interessante, é que, seja no palco dos estádios e ginásios ou no púlpito das igrejas, onde quer que se apresentem, dizem que "toda a glória é para Jesus". Que ironia! Será que em nossos concílios e convenções, os nossos líderes eclesiásticos podem dizer como os apóstolos ao final do primeiro concílio em Jerusalém, registrado em Atos 15, "pareceu bem ao Espírito Santo e a nós"? Os nossos representantes políticos tem agido como Daniel e seus companheiros, que não se contaminaram com o manjar do rei, ou seus nomes estão arrolado em CPIs de corrupção.
Em 1965, Billy Graham escreveu um livro chamado "Mundo em Chamas". Em 1983, adolescente recém-convertido li aquele livro pela primeira vez. Ele dizia que naquela época (1965), muitos americanos estavam decepcionados com Igreja (instituição) e estavam deixando de ir à mesma, e se reunindo em grupos nos lares, para estudo da Bíblia e oração. Hoje, isto já está ocorrendo em nosso país também. Ao mesmo tempo, a busca do Sagrado é enorme no mundo e no Brasil. Isto significa que há uma fome de Deus. Mas, se o nosso modelo não for o do Evangelho de Cristo, estaremos com igrejas grandes e ricas, mas Jesus estará batendo à porta, como na Igreja de Laodicéia do Apocalipse. Terá nome de cristã, mas não terá Cristo, terá grife de Jesus, mas receberá um "não vos conheço", ainda que expulse demônios e profetize, conforme está escrito em Mateus 7:21-23. Pense nisto.
Observação: Essa foi a primeira mensagem que eu postei em 31/03/2008, na criação deste blog.
sábado, 19 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A IGREJA SEGUE CAMINHANDO
Há, sem dúvida, abundantes motivos de preocupação com a Igreja em nossos dias. Em solo brasileiro o mercantilismo da fé invadiu púlpitos, livros e corações. A prosperidade material, em lugar da santidade e serviço cristão, se tornou o sonho de vida vendido nas prédicas diárias. Os títulos hierárquicos da fé são criados na busca por autoridade e destaque de egos enquanto – talvez seja o pior – a Palavra é manipulada para fins pessoais e, não raramente, ilícitos.
Não discordo das vozes de preocupação ou das lágrimas de angústia por uma Igreja que tem se encantado com as luzes deste mundo, perdeu a simplicidade cristã e, em muitos casos, se conformou com o presente século, aplaudindo-o de pé.
Vejo, porém, que, apesar de vivermos dias maus, há motivos de tremenda alegria e regozijo no Senhor, pois Sua Igreja segue caminhando. E observar o cuidado do Senhor ao preservar o caminhar da Igreja - mesmo ao transitar por ruas esburacadas e esquinas escuras - é terapêutico para a alma e estimulante para a fé.
Nos últimos tempos encantei-me com várias destas pessoas que fazem parte da Igreja caminhante.Lembro-me daquele pastor assembleiano que encontrei no Rio de Janeiro que, encarecidamente, pedia ajuda para subir o morro do alemão visto que andava de muleta por ter levado um tiro na última vez que o fez. Desejava subir novamente o morro para pregar a Palavra de Deus. Recordo-me com cores vivas também daquele mecânico de Brasília, tomado pela alegria da conversão após trinta anos de sofrimento nas drogas, e agora sem conseguir completar uma só frase sem falar de Jesus. Também o Sr João, leigo e semi-analfabeto, que se embrenhou nas matas amazônicas para pregar a Palavra e evangelizar – sozinho – seis aldeias indígenas, sem preparo, sustento ou reconhecimento, mas por amor ao Cristo vivo. Não poderia me esquecer de nossos teólogos que andam na contra mão das tendências da época e, mesmo debaixo de críticas e risos, não deixam de nos apontar o caminho da Palavra e da fé. E o que mais poderíamos falar dos pastores e líderes com cabeças já embranquecidas que, após uma vida inteira de fidelidade ao Senhor e à sua Igreja, nos inspiram a seguir o mesmo caminho? E aqueles que gastam a vida, economias e forças para dar voz e uma mão amiga aos caídos à beira do caminho? É também formidável perceber que a cada semana, em solo brasileiro, milhões se apinham em templos das mais variadas espécies para praticar a comunhão e, com sede de Deus, buscá-lo enquanto se pode achar.
Dentre as maravilhas de Deus em manter a Sua Igreja viva em meio a um mundo cujas cores são fortes e atraentes, passa pela minha mente três fatos que, apesar de simples, são para mim emblemáticos. Primeiramente, após ter voltado da África para o Brasil e por aqui estar desde 2001, percebo por onde passo a presença de verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus. Homens, mulheres, crianças e idosos que não param de falar de Cristo, distribuir panfletos com mensagens bíblicas, realizar encontros nas praças e seguir de casa em casa – pessoas que são impulsionadas a falar de Jesus a partir do que têm experimentado em suas próprias vidas – sincera transformação. Não há um lugar que passo sem uma marca – mesmo que simples, ou as vezes até fora de contexto – da determinação de se falar daquele que fez algo novo, e maravilhoso, em nossas vidas. Jesus está no coração da Igreja e, freqüentemente, também em seus lábios.
Em segundo lugar recebi um pacote de cartinhas de crianças de uma igreja no interior de Minas, da escola dominical. Em várias delas afirmavam estar orando por nós – missionários – para que não nos desviássemos do nosso chamado. Pensei naquela manhã: fazemos parte de um Corpo que possui crianças que oram, escrevem suas orações e, ainda, nos exortam a não nos esquecermos do sentido da nossa vida!
Por fim, o amor à Palavra. Muitos crentes a buscam, retiram horas para estudá-la, ouvi-la e comunicá-la. Em muitos cultos o momento mais sublime é o momento da Palavra. Olhos se concentram, pessoas se ajeitam nos bancos. A Bíblia é segura com interesse enquanto canetas anotam explicações e aplicações em caderninhos ou papéis improvisados. Há algo diferente quando ela éaberta.
Sim, a franca evangelização, crianças que oram e o amor à Palavra não minimizam o quadro agonizante de uma Igreja que precisa de urgente e franca reforma de vida. Mas são alguns, dentre muitos outros, sinais de que esta Igreja segue caminhando, e o fará até o dia final quando seremos chamados - os que dormem e aqueles vivem - para ouvirmos a doce voz do Senhor : servo bom e fiel...
Rev. Francisco Leonardo Schalkwijk, homem de Deus, ao impetrar a bênção ao fim de cada culto, sutilmente adiciona uma frase que nos lembra a diferença entre aqueles que se chamam Igreja e aqueles que o são: Que a graça do nosso Senhor e salvador... seja agora irmãos, com toda a Igreja, que sinceramente ama o Senhor Jesus, agora e para todo o sempre, amém. Para ele há na Igreja aqueles que são de fato Igreja – amam sinceramente a Cristo – e aqueles que freqüentam cultos, reuniões e púlpitos. Escutei a mesma verdade da boca de um indígena crente em Cristo, da etnia Ixkariana do Amazonas quando afirmou que ser cristão é conhecer a Jesus, é amar e viver a Jesus, e também falar de Jesus.
Como muitos outros, fui criado em um lar evangélico e nasci ouvindo vários hinos clássicos cristãos. Um deles dizia: Nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando... e, após as estrofes que falam da luta contra o pecado, o diabo e o mundo, o hino encerra como atestando o inimaginável: a Igreja sempre caminhando.
Nos encontros evangélicos internacionais o Brasil é sempre citado, e quase sempre de forma emblemática e entre frases estereotipadas. Alguns afirmam o grande avivamento que por aqui ocorre, a semelhança de outros poucos países do mundo onde o número de evangélicos cresce tão rapidamente. Outros denunciam as teologias oportunistas e exploratórias que são usadas em nosso meio para falsificar a presença e atuação de Cristo. Não raramente alguém me pergunta, como brasileiro, o que acho. A resposta sai quase de forma automática: somos tudo isto e muito mais. Em meio a este emaranhado de iniciativas, das mais sinceras as mais questionáveis, cria-se um ambiente fluido e confuso, para nós. Porém, devemos nos lembrar que o Senhor não vê como vê o homem. Aquele que separa o joio do trigo conhece a Sua Igreja, a ama e a sustenta.
Proponho um exercício espiritual enquanto caminhamos.
- Preocupar-nos um pouco menos com as loucuras feitas em nome de Cristo e um pouco mais com o nosso próprio coração, para que não venhamos a ser desqualificados.
- Olharmos mais para os desejos do Senhor sabendo que, para isto, precisaremos quase sempre estar na contra mão do mundo.
- Observarmos a beleza da presença transformadora de Cristo em Sua Igreja e tantos motivos de alegria, em tantas vidas verdadeiramente transformadas, e não somente os fartos motivos de agonia e indignação.
- Para cada palavra de crítica à Igreja – autocrítica, se assim quiser – termos uma palavra ou duas de encorajamento, para nosso irmão ao lado e para nosso próprio coração.
- Ouvirmos com zelo e temor os profetas que nos denunciam o erro, bem como os pastores que nos encorajam a caminhar.
- Não perdermos de vista Jesus Cristo, Cordeiro de Deus e vivo entre nós, para que a tristeza advinda da Igreja não nos impeça de experimentar a alegria do Senhor.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo por ser Ele, com Sua autoridade e amor, e não nós, em nossa fraqueza e desamor, que faz com que a Igreja – que a Ele pertence – siga caminhando.
Fonte: www.ronaldo.lidorio.com.br
Não discordo das vozes de preocupação ou das lágrimas de angústia por uma Igreja que tem se encantado com as luzes deste mundo, perdeu a simplicidade cristã e, em muitos casos, se conformou com o presente século, aplaudindo-o de pé.
Vejo, porém, que, apesar de vivermos dias maus, há motivos de tremenda alegria e regozijo no Senhor, pois Sua Igreja segue caminhando. E observar o cuidado do Senhor ao preservar o caminhar da Igreja - mesmo ao transitar por ruas esburacadas e esquinas escuras - é terapêutico para a alma e estimulante para a fé.
Nos últimos tempos encantei-me com várias destas pessoas que fazem parte da Igreja caminhante.Lembro-me daquele pastor assembleiano que encontrei no Rio de Janeiro que, encarecidamente, pedia ajuda para subir o morro do alemão visto que andava de muleta por ter levado um tiro na última vez que o fez. Desejava subir novamente o morro para pregar a Palavra de Deus. Recordo-me com cores vivas também daquele mecânico de Brasília, tomado pela alegria da conversão após trinta anos de sofrimento nas drogas, e agora sem conseguir completar uma só frase sem falar de Jesus. Também o Sr João, leigo e semi-analfabeto, que se embrenhou nas matas amazônicas para pregar a Palavra e evangelizar – sozinho – seis aldeias indígenas, sem preparo, sustento ou reconhecimento, mas por amor ao Cristo vivo. Não poderia me esquecer de nossos teólogos que andam na contra mão das tendências da época e, mesmo debaixo de críticas e risos, não deixam de nos apontar o caminho da Palavra e da fé. E o que mais poderíamos falar dos pastores e líderes com cabeças já embranquecidas que, após uma vida inteira de fidelidade ao Senhor e à sua Igreja, nos inspiram a seguir o mesmo caminho? E aqueles que gastam a vida, economias e forças para dar voz e uma mão amiga aos caídos à beira do caminho? É também formidável perceber que a cada semana, em solo brasileiro, milhões se apinham em templos das mais variadas espécies para praticar a comunhão e, com sede de Deus, buscá-lo enquanto se pode achar.
Dentre as maravilhas de Deus em manter a Sua Igreja viva em meio a um mundo cujas cores são fortes e atraentes, passa pela minha mente três fatos que, apesar de simples, são para mim emblemáticos. Primeiramente, após ter voltado da África para o Brasil e por aqui estar desde 2001, percebo por onde passo a presença de verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus. Homens, mulheres, crianças e idosos que não param de falar de Cristo, distribuir panfletos com mensagens bíblicas, realizar encontros nas praças e seguir de casa em casa – pessoas que são impulsionadas a falar de Jesus a partir do que têm experimentado em suas próprias vidas – sincera transformação. Não há um lugar que passo sem uma marca – mesmo que simples, ou as vezes até fora de contexto – da determinação de se falar daquele que fez algo novo, e maravilhoso, em nossas vidas. Jesus está no coração da Igreja e, freqüentemente, também em seus lábios.
Em segundo lugar recebi um pacote de cartinhas de crianças de uma igreja no interior de Minas, da escola dominical. Em várias delas afirmavam estar orando por nós – missionários – para que não nos desviássemos do nosso chamado. Pensei naquela manhã: fazemos parte de um Corpo que possui crianças que oram, escrevem suas orações e, ainda, nos exortam a não nos esquecermos do sentido da nossa vida!
Por fim, o amor à Palavra. Muitos crentes a buscam, retiram horas para estudá-la, ouvi-la e comunicá-la. Em muitos cultos o momento mais sublime é o momento da Palavra. Olhos se concentram, pessoas se ajeitam nos bancos. A Bíblia é segura com interesse enquanto canetas anotam explicações e aplicações em caderninhos ou papéis improvisados. Há algo diferente quando ela éaberta.
Sim, a franca evangelização, crianças que oram e o amor à Palavra não minimizam o quadro agonizante de uma Igreja que precisa de urgente e franca reforma de vida. Mas são alguns, dentre muitos outros, sinais de que esta Igreja segue caminhando, e o fará até o dia final quando seremos chamados - os que dormem e aqueles vivem - para ouvirmos a doce voz do Senhor : servo bom e fiel...
Rev. Francisco Leonardo Schalkwijk, homem de Deus, ao impetrar a bênção ao fim de cada culto, sutilmente adiciona uma frase que nos lembra a diferença entre aqueles que se chamam Igreja e aqueles que o são: Que a graça do nosso Senhor e salvador... seja agora irmãos, com toda a Igreja, que sinceramente ama o Senhor Jesus, agora e para todo o sempre, amém. Para ele há na Igreja aqueles que são de fato Igreja – amam sinceramente a Cristo – e aqueles que freqüentam cultos, reuniões e púlpitos. Escutei a mesma verdade da boca de um indígena crente em Cristo, da etnia Ixkariana do Amazonas quando afirmou que ser cristão é conhecer a Jesus, é amar e viver a Jesus, e também falar de Jesus.
Como muitos outros, fui criado em um lar evangélico e nasci ouvindo vários hinos clássicos cristãos. Um deles dizia: Nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando... e, após as estrofes que falam da luta contra o pecado, o diabo e o mundo, o hino encerra como atestando o inimaginável: a Igreja sempre caminhando.
Nos encontros evangélicos internacionais o Brasil é sempre citado, e quase sempre de forma emblemática e entre frases estereotipadas. Alguns afirmam o grande avivamento que por aqui ocorre, a semelhança de outros poucos países do mundo onde o número de evangélicos cresce tão rapidamente. Outros denunciam as teologias oportunistas e exploratórias que são usadas em nosso meio para falsificar a presença e atuação de Cristo. Não raramente alguém me pergunta, como brasileiro, o que acho. A resposta sai quase de forma automática: somos tudo isto e muito mais. Em meio a este emaranhado de iniciativas, das mais sinceras as mais questionáveis, cria-se um ambiente fluido e confuso, para nós. Porém, devemos nos lembrar que o Senhor não vê como vê o homem. Aquele que separa o joio do trigo conhece a Sua Igreja, a ama e a sustenta.
Proponho um exercício espiritual enquanto caminhamos.
- Preocupar-nos um pouco menos com as loucuras feitas em nome de Cristo e um pouco mais com o nosso próprio coração, para que não venhamos a ser desqualificados.
- Olharmos mais para os desejos do Senhor sabendo que, para isto, precisaremos quase sempre estar na contra mão do mundo.
- Observarmos a beleza da presença transformadora de Cristo em Sua Igreja e tantos motivos de alegria, em tantas vidas verdadeiramente transformadas, e não somente os fartos motivos de agonia e indignação.
- Para cada palavra de crítica à Igreja – autocrítica, se assim quiser – termos uma palavra ou duas de encorajamento, para nosso irmão ao lado e para nosso próprio coração.
- Ouvirmos com zelo e temor os profetas que nos denunciam o erro, bem como os pastores que nos encorajam a caminhar.
- Não perdermos de vista Jesus Cristo, Cordeiro de Deus e vivo entre nós, para que a tristeza advinda da Igreja não nos impeça de experimentar a alegria do Senhor.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo por ser Ele, com Sua autoridade e amor, e não nós, em nossa fraqueza e desamor, que faz com que a Igreja – que a Ele pertence – siga caminhando.
Fonte: www.ronaldo.lidorio.com.br
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
SAINDO DA CAVERNA
Uma característica importante a todo homem ou mulher de Deus para esta hora, é que não basta que entendamos o drama espiritual no qual estamos imersos, e discernamos a forças que nos desafiam nessa conflitividade. Temos que ser pessoas que também aprendam a respeito de sua própria fraqueza. Ao falarmos do enfrentamento da realidade que nos cerca é importantíssimo saber que não temos ilusões a respeito de quem sejam os intrumentos de Deus para esse tempo. Aprecio muito a descrição que Tiago faz de Elias, quando o aproxima de mim e de você, e quando diz que ele foi um homem para aquela hora, apesar de de ser homem semelhante a nós, sujeito e exposto às mesmas tentações,
Em I Reis capítulo 19, vemos que após Elias haver pregado no monte Carmelo, e ter visto fogo descer, e haver presenciado uma resposta compulsiva do povo, dizendo: "Só o Senhor é Deus"; e depois de haver liquidado os profetas de Baal, fazendo uma espécie de purificação institucional em Israel, nós o encontramos numa escuridão indescritível de alma, apanhado na própria fraqueza. A verdade é que entre os dois capítulos (18 e 19) parece até que há dois personagens diferentes. O Elias do capítulo 18, está no capítuo 19, desvigorado, apavorado, trêmulo, vulnerável ao extremo. A alegria em que estiver, deu lugar a um profundo desânimo existencial. Em I Reis 18:41, nós o vemos incitando o rei a uma celebração, enquanto em I Reis 19:4, encontramos a mesma pessoa, assentado debaixo de um zimbro, pedindo para si a morte. Há uma diferença gritante entre a atitude existencial de um dia e a postura existencial do outro. Essas manifestações na vida de Elias, mostram como somos sujeitos a uma vulnerabilidade total. Mostra que não somos iguais todos os dias de nossa existência. Mas, demonstram também que a ação de Deus se manifesta através de gente assim - como Elias, você e eu - gente que oscila, ora está lá em cima, ora cá embaixo, ora nas nuvens, ora em abismos existenciais. Aliás, chego mesmo a crer que para que Deus nos use é preciso que sejamos capazes de experimentar depressão, tristeza, e imensa fraquesa. Em outras palavras: é necessário que sejamos humanos. Isso porque a graça só se aperfeiçoa quando encontra nossa real humanidade (II Coríntios 12:6-9). Deus vai usar nesta hora, aqueles que sabem que uma das piores coisas que podem acontecer a um homem/mulher de Deus é ver-se como essencial. Isso fica claro quando Elias repete mais de uma vez, a expressão: "Só eu fiquei" I Reis 19:10. Ou seja, o Senhor não podia contar com mais ninguém, senão ele. Depois no versículo 4, do mesmo capítulo, ele diz: "Basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais". Ninguém lhe disse ser ele, melhor do que ninguém; era ele que o dizia a si mesmo. Ele havia desenvolvido uma idéia de singularidade. Agora acho interessante o modo como Deus tratou Elias, o que serve de lição para nós hoje. Deus não tenta de modo nenhum, adubar a auto-piedade de Elias. Ele apenas procura tirá-lo de si mesmo, da caverna onde se encontra e o devolve à vida. Veja o que está escrito em I Reis 19:15,16: "Vai e volta ao teu caminho, para o deserto de Damasco e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. A Jeú, ungirás rei sobre Israel, e também Eliseu, ungirás profeta em teu lugar". Não é um tratamento que busca encontrar a vida no seu intimismo; ao contrário, é uma convocação para que a pessoa saia de si e veja o que há para ser feito e construído. Deus encontra Elias nessa depressividade e usa isso a fim de lhe abrir os olhos para que ele veja os fiéis que ninguém via. A seguir é como se Deus dissesse: Não só estou querendo que me conheças mais profundamente, como desejo que saias daqui e olhe a História, posto que és um ser da História, e não de grutas, e não do intimismo acovardado. Quero também que saibas que não estás sozinho na vida; que a tua sensação de essencialidade é falsa. Pois eu tenho sete mil que não dobraram em hipótese nenhuma os joelhos a Baal. Com excessão do nome de Elias, vemos poucos nomes relacionados ao povo de Deus como o de Obadias e Micaías. Contudo havia uma série de outras pessoas igualmente comprometidas com Deus, que aparecem sem nome no texto. Há pelo menos quatros outros profetas que as Escrituras comentam que tiveram participação importante naquele momento histórico, mas cujos nomes não aparecem, como está registrado no capítulo 20 de I Reis. Os profetas estavam lá! Não eram identificados, conhecidos, mas estavam lá. E esses profetas anônimos, revelam o fato de que no meio do anonimato da História há milhares de pessoas de Deus que jamais curvam os joelhos à corrupção da vida. Nem todos são chamados a ser como Elias, mas todos são chamados a ser fiéis. Quando olhamos à volta e vemos a negridão de algumas expressões destes dias, sabendo muitas vezes que Deus está também trabalhando e realizando coisas, parece-nos que as outras - as malignas - são em número tão maior, que ficamos chocados, desanimados. É nessa hora que é bom olhar para trás, lembrar que a fé cristã passou pela subversão constantiniana, que tentou corrompê-la; atravessou a lúgubre escuridão da Idade das Trevas, onde não parecia haver luz, nem vislumbre de nada bom no horizonte; enfrentou todas as tentações das ideologias e dos sistemas políticos, e não obstante tudo isso, de algum modo chegou até nós! É em razão disso, que não é hora de nos encaramujarmos, enrolarmos em nós mesmos, interpretando a História com depressividade. Porque se há uma História para ser vista com depressividade hoje, há também uma história a ser encarada com esperança. Além do mais, tal percepção de que as coias estão más, já é em si mesmo um bom sinal. É sinal de vida. É sinal que a nossa consciência não morreu ainda. É sinal de que apesar de tudo, nós estamos ainda andando para frente. Portanto, se você está na caverna, saia dela hoje, pois saiba, você não está só, o nosso Deus é o Senhor da História.
