Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Dawkins opõe Deus e Darwin - Autor de 'Deus, um delírio' criticou versão religiosa para origem do mundo.




O biólogo britânico Richard Dawkins, autor de 'Deus, um delírio' e 'O gene egoísta', encerrou os debates desta quinta-feira (2) na Flip, em Paraty. Dawkins defendeu sua opinião de Charles Darwin como um visionário e criticou as versões religiosas para a origem do mundo. 'Dizer que o mundo foi criado há 6.000 anos é como falar que a distância entre Nova York e San Francisco é de apenas 8 metros', provocou.

Fonte: G1

MEU COMENTÁRIO: A história que nos orienta como povo de Deus, conquanto seja legitimamente história, e nos dê a sensação de que em função dela o mundo tenha outro centro; não é o ponto pelo qual os historiadores seculares fazem qualquer interpretação da História. A História Secular não é a história da fé, da esperança e da perseverança. Ao contrário, é a história do poder econômico, político e militar. Não é a história dos fracos e oprimidos. É a história dos poderosos e dominadores. Os fracos e oprimidos só têm história, nos registros do povo de Deus e de sua caminhada de fé. A história do povo de Deus foi, é, e sempre será a história dos sem-história, que fazem história sustentados por agentes às vezes estranhos à história, mas agentes de Deus, o que possibilita a ação de Deus na nossa fraqueza, para que ele seja abundantemente glorificado pela provisão que fornece aos fracos. Deus sempre usa os fracos para confundir os fortes. E Deus escolheu para fazer a sua obra no Velho Testamento, não um povo que sabia construir pirâmides, mas um povo que parecida insignificante. Apesar das poucas evidências “históricas secular”, quem é o “pai da fé” é Abraão e não Faraó, quem é o divisor da história é Cristo e não César.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

EXISTE COMUNIDADE PERFEITA?