Em I Reis capítulo 19, vemos que após Elias haver pregado no monte Carmelo, e ter visto fogo descer, e haver presenciado uma resposta compulsiva do povo, dizendo: "Só o Senhor é Deus"; e depois de haver liquidado os profetas de Baal, fazendo uma espécie de purificação institucional em Israel, nós o encontramos numa escuridão indescritível de alma, apanhado na própria fraqueza. A verdade é que entre os dois capítulos (18 e 19) parece até que há dois personagens diferentes. O Elias do capítulo 18, está no capítuo 19, desvigorado, apavorado, trêmulo, vulnerável ao extremo. A alegria em que estiver, deu lugar a um profundo desânimo existencial. Em I Reis 18:41, nós o vemos incitando o rei a uma celebração, enquanto em I Reis 19:4, encontramos a mesma pessoa, assentado debaixo de um zimbro, pedindo para si a morte. Há uma diferença gritante entre a atitude existencial de um dia e a postura existencial do outro. Essas manifestações na vida de Elias, mostram como somos sujeitos a uma vulnerabilidade total. Mostra que não somos iguais todos os dias de nossa existência. Mas, demonstram também que a ação de Deus se manifesta através de gente assim - como Elias, você e eu - gente que oscila, ora está lá em cima, ora cá embaixo, ora nas nuvens, ora em abismos existenciais. Aliás, chego mesmo a crer que para que Deus nos use é preciso que sejamos capazes de experimentar depressão, tristeza, e imensa fraquesa. Em outras palavras: é necessário que sejamos humanos. Isso porque a graça só se aperfeiçoa quando encontra nossa real humanidade (II Coríntios 12:6-9). Deus vai usar nesta hora, aqueles que sabem que uma das piores coisas que podem acontecer a um homem/mulher de Deus é ver-se como essencial. Isso fica claro quando Elias repete mais de uma vez, a expressão: "Só eu fiquei" I Reis 19:10. Ou seja, o Senhor não podia contar com mais ninguém, senão ele. Depois no versículo 4, do mesmo capítulo, ele diz: "Basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais". Ninguém lhe disse ser ele, melhor do que ninguém; era ele que o dizia a si mesmo. Ele havia desenvolvido uma idéia de singularidade. Agora acho interessante o modo como Deus tratou Elias, o que serve de lição para nós hoje. Deus não tenta de modo nenhum, adubar a auto-piedade de Elias. Ele apenas procura tirá-lo de si mesmo, da caverna onde se encontra e o devolve à vida. Veja o que está escrito em I Reis 19:15,16: "Vai e volta ao teu caminho, para o deserto de Damasco e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. A Jeú, ungirás rei sobre Israel, e também Eliseu, ungirás profeta em teu lugar". Não é um tratamento que busca encontrar a vida no seu intimismo; ao contrário, é uma convocação para que a pessoa saia de si e veja o que há para ser feito e construído. Deus encontra Elias nessa depressividade e usa isso a fim de lhe abrir os olhos para que ele veja os fiéis que ninguém via. A seguir é como se Deus dissesse: Não só estou querendo que me conheças mais profundamente, como desejo que saias daqui e olhe a História, posto que és um ser da História, e não de grutas, e não do intimismo acovardado. Quero também que saibas que não estás sozinho na vida; que a tua sensação de essencialidade é falsa. Pois eu tenho sete mil que não dobraram em hipótese nenhuma os joelhos a Baal. Com excessão do nome de Elias, vemos poucos nomes relacionados ao povo de Deus como o de Obadias e Micaías. Contudo havia uma série de outras pessoas igualmente comprometidas com Deus, que aparecem sem nome no texto. Há pelo menos quatros outros profetas que as Escrituras comentam que tiveram participação importante naquele momento histórico, mas cujos nomes não aparecem, como está registrado no capítulo 20 de I Reis. Os profetas estavam lá! Não eram identificados, conhecidos, mas estavam lá. E esses profetas anônimos, revelam o fato de que no meio do anonimato da História há milhares de pessoas de Deus que jamais curvam os joelhos à corrupção da vida. Nem todos são chamados a ser como Elias, mas todos são chamados a ser fiéis. Quando olhamos à volta e vemos a negridão de algumas expressões destes dias, sabendo muitas vezes que Deus está também trabalhando e realizando coisas, parece-nos que as outras - as malignas - são em número tão maior, que ficamos chocados, desanimados. É nessa hora que é bom olhar para trás, lembrar que a fé cristã passou pela subversão constantiniana, que tentou corrompê-la; atravessou a lúgubre escuridão da Idade das Trevas, onde não parecia haver luz, nem vislumbre de nada bom no horizonte; enfrentou todas as tentações das ideologias e dos sistemas políticos, e não obstante tudo isso, de algum modo chegou até nós! É em razão disso, que não é hora de nos encaramujarmos, enrolarmos em nós mesmos, interpretando a História com depressividade. Porque se há uma História para ser vista com depressividade hoje, há também uma história a ser encarada com esperança. Além do mais, tal percepção de que as coias estão más, já é em si mesmo um bom sinal. É sinal de vida. É sinal que a nossa consciência não morreu ainda. É sinal de que apesar de tudo, nós estamos ainda andando para frente. Portanto, se você está na caverna, saia dela hoje, pois saiba, você não está só, o nosso Deus é o Senhor da História.
domingo, 13 de dezembro de 2009
O SOCORRO NA ANGÚSTIA
Quero compartilhar com todos, uma mensagem que Deus pôs no meu coração, baseada no livro de Salmos capítulo 46, versículos 1 a 7:
"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia; pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e se pertubem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza; há uma rio cujas correntes, alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo; Deus está no meio dela não será abalada. Deus a ajudará ao romper da manhã; os gentios se embraveceram, os reinos se embraveceram, os reinos se moveram, ele levantou a sua voz e a terra se derreteu; O Senhor dos Exercítos está conosco, o Deus de Jacó é nosso refúgio".
Qual é a sua segurança? Qual é o seu porto seguro? Vivemos em uma sociedade que é assaltada pelo medo, pela depressão, pelas incertezas das mais diversas. O salmista disse em outra ocasião: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a Terra. No livro de Isaías no capítulo 32, falando profeticamente sobre Jesus, diz que Ele seria um refúgio contra a tempestade. Se neste momento está passando uma "tempestade" ou "terremoto" sobre a sua vida, saiba o Senhor não te abandonou, se não fosse Ele, você já teria sido esmagado(a) pelas pressões da vida. A Bíblia não promete para ninguém, que não haverá aqui na terra problemas, dores, perdas. Não. Jesus diz no Evangelho de João: "No mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". E por isso, que o salmista diz que ainda que haja tsunamis (sejam eles literais ou existenciais), a mão de Deus não vai soltar a sua. Sabe por quê? Porque eu e você estamos gravados nas palmas das mãos de Deus, conforme Isaías 49: 15 e 16. Cada prego que Jesus recebeu na cruz, era como se Ele estivesse dizendo: "Eu amo você, e esse sacrifício é por tua causa".
Nele que é a nossa força e a nossa rocha.
"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia; pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e se pertubem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza; há uma rio cujas correntes, alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo; Deus está no meio dela não será abalada. Deus a ajudará ao romper da manhã; os gentios se embraveceram, os reinos se embraveceram, os reinos se moveram, ele levantou a sua voz e a terra se derreteu; O Senhor dos Exercítos está conosco, o Deus de Jacó é nosso refúgio".
Qual é a sua segurança? Qual é o seu porto seguro? Vivemos em uma sociedade que é assaltada pelo medo, pela depressão, pelas incertezas das mais diversas. O salmista disse em outra ocasião: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a Terra. No livro de Isaías no capítulo 32, falando profeticamente sobre Jesus, diz que Ele seria um refúgio contra a tempestade. Se neste momento está passando uma "tempestade" ou "terremoto" sobre a sua vida, saiba o Senhor não te abandonou, se não fosse Ele, você já teria sido esmagado(a) pelas pressões da vida. A Bíblia não promete para ninguém, que não haverá aqui na terra problemas, dores, perdas. Não. Jesus diz no Evangelho de João: "No mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". E por isso, que o salmista diz que ainda que haja tsunamis (sejam eles literais ou existenciais), a mão de Deus não vai soltar a sua. Sabe por quê? Porque eu e você estamos gravados nas palmas das mãos de Deus, conforme Isaías 49: 15 e 16. Cada prego que Jesus recebeu na cruz, era como se Ele estivesse dizendo: "Eu amo você, e esse sacrifício é por tua causa".
Nele que é a nossa força e a nossa rocha.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
CONVERTIDOS OU CONVENCIDOS?
Os americanos gostam muito de pesquisa de opinião. Recentemente um comentário sobre o livro: “O escândalo da consciência evangélica”, de Ronald Sider, no qual, a partir de dados estatísticos colhidos em pesquisas encomendadas aos institutos Gallup e Barna, além de levantamentos feitos por universidades, o autor traça um retrato da Igreja Evangélica nos Estados Unidos. E a conclusão é trágica. As pesquisas indicaram que o padrão de comportamento dos cristãos – não os nominais, mas aqueles que, afirmam ter nascido de novo e que participam regularmente de suas igrejas – não é em nada diferente daqueles que se declaram não-cristãos.
O índice de casos de divórcio e adultério e o uso de pornografia entre os adultos cristãos e os não-cristãos é o mesmo. O percentual de doações que os cristãos fazem em suas igrejas caiu ao mesmo tempo em que a renda per capita aumentou muitíssimo, o que mostra que o materialismo e o estilo de vida individualista entre eles não diferem muito do daqueles que se declaram sem religião. No grupo dos cristãos, a atividade sexual de adolescentes e jovens antes do casamento e o índice de doenças sexualmente transmitidas ficam apenas um pouco atrás do que a média nacional. Episódios de racismo, abusos e a violência doméstica também apresentam índices alarmantes entre o segmento que diz conhecer Jesus.
Diante destes dados, o referido livro, traz à luz a profunda hipocrisia do cristianismo e a completa irrelevância do testemunho da Igreja na América do Norte. Infelizmente, não temos pesquisas desta natureza aqui no Brasil, mas dá para arriscar, mesmo que empiricamente, dizer que nossa situação, não é nada melhor do que a deles No entanto, o problema maior, é um dado estatístico que aparece nessas pesquisas e diz que apenas 9% dos cristãos adultos e 2% dos cristãos adolescentes e jovens têm uma cosmovisão bíblica. Ou seja, quase 90% do chamado povo de Deus não interpretam a realidade, a cultura, o mundo, o trabalho, as relações, a sexualidade e outros aspectos da vida a partir de um fundamento bíblico – daí, não fica tão difícil entender porque os cristãos em nada diferem dos não-cristãos em seu testemunho ético e moral.
Minha preocupação, olhando para o cenário brasileiro, não é em relação a algum aspecto particular da conduta moral ou ética dos crentes, mas com a ausência de um fundamento bíblico, teológico e doutrinário para a vida e missão cristã. O marco inicial da vida cristã é nossa conversão a Cristo. Este é o evento que estabelece o ponto de partida da nova vida em Jesus. O apóstolo Paulo descreve tal evento com as seguintes palavras: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). É assim que ele resumidamente descreve o que aconteceu desde o dia em que o Salvador se revelou a ele no caminho de Damasco. Agora, Paulo reconhece que o “velho Saulo” já não vive mais, mas é Cristo que vive pelo poder do Espírito Santo nele. Trata-se de uma nova vida vivida agora pela fé e naquilo que Jesus fez por ele. Isto é o que chamamos de conversão.
Naquele momento em que o Senhor se revelou a ele, Paulo reconheceu que tudo que ele pensava ser certo, toda a sua religiosidade que fez dele um homem tão íntegro e responsável, na verdade estava levando-o para um caminho completamente oposto ao de Deus. Ele, que se julgava um grande amigo de Deus, fazendo o melhor que podia para preservar a pureza daquilo que cria ser a sua vontade, viu-se como um inimigo do Senhor ao ouvir de Cristo: “Sou Jesus, a quem você está perseguindo”.
Aquele encontro transformou radicalmente, e para sempre, a vida de Paulo. Ainda caído no chão, ouviu Jesus dizer a ele: “Agora, levante-se, fique em pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei”. Paulo ergueu-se para iniciar uma nova jornada, uma nova vida, uma nova missão. Depois de passar três anos na Arábia, ele volta para Jerusalém e inicia seu longo ministério, proclamando as boas novas do Evangelho de Cristo ao mundo.
Paulo tinha uma vida comum a muitas pessoas. Era um homem íntegro, zeloso e coerente com suas convicções, como alguns de nós. No entanto, quando Cristo se revelou como Filho de Deus e Salvador, ele se entregou completamente. As coisas velhas ficaram para trás; suas antigas ambições foram abandonadas, seus velhos princípios, valores e conceitos, também foram deixados para trás. Não era mais o mundo quem determinava o certo ou o errado, nem mesmo sua consciência tinha a última palavra – o que lhe importava era Cristo, sua palavra, sua cruz, sua ressurreição, sua vontade. Foi uma experiência que mudou a compreensão que Paulo tinha do mundo e dos seus valores, alterando radicalmente sua cosmovisão e estabelecendo novos paradigmas que iriam conduzir sua vida, seus valores, princípios e trabalho.
Temos perdido este conceito tão central e fundamental da conversão. Muitos não estão se convertendo a Cristo, mas sendo convencidos de uma religião. O Cristo que queremos servir não é mais aquele que se revela a nós, mas um que criamos a partir daquilo que nos interessa. A vida cristã não significa mais o “ser nova criatura”, mas permanecer sendo a mesma criatura, com um leve toque de verniz religioso. Não é mais a voz de fora que fala conosco, mas uma voz de dentro, um apelo nascido da vaidade, do medo, do egoísmo e dos desejos confusos e desordenados que povoam nossa natureza caída.
Precisamos recuperar o significado de dizer: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Precisamos voltar a viver pela fé no Filho de Deus, e não pelos impulsos da nossa natureza caída ou atraídos pelo fascínio de uma cultura que nega a cruz de Cristo.
O índice de casos de divórcio e adultério e o uso de pornografia entre os adultos cristãos e os não-cristãos é o mesmo. O percentual de doações que os cristãos fazem em suas igrejas caiu ao mesmo tempo em que a renda per capita aumentou muitíssimo, o que mostra que o materialismo e o estilo de vida individualista entre eles não diferem muito do daqueles que se declaram sem religião. No grupo dos cristãos, a atividade sexual de adolescentes e jovens antes do casamento e o índice de doenças sexualmente transmitidas ficam apenas um pouco atrás do que a média nacional. Episódios de racismo, abusos e a violência doméstica também apresentam índices alarmantes entre o segmento que diz conhecer Jesus.
Diante destes dados, o referido livro, traz à luz a profunda hipocrisia do cristianismo e a completa irrelevância do testemunho da Igreja na América do Norte. Infelizmente, não temos pesquisas desta natureza aqui no Brasil, mas dá para arriscar, mesmo que empiricamente, dizer que nossa situação, não é nada melhor do que a deles No entanto, o problema maior, é um dado estatístico que aparece nessas pesquisas e diz que apenas 9% dos cristãos adultos e 2% dos cristãos adolescentes e jovens têm uma cosmovisão bíblica. Ou seja, quase 90% do chamado povo de Deus não interpretam a realidade, a cultura, o mundo, o trabalho, as relações, a sexualidade e outros aspectos da vida a partir de um fundamento bíblico – daí, não fica tão difícil entender porque os cristãos em nada diferem dos não-cristãos em seu testemunho ético e moral.
Minha preocupação, olhando para o cenário brasileiro, não é em relação a algum aspecto particular da conduta moral ou ética dos crentes, mas com a ausência de um fundamento bíblico, teológico e doutrinário para a vida e missão cristã. O marco inicial da vida cristã é nossa conversão a Cristo. Este é o evento que estabelece o ponto de partida da nova vida em Jesus. O apóstolo Paulo descreve tal evento com as seguintes palavras: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). É assim que ele resumidamente descreve o que aconteceu desde o dia em que o Salvador se revelou a ele no caminho de Damasco. Agora, Paulo reconhece que o “velho Saulo” já não vive mais, mas é Cristo que vive pelo poder do Espírito Santo nele. Trata-se de uma nova vida vivida agora pela fé e naquilo que Jesus fez por ele. Isto é o que chamamos de conversão.
Naquele momento em que o Senhor se revelou a ele, Paulo reconheceu que tudo que ele pensava ser certo, toda a sua religiosidade que fez dele um homem tão íntegro e responsável, na verdade estava levando-o para um caminho completamente oposto ao de Deus. Ele, que se julgava um grande amigo de Deus, fazendo o melhor que podia para preservar a pureza daquilo que cria ser a sua vontade, viu-se como um inimigo do Senhor ao ouvir de Cristo: “Sou Jesus, a quem você está perseguindo”.
Aquele encontro transformou radicalmente, e para sempre, a vida de Paulo. Ainda caído no chão, ouviu Jesus dizer a ele: “Agora, levante-se, fique em pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei”. Paulo ergueu-se para iniciar uma nova jornada, uma nova vida, uma nova missão. Depois de passar três anos na Arábia, ele volta para Jerusalém e inicia seu longo ministério, proclamando as boas novas do Evangelho de Cristo ao mundo.
Paulo tinha uma vida comum a muitas pessoas. Era um homem íntegro, zeloso e coerente com suas convicções, como alguns de nós. No entanto, quando Cristo se revelou como Filho de Deus e Salvador, ele se entregou completamente. As coisas velhas ficaram para trás; suas antigas ambições foram abandonadas, seus velhos princípios, valores e conceitos, também foram deixados para trás. Não era mais o mundo quem determinava o certo ou o errado, nem mesmo sua consciência tinha a última palavra – o que lhe importava era Cristo, sua palavra, sua cruz, sua ressurreição, sua vontade. Foi uma experiência que mudou a compreensão que Paulo tinha do mundo e dos seus valores, alterando radicalmente sua cosmovisão e estabelecendo novos paradigmas que iriam conduzir sua vida, seus valores, princípios e trabalho.
Temos perdido este conceito tão central e fundamental da conversão. Muitos não estão se convertendo a Cristo, mas sendo convencidos de uma religião. O Cristo que queremos servir não é mais aquele que se revela a nós, mas um que criamos a partir daquilo que nos interessa. A vida cristã não significa mais o “ser nova criatura”, mas permanecer sendo a mesma criatura, com um leve toque de verniz religioso. Não é mais a voz de fora que fala conosco, mas uma voz de dentro, um apelo nascido da vaidade, do medo, do egoísmo e dos desejos confusos e desordenados que povoam nossa natureza caída.
Precisamos recuperar o significado de dizer: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Precisamos voltar a viver pela fé no Filho de Deus, e não pelos impulsos da nossa natureza caída ou atraídos pelo fascínio de uma cultura que nega a cruz de Cristo.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Ex-dirigente da Universidade Luterana é suspeito de desvio de dinheiro
Investigação da Polícia Federal aponta que ex-dirigentes da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) desviaram R$ 63 milhões da instituição por meio de pagamentos por serviços de consultoria não prestados. De acordo com a PF, o esquema era liderado pelo ex-reitor da universidade Ruben Becker e envolvia um grupo de contadores que operava empresas de fachada. Ele e mais 13 pessoas são investigadas por suspeita de estelionato, ocultação de bens e lavagem de dinheiro.
Na manhã desta quarta, a PF e a Receita Federal fizeram buscas em 23 casas, apartamentos e escritórios do grupo e apreenderam computadores e documentos sobre a movimentação financeira. Cerca de R$ 120 mil em espécie foram recolhidos.
De acordo com a PF, os R$ 63 milhões foram pagos por consultorias não prestadas entre 2005 e o início de 2009. Ao investigarem os pagamentos, os policiais descobriram que algumas das empresas só existiam no papel, sendo registradas em endereços inexistentes.
Uma das operações suspeitas é um pagamento de R$ 8 milhões feito pela Prefeitura de Canoas (região metropolitana de Porto Alegre), sede da Ulbra, no final do ano passado. Segundo a PF, após o pagamento feito pela prefeitura, R$ 5,7 milhões foram sacados na boca do caixa por pessoas ligadas ao ex-reitor. Um dos saques foi de R$ 2,2 milhões.
A polícia pediu a prisão temporária de Becker e de mais seis pessoas investigadas --o que foi negado pela Justiça Federal por considerar que não havia risco à investigação.
Impostos e carros
Um dos maiores conglomerados de educação privada do país, a Ulbra tem 140 mil alunos e vive uma crise que envolve a cobrança de uma dívida bilionária com a Receita Federal e suspeitas de gestão fraudulenta no período em que Becker permaneceu no comando.
O fisco cobra cerca de R$ 3 bilhões em impostos atrasados desde 2000 referentes a períodos em que o governo federal cassou o certificado de entidade filantrópica que garantia imunidade tributária. A universidade contesta.
Já a suspeita de fraudes na gestão derrubou Becker do cargo em abril deste ano. No ano passado, houve interrupção do atendimento nos quatro hospitais que mantém no RS por falta de pagamento de pessoal.
Desde 2008, as contas da universidade são submetidas a uma auditoria externa, determinada pela Justiça.
Batizada como Kollektor (colecionador, em alemão), o nome da operação da PF deflagrada nesta quarta é uma referência ao hábito de Becker de colecionar veículos raros. Parte de uma coleção de 600 carros dele foi leiloada.
Outro lado
O advogado de Ruben Becker, Geraldo Moreira, afirma que todos os pagamentos feitos pela instituição durante a gestão do ex-reitor da Ulbra foram lançados na contabilidade e se referem a serviços que foram de fato prestados. Ele negou que o ex-reitor tenha recebido dinheiro desviado por empresas de fachada, conforme diz a Polícia Federal.
Moreira não quis detalhar a natureza dos serviços de consultoria pagos porque são objetos de processos judiciais que estão em andamento. O advogado também afirma que a dívida de R$ 3 bilhões cobrada pela Receita Federal não existe porque a instituição tem direito a imunidade tributária.
Segundo ele, o pagamento de R$ 8 milhões feito pela Prefeitura de Canoas foi feito para a reativação dos serviços do Hospital Universitário em 2008. "É falsa e mentirosa a informação de que parte desse dinheiro foi sacado na boca do caixa."
Moreira se queixou da "truculência" da Polícia Federal, que arrombou a porta do apartamento de uma filha do ex-reitor para cumprir um dos mandados de busca.
"É a operação mais truculenta e midiática já feita. Arrombaram uma porta, espalharam roupas pelo chão. Em outras operações eles usaram um chaveiro para abrir fechaduras", reclamou.
O superintendente da Polícia Federal no RS, Ildo Gasparetto, negou que os policiais tenham cometido excesso. Segundo ele, o arrombamento foi o "último recurso" porque não foi dado aos agentes acesso ao local.
Procurado, o atual reitor da Ulbra, Marcos Fernando Ziemer, não quis se manifestar sobre a operação contra o antecessor.
Fonte: Folha Online
Na manhã desta quarta, a PF e a Receita Federal fizeram buscas em 23 casas, apartamentos e escritórios do grupo e apreenderam computadores e documentos sobre a movimentação financeira. Cerca de R$ 120 mil em espécie foram recolhidos.
De acordo com a PF, os R$ 63 milhões foram pagos por consultorias não prestadas entre 2005 e o início de 2009. Ao investigarem os pagamentos, os policiais descobriram que algumas das empresas só existiam no papel, sendo registradas em endereços inexistentes.
Uma das operações suspeitas é um pagamento de R$ 8 milhões feito pela Prefeitura de Canoas (região metropolitana de Porto Alegre), sede da Ulbra, no final do ano passado. Segundo a PF, após o pagamento feito pela prefeitura, R$ 5,7 milhões foram sacados na boca do caixa por pessoas ligadas ao ex-reitor. Um dos saques foi de R$ 2,2 milhões.
A polícia pediu a prisão temporária de Becker e de mais seis pessoas investigadas --o que foi negado pela Justiça Federal por considerar que não havia risco à investigação.
Impostos e carros
Um dos maiores conglomerados de educação privada do país, a Ulbra tem 140 mil alunos e vive uma crise que envolve a cobrança de uma dívida bilionária com a Receita Federal e suspeitas de gestão fraudulenta no período em que Becker permaneceu no comando.
O fisco cobra cerca de R$ 3 bilhões em impostos atrasados desde 2000 referentes a períodos em que o governo federal cassou o certificado de entidade filantrópica que garantia imunidade tributária. A universidade contesta.