Quando nós, hoje, falamos das comunidades, imaginamos comunidades perfeitas de gente santa. É verdade? Diante de tanta santidade, ficamos até desanimados, pois hoje é tão difícil viver em comunidade. O que se tem a dizer sobre isto?
A narração bíblica dos fatos é o que mais ajuda a desfazer a idéia de que as primeiras comunidades fossem feitas só de gente santa sem problemas.
O livro dos Atos dos Apóstolos apresenta a primeira comunidade de Jerusalém como o ideal para as comunidades de todos os tempos. Lucas caprichou naqueles pequenos resumos que ele fez da vida dos primeiros cristãos (At 2,42-47; 4,32-35; 5,12-16). O ideal da comunidade, ele o colocou bem perto da fonte, que é a ressurreição de Jesus.
Mas Lucas não escondeu a realidade dura da caminhada. Lendo nas linhas e nas entrelinhas, a gente percebe que havia muitos problemas e dificuldades. Não era gente tão santa e tão diferente de nós, como, às vezes imaginamos. Eis a lista de alguns destes problemas da primeira comunidade: 1. Tentativa de Ananias e Safira de usar a comunidade para se promover (At 5,1-11); 2. Briga entre os "hebreus" (judeus convertidos da Palestina) e os "helenistas" (judeus convertidos da diáspora) por causa da assistência diferente dada às viúvas (At 6,1); 3. Tensão interna por causa da liderança nova de Estêvão: o grupo dos helenistas, ligado a Estêvão, é perseguido e deve fugir, enquanto os apóstolos, (provavelmente, o grupo dos hebreus), continuam em Jerusalém (At 8,1); 4. Tentativa de alguns de comprarem o carisma e o dom do Espírito Santo por meio de dinheiro (At 8,19); 5. Falta de gente para anunciar o evangelho (At 8,31); 6. Perseguição dos cristãos por parte dos sacerdotes (At 4,1-3) e, mais tarde, por parte dos fariseus (At 8,1-3: Saulo é fariseu); 7. Conflito entre os cristãos vindos do judaísmo e os que tinham vindo do paganismo (At 15,1); 8. Incerteza e dúvida de Pedro: não sabe como se comportar nem como enfrentar o problema (Gl 2,11-12); 9. Cobrança feita a Pedro por parte de um grupo mais conservador que não concordava com ele (At 11,2-3.18); 10. Falta de coordenação geral, pois as coisas vão acontecendo e os apóstolos só ficam sabendo depois (At 11,19-22).
Mesmo assim, apesar de todas estas dificuldades, a animação do pessoal era muito grande. Eles não desanimavam, e as comunidades cresciam (At 2,41.47; 4,4; 5,14; 6,1.7; 9,31; 11,21.24; 16,5; etc.).
As comunidades eram um novo modo de ser Povo de Deus!Ora, o mesmo vale para as comunidades fundadas por Paulo nas grandes cidades do império romano. Só que nelas os conflitos e os problemas eram bem maiores. Algumas destas dificuldades já foram vistas nesta entrevista. Vou tentar lembrá-las aqui, acrescentando algumas outras. Indico apenas o fato. Não é aqui o lugar de aprofundar este assunto. Eis a lista provisória:1. Falta de instrução até por parte de líderes como Apolo que nada entendia do batismo (At 18,25-26); 2. Continuava a influência de João Batista, a ponto de várias pessoas só conhecerem o batismo dele; nada sabiam do Espírito Santo (At 19,1-3); 3. Divisões internas por causa das linhas diferentes de Paulo, de Apolo e de Pedro (1Cor 1,12; 4,6); 4. Mentalidade grega em choque com a mentalidade judaica: o conceito de autoridade do grego é mais "democrático" (vem por discussão aberta), e o do judeu é mais "tradicional" (vem por tradição), o que foi uma das causas do conflito que havia entre Paulo e a comunidade de Corinto (2Cor 10,8-11; 12,11-18; 13,2-4); 5. Os cristãos vindos do judaísmo tinham chegado ao ponto de tentar destruir o trabalho dos cristãos vindos do paganismo: eram os "falsos irmãos" (Gl 2,4-5; 6,12-13; 1Ts 2,14-16); 6. Brigas pessoais de Paulo com Barnabé por causa de Marcos (At 15,37-39), e de Paulo com Pedro por causa da linha diferente (Gl 2,11-14); 7.
Mentalidade grega que não conseguia aceitar a ressurreição (At 17,32; 1Cor 15,12); 8. Falsos doutores espalhando confusão nas comunidades (1Tm 4,1-7); 9. Problemas com a religiosidade popular dos povos da Ásia Menor (At 14,11-18); 10. O problema do lugar da mulher nas comunidades: nem tudo estava claro (1Cor 11,3-12; 14,34-35; 1Tm 2,9-15); 11. O problema dos carismas, usados por alguns para se promover a si mesmos e não para construir a comunidade (1Cor 14,1-32); 12. Falta de respeito de uns para com a fragilidade da consciência dos outros (1Cor 8,7-13; Rm 14,1-15); 13. A pretensão de alguns de usar a liberdade em Cristo como pretexto para a libertinagem (1Cor 6,12-20; 5,1-13); 14. Divisão social e falta de ordem durante a realização da Santa Ceia (1Cor 11,17-34); 15. Vontade de alguns de seguirem o ideal grego da vida intelectual sem trabalhar com as próprias mãos, enquanto Paulo queria exatamente o contrário (2Ts 3,10-12).
Os problemas eram muitos e o povo das comunidades não era santo nem perfeito. Era espelho do que acontece hoje, onde gente bem intencionada de diferentes origens e mentalidades decide caminhar juntos. A fraternidade é um desafio! Grande parte destes problemas eram problemas de transição. As comunidades eram o novo modo de ser Povo de Deus. A transição do modo antigo para o modo novo não foi fácil. Paulo foi o instrumento para ajudar nesta transição sem a qual a igreja teria naufragado e jamais teria chegado até nós.
Foi a transição do mundo judaico para o mundo grego; do mundo rural da Palestina para o mundo urbano da Ásia Menor e da Grécia; do mundo mais ou menos harmonioso e coerente do judaísmo para o mundo pluralista das grandes cidades do império, cheias de conflitos; de uma situação de comunidades soltas, quase sem organização, para uma situação de comunidades bem organizadas; de uma igreja fechada, feita só de judeus convertidos, para uma igreja aberta, que acolhe a todos; do período dos apóstolos, ou seja, da primeira geração de líderes, para a igreja pós-apostólica da segunda geração de líderes que já não tinham tido contato com Jesus pessoalmente; de uma igreja, cuja doutrina e disciplina vinham em grande parte do judaísmo, para uma igreja que começava a elaborar e organizar a sua própria liturgia, doutrina e disciplina; de uma religião ligada às comunidades bem situadas dos judeus da diáspora, para uma religião mais ligada ao povo pobre das periferias urbanas das grandes cidades do império romano; de uma religião que cultivava o ideal da classe dominante, para uma religião que tinha a coragem de apresentar um novo ideal de vida ao povo trabalhador: "ocupar-se das suas próprias coisas e trabalhar com as próprias mãos: assim não passarão mais necessidade de coisa alguma" (1Ts 4,11-12).

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

REVISTA PREVIU MORTE DE MICHAEL JACKSON




A Revista Superintessante edição n° 198 de março/2004, fez uma matéria de capa com o título: "Como o Pop matou seu rei". Cinco anos depois além de fazer uma incrível análise do mundo moderno, previa o que aconteceu agora. Apesar da matéria ser longa, vale a pena ler, acompanhe abaixo:

"Michel Jackson: Peão do pop
Um rei como Michael Jackson já nasce com seus dias contados. Entenda como a indústria da música enterra seus ídolos
por Bárbara Soalheiro e Ivan Finotti
Na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros até que Michael Jackson se viu sozinho no palco. Ele começou a cantar “Billie Jean”, sucesso do álbum que havia lançado seis meses antes. De repente, Jackson parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou... deslizando de costas. A cena, que ficou gravada para a posteridade, é impressionante: são 3 mil queixos caídos.
Naquela noite, mais do que mostrar pela primeira vez o passo que batizou como moonwalk (algo como “andando na Lua”), Michael Jackson foi dormir consagrado como nada menos que o Rei do Pop. “Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson”, cravou a prestigiada revista americana Rolling Stone. “Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à seqüência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais”, compara o jornalista britânico Nick Bishop em Freak (“Esquisito”, inédito no Brasil), uma das várias biografias não autorizadas do cantor. Pois depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo. “Kelly veio à minha casa. Depois, ensinei o passo a Astaire”, conta o astro em sua autobiografia, não por acaso chamada Moonwalk (1988).
Hoje é seguro dizer: 16 de maio de 1983 foi a primeira noite do resto da vida de Michael Jackson. A partir daquele momento, ele nunca mais seria esquecido (mas também não poderia andar sozinho nas ruas), nunca mais deixaria de realizar seus sonhos (mas também passaria a ser ridicularizado por cada um deles), nunca mais deixaria de ser adulado pelos fãs (mas também teria passaporte vip para as manchetes sensacionalistas de todo o mundo). Nunca mais, enfim, teria vida normal. E por isso acabaria se refugiando no único lugar onde poderia ser ele mesmo: a Terra do Nunca, nome em português do rancho Neverland.
Aquela noite é também o ponto de partida para contarmos a história do pop no mundo de hoje: o mundo em que a imagem vale mais do que dezenas de boas músicas. “O termo pop, como o conhecemos hoje, se refere basicamente àquilo que agrada aos jovens e que tem popularidade, ou seja, que gera dinheiro”, disse à Super Ray Browne, teórico de cultura americana que cunhou o termo “cultura pop” há 40 anos. E, já que se falou em dinheiro, nenhum outro artista das últimas décadas gerou tanto quanto Michael Jackson. Estima-se que ele tenha faturado algo em torno de 1 bilhão de dólares em sua carreira, tendo se tornado o artista mais rico do planeta durante vários anos. Com 50 milhões de cópias vendidas no mundo, Thriller é o disco mais vendido de todos os tempos segundo o livro Guinness dos recordes.
O menino nascido em Gary, no estado americano de Indiana, cresceu numa família pobre, tornou-se um astro ainda criança e foi o primeiro negro (ou ex-negro, como queira) a ser considerado o maior artista de sua época. Michael reúne, em sua trajetória única, várias das características que tornam astros figuras sobre-humanas. Mas o que realmente faz com que Michael Jackson seja o exemplo mais bem acabado do ídolo pop atual é, ironicamente, sua queda espetacular: algemado numa delegacia e acusado de embriagar garotos para obter sexo.
Um rei do pop, seja ele quem for, já nasce com seus dias contados. Um rei do pop passa por fases: ele é construído, é idolatrado, torna-se um excêntrico, depois um megalômano e, finalmente, é destruído. São essas cinco etapas que vão mostrar, nas páginas a seguir, como um rei não passa de um mero peão no jogo do mundo pop.
CONSTRUÇÃO
Falar sobre a construção de Michael Jackson não significa dizer que ele seja um artista fabricado. Há casos de sucesso assim, como Britney Spears ou Christina Aguilera. Michael não. “Britney é uma criação da indústria desde o início. Ela não tem nenhum talento especial como cantora ou dançarina. Já Michael teve um começo brilhante”, afirma Larry LeBlanc, editor da Billboard, revista especializada na indústria musical americana. Da mesma forma que LeBlanc, nenhum entre as duas dezenas de especialistas ouvidos nesta reportagem hesita em dizer que Michael Jackson é um dos artistas mais talentosos que a música pop já viu.
A construção de um artista, portanto, é a parte mais positiva de sua carreira: mostra como ele direciona o talento para compor uma obra criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante.
Jackson começou a cantar aos 5 anos de idade, liderando a banda familiar Jackson 5. Gravou uma série de sucessos que, se não eram exatamente inovadores, atendiam perfeitamente à demanda de consumo. Músicas como “Got to Be There”, “Ben” e “ABC” grudam como chiclete e podem ser ouvidas até hoje nas rádios de flashbacks. Entre esse “pequeno Michael” – como era chamado pelas fãs da época – e o Rei do Pop de 1983 há grandes diferenças. E uma delas é o tino comercial. “No começo de sua carreira solo, Michael entregou a biografia do marqueteiro P.T. Barnum a seu agente e disse: ‘Esta será a nossa bíblia. Quero que minha carreira seja o maior show da Terra’”, revelou Bishop em Freak (para saber mais sobre Barnum, leia a seção Quem Foi?, à página 33 desta edição).
Esse segundo Michael Jackson, aquele que provavelmente será lembrado daqui a 100 anos, começou a ser construído em 1979. Foi nesse ano que ele gravou o disco Off the Wall, que, graças a hits como “Don’t Stop till You Get Enough”, vendeu 10 milhões de cópias. E sinalizou que, sozinho, ele poderia ser maior que sua família inteira. Além da vendagem, Jackson faturou o Grammy de melhor cantor de rhythm and blues. Achou pouco. “Ele jurou que seu próximo disco faria com que todos reconhecessem sua genialidade”, registrou a revista Rolling Stone.