Já a suspeita de fraudes na gestão derrubou Becker do cargo em abril deste ano. No ano passado, houve interrupção do atendimento nos quatro hospitais que mantém no RS por falta de pagamento de pessoal.
Desde 2008, as contas da universidade são submetidas a uma auditoria externa, determinada pela Justiça.
Batizada como Kollektor (colecionador, em alemão), o nome da operação da PF deflagrada nesta quarta é uma referência ao hábito de Becker de colecionar veículos raros. Parte de uma coleção de 600 carros dele foi leiloada.
Outro lado
O advogado de Ruben Becker, Geraldo Moreira, afirma que todos os pagamentos feitos pela instituição durante a gestão do ex-reitor da Ulbra foram lançados na contabilidade e se referem a serviços que foram de fato prestados. Ele negou que o ex-reitor tenha recebido dinheiro desviado por empresas de fachada, conforme diz a Polícia Federal.
Moreira não quis detalhar a natureza dos serviços de consultoria pagos porque são objetos de processos judiciais que estão em andamento. O advogado também afirma que a dívida de R$ 3 bilhões cobrada pela Receita Federal não existe porque a instituição tem direito a imunidade tributária.
Segundo ele, o pagamento de R$ 8 milhões feito pela Prefeitura de Canoas foi feito para a reativação dos serviços do Hospital Universitário em 2008. "É falsa e mentirosa a informação de que parte desse dinheiro foi sacado na boca do caixa."
Moreira se queixou da "truculência" da Polícia Federal, que arrombou a porta do apartamento de uma filha do ex-reitor para cumprir um dos mandados de busca.
"É a operação mais truculenta e midiática já feita. Arrombaram uma porta, espalharam roupas pelo chão. Em outras operações eles usaram um chaveiro para abrir fechaduras", reclamou.
O superintendente da Polícia Federal no RS, Ildo Gasparetto, negou que os policiais tenham cometido excesso. Segundo ele, o arrombamento foi o "último recurso" porque não foi dado aos agentes acesso ao local.
Procurado, o atual reitor da Ulbra, Marcos Fernando Ziemer, não quis se manifestar sobre a operação contra o antecessor.
Fonte: Folha Online
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
DEUS IMERSO NO HUMANO
Quem é Deus? Por que existe algo ao invés de nada? Estupefatos, contemplamos o céu estrelado, a fúria das marés e inquirimos: Por que a beleza? Diante da mente humana, buscamos entender como nasceu amor e ódio, criatividade e maldade. Onde está Deus? Podemos entender a transcendência absoluta?
A cultura semítica, de onde Jesus formulou os seus conceitos, não especulava, mas se contentava em relacionar-se com Deus como Pai. Judeu nômade, profeta ou sacerdote, não esboçava cartilha para entender a Divindade. Javé não era objeto de estudo, não participava de uma elaboração lógica, dedutiva, que procurava captar mentalmente o ser divino. Na tradição judaica, Deus era crido na dimensão existencial e poética. Eles se contentavam em narrar os atos de Deus na história, na imanência. Não havia preocupação de encaixá-lo em uma racionalidade analógica e dedutiva.
Quando o cristianismo primitivo precisou dialogar com o mundo greco-romano, os Pais da Igreja, geração que sucedeu os apóstolos, mostraram-se cuidadosos em demonstrar que a fé cristã era mais que uma seita judaica. Eles lutavam para que o cristianismo sobrevivesse em um mundo que debatia ideias. A fé, confrontada com o pensamento platônico, não deixaria nada a desejar.
Vários pressupostos filosóficos sobre a Divindade foram então absorvidos pelo cristianismo. Assim como cristianismo influenciou de forma decisiva o Ocidente, o Ocidente também o transformou. A teologia que se consolidou passou a repetir o conceito aristotélico de que a divindade é um “Motor imóvel”. Já que perfeição significava imobilidade na filosofia, Deus era concebido como tão absolutamente perfeito, que nunca poderia experimentar qualquer mudança. Caso mudasse, deixava de ser Deus. Qualquer alteração, para pior ou para melhor, significava não ter, anteriormente, a perfeição absoluta. E um Deus que não fosse perfeito não era Deus.
Quando o cristianismo se espalhou, inúmeros deuses povoavam o mundo antigo - o Panteão estava lotado deles. Ninguém franzia a testa se escutasse sobre a Encarnação. Não espantava acreditar que Deus encarnou e foi visto caminhando pelas estradas poeirentas da Palestina. A dificuldade, a loucura, era afirmar que um contador de histórias, um carpinteiro frágil, manso e amigo de gente imperfeita, era Deus e, pior, havia morrido por mãos humanas.
Isso não era só um paradoxo, mas uma insanidade: Como? Deus morrer? A morte de Jesus, não só demolia o edifício conceitual da filosofia, como se colocava como a contradição mais escandalosa. Essa mensagem correu o mundo. O Transcendente absoluto, o Deus dos deuses, podia ser melhor compreendido olhando para Jesus de Nazaré. As conjecturas gregas não colavam nele. O Filho do Homem não tangenciava Movedor imóvel de Aristóteles.
É preciso retomar a ênfase do cristianismo primitivo. Jesus não se parece com Deus como “Ato Puro”. Em Cristo, Deus não é apático e não está preso pela camisa de força da metafísica. A Divindade se fez gente e mostrou-se comovida de “viscerais afetos” por uma viúva a caminho de enterrar o filho. Chorou diante da sepultura de um amigo (Ah, como a dor humana dói em Deus! – “Em toda a angústia deles, foi ele angustiado” – Isaías 63.9). Irritou-se com a opressão religiosa. Entendeu, e acolheu, as lágrimas de uma prostituta.
Realmente Jesus não se parecia com o que fora dito sobre Deus. A pregação cristã nasceu em cultura distinta da helênica. O Reino que Jesus anunciou não encontrava paralelo na cultura, nos mitos, nas tragédias. O Deus de Jesus estava além do alcance de poderosos e sábios; mas podia ser intuído por puros de coração, crianças e marginalizados. Para detectar réstias do mundo espiritual, era preciso ouvir o inaudível, ver o imperceptível, tocar no intangível. Grãos de mostarda, ovelhas indefesas, gente inoperante, escravos inúteis, pecadores indignos, filhos pródigos, prostitutas, leprosos, cegos, mendigos, exorcistas informais, lírios e pardais, compunham o mosaico que revela Deus.
Jesus não se fantasiou, não encarnou por um breve período, mas assumiu a contingência humana com todas as consequências, inclusive a de morrer. Exageradamente humano, libertou homens e mulheres da exigência de se tornarem deuses - A plenitude da Divindade habitou em Jesus de Nazaré. Deus mostrou-se imerso no humano. Não era preciso procurá-lo na trans-história, no sobrenatural, mas na vida. “O Reino de Deus chegou!” Jesus foi a revelação mais próxima que jamais teremos de Deus, que escolheu vulnerabilizar-se em seu amor.
Outras divindades podem ser descartadas como ídolos.
Fonte: www.ricardogondim.com.br
A cultura semítica, de onde Jesus formulou os seus conceitos, não especulava, mas se contentava em relacionar-se com Deus como Pai. Judeu nômade, profeta ou sacerdote, não esboçava cartilha para entender a Divindade. Javé não era objeto de estudo, não participava de uma elaboração lógica, dedutiva, que procurava captar mentalmente o ser divino. Na tradição judaica, Deus era crido na dimensão existencial e poética. Eles se contentavam em narrar os atos de Deus na história, na imanência. Não havia preocupação de encaixá-lo em uma racionalidade analógica e dedutiva.
Quando o cristianismo primitivo precisou dialogar com o mundo greco-romano, os Pais da Igreja, geração que sucedeu os apóstolos, mostraram-se cuidadosos em demonstrar que a fé cristã era mais que uma seita judaica. Eles lutavam para que o cristianismo sobrevivesse em um mundo que debatia ideias. A fé, confrontada com o pensamento platônico, não deixaria nada a desejar.
Vários pressupostos filosóficos sobre a Divindade foram então absorvidos pelo cristianismo. Assim como cristianismo influenciou de forma decisiva o Ocidente, o Ocidente também o transformou. A teologia que se consolidou passou a repetir o conceito aristotélico de que a divindade é um “Motor imóvel”. Já que perfeição significava imobilidade na filosofia, Deus era concebido como tão absolutamente perfeito, que nunca poderia experimentar qualquer mudança. Caso mudasse, deixava de ser Deus. Qualquer alteração, para pior ou para melhor, significava não ter, anteriormente, a perfeição absoluta. E um Deus que não fosse perfeito não era Deus.
Quando o cristianismo se espalhou, inúmeros deuses povoavam o mundo antigo - o Panteão estava lotado deles. Ninguém franzia a testa se escutasse sobre a Encarnação. Não espantava acreditar que Deus encarnou e foi visto caminhando pelas estradas poeirentas da Palestina. A dificuldade, a loucura, era afirmar que um contador de histórias, um carpinteiro frágil, manso e amigo de gente imperfeita, era Deus e, pior, havia morrido por mãos humanas.
Isso não era só um paradoxo, mas uma insanidade: Como? Deus morrer? A morte de Jesus, não só demolia o edifício conceitual da filosofia, como se colocava como a contradição mais escandalosa. Essa mensagem correu o mundo. O Transcendente absoluto, o Deus dos deuses, podia ser melhor compreendido olhando para Jesus de Nazaré. As conjecturas gregas não colavam nele. O Filho do Homem não tangenciava Movedor imóvel de Aristóteles.
É preciso retomar a ênfase do cristianismo primitivo. Jesus não se parece com Deus como “Ato Puro”. Em Cristo, Deus não é apático e não está preso pela camisa de força da metafísica. A Divindade se fez gente e mostrou-se comovida de “viscerais afetos” por uma viúva a caminho de enterrar o filho. Chorou diante da sepultura de um amigo (Ah, como a dor humana dói em Deus! – “Em toda a angústia deles, foi ele angustiado” – Isaías 63.9). Irritou-se com a opressão religiosa. Entendeu, e acolheu, as lágrimas de uma prostituta.
Realmente Jesus não se parecia com o que fora dito sobre Deus. A pregação cristã nasceu em cultura distinta da helênica. O Reino que Jesus anunciou não encontrava paralelo na cultura, nos mitos, nas tragédias. O Deus de Jesus estava além do alcance de poderosos e sábios; mas podia ser intuído por puros de coração, crianças e marginalizados. Para detectar réstias do mundo espiritual, era preciso ouvir o inaudível, ver o imperceptível, tocar no intangível. Grãos de mostarda, ovelhas indefesas, gente inoperante, escravos inúteis, pecadores indignos, filhos pródigos, prostitutas, leprosos, cegos, mendigos, exorcistas informais, lírios e pardais, compunham o mosaico que revela Deus.
Jesus não se fantasiou, não encarnou por um breve período, mas assumiu a contingência humana com todas as consequências, inclusive a de morrer. Exageradamente humano, libertou homens e mulheres da exigência de se tornarem deuses - A plenitude da Divindade habitou em Jesus de Nazaré. Deus mostrou-se imerso no humano. Não era preciso procurá-lo na trans-história, no sobrenatural, mas na vida. “O Reino de Deus chegou!” Jesus foi a revelação mais próxima que jamais teremos de Deus, que escolheu vulnerabilizar-se em seu amor.
Outras divindades podem ser descartadas como ídolos.
Fonte: www.ricardogondim.com.br
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A IGREJA DE SALOMÃO E DE LAODICÉIA
O rei Salomão tinha sabedoria dada por Deus, era herdeiro de um dos heróis da fé – Davi; embelezou a cidade de Jerusalém, recebia visitas ilustres que viam de longe para conhecê-lo, construiu um templo magnífico, Deus chegou a se manifestar nele. Mas, ao mesmo tempo, o rei Salomão ia construindo palácios belíssimos para si mesmo, enquanto formava um enorme harém de mulheres e cobrava impostos pesados ao povão. Resultado: a vaidade tomou conta de sua vida, ficou insensível a necessidade do povo, e por fim estava levando sacrifícios para os deuses de suas mulheres. Trazendo para o nosso tempo, fico observando, nossos templos, antes modestos, hoje se transformando em um misto de catedral e shopping center. Pelo visto, dinheiro, não é problema em muitos lugares, pois os pastores andam em carros de luxo, compram aviões, são donos de canais de televisão, ou alugam a preços de ouro horários em grandes emissoras de TV aberta. Tem momentos que, parece que existem duas igrejas. Uma composta pelos membros e obreiros de “baixo clero” (expressão vinda do Congresso Nacional) e outra composta pelos seus líderes maiores, e outra composta pelos de “alto clero”, apóstolos, bispos e pastores-presidentes de grandes ministérios. No baixo clero, também pode ser contado os presidentes de igrejas e ministérios menores. Na primeira, estão pessoas que vão à escola dominical, com suas revistas, participam dos cultos, juntamente com suas famílias, trazendo suas Bíblias e hinário da denominação (um item em extinção). Esses membros e obreiros, são a massa de pessoas que compõe a igreja/denominação, seguindo seus usos e costumes, liturgia de culto, contribuindo financeiramente com os dízimos e ofertas e obedecendo seus pastores e líderes. Muitas dessas pessoas, não fazem idéia do que rola nos bastidores institucionais. Existem muitas denúncias, envolvendo assuntos graves circulando por aí. A gente não sabe se é ou não verdade, mas merecem que sejam apuradas para ver se há ou não veracidade. Como por exemplo: compras de igrejas e ministérios inteiros, pastores com padrão de vida milionário, negociatas escandalosas com políticos, pastores que fazem parte da maçonaria, gastos exorbitantes com política eclesiástica, entre outras coisas. Algum pode perguntar: Mas se a igreja está crescendo é porque é de Deus! E de fato, as igrejas evangélicas estão crescendo mesmo e como nunca! Mas é momento de vermos se esse crescimento significa conversão ou simples adesismo.
A igreja evangélica brasileira está doente. Uma situação paradoxal, pois, ela cresce e nunca teve tanto poder político, midiático e financeiro como agora. Porém, assim como a igreja de Laodicéia, está pobre, nu e cega do ponto de vista espiritual. Mas alguém diria: Que exagero! Nós temos rádios, canais de televisão, representantes políticos, construímos grandes e lindas catedrais. Quem já leu o livro “O Bispo”, a biografia de Edir Macedo, vê que o padrão estabelecido hoje como um líder religioso de sucesso é o do manda-chuva da IURD. Nesse livro, se vê Macedo como um líder denominacional, que comanda não uma igreja, mas sim uma grande empresa multinacional. Ele é o modelo de líder de sucesso. Aviões particulares caros, motoristas, seguranças, mansões, como a da cidade de São José dos Campos (SP) mostrada na Revista Veja no ano de 2007. Isto se estabeleceu de tal modo, que o sonho de muitos pastores é ser Bispo, Apóstolo, Pastor-Presidente e andar acompanhado de vários seguranças. Nos últimos anos, o tom das denúncias contra as lideranças evangélicas, vem subindo de forma assustadora com acusações fortíssimas, como: aquisição de imóveis luxuosos em outros países, casamento de fachada, casos extra-conjugais, lavagem de dinheiro, líder que manda bater e até matar quem vê como rival. A verdade é que os católicos tem um papa no mundo, mas os evangélicos tem vários papas e candidatos a papa. Por falar em papa, conta-se que o papa Inocêncio IV mandou chamar S. Tomás de Aquino para lhe mostrar todos os tesouros da igreja romana. Após a exposição de sua riqueza, disse-lhe o papa: “Já não podemos dizer como o apóstolo Pedro que não temos ouro e nem prata” ao que lhe replicou o teólogo: “Também já não podemos ordenar ao paralítico para que se levante e ande”. De vez em quando ouço alguém perguntar: O que Jesus diria hoje, com respeito a situação da igreja? Esta pergunta está respondida no livro do Apocalipse, e só olhar o que Ele diz no Apocalipse ao se referir às igrejas da Ásia que foram repreendidas: “Estou a ponto de vomitar-te da boca”, “Tirarei o seu castiçal do lugar, caso não voltes ao primeiro amor”, Combaterei os que assim procedem, com a espada da minha boca“.
A igreja evangélica brasileira está doente. Uma situação paradoxal, pois, ela cresce e nunca teve tanto poder político, midiático e financeiro como agora. Porém, assim como a igreja de Laodicéia, está pobre, nu e cega do ponto de vista espiritual. Mas alguém diria: Que exagero! Nós temos rádios, canais de televisão, representantes políticos, construímos grandes e lindas catedrais. Quem já leu o livro “O Bispo”, a biografia de Edir Macedo, vê que o padrão estabelecido hoje como um líder religioso de sucesso é o do manda-chuva da IURD. Nesse livro, se vê Macedo como um líder denominacional, que comanda não uma igreja, mas sim uma grande empresa multinacional. Ele é o modelo de líder de sucesso. Aviões particulares caros, motoristas, seguranças, mansões, como a da cidade de São José dos Campos (SP) mostrada na Revista Veja no ano de 2007. Isto se estabeleceu de tal modo, que o sonho de muitos pastores é ser Bispo, Apóstolo, Pastor-Presidente e andar acompanhado de vários seguranças. Nos últimos anos, o tom das denúncias contra as lideranças evangélicas, vem subindo de forma assustadora com acusações fortíssimas, como: aquisição de imóveis luxuosos em outros países, casamento de fachada, casos extra-conjugais, lavagem de dinheiro, líder que manda bater e até matar quem vê como rival. A verdade é que os católicos tem um papa no mundo, mas os evangélicos tem vários papas e candidatos a papa. Por falar em papa, conta-se que o papa Inocêncio IV mandou chamar S. Tomás de Aquino para lhe mostrar todos os tesouros da igreja romana. Após a exposição de sua riqueza, disse-lhe o papa: “Já não podemos dizer como o apóstolo Pedro que não temos ouro e nem prata” ao que lhe replicou o teólogo: “Também já não podemos ordenar ao paralítico para que se levante e ande”. De vez em quando ouço alguém perguntar: O que Jesus diria hoje, com respeito a situação da igreja? Esta pergunta está respondida no livro do Apocalipse, e só olhar o que Ele diz no Apocalipse ao se referir às igrejas da Ásia que foram repreendidas: “Estou a ponto de vomitar-te da boca”, “Tirarei o seu castiçal do lugar, caso não voltes ao primeiro amor”, Combaterei os que assim procedem, com a espada da minha boca“.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O QUE LEVA UM HOMEM A PEDIR A JESUS QUE ABENÇOE O DINHEIRO DA CORRUPÇÃO?

Ora, a mesma coisa que levou os “cristãos” do Império Romano a agradecerem a Deus pela vida de Constantino, apesar das mortes e maldades do Império...
O que leva um cristão a isso é:
1. Falta de temor de Deus... Total.
2. Um forte complexo de inferioridade [do qual os “evangélicos” sofrem desde sempre... e por que não dizer: o Cristianismo como um todo...] e que sempre faz com que o “crente” se sinta honrado diante do Poder, de qualquer poder do qual antes eles estivesse alijado...
3. A certeza, aprendida nas políticas nefastas da “igreja” [...] e que é quase sempre mais “danada” do que a da política secular; visto que faça todas as suas maldades com oração antes e depois...
4. Porque a “oração” é magia para a maioria dos “crentes”, que, orando em nome de Jesus pensam que até o diabo vira anjo...
5. O auto-engano inicial de que o dinheiro nas mãos deles será melhor do que na mão dos outros, pois, nas mãos deles, uma parte vira “oferta” ou “dízimo” [...], e, assim, segundo eles, está “santificado”...
6. A ganância sórdida que se instala no coração de todo crente na política, e que lá tenha entrado pelas motivações do poder, da soberba e da vaidade...
7. A “inveja dos malfeitores”, os quais fazem tudo [...] enquanto os “crentes” se cansam de olhar...
8. Um sentimento de que como não estejam adulterando contra a esposa [...], tudo mais o sangue de Jesus perdoa...
9. A obsessão constantiniana de tomar o “império”, de “reinar em soberania sobre a nação”... É o tal do espírito “sara a nossa terra” [...] — que é todo baseado nisso...
10. A impunidade... Sim, pela impunidade nasce o cinismo; e, pelo cinismo, brota o descaramento que julga que Deus se associa à iniqüidade que se transforme em algum “bem” para o que eles chamam de “reino dos crentes”, já que de Deus é que não é...
Uma vez um Governador crente me disse que havia “tomado” mais de cinco milhões de reais [mensais] do Presente da Assembléia Legislativa, pois, nas mãos do “outro” era corrupção, mas o mesmo dinheiro nas mãos dele seria uma benção para os “pastores”...
É essa mentalidade garotinha e safada que faz tudo isso virar o que isso mostra ser todos os dias...
Fonte: www.caiofabio.com.br
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A ORAÇÃO PELA PROPINA
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, classificou nesta segunda-feira de inaceitáveis as imagens que mostram suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção do Distrito Federal (DF) fazendo uma oração para agradecer o dinheiro recebido. O governador José Roberto Arruda (DEM) é acusado de comandar um esquema de propina e distribuição de mesadas a parlamentares aliados no governo. ( Assista ao vídeo da oração )
Essa cena eu ainda não vi e, de certo modo, foi bom ainda não ter visto, pois me sentiria revoltado - afirmou dom Dimas, após se reunir com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto.
- Lamento que a religião esteja tão banalizada a tal ponto de as pessoas não a verem como serviço a Deus e ao próximo, mas como servir-se da fé e do próximo; isso é uma inversão total de valores - completou.
No vídeo, aparecem o deputado distrital Brunelli Júnior (PSC), representante da bancada evangélica, Leonardo Prudente, presidente da Câmara, e Durval Barbosa, secretário de Relações Institucionais do governo, que contribuiu com a Polícia Federal (PF) nas investigações em troca de redução de pena.
- Pai eu quero agradecer por estarmos aqui. Sabemos que nós somos falhos, somos imperfeitos. Somos gratos pela vida do Durval, que é uma bênção em nossas vidas - diz o deputado Brunelli, que faz a oração.
- Precisamos dessa tua cobertura, dessa tua graça, da tua sabedoria, de pessoas que tenham, senhor, armas para nos ajudar nessa guerra e, acima de tudo, todas as armas podem ser falhas, todos os planejamentos podem falhar, mas o senhor nunca falha - complementa.
Após a oração, Prudente diz, numa referência ao conteúdo da reza:
- Que paulada!
Brunelli é dono de uma rádio comunitária, que funciona dentro de uma igreja. Pela legislação, é proibido concessão desse tipo de rádio para instituições religiosas. Ele chegou a ser denunciado ao Ministério das Comunicações, mas não perdeu a emissora.
Na conversa, antes da oração, Brunelli pede ajuda a Durval para enfrentar um problema político, mas não fica claro do que se trata.
- O que você pode nos ajudar? Eu sou vulnerável, não sou de chantagem. Mas preciso de instrumentos - diz.
Durval responde:
- Primeiro, temos que formar um grupo, um time, que começa com o Ar.
Fonte: Jornal O Globo.
MEU COMENTÁRIO: O deputado Brunelli é pastor e filho do Doriel de Oliveira, fundador da igreja Casa da Benção. O deputado Leonardo Prudente é membro da Sara Nossa Terra. O vice-governador do Distrito Federal, Paulo Otávio, é membro Sara Nossa Terra. Otávio também está envolvido nas acusações do mensalão do governo Arruda. A nota de repúdio, do bispo da CNBB, expressou a minha revolta e acredito que, de muitos também: “ Lamento que a religião esteja tão banalizada a tal ponto de as pessoas não a verem como serviço a Deus e ao próximo, mas como servir-se da fé e do próximo; isso é uma inversão total de valores
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Evangélicos de alma católica?
Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo ("cosmovisão"). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.
É um fato que conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica numa mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados "em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1Co 6.9-11) sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou à formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.
Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?
1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.
2) A idéia que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com algumas poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles, e que os pastores funcionam como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.
3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso entre setores evangélicos do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode se explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.
4) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo romanismo católico vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito, ou que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?
O anti-catolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria, e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2Coríntios 10.4-5).
Quando vemos o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, se pergunta se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neo-catolicismo tardio que surge e cresce em nosso país onde até os evangélicos têm alma católica.
Fonte: via blog O Tempo, o Mores.
É um fato que conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica numa mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados "em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1Co 6.9-11) sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou à formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.
Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?
1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.
2) A idéia que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com algumas poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles, e que os pastores funcionam como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.
3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso entre setores evangélicos do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode se explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.
4) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo romanismo católico vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito, ou que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?
O anti-catolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria, e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2Coríntios 10.4-5).
Quando vemos o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, se pergunta se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neo-catolicismo tardio que surge e cresce em nosso país onde até os evangélicos têm alma católica.
Fonte: via blog O Tempo, o Mores.
sábado, 28 de novembro de 2009
PORQUE NÃO SOU DISPENSACIONALISTA
Em se tratando de estudo sobre escatologia, quando se fala em amilenismo, pré-milenismo, histórico ou dispensacionalista e pós-milenismo, o que eu sei é que não sou “dispensacionalista”, pela simples convicção essencial acerca da total impossibilidade humana de criar um roteiro para a volta de Cristo. Assim, eu digo: não sei nada sobre o roteiro da volta de Jesus. Mas sei que ELE VAI VOLTAR! Quero, todavia, deixar claro que creio que Jesus pode voltar Hoje. Tudo o que diz respeito a Deus acontece num dia Chamado Hoje. É como um ladrão de noite!
Apesar de muitos considerarem que o dispensacionalismo os ajudou a entender o intricado mapa escatológico da Bíblia. Me lembro de ler o livro de Lawrence Olson, “O plano divino através dos séculos”, juntamente com aquele famoso mapa, do gênese ao apocalipse. Segundo o Conciso Dicionário de Teologia Cristã, "dispensacionalismo é um sistema de interpretação bíblica e teológica que divide a ação de Deus na história em diferentes períodos que são por ele administrados em bases diferentes. Envolve uma interpretação literal da Escritura, uma distinção entre Israel e a Igreja e um a escatologia pré-milenista e pré-tribulacionista".
Essa definição acima já não responde a algumas das divisões que o Dispensacionalismo tem sofrido. Hoje há o conceito de “Dispensacionalismo Progressivo”, com revisão dos conceitos clássicos da divisão dispensacionalista entre Israel e a Igreja e a divisão há história em dispensações. Outra corrente é a do “ultra-dispensacionalismo”, visão literalista das Escrituras, onde quer achar respostas proféticas na Bíblia para todos os fenômenos que acontecem no mundo, uma espécie de “Cabala Gospel”.
Acredito que é preciso rever biblicamente essa dicotomia Israel X Igreja, embora creio que Israel ainda tem um papel escatológico. Dividir a história em dispensações é algo sem respaldo bíblico, sendo muita simplificação para tratar a revelação de Deus aos homens.
É possível ser milenista sem ser dispensacionalista, como é o caso do Dr. Russel Shedd. Nem todos teólogos pentecostais, são dispensacionalistas, por exemplo Stanley M. Horton.
A nossa espiritualidade é sadia, se ela faz da história, uma só história. Isso porque nós conseguimos esquizofrenizar a história. Temos a história religiosa, a história da igreja; temos a historia da salvação e assim por diante. E nessa “policotomia” histórica, fazemos eleição daquela que mais nos interessa. Se o indivíduo é extremamente individualista, ele diz: “A mim só importa a história da salvação”. Pode, então, o mundo estar se arrebentando; ele quer é fazer estatística de quantos estão levantando a mão. Se ele faz uma opção um pouquinho mais abrangente, ele estuda a história da igreja. São aqueles que dizem: “Só me interessa a história da igreja. Inclusive, acho interessante termos deputados federais evangélicos no Congresso Nacional, para defender as causas de liberdade religiosa”. Nesse caso o que a ele interessa, é o que a Igreja interessa. Não importam os miseráveis, a desgraça dos outros – “isso faz parte de uma história que não é nossa, a nossa é a da igreja”, chegam a dizer. Se ele tem uma visão um pouquinho mais ampla, ele se interessa pela história das religiões. Aí, ele já é considerado um teólogo liberal, de visão ecumênica.
Mas, se ele é um cristão que vive uma espiritualidade integral, ele não “dispensacionaliza” a história, não a secciona, não a “dicotomiza”, “tricotomiza” e “policotomiza”. Conserva-se uma só história. Veja a passagem bíblica da transfiguração de Jesus em Mateus 17. Não há lugar para o dispensacionalismo, nem para o seccionamento da história: a Lei está presente, e falando da cruz. Não é lá que Moisés está? A profecia está presente e falando da cruz. Não é lá que Elias está? A Igreja está presente, e ouvindo a mensagem da cruz, através de Pedro, Tiago e João, que estão lá.
Onde é que há dispensacionalismo aqui? Onde é que acaba a lei, começa a profecia, começa a igreja – Agora ficar naquela conversa de “Deus não fala com estes, não pode falar com aqueles, não se mistura com aqueles outros...” O que é isso? A história é uma só! Deus não divide seus projetos em fases, departamentalísticamente falando, absolutamente fechadas e setorizadas. Deus é o Deus da totalidade. E importa a ele toda a história. Ele não se importa apenas com Israel, em um certo momento, ou não se importa em outro, apenas com a igreja. Deus é o Deus da História.
Israel só é diferente do Brasil, como nação, no que se refere ao conselho total de Deus para a História. “A eles foram confiados os oráculos divinos”, referindo aos judeus, diz Romanos 3. Mas diante de Deus, o judeu é igual ao queniano. A pregação pela fé é primeiro para o judeu e depois para o grego, se creram. Mas o capítulo 2, verso nove, de Romanos, diz: “também tribulação e angústia e aflição vêm sobre a alma de todo homem; primeiro do judeu, depois do grego”. Homem é homem, em qualquer lugar. País é país, em qualquer lugar.
Amós, no capítulo 9, verso 7, diz que não foi apenas Israel que teve um êxodo patrocinado por Deus; que os filisteus tiveram o êxodo deles; que os etíopes tiveram o êxodo deles. O profeta pergunta: “Vocês estão cheios de jactância, pensando que o único ato libertário social de Deus na História foi a favor de vocês?” Não, Deus não está preso e circunscrito às fronteiras de Israel; Deus é Deus, libertador da História. Até os filisteus tiveram êxodo; tantos outros tiveram um êxodo; e foram êxodo; e foram êxodos que o Senhor promoveu, que o Senhor criou.
Aqui, na transformação, a história é uma só. Os dispensacionalismos e os seccionamentos acabam. Moisés, Elias, Pedro, Tiago e João; Lei, profecia e igreja; estão todos juntos, apontando em uma só direção: a cruz e a salvação de Deus para todos os povos, para todas as nações, para todas as línguas da terra.
Apesar de muitos considerarem que o dispensacionalismo os ajudou a entender o intricado mapa escatológico da Bíblia. Me lembro de ler o livro de Lawrence Olson, “O plano divino através dos séculos”, juntamente com aquele famoso mapa, do gênese ao apocalipse. Segundo o Conciso Dicionário de Teologia Cristã, "dispensacionalismo é um sistema de interpretação bíblica e teológica que divide a ação de Deus na história em diferentes períodos que são por ele administrados em bases diferentes. Envolve uma interpretação literal da Escritura, uma distinção entre Israel e a Igreja e um a escatologia pré-milenista e pré-tribulacionista".
Essa definição acima já não responde a algumas das divisões que o Dispensacionalismo tem sofrido. Hoje há o conceito de “Dispensacionalismo Progressivo”, com revisão dos conceitos clássicos da divisão dispensacionalista entre Israel e a Igreja e a divisão há história em dispensações. Outra corrente é a do “ultra-dispensacionalismo”, visão literalista das Escrituras, onde quer achar respostas proféticas na Bíblia para todos os fenômenos que acontecem no mundo, uma espécie de “Cabala Gospel”.
Acredito que é preciso rever biblicamente essa dicotomia Israel X Igreja, embora creio que Israel ainda tem um papel escatológico. Dividir a história em dispensações é algo sem respaldo bíblico, sendo muita simplificação para tratar a revelação de Deus aos homens.
É possível ser milenista sem ser dispensacionalista, como é o caso do Dr. Russel Shedd. Nem todos teólogos pentecostais, são dispensacionalistas, por exemplo Stanley M. Horton.
A nossa espiritualidade é sadia, se ela faz da história, uma só história. Isso porque nós conseguimos esquizofrenizar a história. Temos a história religiosa, a história da igreja; temos a historia da salvação e assim por diante. E nessa “policotomia” histórica, fazemos eleição daquela que mais nos interessa. Se o indivíduo é extremamente individualista, ele diz: “A mim só importa a história da salvação”. Pode, então, o mundo estar se arrebentando; ele quer é fazer estatística de quantos estão levantando a mão. Se ele faz uma opção um pouquinho mais abrangente, ele estuda a história da igreja. São aqueles que dizem: “Só me interessa a história da igreja. Inclusive, acho interessante termos deputados federais evangélicos no Congresso Nacional, para defender as causas de liberdade religiosa”. Nesse caso o que a ele interessa, é o que a Igreja interessa. Não importam os miseráveis, a desgraça dos outros – “isso faz parte de uma história que não é nossa, a nossa é a da igreja”, chegam a dizer. Se ele tem uma visão um pouquinho mais ampla, ele se interessa pela história das religiões. Aí, ele já é considerado um teólogo liberal, de visão ecumênica.
Mas, se ele é um cristão que vive uma espiritualidade integral, ele não “dispensacionaliza” a história, não a secciona, não a “dicotomiza”, “tricotomiza” e “policotomiza”. Conserva-se uma só história. Veja a passagem bíblica da transfiguração de Jesus em Mateus 17. Não há lugar para o dispensacionalismo, nem para o seccionamento da história: a Lei está presente, e falando da cruz. Não é lá que Moisés está? A profecia está presente e falando da cruz. Não é lá que Elias está? A Igreja está presente, e ouvindo a mensagem da cruz, através de Pedro, Tiago e João, que estão lá.
Onde é que há dispensacionalismo aqui? Onde é que acaba a lei, começa a profecia, começa a igreja – Agora ficar naquela conversa de “Deus não fala com estes, não pode falar com aqueles, não se mistura com aqueles outros...” O que é isso? A história é uma só! Deus não divide seus projetos em fases, departamentalísticamente falando, absolutamente fechadas e setorizadas. Deus é o Deus da totalidade. E importa a ele toda a história. Ele não se importa apenas com Israel, em um certo momento, ou não se importa em outro, apenas com a igreja. Deus é o Deus da História.
Israel só é diferente do Brasil, como nação, no que se refere ao conselho total de Deus para a História. “A eles foram confiados os oráculos divinos”, referindo aos judeus, diz Romanos 3. Mas diante de Deus, o judeu é igual ao queniano. A pregação pela fé é primeiro para o judeu e depois para o grego, se creram. Mas o capítulo 2, verso nove, de Romanos, diz: “também tribulação e angústia e aflição vêm sobre a alma de todo homem; primeiro do judeu, depois do grego”. Homem é homem, em qualquer lugar. País é país, em qualquer lugar.
Amós, no capítulo 9, verso 7, diz que não foi apenas Israel que teve um êxodo patrocinado por Deus; que os filisteus tiveram o êxodo deles; que os etíopes tiveram o êxodo deles. O profeta pergunta: “Vocês estão cheios de jactância, pensando que o único ato libertário social de Deus na História foi a favor de vocês?” Não, Deus não está preso e circunscrito às fronteiras de Israel; Deus é Deus, libertador da História. Até os filisteus tiveram êxodo; tantos outros tiveram um êxodo; e foram êxodo; e foram êxodos que o Senhor promoveu, que o Senhor criou.
Aqui, na transformação, a história é uma só. Os dispensacionalismos e os seccionamentos acabam. Moisés, Elias, Pedro, Tiago e João; Lei, profecia e igreja; estão todos juntos, apontando em uma só direção: a cruz e a salvação de Deus para todos os povos, para todas as nações, para todas as línguas da terra.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
O sistema de governo eclesiástico da Assembléia de Deus
Sempre, na história das controvérsias cristãs, houve um luta para saber qual era o modelo de governo eclesiástico mais bíblico. O fato é que todos os modelos de governos eclesiásticos (congregacional, episcopal e presbiteriano) se baseiam no Novo Testamento. O episcopal concede o poder para o seu pastor ou bispo, o presbiteriano concede poder aos presbitério da igreja e o congregacional concede poder aos seus membros ou a um conselho de irmãos reunidos.
Há tentações em todos os modelos. O episcopal pode concentrar um poder tão grande na mão do pastor, que ele se torna uma pessoa acima da crítica e não prestas contas a igreja. O presbiteriano pode criar uma elite dentro da congregação ou denominação, pois um pequeno grupo decide sobre os demais. O congregacional pode minar a autoridade do pastor local. Portanto, não temos como definir um modelo eclesiástico mais bíblico, pois todos tem pontos fortes e fracos.
A Assembléia de Deus começou com um modelo congregacional bem definido, aja vista a herança eclesiológica batista, que é congregacional. O modelo congregacional fica bem claro nas palavras do pastor assembleiano Alcebiades Pereira dos Vasconcelos, no Mensageiro da Paz, nº 10, de 1959:
No nosso entender, a igreja cristã biblicamente entendida, governa-se a si mesma, mediante o sistema democrático em que todos os seus membros livremente podem e devem ouvir e ser ouvidos e ser ouvidos, votar e ser votados, conforme a sua capacidade pessoal de servir(…) A igreja cristã, à luz do Novo Testamento, é uma democracia perfeita, em qual o pastor e seus auxiliares de administração (tenham as categorias ou denominações que tiverem) não dominam, pois quem domina sobre ela é Jesus, por mediação do Espírito Santo, sendo o pastor apenas um servo que lidera os trabalhadores sob guia do mesmo Espírito Santo; e, neste caso, é expressa e taxativamente proibido ter domínio sobre a igreja. I Pedro 5.2,3. [1]
Os pentecostais clássicos sempre tiveram uma tendência para a democracia na igreja, um modelo em que a congregação tinha voz, o teólogo Myer Pearlman deixa bem claro essa posição:
As primeiras igrejas eram democráticas em seu governo- circunstância natural em uma comunidade onde o dom do Espírito Santo estava disponível a todos , e onde toda e qualquer pessoa podia ser dotada de dons para um ministério especial. É verdade que os apóstolos e anciãos presidiam às reuniões de negócios e à seleção dos oficiais; mas tudo se fez em cooperação com a igreja (Atos 6.3-6; 15.22, I Co 16.3, II Co 8.19, Fp 2.25). E Pearlman completa: Nos dias primitivos não havia nenhum governo centralizado abrangendo toda a igreja. Cada igreja local era autônoma e administrava seus próprios negócios com liberdade. [2]
No decorrer do tempo, a Assembléia de Deus, não deixando de ser congregacional, passou a mesclar com o modelo episcopal e presbiteriano. Hoje, é comum a figura o pastor-presidente, um verdadeiro bispo regional. Nas Assembléias de Deus há traços do modelo presbiteriano, com as convenções ou concílios regionais e nacionais (CGADB e Conamad). A Assembléia de Deus, portanto, não tem um modelo eclesiástico puro. O Rev. Antônio Gouvêa Mendonça, comenta em relação a Assembléia de Deus:
Seu sistema de governo eclesiástico está mais próximo do congregacionalismo dos batistas por causa da liberdade das Igrejas locais e da limitação de poderes da Convenção Nacional. Todavia, a divisão em ministérios regionais semi-autônomos lembra um pouco o sistema presbiteriano.[3]
Alguns fatos interessantes: em cidades do interior, as Assembléias de Deus são bem congregacionais, pois a igreja em constantes assembléias, decidem o rumo da congregação juntamente com o pastor. As igrejas AD da capital são normalmente divididas em setores, com a figura presente do pastor-presidente, sendo mais um modelo episcopal. Mas as congregações das cidades interioranas e da metrópole estão sujeitas a convenção estadual e nacional, semelhante aos supremos concílios presbiterianos.
A Assembléia de Deus foi influenciada por várias denominações, desde de sua eclesiologia até a sua teologia. Exemplo dessa mistura esteve nas palavras do pastor Thomas B. Barrat, de Oslo, Noruega em 1914, que disse: “Com respeito à salvação, somos luteranos. Na forma do batismo pelas águas, somos batistas. Com respeito à santificação, somos metodistas. Em evangelismo agressivo, somos como o Exército da Salvação. Porém, com respeito ao batismo com o Espírito Santo, somos pentecostais!”
O lamentável é o fato de muitas igrejas Assembléia de Deus aderindo a um modelo episcopal, abandonado a tradição congregacional. Mais o modelo episcopal, hoje adotado não é o mesmo dos metodistas ou anglicanos, mas sim das igrejas neopentecostais, onde a figura do líder é centralizadora, um modelo episcopal levado ao extremo.
BIBLIOGRAFIA:
01.ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 338.
02. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 8 ed. São Paulo: Vida, 1984. p 225.
03. MENDONÇA, Antônio Gouvêa e FILHO, Prócoro Velasques. Introdução ao Protestantismo no Brasil. São Paulo: Edições Loyola, 1990. p 51
Fonte: pentecostalismo.wordpress.com
Há tentações em todos os modelos. O episcopal pode concentrar um poder tão grande na mão do pastor, que ele se torna uma pessoa acima da crítica e não prestas contas a igreja. O presbiteriano pode criar uma elite dentro da congregação ou denominação, pois um pequeno grupo decide sobre os demais. O congregacional pode minar a autoridade do pastor local. Portanto, não temos como definir um modelo eclesiástico mais bíblico, pois todos tem pontos fortes e fracos.
A Assembléia de Deus começou com um modelo congregacional bem definido, aja vista a herança eclesiológica batista, que é congregacional. O modelo congregacional fica bem claro nas palavras do pastor assembleiano Alcebiades Pereira dos Vasconcelos, no Mensageiro da Paz, nº 10, de 1959:
No nosso entender, a igreja cristã biblicamente entendida, governa-se a si mesma, mediante o sistema democrático em que todos os seus membros livremente podem e devem ouvir e ser ouvidos e ser ouvidos, votar e ser votados, conforme a sua capacidade pessoal de servir(…) A igreja cristã, à luz do Novo Testamento, é uma democracia perfeita, em qual o pastor e seus auxiliares de administração (tenham as categorias ou denominações que tiverem) não dominam, pois quem domina sobre ela é Jesus, por mediação do Espírito Santo, sendo o pastor apenas um servo que lidera os trabalhadores sob guia do mesmo Espírito Santo; e, neste caso, é expressa e taxativamente proibido ter domínio sobre a igreja. I Pedro 5.2,3. [1]
Os pentecostais clássicos sempre tiveram uma tendência para a democracia na igreja, um modelo em que a congregação tinha voz, o teólogo Myer Pearlman deixa bem claro essa posição:
As primeiras igrejas eram democráticas em seu governo- circunstância natural em uma comunidade onde o dom do Espírito Santo estava disponível a todos , e onde toda e qualquer pessoa podia ser dotada de dons para um ministério especial. É verdade que os apóstolos e anciãos presidiam às reuniões de negócios e à seleção dos oficiais; mas tudo se fez em cooperação com a igreja (Atos 6.3-6; 15.22, I Co 16.3, II Co 8.19, Fp 2.25). E Pearlman completa: Nos dias primitivos não havia nenhum governo centralizado abrangendo toda a igreja. Cada igreja local era autônoma e administrava seus próprios negócios com liberdade. [2]
No decorrer do tempo, a Assembléia de Deus, não deixando de ser congregacional, passou a mesclar com o modelo episcopal e presbiteriano. Hoje, é comum a figura o pastor-presidente, um verdadeiro bispo regional. Nas Assembléias de Deus há traços do modelo presbiteriano, com as convenções ou concílios regionais e nacionais (CGADB e Conamad). A Assembléia de Deus, portanto, não tem um modelo eclesiástico puro. O Rev. Antônio Gouvêa Mendonça, comenta em relação a Assembléia de Deus:
Seu sistema de governo eclesiástico está mais próximo do congregacionalismo dos batistas por causa da liberdade das Igrejas locais e da limitação de poderes da Convenção Nacional. Todavia, a divisão em ministérios regionais semi-autônomos lembra um pouco o sistema presbiteriano.[3]
Alguns fatos interessantes: em cidades do interior, as Assembléias de Deus são bem congregacionais, pois a igreja em constantes assembléias, decidem o rumo da congregação juntamente com o pastor. As igrejas AD da capital são normalmente divididas em setores, com a figura presente do pastor-presidente, sendo mais um modelo episcopal. Mas as congregações das cidades interioranas e da metrópole estão sujeitas a convenção estadual e nacional, semelhante aos supremos concílios presbiterianos.
A Assembléia de Deus foi influenciada por várias denominações, desde de sua eclesiologia até a sua teologia. Exemplo dessa mistura esteve nas palavras do pastor Thomas B. Barrat, de Oslo, Noruega em 1914, que disse: “Com respeito à salvação, somos luteranos. Na forma do batismo pelas águas, somos batistas. Com respeito à santificação, somos metodistas. Em evangelismo agressivo, somos como o Exército da Salvação. Porém, com respeito ao batismo com o Espírito Santo, somos pentecostais!”
O lamentável é o fato de muitas igrejas Assembléia de Deus aderindo a um modelo episcopal, abandonado a tradição congregacional. Mais o modelo episcopal, hoje adotado não é o mesmo dos metodistas ou anglicanos, mas sim das igrejas neopentecostais, onde a figura do líder é centralizadora, um modelo episcopal levado ao extremo.
BIBLIOGRAFIA:
01.ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 338.
02. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 8 ed. São Paulo: Vida, 1984. p 225.
03. MENDONÇA, Antônio Gouvêa e FILHO, Prócoro Velasques. Introdução ao Protestantismo no Brasil. São Paulo: Edições Loyola, 1990. p 51
Fonte: pentecostalismo.wordpress.com
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
QUANDO O MAL TRIUNFA
No ano passado, no auge da discussão em torno do caso do assassinato na menina Isabella Nardoni, a Revista Veja, edição nº 2055, trouxe em sua matéria de capa, uma abordagem filosófica, psicológica e histórica sobre as origens da perversidade humana.
Vou transcrever parte texto da página 89: "Os brasileiros que se comoveram com o assassinato de Isabella Oliveira Nardoni acabaram de ser expostos a outra crônica de horrores: a empresária Sílvia Calabresi Lima, de Goiânia, torturava cotidianamente uma menina de 12 anos em sua área de serviço. Ao lado desses casos tenebrosos, outras barbaridades despontam no noticiário: a garota que pulou da janela do 4º andar para fugir do pai agressor, as crianças que ganharam bolo envenenado da vizinha, o bebê jogado no lago. Essa sucessão de fatos macabros traz a incômoda lembrança de uma constante da história humana: a maldade. O mal está presente em toda a parte. Na grande arena da política internacional pode-se divisá-lo no genocídio de Darfur, na repressão política em Cuba e no Tibete, no terrorismo da Al Quaeda e das Farc, na leniência do governo americano com práticas de tortura."
A referida matéria, cita nomes da filósofia, da teologia e da ciência naturalista como Xenófanes, Agostinho, Maquiavel, Kant, Darwin, Nietzche, entre outros, para depois, no final da manchete dizer o seguinte:" A razão não explica tudo. Há uma dimensão monstruosa no ser humano que parece não fazer sentido. Diz o filósofo e teólogo Luiz Felipe Pondé"(pág. 94).
Mas, se a razão não explica, o que as Escrituras nos falam sobre esta pergunta que não quer calar: "De onde vem o mal?"
As Escrituras não tratam da questão metafísica do mal, mas apenas afirmam a sua existência. Tanto existe contra a Vontade de Deus, como também a cumpre contra o seu próprio intento. A primeira manifestação do mal nas Escrituras, acontece na forma de uma serpente que fala pelo mal personalizado e auto-consciente. Fala pelo Mau como pessoa não-humana. Nas Escrituras o "mau" tem poder sobre o mundo. Sobre os líderes. Sobre o fluxo de dinheiro. Ele é chamado de "Príncipe deste mundo" ou "deus deste século". Nas Escrituras o "mau" em está em liberdade e, ao mesmo tempo, contido. Está solto e preso. Pode e não pode. Faz ou é proibido de fazer. Fere, mas tem que ter permissão. Não mata sem consentimento.
Quando Jesus, através de parábolas, anunciou mistérios guardados desde a fundação do mundo, ao contar um desses mistérios mediante a Parábola do Joio e do Trigo. Jesus disse que, a razão da semente que Deus plantara no mundo ter sido boa, embora no curso da História as coisas tenham si tornado ambíguas, tinha a ver com o fato de que, durante o sono humano ("enquanto os homens dormiam..."), um inimigo haver semeado o joio do Campo do Trigo, que é o mundo original. E concluí que os filhos do reino terão que conviver com o disfarce do Joio até o fim...
A simplicidade dessas palavras carrega as respostas às questões mais frequentes dos homens. Sim! Porque o que mais se ouve é: "Por que Deus criaria algo tão ambíguo? ou Por que Deus permite que o poder da ambiguidade domine a História Humana?". Além disso, pergunta-se também de onde vem essa semente do mal que existe entre os homens.
Ora, da simplicidade da mente de Jesus, o que nos vem como resposta é que a semente original era boa; que o diabo semeou a semente do mal entre os homens; que há homens-trigo e homens-joio; que a introdução do joio aconteceu durante a Inconsciência Humana (o sono); que o poder do joio está na imagem, na aparência; e que o Amor de Deus não delega a tarefa de separação de ambos para ninguém, pois é uma tarefa divina. Para Ele, a perversidade de milhões de joios não justifica o equívoco da eliminação de nenhum trigo. Pois, Deus ama o trigo mais do odeia o estelionato praticado pelo joio.
A Revista Veja, diz no seu título, que o mal triunfa, mas a Bíblia, mostra o contrário. Vemos muita coisa ruim estar acontecendo no mundo, entretanto, a esperança dos cristãos não está vinculada aos avanços da ciência ou aos estudos sociológicos e filosóficos. Não, a nossa esperança reside na Palavra de Deus, onde o bem vencerá no final, onde o Reino de Deus que hoje está sendo implantado nos corações de muitos, como uma semente de mostarda, que não se mostra grande no início, mas depois forma uma grande árvore. Por isso Jesus, nos ensina a orar na "oração do Pai e Nosso", dizendo: "Livra-nos do mal e venha o teu reino".
Vou transcrever parte texto da página 89: "Os brasileiros que se comoveram com o assassinato de Isabella Oliveira Nardoni acabaram de ser expostos a outra crônica de horrores: a empresária Sílvia Calabresi Lima, de Goiânia, torturava cotidianamente uma menina de 12 anos em sua área de serviço. Ao lado desses casos tenebrosos, outras barbaridades despontam no noticiário: a garota que pulou da janela do 4º andar para fugir do pai agressor, as crianças que ganharam bolo envenenado da vizinha, o bebê jogado no lago. Essa sucessão de fatos macabros traz a incômoda lembrança de uma constante da história humana: a maldade. O mal está presente em toda a parte. Na grande arena da política internacional pode-se divisá-lo no genocídio de Darfur, na repressão política em Cuba e no Tibete, no terrorismo da Al Quaeda e das Farc, na leniência do governo americano com práticas de tortura."
A referida matéria, cita nomes da filósofia, da teologia e da ciência naturalista como Xenófanes, Agostinho, Maquiavel, Kant, Darwin, Nietzche, entre outros, para depois, no final da manchete dizer o seguinte:" A razão não explica tudo. Há uma dimensão monstruosa no ser humano que parece não fazer sentido. Diz o filósofo e teólogo Luiz Felipe Pondé"(pág. 94).
Mas, se a razão não explica, o que as Escrituras nos falam sobre esta pergunta que não quer calar: "De onde vem o mal?"
As Escrituras não tratam da questão metafísica do mal, mas apenas afirmam a sua existência. Tanto existe contra a Vontade de Deus, como também a cumpre contra o seu próprio intento. A primeira manifestação do mal nas Escrituras, acontece na forma de uma serpente que fala pelo mal personalizado e auto-consciente. Fala pelo Mau como pessoa não-humana. Nas Escrituras o "mau" tem poder sobre o mundo. Sobre os líderes. Sobre o fluxo de dinheiro. Ele é chamado de "Príncipe deste mundo" ou "deus deste século". Nas Escrituras o "mau" em está em liberdade e, ao mesmo tempo, contido. Está solto e preso. Pode e não pode. Faz ou é proibido de fazer. Fere, mas tem que ter permissão. Não mata sem consentimento.
Quando Jesus, através de parábolas, anunciou mistérios guardados desde a fundação do mundo, ao contar um desses mistérios mediante a Parábola do Joio e do Trigo. Jesus disse que, a razão da semente que Deus plantara no mundo ter sido boa, embora no curso da História as coisas tenham si tornado ambíguas, tinha a ver com o fato de que, durante o sono humano ("enquanto os homens dormiam..."), um inimigo haver semeado o joio do Campo do Trigo, que é o mundo original. E concluí que os filhos do reino terão que conviver com o disfarce do Joio até o fim...
A simplicidade dessas palavras carrega as respostas às questões mais frequentes dos homens. Sim! Porque o que mais se ouve é: "Por que Deus criaria algo tão ambíguo? ou Por que Deus permite que o poder da ambiguidade domine a História Humana?". Além disso, pergunta-se também de onde vem essa semente do mal que existe entre os homens.
Ora, da simplicidade da mente de Jesus, o que nos vem como resposta é que a semente original era boa; que o diabo semeou a semente do mal entre os homens; que há homens-trigo e homens-joio; que a introdução do joio aconteceu durante a Inconsciência Humana (o sono); que o poder do joio está na imagem, na aparência; e que o Amor de Deus não delega a tarefa de separação de ambos para ninguém, pois é uma tarefa divina. Para Ele, a perversidade de milhões de joios não justifica o equívoco da eliminação de nenhum trigo. Pois, Deus ama o trigo mais do odeia o estelionato praticado pelo joio.
A Revista Veja, diz no seu título, que o mal triunfa, mas a Bíblia, mostra o contrário. Vemos muita coisa ruim estar acontecendo no mundo, entretanto, a esperança dos cristãos não está vinculada aos avanços da ciência ou aos estudos sociológicos e filosóficos. Não, a nossa esperança reside na Palavra de Deus, onde o bem vencerá no final, onde o Reino de Deus que hoje está sendo implantado nos corações de muitos, como uma semente de mostarda, que não se mostra grande no início, mas depois forma uma grande árvore. Por isso Jesus, nos ensina a orar na "oração do Pai e Nosso", dizendo: "Livra-nos do mal e venha o teu reino".
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O LÍDER DA PRÓXIMA GERAÇÃO
"Dentro de todas as igrejas, negócios ou organizações sem fins lucrativos que precisam mudar, há um grupo de pessoas bem informadas, com uma consciência aguda das transformações que precisam acontecer. Elas voltam toda a noite para casa e atazanam seus cônjuges. Reúnem-se na sala do café e se queixam. Entretanto, dia após dia, vão trabalhar resignadas, acreditando que nada mudará. Estão convencidas de que a tentativa de se introduzir mudanças seria um custoso exercício de tempo, além de potencialmente arriscado. Então, permanecem caladas e ficam olhando para o relógio. Não lhes falta a percepção para descobrir o que precisa acontecer: tais pessoas simplesmente não têm coragem de fazer nada a respeito da situação. O líder é alguém que tem coragem de dizer em público o que todos estão sussurrando em particular. Não é a percepção que distingue o líder da multidão. É a coragem para agir de acordo com o que ele enxerga, para falar em alto e bom som, enquanto todas as outras pessoas optam pelo silêncio. Os líderes da próxima geração são aqueles que preferem contestar as coisas que precisam de mudança - e pagar o preço por isso - a permanecer quietos e morrer por dentro".
Fonte: Andy Stanley, O Líder da Próxima Geração, pp. 50-51 Editora Vida.
No filme Coração Valente, há uma frase que William Wallace disse ao nobre Robert: “As pessoas não seguem títulos, elas seguem a coragem.”
Fonte: Andy Stanley, O Líder da Próxima Geração, pp. 50-51 Editora Vida.
No filme Coração Valente, há uma frase que William Wallace disse ao nobre Robert: “As pessoas não seguem títulos, elas seguem a coragem.”
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Protestantismo na TV Globo
Durante o Programa "Mais Você", da apresentadora Ana Maria Braga, o ator Oscar Magrini, entrevista o Pastor Israel Belo Azevedo, que fala sobre o protestantismo.
Nesta sexta-feira (13), o pastor Israel Belo de Azevedo, autor de vários livros, entre ele: “Dia a dia com Deus” e “No Príncipio, Deus” -, participou da série O Sagrado, do programa Mais Você, da TV Globo, falando sobre protestantismo.
Na primeira parte da matéria, o pastor foi entrevistado pelo ator Oscar Magrini, no templo da Igreja Batista Iracuruça (RJ). O pastor Israel Belo exemplicou os valores básicos do protestantismo, falou sobre a liturgia do culto, as diferenças entre as denominações e o batismo.
O especial continuou com uma entrevista ao vivo, diretamente do estúdio do Mais Você, com a apresentadora Ana Maria Braga. O pastor Israel respondeu a várias perguntas de telespectadores, como: "por que os evangélicos não cultuam Maria", "qual a diferença de protestante para evangélico" e "o evangélico tem que casar virgem".
A apresentadora declarou: “O protestantismos para mim é muito igual ao cristianismo em geral. Como o senhor falou, as diferenças são muito poucas e se existem estão no topo da pirâmide”.
Assista a entrevista e deixe seu comentário.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
E a compra de aviões pelos pastores continua! Para o alto e avante!

Breve histórico das alucinantes conquistas aéreas de certas personalidades religiosas deste nosso país.
Edir Macedo
Em matéria de 12 de agosto de 2009, o jornal Folha Acadêmica (ES) noticiou:
"Como arrecada parte de sua receita anual de R$ 1,4 bilhão em dinheiro vivo, junto a oito milhões de fiéis que frequentam 4.500 templos espalhados por 1.500 cidades brasileiras, a Igreja Universal do Reino de Deus montou um bem estruturado esquema aéreo para transportar o dinheiro país afora e até para o exterior, segundo denúncia do Ministério Público Estadual aceita pela Justiça paulista. A empresa Alliance Jet, com sede em Sorocaba, no interior de São Paulo, é o braço aéreo do esquema da Universal. Ela tem em sua frota jatinhos potentes que cruzam oceanos e com os quais Edir Macedo viaja aos Estados Unidos, onde mora.
Além do Citation e do Falcon 2000, a Alliance Jet tem um Global Express, que Edir Macedo usa em viagens internacionais. Produzido pela Bombardier, custa US$ 45 milhões e tem autonomia de 9 mil quilômetros sem reabastecer. O avião tem matrícula nos EUA e é usado por Macedo para viagens dos Estados Unidos para a Europa e também para o Brasil".
Segundo o blog do Noblat, o avião de Edir tem 2 banheiros, um deles com ducha.
Imagem do Global Express acima.
R. R. Soares
O missionário é o mais novo membro do clube aéreo. Segundo a Revista Veja:
"O pastor R.R. Soares, fundador e chefe da Igreja Internacional da Graça de Deus, além de apresentador do Show da Fé, da Band, pode agora ficar mais tempo perto dos céus. Acaba de comprar um King Air 350, um turboélice com capacidade para transportar oito passageiros e com banheiro a bordo. Pagou 5 milhões de dólares pelo brinquedo".
Rene Terra Nova
Está no ar desde 22 de julho de 2009. Sua aeronave é um Falcon 010, já mostrada em uma outra postagem aqui no blog.
Segundo o blog de Terra Nova:
"A compra da aeronave é cumprimento da profecia de grandes homens de Deus que declararam que, neste ano, o Apóstolo Renê Terra Nova estaria em seu avião. Campanhas de oração, ofertas voluntárias de todo o Brasil e exterior, além de muitas palavras proféticas davam sinais da realização deste grande sonho. Hoje, é o grande dia do cumprimento".
Samuel Câmara
E essa moda de compra de aviões já chegou na Igreja Assembléia de Deus. Veja esse vídeo no Youtube, de 9 de junho de 2009. O avião é o King Air, o mesmo do R. R. Soares.
Fonte: nanieateologia.blogspot.com.
domingo, 15 de novembro de 2009
Pastor R.R. Soares compra avião de R$ 8,6 milhões
O pastor R.R. Soares, que é fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus e apresenta o programa "Show da Fé", da Band, comprou por US$ 5 milhões [cerca de R$ 8,6 milhões] um avião turboélice King Air 350 com banheiro a bordo e capacidade para oito passageiros.
A informação foi divulgada neste sábado pela revista "Veja".
Além de apresentar o "Show da Fé" --que também é exibido pela CNT e pela RIT (Rede Internacional de televisão), o pastor mantém horários alugados nas madrugadas e fins de tarde na emissora RedeTV!.
Em junho deste ano, a coluna "Ooops!", do UOL, informou que o missionário teria oferecido R$ 5 milhões por mês por 3 horas diárias (das 2h às 5h) no SBT.
Além de fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus -- que conta com cerca de 900 igrejas espalhadas em todo o país-- R.R. Soares é dono da gravadora gospel Graça Music e da Graça Editorial.
Fonte: Folha Online
MEU COMENTÁRIO: Depois de Edir Macedo, Terra Nova, agora é a vez do Missionário R.R. Soares comprar o seu avião. É o Show da Fé!
A informação foi divulgada neste sábado pela revista "Veja".
Além de apresentar o "Show da Fé" --que também é exibido pela CNT e pela RIT (Rede Internacional de televisão), o pastor mantém horários alugados nas madrugadas e fins de tarde na emissora RedeTV!.
Em junho deste ano, a coluna "Ooops!", do UOL, informou que o missionário teria oferecido R$ 5 milhões por mês por 3 horas diárias (das 2h às 5h) no SBT.
Além de fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus -- que conta com cerca de 900 igrejas espalhadas em todo o país-- R.R. Soares é dono da gravadora gospel Graça Music e da Graça Editorial.
Fonte: Folha Online
MEU COMENTÁRIO: Depois de Edir Macedo, Terra Nova, agora é a vez do Missionário R.R. Soares comprar o seu avião. É o Show da Fé!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
HIPOCRISIA VERSUS SANTIDADE
No meio cristão há doutrinas, que além de não serem bíblicas, são também o que chamo de Mães da Hipocrisia. E por quê? Primeiro, porque em tais doutrinas tem-se um conceito muito limitado de pecado. São aquelas doutrinas que afirmam que o verdadeiro cristão nunca peca e se pecar é porque nunca nasceu de novo.
Somente quem não conhece a santidade de Deus e a natureza humana é que pode
afirmar tais doutrinas. Em tais perspectivas doutrinárias, se garante que o crente não peca porque para elas o conceito de pecado está limitado apenas à área do comportamento Moral-sexual. Ora, em tais casos, se o irmão ou a irmã não adulteram e não se prostituem, então não pecam!
Todos nós sabemos que este era precisamente o princípio que governava a estreiteza
do conceito de pecado dos fariseus. Jesus, no entanto, jamais acusou o “comportamento
Moral” deles, mas o que eles tinham “dentro de si”(Leia Mt. 23).
De fato, eu sofro quando vejo pessoas afirmarem que é possível a um crente viver sem
pecar. Eu creio que a Bíblia ensina que é possível viver sem a “cronificação” da prática do pecado. Isto porque, do ponto de vista da palavra de Deus, o conceito de pecado cobre um campo vastíssimo, e não apenas a área do comportamento Moral-sexual.
“Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.
É interessantíssimo que Jesus ponha todos os males dentro da mesma fonte (o coração), e aumente muito a extensão do pecado que nasce da motivação: vem de dentro e vai do desejo maligno à morte do próximo. Nesta lista temos as motivações sexualmente impuras bem como há pecados do pensamento, da língua, do mau uso do dinheiro, da “esperteza”, da inveja e outros males que só Deus conhece.
Quem pode dizer diante de Deus que está “acima” destes dramas da carne, da alma e do espírito?
Ora, no meio cristão, os pecados têm sido relacionados quase apenas à área sexual. E é por esta razão que nós temos empresários que não vão para a cama com suas secretárias, mas que fazem da sonegação o grande negócio de suas empresas e que exploram os seus empregados sem nenhuma convicção de pecado.E se eles dão gordas ofertas para a igreja, nós, pastores, fingimos não saber o que acontece.
É também pela mesma razão que há líderes religiosos pregando que não pecam (porque não cometeram adultério na prática), enquanto “derrubam” um colega através de
“manobras piedosas” cuja malícia, às vezes, não se encontra nem entre os políticos ateus.
Aqui devemos incluir aquilo que a Bíblia chama de pecados de acepção de pessoas. E deste pecado nenhum de nós se livra. Quem de um modo ou de outro não faz acepção entre pessoa e pessoa, entre ser humano e ser humano, entre um grande líder e um outro que preside algo menor.
Ora, o equilíbrio bíblico é aquele que diz:
“Eu sei que sou um pecador que foi redimido pelo sangue de Jesus, mas que precisa
crucificar a concupiscência da carne todos os dias, pois a minha natureza é caída e rebelada contra a Lei de Deus. Por isto, eu preciso andar no Espírito e no amor a fim de que eu não alimente minha natureza caída, ainda que, eu mesmo saiba, que conquanto não viva mais na prática do pecado, eu não me livro de reconhecer, todos os dias, que eu sou pecador e que, por essa mesma razão, peco mesmo quando penso que não peco. No entanto, eu me escondo e me glorio na Cruz de Jesus: onde meu pecado foi pago e de onde eu recebo Graça para purificar meus pecados e receber perdão para as eventuais ou freqüentes contradições do meu ser. No entanto, eu sei que a Graça que me perdoa, é também a Graça que me transforma e santifica.
Daí, eu querer e poder viver em santidade, ainda que eu seja um pecador”.
Continua...
Somente quem não conhece a santidade de Deus e a natureza humana é que pode
afirmar tais doutrinas. Em tais perspectivas doutrinárias, se garante que o crente não peca porque para elas o conceito de pecado está limitado apenas à área do comportamento Moral-sexual. Ora, em tais casos, se o irmão ou a irmã não adulteram e não se prostituem, então não pecam!
Todos nós sabemos que este era precisamente o princípio que governava a estreiteza
do conceito de pecado dos fariseus. Jesus, no entanto, jamais acusou o “comportamento
Moral” deles, mas o que eles tinham “dentro de si”(Leia Mt. 23).
De fato, eu sofro quando vejo pessoas afirmarem que é possível a um crente viver sem
pecar. Eu creio que a Bíblia ensina que é possível viver sem a “cronificação” da prática do pecado. Isto porque, do ponto de vista da palavra de Deus, o conceito de pecado cobre um campo vastíssimo, e não apenas a área do comportamento Moral-sexual.
“Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”.
É interessantíssimo que Jesus ponha todos os males dentro da mesma fonte (o coração), e aumente muito a extensão do pecado que nasce da motivação: vem de dentro e vai do desejo maligno à morte do próximo. Nesta lista temos as motivações sexualmente impuras bem como há pecados do pensamento, da língua, do mau uso do dinheiro, da “esperteza”, da inveja e outros males que só Deus conhece.
Quem pode dizer diante de Deus que está “acima” destes dramas da carne, da alma e do espírito?
Ora, no meio cristão, os pecados têm sido relacionados quase apenas à área sexual. E é por esta razão que nós temos empresários que não vão para a cama com suas secretárias, mas que fazem da sonegação o grande negócio de suas empresas e que exploram os seus empregados sem nenhuma convicção de pecado.E se eles dão gordas ofertas para a igreja, nós, pastores, fingimos não saber o que acontece.
É também pela mesma razão que há líderes religiosos pregando que não pecam (porque não cometeram adultério na prática), enquanto “derrubam” um colega através de
“manobras piedosas” cuja malícia, às vezes, não se encontra nem entre os políticos ateus.
Aqui devemos incluir aquilo que a Bíblia chama de pecados de acepção de pessoas. E deste pecado nenhum de nós se livra. Quem de um modo ou de outro não faz acepção entre pessoa e pessoa, entre ser humano e ser humano, entre um grande líder e um outro que preside algo menor.
Ora, o equilíbrio bíblico é aquele que diz:
“Eu sei que sou um pecador que foi redimido pelo sangue de Jesus, mas que precisa
crucificar a concupiscência da carne todos os dias, pois a minha natureza é caída e rebelada contra a Lei de Deus. Por isto, eu preciso andar no Espírito e no amor a fim de que eu não alimente minha natureza caída, ainda que, eu mesmo saiba, que conquanto não viva mais na prática do pecado, eu não me livro de reconhecer, todos os dias, que eu sou pecador e que, por essa mesma razão, peco mesmo quando penso que não peco. No entanto, eu me escondo e me glorio na Cruz de Jesus: onde meu pecado foi pago e de onde eu recebo Graça para purificar meus pecados e receber perdão para as eventuais ou freqüentes contradições do meu ser. No entanto, eu sei que a Graça que me perdoa, é também a Graça que me transforma e santifica.
Daí, eu querer e poder viver em santidade, ainda que eu seja um pecador”.
Continua...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Notícias da Semana: A loira da mini-saia, Casal Renascer a PLC 122/06, Invasão religiosa.
O Brasil acompanhou pelos jornais, o caso envolvendo a estudante Geisy Arruda e a Uniban. O vídeo postado no youtube, mostra uma cena onde a jovem é escoltada pela polícia, enquanto houve uma multidão de jovens universitários falam palavrões para ela. Como começou a coisa ninguém sabe. A jovem estava de mini-saia. A Faculdade expulsa a estudante, e não pune os que começaram o tumulto. Depois sob pressão do MEC e de alguns advogados e membros do judiciário, a Faculdade volta atrás na decisão de expulsão. A jovem viveu seus dias de celebridade, com entrevistas para jornais e convites de revista para posar nua. Uma palavra que se ouviu durante esse processo, foi “bons costumes”. Interessante, que a Uniban não é uma instituição religiosa católica ou protestante. Outros falaram, que o houve, foi um “falso moralismo”.