E Michael cumpriu a promessa. Thriller, lançado em 1º de dezembro de 1982, é um marco na história da música: além de ouvida e dançada, ela podia ser vista. Pense num sucesso de Michael Jackson daquele disco: “Billie Jean”, “Beat It” e principalmente a música título, “Thriller”. É quase impossível não se lembrar imediatamente dos clipes que as acompanharam. Isso em qualquer lugar do mundo. “O videoclipe criou um artista universal”, diz LeBlanc. De alguma forma, aos 25 anos, Jackson captou a profunda mudança que aconteceria na divulgação da cultura pop. E se antecipou a ela.
Quando Thriller foi lançado, a MTV existia havia um ano e meio e não dava pelota para a música negra. Negros até apareciam na tela, mas só os que fizessem o que os executivos consideravam rock branco. Tina Turner e Prince eram vistos de relance na MTV. Artistas de funk ou discoteca, nunca. Em uma histórica reunião, os executivos da emissora decidiram exibir “Billie Jean”, mudando os rumos da carreira de Jackson, da MTV e, não é demais dizer, da cultura americana. O “pequeno Michael” tinha conseguido: sua obra era criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante.
“O objetivo da indústria pop é criar blockbusters: artistas que dominam o mercado por um tempo e que, mais tarde, podem ser substituídos por uma nova marca”, diz Mark Andrejevic, professor de comunicação da Universidade de Iowa e estudioso do fenômeno de reality shows. “Essa lógica fica mais visível quando vemos os programas de televisão atuais que lançam artistas. Ali, as pessoas não estão no ar porque são famosas. Elas são famosas porque estão no ar. E essa fama vai durar o tempo exato que durar sua exibição.” O mesmo pode ser dito de programas brasileiros como Popstars, do SBT, e Big Brother Brasil, da Globo.
Mas por que investir em nulidades quando há verdadeiros talentos batalhando a luz dos holofotes? “Novos talentos podem demorar três ou quatro álbuns para amadurecer. E não há certeza do retorno”, afirma LeBlanc. Andrejevic completa: “A vantagem dos blockbusters fabricados, como Enrique Iglesias ou Hillary Duff, é a redução de riscos. E a fórmula funciona perfeitamente com a audiência jovem, que tende a mudar de gostos rapidamente e pode ser mais bem manipulada”.
IDOLATRIA
Em 1995, Michael Jackson lançou um álbum duplo que trazia seus maiores sucessos intercalados com um punhado de canções inéditas. A turnê foi um sucesso: no início de cada show, Michael pulava no centro do palco e passava vários minutos estático. A multidão reagia como se estivesse diante de um milagre. Os fãs gritavam, descabelavam-se, choravam e desmaiavam. “Ídolos pop atingem um estágio em que acreditam ser invulneráveis. Isso acontece porque recebem níveis de veneração e aclamação próprios do status divino”, diz o sociólogo britânico Chris Rojek, autor do livro Celebrity (“Celebridade”, inédito em português).
“O ídolo pop não pode mudar demais. O que o fã espera a cada novo disco é uma luvinha diferente, uma música um pouco mais rápida ou devagar. Apenas o suficiente para que pareça algo novo feito pelo mesmo. Se mudar demais, pode espantar todo mundo”, afirma André Forastieri, ex-editor da Bizz, a mais importante publicação de música no Brasil da década de 80. A antropóloga Maria Cláudia Coelho, autora do estudo A Experiência da Fama, sugere conceito semelhante: “A fama permite a criação de uma espécie de ‘personagem permanente’”.
Dois anos após o estouro de Thriller, em 1985, o astro tinha conseguido agradar ainda mais o mundo ao capitanear 44 artistas no projeto USA For Africa e compor em parceira com Lionel Richie outro hit (e vídeo) inesquecível: “We Are the World”. A imagem de homem de negócios vitorioso, mas preocupado com os problemas da miséria mundial, acrescentou uma nova faceta que até hoje se apega fortemente à “personagem permanente” de Jackson. “Noventa por cento do meu sentimento por Michael existe porque ele é uma pessoa iluminada. Quando você encontra com ele, percebe isso”, diz Roberta Dias, coordenadora do maior fã-clube do cantor no Brasil, com 5 200 membros cadastrados. Ela esteve pessoalmente com seu ídolo durante as gravações do clipe They don’t Care about Us, em 1996, em uma favela do Rio de Janeiro. “Ele é uma pessoa sem maldade. Michael queria que o mundo fosse um lugar melhor.”
As palavras de Roberta deixam claro que, para o fã, o ídolo não pode ser uma pessoa qualquer, comum, ordinária. “O ídolo precisa ter certas características que o distanciam dos simples mortais. Ele tem que ser alguém com habilidades extraordinárias”, afirma a antropóloga Maria Cláudia. Michael Jackson, ou pelo menos sua imagem, se encaixa como uma luva branca nesse conceito de ídolo portador de habilidades extraordinárias.
Ao seu redor, Michael criou uma corte que lhe dizia todo o tempo o quão talentoso ele era. Ele acreditava estar conquistando o mundo, mas acabou aprisionado pelo sucesso. Agradar aos fãs, deixá-los constantemente abismado com suas performances, ano após ano, é um fardo difícil para o popstar. Michael não se dava conta disso, mas a essa altura deixava de ser ele próprio para agradar a audiência. “O caso de Michael Jackson é um caso limite porque se trata de uma pessoa que, de certo modo, encarnou a fama em seu próprio corpo”, diz o antropólogo Roberto da Matta. “Na medida em que ficava famoso, ele ia se transformando e perdendo aquilo que tipifica as pessoas comuns que, precisamente por serem comuns, não podem mudar de cor ou de sexo.” Mudanças de cor? Encarnar a fama no próprio corpo? Estamos entrando no fabuloso reino das esquisitices e excentricidades.
EXCENTRICIDADE
“Acredito que é basicamente impossível se tornar famoso hoje em dia sem ser excêntrico.” Fosse essa frase dita por qualquer acadêmico ou estudioso de celebridades, seria apenas uma forte opinião. Mas, saída da boca de Ed Needham, a sentença adquire contornos de lei. Afinal, se o editor-chefe da revista Rolling Stone – a mais prestigiada publicação de música dos Estados Unidos, copiada e seguida pela imprensa em todo o mundo – pensa assim, o que pode fazer um pobre artista iniciante?