O pastor Silas Malafaia, 1° Vice-Presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB), em seus últimos programas de TV atacou o legalismo nas igrejas, inclusive da sua própria denominação.
Enquanto os evangélicos se distraíam com a enquete no site da Agência Senado sobre o PLC 122/2006 e os deputados evangélicos estavam ainda preparando seus argumentos para duas audiências anunciadas para debater o tal projeto (que cria o crime de "homofobia" no Brasil), este foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello e Dias Toffoli, pediram o fim da ação penal contra o casal da Renascer, acusados de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A ação foi movida pelo Ministério Público, mas os ministros entendem assim antes segundo as palavras do próprio Marco Aurélio de Mello: “A historianha contada na denúncia pelo Ministério Público, não configura no Brasil crime e foi a base do meu voto”. O julgamento acabou suspenso depois que uma ministra pediu vistas no processo.
Sobre a proibição de símbolos religiosos, como o crucifixo em escolas na Itália:
“Essa decisão é ridícula porque a cruz é um símbolo, seja eu cristão ou não, das raízes do próprio Ocidente, naquilo que ele mais preza: amor ao próximo, generosidade e justiça, enfim, um Deus que morre de amor. Nós contemporâneos somos ignorantes de um modo gritante acerca do cristianismo, confundindo-o com alguns de seus momentos mais infelizes e cruéis (toda cultura é infeliz e cruel de alguma forma). Essa proibição cospe na cara de 2.000 anos de história de uma grande parte da humanidade, e os ignorantes que a realizaram deveriam ser obrigados a pedir desculpa aos cristãos”. (Luiz Felipe Pondé, escritor, filósofo e ensaísta pernambucano).
Sobre o apelo feito pelo Pr. Eli Fernandes avisando que os muçulmanos querem invadir o Brasil e a América. Duas frases sobre o assunto, uma de Caio Fábio outra de Robinson Cavalti:
”Quem é de Jesus e está cheio do Espírito Santo e do espírito do Evangelho, vê os planos islâmicos de invasão do Brasil e diz: Obâ! Eles mesmos estão vindo!” (Caio Fábio).
“É fácil aparecer no Oriente Médio e no Norte da África apenas como guia turístico de luxo, a percorrer ruínas. É fácil se pretender ensinar a história desde o conforto das piscinas e mansões da ilha da fantasia.” (Robinson Cavalcanti - Bispo Anglicano).
O pastor Silas Malafaia, 1° Vice-Presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB), em seus últimos programas de TV atacou o legalismo nas igrejas, inclusive da sua própria denominação.
Enquanto os evangélicos se distraíam com a enquete no site da Agência Senado sobre o PLC 122/2006 e os deputados evangélicos estavam ainda preparando seus argumentos para duas audiências anunciadas para debater o tal projeto (que cria o crime de "homofobia" no Brasil), este foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello e Dias Toffoli, pediram o fim da ação penal contra o casal da Renascer, acusados de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A ação foi movida pelo Ministério Público, mas os ministros entendem assim antes segundo as palavras do próprio Marco Aurélio de Mello: “A historianha contada na denúncia pelo Ministério Público, não configura no Brasil crime e foi a base do meu voto”. O julgamento acabou suspenso depois que uma ministra pediu vistas no processo.
Sobre a proibição de símbolos religiosos, como o crucifixo em escolas na Itália:
“Essa decisão é ridícula porque a cruz é um símbolo, seja eu cristão ou não, das raízes do próprio Ocidente, naquilo que ele mais preza: amor ao próximo, generosidade e justiça, enfim, um Deus que morre de amor. Nós contemporâneos somos ignorantes de um modo gritante acerca do cristianismo, confundindo-o com alguns de seus momentos mais infelizes e cruéis (toda cultura é infeliz e cruel de alguma forma). Essa proibição cospe na cara de 2.000 anos de história de uma grande parte da humanidade, e os ignorantes que a realizaram deveriam ser obrigados a pedir desculpa aos cristãos”. (Luiz Felipe Pondé, escritor, filósofo e ensaísta pernambucano).
Sobre o apelo feito pelo Pr. Eli Fernandes avisando que os muçulmanos querem invadir o Brasil e a América. Duas frases sobre o assunto, uma de Caio Fábio outra de Robinson Cavalti:
”Quem é de Jesus e está cheio do Espírito Santo e do espírito do Evangelho, vê os planos islâmicos de invasão do Brasil e diz: Obâ! Eles mesmos estão vindo!” (Caio Fábio).
“É fácil aparecer no Oriente Médio e no Norte da África apenas como guia turístico de luxo, a percorrer ruínas. É fácil se pretender ensinar a história desde o conforto das piscinas e mansões da ilha da fantasia.” (Robinson Cavalcanti - Bispo Anglicano).
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Reverendo Hernandes Dias Lopes fora do Congresso Avivamento Total
O Reverendo Hernandes Dias Lopes não é mais preletor do Congresso Avivamento Total 2009. Contrariando o que está sendo divulgado pelo pastor Jabes Alencar, o site do programa Verdade e Vida divulgou, nesta segunda-feira, 02 de Novembro, que o nome do reverendo Hernandes foi colocado entre os preletores sem a autorização do mesmo. E ainda exige que uma retratação esteja indo ao ar no próximo programa da AD Bom Retiro, como se pode ver nesta notícia que está no site verdadeevida.com.br :
No entanto, o reverendo Hernandes continua sendo divulgado pelo site da AD Bom Retiro como um dos preletores, ao lado de Jabes Alencar, Silas Malafaia, Jorge Linhares, René Terra Nova, Valdemiro Santiago e Josué Gonçalves. Também está confirmada a presença do pastor americano Myles Munroe. Dayan de Alencar e Cassiane são os ministros de louvor da sétima edição do evento.
A questão é: o que teria levado o pastor Jabes a incluir o nome do reverendo entre os preletores? Pricipalmente sem a confirmação do mesmo! Isto é bastante suspeito...
Não seria uma forma sutil de "moldar" a pregação do reverendo ao estilo de mensagem pregada pelos demais preletores? Somente quem acompanha as mensagens pregadas pelo reverendo Hernandes pode compreender o que estou dizendo. Especialmente quem assistiu suas últimas mensagens, entre as quais devo destacar: "Um clamor por avivamento", "A necessidade do evangelho" e "Reforma: o desafio continua".
As pregações do reverendo Hernandes são totalmente opostas aos demais programas do sábado pela manhã! Ele prega o verdadeiro evangelho de Cristo, que exige arrependimento, renúncia, novo nascimento e frutos de conversão. Suas pregações, por serem puramente bíblicas, contrastam com as mensagens ralas dos demais programas evangélicos. E, certamente, está incomodando.
O título do congresso promovido pela AD Bom Retiro é "Avivamento Total". Para que você faça uma idéia do que é um verdadeiro avivamento, à luz das Escrituras, recomendo que assista este vídeo do reverendo Hernandes Dias Lopes, no qual ele deixa bem claro que avivamento não pode ser agendado pelo homem. Fica muito difícil enganar as pessoas com um falso evangelho, quando alguém ainda tem coragem de expor o que Jesus realmente ensinou.
Eu não sou presbiteriano, sou assembleiano, e é com tristeza que vejo, a Assembleia de Deus, hoje dividida não só em termos de disputas eclesiásticas, mas também quanto a sua identidade como igreja pentecostal clássica. Saudade quando pregadores e ensinadores como Lawrence Olson, Estevão Ângelo, e Eurico Bergstén, pregavam a Palavra, sem modismos ou “ondas” do momento. Louvo a Deus por ainda termos, ensinadores como Antonio Gilberto, Geremias do Couto, entre outros.
Talvez o reverendo esteja fora do congresso Avivamento Total, justamente porque compreende o que é um verdadeiro avivamento.
domingo, 8 de novembro de 2009
Davi, um homem segundo o Coração de Deus
Este é o tema da lição de Escola Dominical deste quarto trimestre de 2009. A revista da CPAD, escolheu este personagem bíblico para ser estudado neste fim de ano. Fala-se muito hoje em formação de liderança, seja ela política, empresarial, ou eclesiástica. Em um momento onde se percebe uma troca de gerações na liderança de algumas igrejas, a lição da vida de Davi tem muito a nos ensinar.
Davi foi chamado pelo Senhor, de o "homem segundo o coração de Deus". O pai dele era Jessé, um fazendeiro, cujos filhos mais velhos, estavam servindo no exército de Israel, que eram os maiores inimigos da sua nação. Davi, o mais novo de oito irmãos, ficou cuidando do rebanho de seu pai. O rei era Saul, que por sinal, foi o primeiro de Israel, depois do período dos juízes. Saul, fora ungido pelo profeta Samuel, e começou a reinar bem, mas depois se revelou um rei ciumento, neurótico, impaciente. Um dia, o profeta Samuel, apareceu de repente na pequena cidade de Belém, e foi na casa de Jessé. O profeta, depois de passar em revista, os filhos do patriarca da casa, pega o seu vaso de óleo, e unge o caçula da casa, que havia sido inclusive, esquecido de ser chamado por seu pai, para o evento familiar, envolvendo Samuel. Davi fora ungido pelo sacerdote/profeta/juíz Samuel, como o próximo rei de Israel, no entanto, ele continuou sua vida normalmente, pastoreando as ovelhas de seu pai e salmodiando ao Senhor. Não teve nenhum surto de estrelismo, esperou Deus cumprir sua vontade. Deus apresentou o futuro rei para a nação, no duelo com Golias, luta que Davi se pôs a disposição, quando o rei, e os melhores guerreiros do exército, se acovardaram ante o desafio do gigante. Acredito que Saul, aceitou que aquele garoto de cerca de 17 ou 18 anos, sem experiência militar, mas com experiência de luta com animais no campo, ir para um duelo suicida, enquanto ele ganhava tempo, para pensar alguma estratégia de guerra contra os filisteus. Acontece que o garoto com apenas seu estilingue, foi e venceu a luta, em nome do Senhor dos Exércitos, a quem Golias havia afrontado. Aquela batalha, catapultou Davi a fama, e para complicar ainda mais a situação, ele se tornou simpático aos olhos do filho de Saul, Jônatas. Logo já era Ajudante-de-Ordens do Rei, atuando ora, como militar nas guerras, ora como músico, tocando sua harpa, para acalmar um Saul esquizofrênico. Pouco tempos depois, já era genro do rei e Oficial do Exército. Seu nome passou a ser cantado nas ruas pelas mulheres com o cântico: "Saul matou milhares, Davi matou dezenas de milhares". Aquilo já era demais para um rei ciumento e louco pela preservação do poder temporal. Davi teve que se tornar fugitivo e exilado, enquanto era perseguido por toda a parte por Saul. Fugindo para a caverna de Adulão, se ajunta a Davi, seus familiares, e todos que estavam em aperto, amargurados e no SPC da época. Não foi pouca gente, eram em torno de 400 a 600 homens e suas famílias. Davi se torna chefe de um bando, mas não vira guerrilheiro contra seu povo, antes para sobreviver ele se alugava para os filisteus e dizia que estava atacando sua terra, quando na verdade ele atacava era os outros povos inimigos de Israel. E ainda recebia por isso. Eram mercenários que ora faziam o serviço de segurança para algum fazendeiro como Nabal, que depois se recusou a pagar. O profeta Samuel morreu, e Saul se torna cada vez mais maluco. Passa a matar sacerdotes, consultar feiticeira. Davi teve duas chances de matar Saul, mas se recusou, dizendo que aquele homem podia ser neurótico, mas era o ungido do Senhor. Interessante, que Davi também era ungido, mas ele esperou Deus abrir as portas diante de si e não tomar o poder a força, mesmo tendo apoio popular. Um dia Saul foi para a guerra e morreu, logo veio o convite dos anciãos do povo para que Davi se tornasse rei. Fica aqui, uma grande lição para nós, principalmente para os líderes religiosos. Davi não era perfeito, cometeu erros terríveis, mas amava ao Senhor, confessava e se arrenpendia dos seus pecados. Poderia ter sido rei mais cedo, mas esperou o momento certo de Deus conduzí-lo ao trono, sem atropelar quem lá estava. Afinal de contas, esse homem não foi apenas um estadista, foi também o escritor dos hinos e orações mais lindos, que são orados e cantados por séculos - Os Salmos.
Davi foi chamado pelo Senhor, de o "homem segundo o coração de Deus". O pai dele era Jessé, um fazendeiro, cujos filhos mais velhos, estavam servindo no exército de Israel, que eram os maiores inimigos da sua nação. Davi, o mais novo de oito irmãos, ficou cuidando do rebanho de seu pai. O rei era Saul, que por sinal, foi o primeiro de Israel, depois do período dos juízes. Saul, fora ungido pelo profeta Samuel, e começou a reinar bem, mas depois se revelou um rei ciumento, neurótico, impaciente. Um dia, o profeta Samuel, apareceu de repente na pequena cidade de Belém, e foi na casa de Jessé. O profeta, depois de passar em revista, os filhos do patriarca da casa, pega o seu vaso de óleo, e unge o caçula da casa, que havia sido inclusive, esquecido de ser chamado por seu pai, para o evento familiar, envolvendo Samuel. Davi fora ungido pelo sacerdote/profeta/juíz Samuel, como o próximo rei de Israel, no entanto, ele continuou sua vida normalmente, pastoreando as ovelhas de seu pai e salmodiando ao Senhor. Não teve nenhum surto de estrelismo, esperou Deus cumprir sua vontade. Deus apresentou o futuro rei para a nação, no duelo com Golias, luta que Davi se pôs a disposição, quando o rei, e os melhores guerreiros do exército, se acovardaram ante o desafio do gigante. Acredito que Saul, aceitou que aquele garoto de cerca de 17 ou 18 anos, sem experiência militar, mas com experiência de luta com animais no campo, ir para um duelo suicida, enquanto ele ganhava tempo, para pensar alguma estratégia de guerra contra os filisteus. Acontece que o garoto com apenas seu estilingue, foi e venceu a luta, em nome do Senhor dos Exércitos, a quem Golias havia afrontado. Aquela batalha, catapultou Davi a fama, e para complicar ainda mais a situação, ele se tornou simpático aos olhos do filho de Saul, Jônatas. Logo já era Ajudante-de-Ordens do Rei, atuando ora, como militar nas guerras, ora como músico, tocando sua harpa, para acalmar um Saul esquizofrênico. Pouco tempos depois, já era genro do rei e Oficial do Exército. Seu nome passou a ser cantado nas ruas pelas mulheres com o cântico: "Saul matou milhares, Davi matou dezenas de milhares". Aquilo já era demais para um rei ciumento e louco pela preservação do poder temporal. Davi teve que se tornar fugitivo e exilado, enquanto era perseguido por toda a parte por Saul. Fugindo para a caverna de Adulão, se ajunta a Davi, seus familiares, e todos que estavam em aperto, amargurados e no SPC da época. Não foi pouca gente, eram em torno de 400 a 600 homens e suas famílias. Davi se torna chefe de um bando, mas não vira guerrilheiro contra seu povo, antes para sobreviver ele se alugava para os filisteus e dizia que estava atacando sua terra, quando na verdade ele atacava era os outros povos inimigos de Israel. E ainda recebia por isso. Eram mercenários que ora faziam o serviço de segurança para algum fazendeiro como Nabal, que depois se recusou a pagar. O profeta Samuel morreu, e Saul se torna cada vez mais maluco. Passa a matar sacerdotes, consultar feiticeira. Davi teve duas chances de matar Saul, mas se recusou, dizendo que aquele homem podia ser neurótico, mas era o ungido do Senhor. Interessante, que Davi também era ungido, mas ele esperou Deus abrir as portas diante de si e não tomar o poder a força, mesmo tendo apoio popular. Um dia Saul foi para a guerra e morreu, logo veio o convite dos anciãos do povo para que Davi se tornasse rei. Fica aqui, uma grande lição para nós, principalmente para os líderes religiosos. Davi não era perfeito, cometeu erros terríveis, mas amava ao Senhor, confessava e se arrenpendia dos seus pecados. Poderia ter sido rei mais cedo, mas esperou o momento certo de Deus conduzí-lo ao trono, sem atropelar quem lá estava. Afinal de contas, esse homem não foi apenas um estadista, foi também o escritor dos hinos e orações mais lindos, que são orados e cantados por séculos - Os Salmos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
UM RELATO DE PROTESTO DENTRO DA MARCHA PARA JESUS

A imagem acima é do que restou de uma das duas faixas que foram estendidas durante a Marcha para Gezuiz. Terminou o dia rasgada, manchada, amassada, mas cumpriu o seu papel para a glória do Senhor.
Vamos ao início, senta que lá vem a história deste dia! (desculpem-me pela falta de fotos e de qualidade dos vídeos, mas minha câmera digital ainda está sob o impacto da “unchão” da Expomamom e não funcionou de novo hoje).
A primeira grande batalha contra os gigantes aconteceu na estação de metrô Sé, onde embarcamos rumo ao metrô Tiradentes. Parecia o apocalipse!!! A estação lotada como nunca vi, além do grito de guerra ensurdecedor dos fiéis, a maioria jovens, mas também muitas crianças – inclusive de colo. Na hora de embarcar no vagão não houve escolha, fomos literalmente empurrados para dentro. Todo o mundo queria entrar junto e ao mesmo tempo, parece que ninguém conhecia aquela lei da física onde dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Enfim entramos, mas ainda restava sair de lá.
A saída do vagão foi outra luta. Também fomos empurrados para fora (se alguém caísse com certeza seria pisoteado sem dó), e ouvi de um senhor idoso uma frase que expressou bem tudo aquilo: “Quanta selvageria!”
Subir a escada e chegar até as catracas foi mais uma luta, e sair da estação, só pela misericórdia. Mas saímos, e lá fora nos encontramos com os outros protestantes: o Júlio Cesar, a Maíra, o Diogo (que deixou sua filhinha recém-nascida e sua esposa na maternidade para participar), o Vitor Cid, o Laudinei e o Pablo (que filmou todo o movimento, fazendo entrevistas, e que editará tudo num documentário que disponibilizará ainda nessa semana). No total, éramos 8 contra um exército de cerca de 1,5 milhão de pessoas.
Estávamos na “concentração” da Marcha. De um lado, o trio-elétrico do Apóstolo Hernandes, com figuras como o Senador Crivella, o Pr. Marco Feliciano e o Pr. Jabes de Alencar. Do outro, uma van da Rede Gospel. E onde estávamos, uma equipe da Rede Gospel filmando os fiéis. Claro, estendemos nossa faixa bem na frente da filmagem, e isso suscitou gritos de “vocês são da Globo?”, “fora Rede Globo”, e vários braços levantados no intuito de esconder a faixa. Já estávamos incomodando.
E a Marcha começou. Ficamos estrategicamente esperando a passagem do primeiro trio, o dos Hernandes. Foi lindo ver o Apóstolo olhando fixamente para nossas faixas e o cartaz do Júlio (vai ver, a princípio pensou que fosse alguma expressão de puxa-saquismo), e depois se voltar para o resto da multidão. Não só o Apóstolo, mas todos do trio puderam ler as faixas. E passamos a marchar atrás do trio-elétrico, em meio à multidão.
Durante a caminhada recebemos manifestações de todos os tipos. Meu marido ganhou uma rasteira gospel, jogaram água na gente, jogaram garrafas que acertaram as faixas e as rasgaram, porém sem grandes danos. Pensei que fôssemos receber sapatadas, mas os mais apostólicos não foram tão doidos assim.
Uma das situações mais inusitadas aconteceu com o Diogo. Como já disse, ele é "recém-papai". Não é que lançaram contra ele uma frauda, e USADA???? Gente, foi um ato profético!!! Sorte que o Diogo estava esperto, senão voltaria com outras marcas do evento.
Também recebemos muitas manifestações de apoio. Um rapaz perguntou onde poderia comprar a camiseta, pessoas vieram nos parabenizar pelas frases e pelo protesto. Por incrível que pareça, havia vida pensante naquele lugar.
Já havíamos andado por volta de 13:30h, quando nosso grupo se dividiu por conta das entrevistas que o Pablo estava fazendo. Quem estava na frente parou num canto da rua até que os demais chegassem. Santa providência!!! Era um local onde havia um canteiro cheio de terra, um lugar mais alto. Subimos nesse canteiro e estendemos nossas faixas, e de lá toda a Marcha pode nos ver, tipo desfile de escola de samba passando na frente da comissão julgadora (o exemplo parece estranho mas não é, as músicas que tocavam na Marcha iam do sambão ao axé-quase-funk-gospel). E aí a coisa pegou.
Depois do trio dos Hernandes, passou um segundo trio. Esse tinha um bispo da Renascer no microfone. Quando ele passou por nós, leu nossa faixa: “Voltemos ao Evangelho puro e simples”, mas não leu a segunda frase (o $how tem que parar) por motivos óbvios. Esse trio passou no clima de oba-oba, mas as pessoas que vinham atrás começaram as manifestações contrárias, com longas vaias à nossa atitude.
O terceiro trio a passar, quando leu nossas faixas, ficou indignado!!! “Quem tá fazendo $how aqui? Que $how que nada!”. E puxou o grito de guerra contra nós, repetido por todos os marchadores: “fariseu, fariseu, fariseu”. Os apostólicos mais exaltados jogaram mais água na gente, o que agradecíamos de coração, pois o calor estava insuportável – o sol estava a pino e nossas camisetas pretas não ajudavam nem um pouco. Os gritos iam mudando com o passar do tempo: “uuuuhhhhh!”, “ih, fora! Ih, fora!”, “vão fazer a marcha de vocês”, “seus hereges”. Tivemos componentes chamados de “Judas” e de tudo quanto é nome.
Passaram o quarto, quinto, sexto trios, e as manifestações contrárias se repetindo. Uma mulher gritou “nós somos do dinheiro mesmo!”. Uma bispa num trio-elétrico disse para rasgarem as faixas, mas alguém do lado dela fez sinal para que não fizessem isso. Teve gente inclusive que se indignava quando lia o versículo em nossa camiseta, como se aquilo não existisse na Bíblia deles. Mas houve também quem concordasse conosco – até tiraram foto com a gente. Algumas pessoas vieram conversar, interessados no movimento. Não só nós achamos que o $how tem que parar.
Também fomos abordados por veículos de imprensa. Repórteres da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo entrevistaram integrantes do protesto. Éramos apenas 8, mas Deus não nos fez invisíveis naquele lugar.
Enfim, toda a multidão passou por nós. Nossas camisetas foram muito fotografadas, mas também fomos bastante insultados. Particularmente eu estava muito feliz e triste ao mesmo tempo: feliz pela oportunidade que Deus me deu de estar ali com os irmãos, defendendo o Evangelho de Cristo; triste por ver uma multidão tão grande de pessoas, que se acham salvas por terem um dia confessado Jesus como seu Senhor e Salvador, mas que O trocam, por ignorância ou mesmo ambição, pelos ídolos de pedra e de carne e osso, que se alternariam em discursos no palco final da Marcha. Não fomos lá, pois consideramos que poderia soar como uma provocação da nossa parte, e em meio à multidão ninguém sabe o que poderia ocorrer.
Mas glória a Deus, pois a missão foi cumprida. Sinceramente não esperávamos nem metade da repercussão que o movimento obteve, e por isso glorificamos sinceramente a Deus por nos ter colocado naquele lugar. Sabemos que muitos dos que nos insultaram o fizeram por terem lido as mensagens das faixas e das camisetas, e sabemos também que no tempo certo o Espírito Santo de Deus trará essas mensagens à memória e os levará a buscarem e a compreenderem a verdade do Evangelho de Cristo. Infelizmente isso não acontecerá com todos, afinal a porta é estreita e as vantagens desse mundo seduzem muitos corações, mas aqueles que estão no engano por ignorância, esses serão trazidos à luz pelo Senhor.