Para Needham, são essas excentricidades que fazem com que o artista continue a aparecer na mídia, mesmo que não esteja produzindo absolutamente nada. “A vida pública na atualidade acontece na mídia e através dela”, diz o antropólogo José Márcio Barros, doutor em comunicação e cultura pela UFRJ. E mesmo fingir desinteresse é uma forma de chamar a atenção. Foi o que a máquina de marketing de Michael Jackson percebeu logo depois do estouro do álbum Thriller. O agente do astro na época, Frank Dileo, simplesmente o proibiu de dar entrevistas.
“Dileo dizia que ele era pouco interessante nas entrevistas e planejou uma estratégia de publicidade que construiu todo o mistério ao redor de Michael”, diz Richard Wallace, editor-chefe do The Mirror, tablóide britânico especialista em excentricidades de famosos. “Essa estratégia criou uma personagem completamente diferente de nós, um Peter Pan que dormia numa câmara de oxigênio. Muitas dessas histórias eram mentiras, mas elas ajudaram a criar o mito de que Jackson era de outro mundo, de outro planeta.”
Michael passou dez anos sem falar com a imprensa, a partir de 1983. Tudo que se sabia dele era divulgado. E as informações eram freqüentemente pouco normais. “A divulgação dessas excentricidades se dá numa equação interessante: a necessidade delas é inversamente proporcional ao conteúdo artístico daquele ídolo”, afirma José Márcio Barros. Assim, a partir do momento em que a crítica não foi muito generosa com as canções de Bad (1987), a divulgação dessas excentricidades adquiriu contornos mais enfáticos.
Jornais e revistas se refestelaram com uma infinidade de absurdos: alguns, quase verdade; outros, pura mentira, como admite Wallace. Foi noticiado, por exemplo, que Michael tentou comprar do Museu Britânico os ossos, roupas e objetos de John Merrick, o infeliz e deformado Homem-Elefante. Que ele tem uma parte de seu nariz, extirpada nas cirurgias plásticas, depositada em uma jarra em seu banheiro. Que ofereceu 50 mil dólares pelo apêndice recém-removido do papa. Que tem acima de sua cama uma pintura retratando suas seis celebridades preferidas: Mona Lisa, George Washington, Abraham Lincoln, Albert Einstein, ele próprio e ET, o extraterrestre. Que ele mantém dois manequins vestidos de guarda à porta de seu quarto para impedir a entrada de fantasmas. E por aí vai.
O problema com Michael Jackson é que, por mais que ele se esforce, a maioria das pessoas continua não lhe dando crédito. Isso porque ele parece mentir a torto e a direito em coisas óbvias, que estão literalmente na cara. Custa acreditar que só tenha feito duas cirurgias plásticas, como ele clama. Cirurgiões, a partir do estudo de fotografias, já calcularam o número de intervenções em nada menos que 50. Custa acreditar que ele só se tornou branco devido à doença vitiligo. O correto, segundo especialistas, seria tentar recuperar a pigmentação original, ao passo que Jackson teria optado por um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância que, apesar de usada a conta-gotas para tratar manchas de pele, é alvo de polêmica: pequisadores europeus a catalogaram como causadora de câncer em animais.
MEGALOMANIA
Dangerous (“Perigoso”, em inglês) foi lançado em 1992, e seu título se mostraria ironicamente profético. Em setembro de 1993, enquanto Jackson viajava com a turnê mundial de shows, uma acusação apareceu na Justiça americana. O pai de Jordy Chandler, um menino de 13 anos, acusou o astro de agressão sexual. O processo movido por Chandler, entretanto, nunca chegou ao final porque o cantor fez um acordo financeiro com a acusação. Especula-se que a quantia paga tenha chegado a 20 milhões de dólares.
O fato de Jackson não ter enfrentado a acusação, apesar de se declarar inocente, abalou sua carreira. Para o mundo, ficou a impressão de que, por ter dinheiro, ele não precisava seguir a lei. Por ser famoso, podia dar um tapa na cara da Justiça. Por se considerar semideus, poderia fazer o que quisesse, quando quisesse e onde quisesse.
O sociólogo britânico Chris Rojek, autor de uma pesquisa sobre celebridades, vai direto ao ponto: “Por serem venerados e aclamados como são, ídolos pop gradualmente param de sentir a necessidade de obedecer as regras dos homens e mulheres comuns”. O conceito básico para entender como isso acontece é o narcisismo. Narcisista é a pessoa que acredita ser a razão de existência do mundo. Todos passamos por isso. É um momento fundamental de nossas vidas para que tenhamos noção de nós mesmos. Mas isso acontece quando temos entre 3 e 4 anos. Para a maioria, essa fase passa, mas deixa heranças. “E a principal delas é pensar ‘como seria bom se eu voltasse a ser o centro de tudo...’. Passamos a vida inteira administrando esse desejo”, afirma o psicanalista Sergio Wajman, professor de psicologia social da PUC-SP.
Mas como uma pessoa como Michael Jackson vai administrar esse desejo? Uma pessoa adulada sem parar por um séquito de baba-ovos e que tem meios financeiros quase ilimitados de construir um mundo próprio. Com zoológicos, parques de diversões, amigos especiais e contrato de sigilo (qualquer visitante de Neverland é obrigado a assinar um termo em que se compromete a não revelar o que viu, ouviu ou viveu ali dentro). “O narcisismo é um fenômeno no qual o limite não existe. Um narcisista exacerbado não se considera uma pessoa comum. Para ele, vale mais a lei de seu desejo que a lei dos outros”, diz Wajman.
Essa falta de limites que pode parecer normal para os habitantes da Terra do Nunca vira um exagero descabido no mundo real. Assim, Michael Jackson protagoniza com naturalidade cenas dignas de filmes de terror, como quando suspendeu seu filho de poucos meses na sacada de um hotel, à vista de dezenas de fãs e jornalistas; ou comédias dramáticas, como o dia em que foi chamado ao palco do MTV Music Awards para receber uma homenagem e agradeceu, emocionado mas nada surpreso, por um prêmio de Artista do Milênio que só existia em sua cabeça.