Sinceramente? É muito bom servir a Deus, mesmo que isso signifique ser odiado pelos homens. Como diria o Apóstolo (de verdade) Pedro:
"Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" - Atos 5.29
Fonte: Vera Siqueira, do blog Uma Estrangeira no Mundo, estrangeira.wordpress.com
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A MARCHA PARA "JESUS", É PARA JESUS MESMO?

Em 2009, a Marcha trouxe o tema: "Derrubando Gigantes". O Guia-me perguntou então aos ministros de louvor quais os gigantes que a Igreja brasileira precisava derrubar.
Essa edição também foi a primeira para o vocalista da banda Praise Machine, Ricardo. Para o cantor, a Igreja tem hoje muitos obstáculos a vencer: "Os gigantes maiores são a desunião, que é algo que o Senhor está tratando; e o descaso dos governantes. A Igreja está saindo de um status de um 'movimento' e vai acabar tornando-se um grande mover de transformação em nosso País", disse.
A falta de integridade foi apontada por Kako, baterista do Militantes, como o principal alvo da luta da Igreja: "O pior gigante que a gente tem é a falta de integridade. Infelizmente a gente vê muita coisa errada por aí, tanto na política como dentro das igrejas. Acho importante você não olhar para o erro do seu irmão, o maior desafio é ser servo de Deus e não viver de aparência. A gente vê muito por aí, principalmente no meio da música. Pessoas que vivem por aparência, não vivem verdadeiramente o Evangelho. Está ali, tem um status, faz cara de adorador, de crente, e na verdade o cara é todo torto e errado".
Para o vocalista do Katsbarnea, Paulinho Makuko, os gigantes a serem vencidos não estão apenas no âmbito eclesiástico: "A gente tem que vencer tanta coisa: a hipocrisia, os fariseus, a desigualdade social e a corrupção no País".
Durante a Marcha para Jesus, o Apóstolo Estevam Hernandes, presidente nacional do evento, destacou que a celebração não carrega a bandeira de nenhuma instituição ou igreja.
Neste ano, o público evangélico marchou apoiado pela Lei Federal N° 12.025, assinada pelo presidente Luiz Inácio da Silva, em agosto último. A Marcha para Jesus agora é lei e entrou para o calendário oficial da nação e acontecerá todo ano 90 dias após a Páscoa.
Sobre o tema da Marcha Derrotando Gigantes, o Apóstolo comentou sobre o principal gigante que a igreja cristã brasileira deve derrotar: o da discriminação e dos estereótipos. "Temos uma herança de discriminação, contou ele, referindo-se a um passado de perseguições que a igreja sofreu no país. Meu pastor foi apedrejado e queimaram a Bíblia dele. Quando era criança, o folclore que corria era que os meninos evangélicos não podiam tirar o sapato porque tinham a unha fendida, relembrou referindo-se a outras formas de discriminação que o povo evangélico ainda sofre nestes dias".
Fonte:Guia-me e Igospel.
MEU COMENTÁRIO: Estive acompanhando o que alguns blogs escreveram sobre a última Marça para Jesus. Concordei com os artigos do Pr. Ciro Zibordi (Blog do Ciro), Gutierres (Teologia Pentecostal) e Matias Borba (Encontro com a Bíblia), referente a esse assunto. O que esperar de uma marcha comandada por um casal, com inúmeros processos na justiça? Com certeza, muito show, profetada, empurra-empurra de cantor querendo aparecer mais do o outro, alianças políticas (partidárias ou eclesiásticas). O que representa a Marcha para Jesus hoje no Brasil? Um evento onde os evangélicos, tentam mostrar que ajuntam mais gente do que as missas-show dos padres cantores e a Parada Gay? Minha opinião é que as Marchas, as Mega-Igrejas e Mega-templos, são reflexos de uma igreja rica financeiramente, influente politicamente, que fala, prega e vende em nome de "Jesus". Mas no fundo, ela é o inverso disso tudo e cujo verdadeiro Jesus de Nazaré, está "de fora", batendo a porta.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O MUNDO VAI ACABAR EM 2012?
A última edição da Revista Veja, veio com a matéria de capa, falando sobre o filme "2012", onde se mostra, a previsão do fim do mundo de acordo com o calendário Maia, para o citado ano. Sobre esse mesmo tema, estou postando um vídeo onde o pastor Caio Fábio, fala sobre o assunto. Veja e reflita.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A CONTRA-REFORMA
Nas comemorações dos 492 anos da Reforma Protestante, sinceramente, que não vejo muito o que comemorar. Em nosso caso, aqui no Brasil, os acontecimentos que a mídia tem feito questão de registrar sobre a igreja evangélica em nosso país, mostram que ela ainda carece de muita maturidade.
Na verdade, trata-se de uma igreja que cresceu em visibilidade, mas que ainda conserva traços profundos de um ser que mais se parece com um adolescente procurando mostrar aos outros que já se desenvolveu o suficiente para ser encarado como um adulto. Um grande engano. Uma terrível falácia.
Somos herdeiros de uma mensagem que nos foi trazida por missionários de outras pátrias, especialmente a partir da metade do século 19. Eles vieram até nós porque haviam compreendido aquilo que Dietrich Bonhoeffer fez questão de registrar quando ainda estava nos porões de uma prisão nazista, em 1944, pouco antes de ser sentenciado à morte: "a igreja é igreja somente quando ela existe para os outros."
Nascemos sob a égide de uma igreja que chegou até nós com uma visão holística do evangelho. Mesmo havendo exceções por parte de alguns missionários que nos trouxeram um evangelho etéreo e alienado da realidade social, hospitais, orfanatos, escolas, instituições de saúde e de ensino teológico foram instalados em terras brasileiras, especialmente no início do século passado.
Tratava-se de uma igreja com a visão de uma missão integral, e que deveria servir de balisamento para o desenvolvimento de uma igreja autóctone com esse mesmo perfil.
Hoje a história é outra. De uma igreja herdeira dos sinais da missão e do Reino, nos transformamos numa simples caricatura daquilo que ela deveria ser.
A questão a ser levantada a respeito de tudo isso deveria ser a mais simples e óbvia possível: por que nos metemos nessa enrascada? O que nos levou a nos desviar da missão que nos confiada por Jesus?
Tem-se feito a opção de se estabelecer metas de crescimento antes de medir o caráter daqueles que tem feito parte dessa Igreja
Na ânsia por estabelecer comunidades mais numerosas, tem se feito uso de inúmeras fórmulas importadas de crescimento de igreja. Hoje em dia é muito comum ouvir da boca de pastores e líderes que estão usando este ou aquele modelo. Isso não estaria errado em tese, se o intuito do coração fosse outro.
As portas de entrada em nossas comunidades tornaram-se bem largas, ao ponto de não sabermos bem o que significa ser um cristão autêntico. O "vale-tudo" entrou em jogo (Literalmente em alguns lugares, diga-se de passagem), e os absolutos da Palavra de Deus já são descartados, se o interesse é o sucesso e crescimento.
Sabe-se que em algumas cidades de nosso país, certos comerciantes tem procurado limitar o crédito para pastores. Tem se tornado comum ouvir de alguns cristãos que nunca convidariam outro cristão para trabalhar em sua empresa ou fazer parte de seu negócio.
Quem sabe esta seja uma das respostas pelas quais ainda o Brasil continua o mesmo, apesar do crescimento numérico das igrejas evangélicas. Como uma igreja pode ser um agente de transformação numa sociedade em decomposição, se ela mesma ainda precisa se converter de seus pecados?
Há uma busca pela especialização na gerência de um mercado próspero, antes de sermos vistos como servos de um Reino estabelecido pelo Deus verdadeiro
Sem a visão da missão, a Igreja se torna um mercado de almas. O produto mais obcecadamente buscado passa a ser a figura humana em desgraça e miséria. Quanto mais esse ser humano estiver distante da imagem do Criador, mais presa fácil ele se torna daqueles que anseiam em ampliar rapidamente seus redutos eclesiásticos.
E nesse jogo vale tudo. Promessas, trocas, pensamentos positivos, água benzida, milho ungido, garantia de um marido ou esposa em curto espaço de tempo, e muito mais.
Estava absolutamente correto o saudoso e grande pregador inglês Charles Spurgeon quando disse em um de seus sermões: "Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor."
O fenômeno da contra-reforma faz com que se estabeleça uma igreja como um espaço gerencial hierarquizado, onde a figura paulina do corpo unido na diversidade deixa de existir e passa-se a presenciar a figura daqueles que se auto-denominam "os detentores da verdade", e que podem ser chamados de um simples evangelista, obreiro ou missionário até a categoria quase suprema de apóstolo.
Isto até soaria razoável se ao menos essas expressões estivessem de acordo com os dons que o Espírito tem dado à Igreja, sendo que, para isso, certamente não haveria necessidade de estabelecermos títulos e níveis de autoridade.
Percebe-se um completo descompasso entre uma Igreja que demonstra crescimento, mas que não provoca transformações estruturais na nação
Há um silêncio angustiante por parte da Igreja em relação ao mundo. Deixou-se de ouvir a voz profética e denunciadora de cristãos inconformados. A igreja deixou-se encantar por ela mesma, e pelas benesses do poder político institucionalizado. Como contestar as injustiças de um governo municipal, estadual ou federal, se amanhã posso ser um beneficiário dele?
Sentimo-nos hoje vivendo um grande paradoxo: enquanto os institutos de pesquisa afirmam que essa igreja evangélica cresce em níveis acima de qualquer expectativa e já se torna motivo de grandes espaços na mídia, a situação do país permanece a mesma.
Os índices de pobreza ainda são alarmantes, a corrupção está instalada nos mais variados níveis de poder, o acesso à saúde e a educação ainda é privilégio de poucos – resumindo: vivemos num país onde as desigualdades sociais são enormes.
O discipulado de uma nação, como a nossa, deveria implicar na implantação de igrejas que fossem verdadeiros agentes de transformação. Essas comunidades se tornariam assim não somente um lugar de adoração a Deus e proclamação da Palavra, mas também seus membros se engajariam em ações concretas para a transformação das cidades.
Com raras exceções, o que temos visto, são "guetos" onde o alvo principal é manter os membros das igrejas satisfeitos e sem nenhum compromisso com aqueles que estão "fora" da igreja, ou seja, os que estão no mundo. Nada mais contra a missão da igreja, do que esse posicionamento.
Mais uma vez negamos nossa herança missionária. Como explicar diante de Deus que homens e mulheres de outras nações vieram até nós, mesmo antes de seus países serem totalmente evangelizados e nos trouxeram a semente do evangelho?
A pressão que pastores e líderes tem recebido para que suas igrejas se tornem conhecidas, e os mesmo bem sucedidos, caminha na mão contrária de uma igreja em missão.
Da mesma maneira que nos dias da Reforma, surgiu um movimento chamado de Contra-Reforma, procurando negar os fundamentos preconizados por Lutero, percebo que em nossos dias a igreja brasileira se vê diante de um movimento que caminha na mão inversa da missão. A diferença do século XVI, é que o movimento da Contra-Reforma, naquela época foi patrocinado pela Igreja Romana, agora são próprios evangélicos que o estão fazendo, ao utilizarem das magias, barganhas, vendas de indulgências contemporâneas. Ou seja, estão trazendo para dentro das igrejas protestantes, o que a Reforma, se insurgiu contra.
Os anos futuros poderão nos reservar uma triste surpresa. Estaremos fazendo parte de uma igreja que estará na boca do povo, mas que não provocará mudanças no coração e na alma do povo brasileiro.
A melhor maneira de revertermos esse quadro é pedirmos perdão diante do Senhor em profunda humilhação, e buscarmos intencionalmente o alvo de fazer com que cada igreja local se transforme numa verdadeira comunidade missionária. Mesmo que para isso tenhamos que caminhar na contra mão de tudo o que temos visto e ouvido.
Na verdade, trata-se de uma igreja que cresceu em visibilidade, mas que ainda conserva traços profundos de um ser que mais se parece com um adolescente procurando mostrar aos outros que já se desenvolveu o suficiente para ser encarado como um adulto. Um grande engano. Uma terrível falácia.
Somos herdeiros de uma mensagem que nos foi trazida por missionários de outras pátrias, especialmente a partir da metade do século 19. Eles vieram até nós porque haviam compreendido aquilo que Dietrich Bonhoeffer fez questão de registrar quando ainda estava nos porões de uma prisão nazista, em 1944, pouco antes de ser sentenciado à morte: "a igreja é igreja somente quando ela existe para os outros."
Nascemos sob a égide de uma igreja que chegou até nós com uma visão holística do evangelho. Mesmo havendo exceções por parte de alguns missionários que nos trouxeram um evangelho etéreo e alienado da realidade social, hospitais, orfanatos, escolas, instituições de saúde e de ensino teológico foram instalados em terras brasileiras, especialmente no início do século passado.
Tratava-se de uma igreja com a visão de uma missão integral, e que deveria servir de balisamento para o desenvolvimento de uma igreja autóctone com esse mesmo perfil.
Hoje a história é outra. De uma igreja herdeira dos sinais da missão e do Reino, nos transformamos numa simples caricatura daquilo que ela deveria ser.
A questão a ser levantada a respeito de tudo isso deveria ser a mais simples e óbvia possível: por que nos metemos nessa enrascada? O que nos levou a nos desviar da missão que nos confiada por Jesus?
Tem-se feito a opção de se estabelecer metas de crescimento antes de medir o caráter daqueles que tem feito parte dessa Igreja
Na ânsia por estabelecer comunidades mais numerosas, tem se feito uso de inúmeras fórmulas importadas de crescimento de igreja. Hoje em dia é muito comum ouvir da boca de pastores e líderes que estão usando este ou aquele modelo. Isso não estaria errado em tese, se o intuito do coração fosse outro.
As portas de entrada em nossas comunidades tornaram-se bem largas, ao ponto de não sabermos bem o que significa ser um cristão autêntico. O "vale-tudo" entrou em jogo (Literalmente em alguns lugares, diga-se de passagem), e os absolutos da Palavra de Deus já são descartados, se o interesse é o sucesso e crescimento.
Sabe-se que em algumas cidades de nosso país, certos comerciantes tem procurado limitar o crédito para pastores. Tem se tornado comum ouvir de alguns cristãos que nunca convidariam outro cristão para trabalhar em sua empresa ou fazer parte de seu negócio.
Quem sabe esta seja uma das respostas pelas quais ainda o Brasil continua o mesmo, apesar do crescimento numérico das igrejas evangélicas. Como uma igreja pode ser um agente de transformação numa sociedade em decomposição, se ela mesma ainda precisa se converter de seus pecados?
Há uma busca pela especialização na gerência de um mercado próspero, antes de sermos vistos como servos de um Reino estabelecido pelo Deus verdadeiro
Sem a visão da missão, a Igreja se torna um mercado de almas. O produto mais obcecadamente buscado passa a ser a figura humana em desgraça e miséria. Quanto mais esse ser humano estiver distante da imagem do Criador, mais presa fácil ele se torna daqueles que anseiam em ampliar rapidamente seus redutos eclesiásticos.
E nesse jogo vale tudo. Promessas, trocas, pensamentos positivos, água benzida, milho ungido, garantia de um marido ou esposa em curto espaço de tempo, e muito mais.
Estava absolutamente correto o saudoso e grande pregador inglês Charles Spurgeon quando disse em um de seus sermões: "Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor."
O fenômeno da contra-reforma faz com que se estabeleça uma igreja como um espaço gerencial hierarquizado, onde a figura paulina do corpo unido na diversidade deixa de existir e passa-se a presenciar a figura daqueles que se auto-denominam "os detentores da verdade", e que podem ser chamados de um simples evangelista, obreiro ou missionário até a categoria quase suprema de apóstolo.
Isto até soaria razoável se ao menos essas expressões estivessem de acordo com os dons que o Espírito tem dado à Igreja, sendo que, para isso, certamente não haveria necessidade de estabelecermos títulos e níveis de autoridade.
Percebe-se um completo descompasso entre uma Igreja que demonstra crescimento, mas que não provoca transformações estruturais na nação
Há um silêncio angustiante por parte da Igreja em relação ao mundo. Deixou-se de ouvir a voz profética e denunciadora de cristãos inconformados. A igreja deixou-se encantar por ela mesma, e pelas benesses do poder político institucionalizado. Como contestar as injustiças de um governo municipal, estadual ou federal, se amanhã posso ser um beneficiário dele?
Sentimo-nos hoje vivendo um grande paradoxo: enquanto os institutos de pesquisa afirmam que essa igreja evangélica cresce em níveis acima de qualquer expectativa e já se torna motivo de grandes espaços na mídia, a situação do país permanece a mesma.
Os índices de pobreza ainda são alarmantes, a corrupção está instalada nos mais variados níveis de poder, o acesso à saúde e a educação ainda é privilégio de poucos – resumindo: vivemos num país onde as desigualdades sociais são enormes.
O discipulado de uma nação, como a nossa, deveria implicar na implantação de igrejas que fossem verdadeiros agentes de transformação. Essas comunidades se tornariam assim não somente um lugar de adoração a Deus e proclamação da Palavra, mas também seus membros se engajariam em ações concretas para a transformação das cidades.
Com raras exceções, o que temos visto, são "guetos" onde o alvo principal é manter os membros das igrejas satisfeitos e sem nenhum compromisso com aqueles que estão "fora" da igreja, ou seja, os que estão no mundo. Nada mais contra a missão da igreja, do que esse posicionamento.
Mais uma vez negamos nossa herança missionária. Como explicar diante de Deus que homens e mulheres de outras nações vieram até nós, mesmo antes de seus países serem totalmente evangelizados e nos trouxeram a semente do evangelho?
A pressão que pastores e líderes tem recebido para que suas igrejas se tornem conhecidas, e os mesmo bem sucedidos, caminha na mão contrária de uma igreja em missão.
Da mesma maneira que nos dias da Reforma, surgiu um movimento chamado de Contra-Reforma, procurando negar os fundamentos preconizados por Lutero, percebo que em nossos dias a igreja brasileira se vê diante de um movimento que caminha na mão inversa da missão. A diferença do século XVI, é que o movimento da Contra-Reforma, naquela época foi patrocinado pela Igreja Romana, agora são próprios evangélicos que o estão fazendo, ao utilizarem das magias, barganhas, vendas de indulgências contemporâneas. Ou seja, estão trazendo para dentro das igrejas protestantes, o que a Reforma, se insurgiu contra.
Os anos futuros poderão nos reservar uma triste surpresa. Estaremos fazendo parte de uma igreja que estará na boca do povo, mas que não provocará mudanças no coração e na alma do povo brasileiro.
A melhor maneira de revertermos esse quadro é pedirmos perdão diante do Senhor em profunda humilhação, e buscarmos intencionalmente o alvo de fazer com que cada igreja local se transforme numa verdadeira comunidade missionária. Mesmo que para isso tenhamos que caminhar na contra mão de tudo o que temos visto e ouvido.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Debate Teológico: O Universalismo
Estarei iniciando no blog Cristianismo Radical, uma série de estudos teológicos, que chamarei de debate. O propósito de um blog, em minha opinião, está em fomentar a discussão, o diálogo, em cada posição conflitante. E o presente tema contribui, não como elemento acabado, mas como um processo em construção, com as discussões. Por isso, conto com sua opinião em forma de comentário, para o enriquecimento da postagem. A primeira postagem será sobre o Universalismo. O texto é do Dr. Russell Shedd, escrito há 03 anos na Revista Enfoque. Então vamos lá! Leia a matéria e depois deixe seu comentário. Desde já, obrigado!
"O ensinamento que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus se chama “universalismo”. De modo crescente, o universalismo se insinua por declarações da Igreja Católica Romana, bem como alguns grupos e igrejas protestantes de linha mais liberal. Esta doutrina se mantém e se propaga pela força de dois tipos de argumentação. O primeiro, sendo teológico, apela para a razão e emoções humanas, enquanto o segundo se fundamenta em interpretações duvidosas de alguns trechos da Bíblia.
O nacionalismo judaico que dominava na época de Jesus abriu uma brecha extremamente estreita para prosélitos que renunciavam suas origens gentílicas e ingressavam dentro do povo de Deus por meio de batismo, circuncisão, sacrifício e compromisso com a Lei. Assim alcançariam o supremo benefício de ingressar no povo de Deus chamado Israel, mas não a garantia da salvação.
Os profetas do Antigo Testamento previam um tempo futuro em que o Messias viria, não apenas para trazer a salvação ao povo escolhido (Is 42.6; 49.6), mas também aos gentios. Não seria justamente a bênção que Deus deu a Abraão que se estenderia a todas as nações da terra por meio do seu descendente (Gn 12.3; Gl 3.16)? A Nova Aliança efetuada pela pessoa e obra de Jesus na cruz criou uma “raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus”, composta de judeus e gentios convertidos (1Pe 2.9).
De acordo com o Novo Testamento, a salvação de qualquer pessoa, judeu ou gentio, dependia da confissão que Jesus é Senhor (normalmente no batismo que marcava a morte e ressurreição com Cristo) e crer na ressurreição de Jesus (Rm 10.9). Todos que se arrependiam e criam eram incluídos nos salvos. A Grande Comissão que Jesus deu aos seus seguidores foi de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando-os a obedecer tudo que Jesus ensinou (Mt 28.19,20). Desta maneira, o universalismo dos profetas, no qual as nações subiriam ao monte do Senhor (Is 2.3), se cumpria no convite do Evangelho universal a todos que foram comprados para Deus pelo sangue de Jesus, os que procedem de toda tribo, língua e nação (Ap 5.9).
A doutrina ortodoxa enraizada no Novo Testamento que oferece a garantia da salvação a todos que se arrependem e crêem no Senhor Jesus não é o universalismo que ensina que todos os seres humanos serão aceitos por Deus e gozarão do benefício da morte de Jesus. O universalismo neste sentido foi condenado no Concílio de Constantinopla como uma heresia em 543 d.C. Reapareceu entre os mais extremados anabatistas, alguns Morávios e outros poucos grupos não ortodoxos. Schleiermacher, conhecido pai do liberalismo, abraçou esta posição, seguido por teólogos mais radicais como John A.T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann. Até o mais destacado teólogo do século 20, Karl Barth, não se posicionou contra esta esperança, mesmo sem se declarar abertamente a seu favor. Os evangélicos, porém, se opõem contundentemente a essa doutrina. Eles reconhecem no universalismo uma forma moderna da mentira de Satanás no jardim: “Certamente, não morrerás”.
“Atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.32). “Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). João diz que “Jesus Cristo é a luz que ilumina a todo homem” (Jo 1.9). Paulo afirma: “Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). “A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11).
Mesmo que pareça convincente o argumento exegético, quem examinar mais profundamente encontrará boas razões para rejeitar a salvação universal. Considerar estes textos dentro do seu contexto mais amplo convencerá o intérprete não preconceituoso que os autores bíblicos não estão declarando a possibilidade de salvação sem fé no Senhor Jesus Cristo. Considere Hebreus 11.6 que diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”.
O dualismo que divide toda a humanidade aparece em todo o Novo Testamento. O juiz tem sua pá na mão, limpará completamente a sua eira; “recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.11,12). Sem nascer de novo não há esperança de ver o Reino de Deus. Achar que o amor de Deus é tão extenso que ninguém pode cair fora dele, é uma crença muito conveniente para os que rejeitam o teor de todo o ensino da Bíblia. Não convém se arriscar em tão fraca esperança".