Não é de todo ruim ser narcisista na sociedade do espetáculo em que vivemos. Se a celebridade não pirar demais, ficará no reino das excentricidades – em que pode contar com a necessária exposição na mídia – balanceando algumas esquisitices com um trabalho criativo e relevante. É o caso de Madonna, por exemplo. Talvez por não se levar tão a sério, a cantora, atriz e agora escritora soube destruir cada uma de suas imagens para se reinventar para a próxima etapa. “Jackson provavelmente deveria ter dado um passo para trás e ter se concentrado em projetos menores e mais prazerosos. Ele não parece saber como viver quieto e ser um músico sério”, diz Gary Burns, editor da revista Popular Music and Society e autor do verbete “Michael Jackson” da Enciclopédia de Música Popular dos Estados Unidos.
Como sugere Burns, tudo o que acontece com Michael é superlativo. Até acusações de abuso sexual. Hoje, o astro está sendo acusado de molestar sexualmente um outro menino. Uma acusação bastante parecida com a feita pela família Chandler. Mas esse caso não é um simples “cover” do que aconteceu há 11 anos. Dessa vez é diferente.
DESTRUIÇÃO
Para qualquer lado que se olhe, a vida de Michael Jackson está desmoronando. A antes inegável qualidade artística do astro não serve hoje nem aos propósitos mais óbvios da cultura pop: venda de discos. Invincible, seu último álbum de canções inéditas, vendeu 2 milhões de cópias. Seria uma marca vencedora para qualquer artista, mas é uma quantia irrisória para o superlativo Michael. Porque o Rei do Pop não faz um disco como outros artistas. O custo de produção de Invincible alcançou nada menos que 30 milhões de dólares. Para divulgá-lo, a Sony injetou outros 25 milhões. Ora, a 15 dólares o CD (preço médio dos Estados Unidos), o artista precisaria vender o dobro apenas para pagar esses custos diretos.
Sem lucros, Michael Jackson só aumenta as dívidas que vem acumulando há algum tempo. Em fevereiro, o jornal The New York Times noticiou que ele está tendo sérios problemas em estender créditos junto a bancos americanos. Sem crédito, Michael não conseguiu pagar um empréstimo de 70 milhões que venceu na metade do último mês. Seus assessores financeiros afirmaram para o mesmo jornal que ele deve outros 450 milhões a bancos. Resta a opção de vender a sua metade do catálogo dos Beatles, que ele possui em sociedade com a Sony. O dinheiro (900 milhões de dólares pelos direitos de cerca de 250 canções) seria suficiente para o pagamento desses empréstimos. Mas ao Rei não restaria nada.
A situação não é como há 11 anos, quando Michael podia se dar ao luxo de evitar os tribunais e acertar a conta diretamente com a família Chandler. Depois do escândalo de 1993, as leis do estado da Califórnia mudaram. Antes, uma vítima de abuso sexual só prestava depoimento se quisesse. Agora, sob suspeita de crime, todos são obrigados a falar em juízo e as investigações têm que ser levadas a cabo até que os fatos estejam esclarecidos. Desta vez, Michael terá que enfrentar o julgamento. Um julgamento que pode deixá-lo 20 anos na prisão.
“A vida insana de Jackson não passa da incorporação de muitos dos valores mais queridos da sociedade ocidental”, escreveu a psicóloga Ros Coward em sua coluna semanal no jornal inglês The Guardian. Para ela, entender a trajetória de Michael Jackson é fundamental para entendermos o mundo em que vivemos. “Suas transformações corporais são apenas uma manifestação extrema dos comportamentos que se tornam cada vez mais generalizados em nossa cultura. Há cada vez mais jovens determinados a mudar aspectos físicos por meio de cirurgias plásticas”, disse à Super. Essa mudança abrupta do corpo e do próprio rosto, que hoje nos parece tão estranha, pode ser um caminho irreversível. “No Japão, as meninas já fazem cirurgia para deixar os olhos ocidentalizados. Acredito que daqui a 100 anos, quando todo mundo estiver mexendo na própria cara, os sociólogos vão olhar para trás e considerar Michael Jackson um homem à frente de seu tempo”, polemiza o ex-editor da Bizz André Forastieri.
É possível que Michael seja um dos últimos ídolos de uma linhagem esgotada. A indústria do entretenimento acelera processos com uma rapidez inacreditável. Ed Needham, o editor-chefe da Rolling Stone, não acredita que haja hoje tempo, nem dinheiro, para que possamos construir um ídolo com a sua dimensão. Os teóricos concordam. “Astros vão e vem mais rápido do que nunca, mas, como são substituíveis, nem nos damos conta disso”, afirma o professor de comunicação Mark Andrejevic.
Nesse processo cada vez mais inevitável, seria um engano dizer que a mídia é a única vilã. A mídia, ao contrário do que gostamos de imaginar, não é um organismo vivo, com vontades próprias. Ela se guia por você, leitor, pelo que você quer. “Ao se interessar pelo artista, comprar o que se escreve sobre ele, conversar no ônibus sobre o assunto, o fã tem culpa no processo. Ele está todo o tempo dizendo à mídia que aquilo lhe interessa”, afirma a psicóloga social Ana Bock. Como se viu nesta reportagem, é em resposta a seu público que aquele ídolo iniciante irá se construir, ser idolatrado, tornar-se um excêntrico e até um megalômano, se não tiver muito cuidado. Por fim, será destruído. Assim o pop matou seu rei. Com a ajuda de seus próprios fãs".
Para saber mais
Na livraria:
A Experiência da Fama, Maria Claudia Coelho, Editora FGV, 1999
Celebrity, Chris Rojek, Reaktion Books, 2002
Freak – Inside the Twisted World of Michael Jackson, Nick Bishop, AMI Books, 2003
Moonwalk, Michael Jackson, Doubleday, 1988
The Rolling Stone Illustrated History of Rock & Roll, Diversos autores, Random House, 1992

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Michael Jackson - Morre o Símbolo de uma Era



We've had enough (Já tivemos o suficiente)
Michael Jackson

O amor foi tomado de uma jovem
e ninguém disse a ela o porquê disso
Seu caminho tinha um rastro para mais um crime violento
ela inocentemente perguntou “porque”
porque seu pai teve que morrer
Ela perguntou ao homem de azul
como é isto,você tem que escolher
quem vai viver e quem vai morrer
Deus te disse que você podia decidir?
Você viu,que ele não havia corrido
e que meu pai não carregava uma arma
No meio do vilarejo,no interior de uma distante ilha
vive um garoto frio com seu brinquedo
muito jovem para entender
Ele esta acordado,crescido esta vibrando
seu pai,agarra sua mão
gritando,chorando,sua esposa esta morrendo
agora ele,foi deixado a explicar.
Ele inocentemente perguntou “porque”
porque sua mãe teve que morrer
porque esses soldados tiveram que vir aqui?
se eles querem paz,porque então há Guerra?
Por a caso Deus disse que eles podiam decidir
quem vai viver e quem vai morrer?
tudo o que minha mãe sempre fez
foi tentar cuidar de seus filhos
Nós inocentemente ,parados de frente
assistindo,pessoas perdendo vidas
e como se não tivéssemos voz
é hora de fazermos uma escolha
Somente Deus pode decidir
quem vai viver e quem vai morrer
não há nada a ser feito
se nos tornarmos nossa voz uma só