Fonte: Revista Enfoque n° 59 de Junho/2006 - Russell Shedd é PhD em Teologia do Novo Testamento e doutor em Divindade.
"O ensinamento que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus se chama “universalismo”. De modo crescente, o universalismo se insinua por declarações da Igreja Católica Romana, bem como alguns grupos e igrejas protestantes de linha mais liberal. Esta doutrina se mantém e se propaga pela força de dois tipos de argumentação. O primeiro, sendo teológico, apela para a razão e emoções humanas, enquanto o segundo se fundamenta em interpretações duvidosas de alguns trechos da Bíblia.
O nacionalismo judaico que dominava na época de Jesus abriu uma brecha extremamente estreita para prosélitos que renunciavam suas origens gentílicas e ingressavam dentro do povo de Deus por meio de batismo, circuncisão, sacrifício e compromisso com a Lei. Assim alcançariam o supremo benefício de ingressar no povo de Deus chamado Israel, mas não a garantia da salvação.
Os profetas do Antigo Testamento previam um tempo futuro em que o Messias viria, não apenas para trazer a salvação ao povo escolhido (Is 42.6; 49.6), mas também aos gentios. Não seria justamente a bênção que Deus deu a Abraão que se estenderia a todas as nações da terra por meio do seu descendente (Gn 12.3; Gl 3.16)? A Nova Aliança efetuada pela pessoa e obra de Jesus na cruz criou uma “raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus”, composta de judeus e gentios convertidos (1Pe 2.9).
De acordo com o Novo Testamento, a salvação de qualquer pessoa, judeu ou gentio, dependia da confissão que Jesus é Senhor (normalmente no batismo que marcava a morte e ressurreição com Cristo) e crer na ressurreição de Jesus (Rm 10.9). Todos que se arrependiam e criam eram incluídos nos salvos. A Grande Comissão que Jesus deu aos seus seguidores foi de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando-os a obedecer tudo que Jesus ensinou (Mt 28.19,20). Desta maneira, o universalismo dos profetas, no qual as nações subiriam ao monte do Senhor (Is 2.3), se cumpria no convite do Evangelho universal a todos que foram comprados para Deus pelo sangue de Jesus, os que procedem de toda tribo, língua e nação (Ap 5.9).
A doutrina ortodoxa enraizada no Novo Testamento que oferece a garantia da salvação a todos que se arrependem e crêem no Senhor Jesus não é o universalismo que ensina que todos os seres humanos serão aceitos por Deus e gozarão do benefício da morte de Jesus. O universalismo neste sentido foi condenado no Concílio de Constantinopla como uma heresia em 543 d.C. Reapareceu entre os mais extremados anabatistas, alguns Morávios e outros poucos grupos não ortodoxos. Schleiermacher, conhecido pai do liberalismo, abraçou esta posição, seguido por teólogos mais radicais como John A.T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann. Até o mais destacado teólogo do século 20, Karl Barth, não se posicionou contra esta esperança, mesmo sem se declarar abertamente a seu favor. Os evangélicos, porém, se opõem contundentemente a essa doutrina. Eles reconhecem no universalismo uma forma moderna da mentira de Satanás no jardim: “Certamente, não morrerás”.
“Atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.32). “Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). João diz que “Jesus Cristo é a luz que ilumina a todo homem” (Jo 1.9). Paulo afirma: “Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). “A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11).
Mesmo que pareça convincente o argumento exegético, quem examinar mais profundamente encontrará boas razões para rejeitar a salvação universal. Considerar estes textos dentro do seu contexto mais amplo convencerá o intérprete não preconceituoso que os autores bíblicos não estão declarando a possibilidade de salvação sem fé no Senhor Jesus Cristo. Considere Hebreus 11.6 que diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”.
O dualismo que divide toda a humanidade aparece em todo o Novo Testamento. O juiz tem sua pá na mão, limpará completamente a sua eira; “recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.11,12). Sem nascer de novo não há esperança de ver o Reino de Deus. Achar que o amor de Deus é tão extenso que ninguém pode cair fora dele, é uma crença muito conveniente para os que rejeitam o teor de todo o ensino da Bíblia. Não convém se arriscar em tão fraca esperança".
Fonte: Revista Enfoque n° 59 de Junho/2006 - Russell Shedd é PhD em Teologia do Novo Testamento e doutor em Divindade.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
CUIDADO COM O BAILE DE MÁSCARAS
O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios disse: "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" II Cor 3:18. Soren Kierkegaard certa vez disse que, a vida é um baile de máscaras. Ele sabia que este, era o escudo atrás do qual as almas se escondiam de si mesmas, e, assim, tentavam ocultar suas faces também para a percepção dos demais. A maioria quer ser famosa, mas poucos querem ser conhecidos! Ora, usar máscaras, para muitos, não passa de truque, de um direito, de uma opção: ser ou não ser; mostrar ou não mostrar; como se tal bravata contra o próprio ser pudesse passar sem punição. Para muitos, esconder-se atrás das máscaras é apenas um questão de proteção ou de diversão inexaurível e viciante. Sim, acaba virando um vício do ser, a tal ponto que sem as máscaras muitos homens não suportam e morrem. Assim, para a maioria, sem o personagem, acaba a pessoa. Talvez esta seja a razão pela qual até agora, ninguém conseguiu conhecer você, pois toda revelação que você faz de “si mesmo”, é sempre uma ilusão. Você não sabe quem você é, mas apenas sabe qual deve ser a sua imagem, a sua máscara. Nesse caso, sua mais ardente e compulsiva tarefa na existência, consiste em preservar seu esconderijo. E, sem dúvida, devemos admitir que muita gente desenvolveu tal capacidade de transformismo com a mesma habilidade dos polvos miméticos. Sendo assim, diz Kierkegaard, “você é tão mais bem sucedido, quanto mais enigmática for a sua máscara”. Quando a existência se transforma “nisto”, eu e você viramos de fato nada além de NADA. Ou seja, passamos a ser apenas uma “relação com os outros”; e o que nos tornamos é unicamente em razão e em “virtude dessa relação”. A moral é a grande máscara. E os moralistas são o que detém o maior número de disfarces. Entre esses, o mais danoso de todos é o estelionatário da religião, o picareta que come as almas dos homens. Lobos mascarados de ovelhas! Muitos existem assim. Daí, quando acontecem catástrofes que lhes roubam as “máscaras”, ficam em estado de desespero, visto que, sem a máscara eles não possuem um rosto próprio, algo que a própria pessoa reconheça para si e como sua, e não apenas como um reflexo da imagem que os outros devolvem para você mesmo, supostamente acerca de quem você aparenta ser para eles. Desse modo, você vende imagem, e se alimenta dela. Mas no dia em que as máscaras são tiradas, muitos não conseguem mais viver, pois neles não há uma vida própria, mas apenas uma existência fabricada para consumo no Baile de Fantasias, que é a existência de muita gente. ”Você não sabe que vem a hora chamada “meia noite” na qual todos terão que lançar fora suas máscaras? Você crê realmente que a vida se deixará zombar para sempre? Ou talvez você pense que pode escapar um pouco antes da “meia noite” e fugir de tal hora? Ou será que você fica apavorado com essa idéia?”—pergunta o profeta. Você consegue pensar em algo mais apavorante do que ter que viver tal “meia noite” em sua existência na Terra ou em qualquer outro lugar onde isto possa lhe acontecer? Quem vive nesse Baile de Fantasias não tem idéia do que faz de mal à sua própria alma. Não existe droga mais viciante do que a força compulsiva da “máscara”. Aquele que se faz um com a mascara, faz-se um com o Nada, pois sua natureza vai se dissolvendo numa multiplicidade...e que acaba fazendo com que esse ser realmente se torne muitos. Pode acontecer, de se tornar semelhante àquele pobre Gadareno, ocupado por “infelizes demônios”; numa legião de falsas identidades, que não são suas identidades, e muito menos correspondem a você! Os demônios habitam sob máscaras. Por isto mascarados lhes são tão desejáveis residências. Pobre do auto-enganado que pensa que as máscaras o salvarão! Tire de sua cara a máscara. Do contrário, você poderá vir a perder a coisa mais sagrada e preciosa de um ser humano - o poder unificador da personalidade, e a capacidade abençoada de se tornar alguém que seja realmente você. Deixe que Deus retire o véu da sua face para que você possa, com cara descoberta refletir a glória do Senhor, sendo transformado pelo Espírito Santo, na imagem de Jesus Cristo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
LULA DIZ QUE JESUS FARIA ALIANÇA COM JUDAS
O Jornal Folha de São Paulo publicou dia 22/10/2009, uma entrevista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu ao repórter especial da Folha Kennedy Alencar. Quando perguntado sobre concessões e alianças políticas, Lula, resolveu colocar Jesus no meio. Abaixo, a pergunta, a resposta do presidente e a repercursão pela ex-Ministra Marina Silva e pela CNBB.
FOLHA - Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?
LULA - Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.
Marina Silva
A senadora Marina Silva (PV-AC) classificou nesta quinta-feira como uma "metáfora infeliz" a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha, Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação.
"Nem todas as metáforas são felizes e essa é uma metáfora infeliz. Obviamente que Jesus já nos mostrou que a aliança com Judas, quando a gente já sabe que ele é Judas, não deve ser feita. Jesus apostou que Judas poderia fazer diferente o tempo todo, mas quando ele se declarou Judas, não houve mais um lugar naquele momento. Foi uma metáfora infeliz", afirmou Marina.
Evangélica da Assembleia de Deus, Marina participou hoje do simpósio "Espiritualidade do Cuidado", promovido pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, sobre ambiente. A senadora falou sobre a necessidade do "uso cuidadoso" dos recursos naturais do planeta e se identificou com os fiéis ao chamá-los de irmãos e citar vários trechos da Bíblia. Também sugeriu aos líderes da igreja que, quando forem trocar o púlpito, que exijam um móvel de madeira certificada.
O pastor titular da Primeira IPI, Abival Pires da Silveira, explicou que a presença de Marina não teve objetivo eleitoral, uma vez que a senadora é pré-candidata à Presidência da República. Segundo ele, o simpósio começou a ser preparado há mais de um ano, antes de Marina deixar o PT e mudar o cenário político nacional. "Não tem conotação política, embora os outros tentem usar politicamente", disse.
CNBB
O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Dimas Lara Barbosa, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. Dom Dimas disse que, apesar de Judas ser um dos discípulos de Cristo, Jesus não fazia alianças com "fariseus" --numa referência a pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra.
O representante da CNBB ainda ironizou a declaração do presidente. "Para governar o Brasil? Estamos tão mal assim? Queria dizer que, sem dúvida Judas foi discípulo de Cristo, mas Cristo conhece o coração das pessoas e reconhece a liberdade de cada um. Cristo não fez alianças com fariseus. Pelo contrário, teve palavras duras para com eles. Deus conhece o coração das pessoas", afirmou.
Fonte: Folha online.
MEU COMENTÁRIO: Não sei o que os líderes e políticos evangélicos, que de vez em quando se encontram com o Lula, estão ensinando para ele, mas pelo que vi, a imagem que ele ficou de "Jesus", não é do Evangelho, mas de alguém que faz barganhas com todo mundo. Se Jesus fosse político, não teria sido crucificado, teria feito concessões na sua mensagem aos líderes religiosos de sua época, conseguiria uma vaga no Sinédrio e através de amplas alianças, se tornaria representante político do povo junto a Herodes e Pilatos. Mas como ele não era e não fez barganhas com ninguém, aconteceu o que aconteceu.
FOLHA - Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?
LULA - Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.
Marina Silva
A senadora Marina Silva (PV-AC) classificou nesta quinta-feira como uma "metáfora infeliz" a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha, Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação.
"Nem todas as metáforas são felizes e essa é uma metáfora infeliz. Obviamente que Jesus já nos mostrou que a aliança com Judas, quando a gente já sabe que ele é Judas, não deve ser feita. Jesus apostou que Judas poderia fazer diferente o tempo todo, mas quando ele se declarou Judas, não houve mais um lugar naquele momento. Foi uma metáfora infeliz", afirmou Marina.
Evangélica da Assembleia de Deus, Marina participou hoje do simpósio "Espiritualidade do Cuidado", promovido pela Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, sobre ambiente. A senadora falou sobre a necessidade do "uso cuidadoso" dos recursos naturais do planeta e se identificou com os fiéis ao chamá-los de irmãos e citar vários trechos da Bíblia. Também sugeriu aos líderes da igreja que, quando forem trocar o púlpito, que exijam um móvel de madeira certificada.
O pastor titular da Primeira IPI, Abival Pires da Silveira, explicou que a presença de Marina não teve objetivo eleitoral, uma vez que a senadora é pré-candidata à Presidência da República. Segundo ele, o simpósio começou a ser preparado há mais de um ano, antes de Marina deixar o PT e mudar o cenário político nacional. "Não tem conotação política, embora os outros tentem usar politicamente", disse.
CNBB
O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Dimas Lara Barbosa, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. Dom Dimas disse que, apesar de Judas ser um dos discípulos de Cristo, Jesus não fazia alianças com "fariseus" --numa referência a pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra.
O representante da CNBB ainda ironizou a declaração do presidente. "Para governar o Brasil? Estamos tão mal assim? Queria dizer que, sem dúvida Judas foi discípulo de Cristo, mas Cristo conhece o coração das pessoas e reconhece a liberdade de cada um. Cristo não fez alianças com fariseus. Pelo contrário, teve palavras duras para com eles. Deus conhece o coração das pessoas", afirmou.
Fonte: Folha online.
MEU COMENTÁRIO: Não sei o que os líderes e políticos evangélicos, que de vez em quando se encontram com o Lula, estão ensinando para ele, mas pelo que vi, a imagem que ele ficou de "Jesus", não é do Evangelho, mas de alguém que faz barganhas com todo mundo. Se Jesus fosse político, não teria sido crucificado, teria feito concessões na sua mensagem aos líderes religiosos de sua época, conseguiria uma vaga no Sinédrio e através de amplas alianças, se tornaria representante político do povo junto a Herodes e Pilatos. Mas como ele não era e não fez barganhas com ninguém, aconteceu o que aconteceu.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
OBAMA ESTÁ PRONTO A CEDER A SOBERANIA DOS ESTADOS UNIDOS

O presidente norte-americano Barack Obama, segundo a Revista Veja, depois de atacar a Fox News, que é o único canal da mídia americana, que lhe faz oposição, agora, segundo o Lorde britânico, Christopher Monckton, que foi assessor para ciências da Primeira-Ministra britânica Margareth Thatcher, quer entregar a soberania dos EUA, em prol de um governo global. Veja a fala do Lorde e reflita:
"Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement]".
O Minnesota Free Market Institute organizou evento na Universidade Bethel, na cidade de St. Paul, Minnesota, na noite da última quarta-feira (14/10), tendo como principal orador Lorde Christopher Monckton, que foi assessor para ciências da Primeira-Ministra britânica Margareth Thatcher. Lorde Monckton proferiu longa e cáustica palestra em que apresentou detalhados mapas, gráficos, fatos e dados que culminaram com a total destruição tanto do conceito popular de aquecimento global quanto da credibilidade da ameaça de qualquer mudança climática significativa causada pelo homem.
Resumo detalhado da apresentação de Monckton será publicado assim que compilado. No entanto, trecho de sua palestra requer publicação imediata. Se fidedigna, a preocupação veiculada por Monckton pode provar-se a questão mais importante para a nação americana - mais importante do que a reforma do sistema de saúde, do que o projeto de lei ambientalista de "cap and trade" -, a reclamar portanto a atenção concentrada de todo cidadão.
Eis as palavras finais de Monckton,conforme copiadas de minha gravação:
Na [Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas em 2009 em] Copenhagen, em dezembro próximo, daqui a algumas semanas, um tratado será assinado. Vosso presidente [Barack Obama] vai assiná-lo. A maioria dos países do terceiro mundo vai assiná-lo, pois acreditam que vão ganhar dinheiro com ele. A maior parte do regime esquerdista da União Européia vai carimbá-lo. Virtualmente não haverá ninguém que não o assinará.
Eu li esse tratado. E o que ele diz é que um governo mundial será criado. A palavra "governo" na verdade aparece como o primeiro de três objetivos da nova entidade. O segundo objetivo é a transferência de riqueza dos países ocidentais para os do terceiro mundo, para atender ao que é chamado discretamente de "dívida climática" - porque nós temos queimado CO2 e eles não; nós bagunçamos o clima e eles não. E o terceiro objetivo dessa nova entidade, desse governo, é aplicação [enforcement].
Quantos de vós acreditam que a palavra "eleição" ou "democracia" ou "voto" ou "votação" aparece pelo menos uma vez nas 200 páginas do tratado? É isso mesmo: elas não aparecem nenhuma vez. Então finalmente os comunistas, que saíram correndo do muro de Berlim para dentro do movimento ambientalista, que tomaram o Greenpeace de maneira que meus amigos que o fundaram tiveram de deixá-lo um ano depois, pois [os comunistas] o tomaram - agora a hora da apoteose está próxima. Eles estão prestes a impor ao mundo um governo global comunista. Vós [americanos] tendes um presidente que tem fortes simpatias com esse ponto de vista. Ele vai assinar o tratado. Ele vai assinar qualquer coisa. Ele é ganhador do prêmio Nobel da Paz; é claro que ele vai assiná-lo.
[risos]
E o problema é o seguinte: se esse tratado for assinado, se a vossa Constituição diz que ele tem precedência sobre a Constituição[sic; quis dizer "sobre a lei interna"], e se só se pode deixar o tratado com a concordância de todos os outros membros estatais, e como os EUA são o maior pagador, não vão deixá-lo sair.
Então, obrigado, América! Tu foste o farol da liberdade para o mundo. É já um privilégio apenas pisar neste solo de liberdade enquanto ele ainda é livre. Mas nas próximas semanas, a menos que o impeçais, vosso presidente vai abrir mão de vossa liberdade, de vossa democracia, de vossa humanidade para sempre. E nem vós, nem qualquer governo futuro que elejais terá a menor condição de tomá-los de volta. É tão sério assim. Eu li o tratado. Eu vi esse negócio do governo [mundial] e da dívida climática e da aplicação [do tratado]. Eles vão fazer isso convosco, quer gostais, quer não.
Mas eu acho que é aqui, aqui na vossa grande nação, que eu tanto amo e tanto admiro - é aqui que talvez, à undécima hora, no qüinquagésimo nono segundo do qüiquagésimo nono minuto, havereis de vos erguer e de impedir vosso presidente de assinar esse tratado terrível e sem sentido. Pois não há problema algum com o clima e, mesmo que houvesse, um tratado econômico em nada o [ajudaria].
Concluo dizendo a vós as palavras que Winston Churchill dirigiu a vosso presidente na hora mais escura, antes da aurora da liberdade, na Segunda Guerra Mundial.
Lord Monckton foi aplaudido de pé e respondeu a uma série de perguntas da platéia. Dentre essas, estas são relevantes para o vindouro tratado de Copenhague:
Pergunta: A atual administração e a maioria democrata no Congresso têm mostrado pouca consideração com a vontade do povo. Eles estão tentando aprovar uma agenda de mais governo e mais impostos e encargos para as gerações futuras. E nada parece detê-los. Como o Sr. sugere que impeçamos Obama de fazer isso, porque eu não vejo como impedi-lo de assinar qualquer coisa em Copenhague. Eu acredito que essa é a sua agenda e ele o fará.
LM - Não minimizo a dificuldade. Mas nesse assunto - eu realmente não me meto em política, porque não é certo. No fim, a tua política é para ti. O procedimento correto é entrardes em contato com vossos representantes, tanto no Senado onde o projeto de lei tem de ser aprovado (e podeis tentar pará-lo) e [na Câmara] e levá-los a exigir o seu direito a uma audiência (o qual todos têm) com o presidente e contar a ele sobre esse tratado. Há muitas pessoas poderosas nesta sala, pessoas ricas, influentes. Procurai a mídia, contai-lhes sobre esse tratdo. Se fordes a www.wattsupwiththat.com, encontrareis (se procurardes com cuidado) uma cópia do tratado, pois dei um jeito de colocá-lo lá não faz muito. Lede-o e que a imprensa conte ao povo que a democracia está prestes a ser tomada dele por razão nenhuma, ao menos sem base científica [com relação à mudança climática]. Dizei à imprensa que diga o seguinte: mesmo que exista um problema [com a mudança climática] vós não desejais que vossa democracia vos seja tomada. É tão simples assim.
Independentemente de se está ou não ocorrendo aquecimento global ou se ele é causado pela atividade humana, no em qualquer grau, nós não queremos um governo mundial com o poder de impor impostos aos americanos sem representação eletiva ou qualquer coisa análoga às proteções constitucionais. Os Pais da Pátria dariam voltas em seus túmulos se soubessem que seus descendentes conferiram tal autoridade a um poder estrangeiro, desfazendo efetivamente todos os seus esforços em um ato de Revolução Anti-Americana. Se esse é o nosso destino iminente, precisamos suspender tudo mais e nos concentrar em impedir que isso aconteça. Se cedermos a soberania americana, todos os outros debates tornar-se-ão irrelevantes.
Passando os olhos no tratado, encontrei os objetivos da nova entidade mencionados por Monckton:
38. O esquema para o novo arranjo institucional sob a Convenção será baseado em três pilares básicos: governo; mecanismo facilitativo; e mecanismo financeiro, cuja organização básica incluirá o seguinte:
Governo Mundial (título acrescentado)
(a) O governo será regido pela COP ["Climate Change Conference", Coferência sobre Mudança do Clima] com o apoio de um novo órgão subsidiário sobre adaptação e de um Conselho Executivo responsável pelo gerenciamento dos novos fundos e dos processos e órgãos facilitativos relacionados. O atual secreatriado da Convenção operará como tal, conforme apropriado.
Redistribuir Riqueza (título acrescentado)
b) O mecanismo financeiro da Convenção incluirá um fundo multilateral de mudança climática incluindo cinco janelas: (a) uma janela de Adaptação, (b) uma janela de Compensação, para tratar de perdas e danos do impacto da mudança climática [leia-se a "dívida climática a que se referiu Monckton], incluindo seguro, rehabilitação e componentes compensatórios, (c) uma janela de Tecnologia; (d) uma janela de Mitigação; e (e) uma janela REDD ["Reducing Emissions from Deforestation and Degradation", Reduzindo Emissões do Deflorestamento e Degradação], para apoiar processos multi-fásicos para incentivos positivos para florestas relacionados a ações REDD.
Com Autoridade para Aplicação [Enforcement] (título acrescentado)
O mecanismo facilitativo da Convenção incluirá: (a) programas de trabalho para adaptação e mitigação; (b) um processo REDD de longa duração;(c) um plano de ação tecnológico de curta duração; (d) um grupo de especialistas em adaptação estabelecido pelo órgão subsidiário em adaptação,e grupos de especialistas em mitigação, tecnologias e monitoramento, relatoria e verificação; e (e) um registro internacional para monitoramento, relatoria e verificação de observância dos compromissos de redução de emissões, e a transferência de recursos técnicos e financeiros de países desenvolvidos para países em desenvolvimento. O secretariado fornecerá apoio técnico e administrativo, inclusice um novo centro para troca de informações.
http://fightinwordsusa.wordpress.com/2009/10/15/obama-poised-to-cede-us-soverignty-claims-british-lord/
Fonte: Mídia Sem Máscara
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