2x Deus ouve isso de mim?
Deus ouve isso de você?
Deus ouve isso de nós
Não aguentamos
já tivemos o suficiente

Obrigado senhor,eu me cuido
Obrigado senhor,eu cuido de você
obrigado senhor,isso veio de você babe
Não aguentamos
já tivemos o suficiente
do fundo da minha alma
do fundo da sua alma e a seu lado
no fundo da minha alma
é grandioso e eu continuo vivo
Deus ouve isso de nós?
Não aguentamos
já tivemos o suficiente
Isso vai acaber
só deixe Deus decidir,
Vai acontecer baby
só deixe Deus decidir,
No fundo da minha alma
já tivemos o suficiente

"Tão importante quanto ter Deus na canção, é tê-lo no coração, na vida."

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

ESCÂNDALOS NA CASA DE DEUS

A Revista Eclésia deste mês trouxe como matéria de capa o tema: “Escândalos em nome de Deus”. O artigo fala sobre o caso envolvendo um determinado apóstolo, líder de uma igreja com mais de dois mil membros, que convenceu uma menina de 13 anos, participante do grupo de coreografia da igreja, a manter relações sexuais com ele. A menina tinha declarado que gostava do filho dele. O referido pastor procurou a menina e disse tivera um sonho profético com ela, e se a mesma quisesse ficar com o seu filho, teria que fazer um sacrifício como o de Abraão na Bíblia. O sacrifício seria entregar-se para o próprio apóstolo por três vezes. A menina ao concordar foi levada pelo apóstolo a um motel. Depois do ato, ele perguntou-lhe: O senhor tem certeza que o sonho e tudo que fizemos é de Deus?” Ele respondeu: “Eu jamais brincaria com o nome de Deus”.
Após a denúncia ser aceita pelo Ministério Público e o julgamento concluído, o apóstolo foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado. A juíza qualificou os crimes como “gravíssimos e hediondos”.

Na década de 80, escândalos do púlpito sacudiram a igreja nos Estados Unidos. Nos anos 1980, ele era considerado um paladino da moral e dos bons costumes. O pastor Jimmy Swaggart, um dos mais importantes televangelistas americanos, fazia de seus programas, transmitidos para mais de 40 países – inclusive o Brasil –, uma verdadeira trincheira na luta contra a carnalidade. Pregador eloqüente e carismático, Swaggart reunia famílias inteiras diante da TV e era crítico contundente da pornografia. Ironicamente, caiu justamente por causa dela, num episódio rumoroso envolvendo prostitutas e uma disputa pessoal com o também pregador televisivo Jim Bakker. Proprietário do canal de televisão PTL (Praise the Lord), com 12 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos, Bakker acabou se tornando um rival de Swaggart. Tudo ruiu quando fotos suas, acompanhado de garotas de programa, chegaram à imprensa. Na época, atribuiu-se o vazamento das imagens a Swaggart.

O troco não demorou. Um detetive particular contratado por Bakker não teve muito trabalho para fotografar Swaggart diante de um motel, com o carro cheio de prostitutas. Sem saída, ele confessou que pagava para que elas fizessem strip-tease para ele. Perdoado pela mulher, Francis, ele foi à tevê, chorou e confessou-se arrependido pelo ato. Contudo, sua reputação e ministério foram irremediavelmente abalados.

No fim de 2006, outro escândalo sexual abalou a Igreja Evangélica dos Estados Unidos. Eleito pela revista Time como um dos 25 principais líderes cristãos do país, Ted Haggard admitiu consumir material pornográfico e o envolvimento sexual com um garoto de programa, que o denunciara publicamente. O caso provocou maior espanto porque Haggard era uma das principais vozes contra o homossexualismo.

Quem recentemente também admitiu problemas com o chamado mercado de “conteúdo adulto” foi o pastor australiano Mike Guglielmucci, do ministério Hillsong. Ele confessou, após dois anos declarando-se vítima de um câncer terminal – chegou até mesmo cantar com o auxilio de um tubo de oxigênio –, que sua única doença era o vício em pornografia. A farsa gerou um tremendo mal-estar no badalado grupo de louvor australiano. “Eu sou assim, viciado nesta coisa. Ela consome minha mente”, disse, em entrevista a um canal de tevê.
Jesus ao advertiu os discípulos, disse que o escândalo viria, mas aí daquele por quem viesse o escândalo, era melhor pendurar uma pedra ao pescoço e atirar-se ao fundo do mar, que causar dano à fé das pessoas. Infelizmente, muitos líderes parecem que arrancaram as páginas da Bíblia que trazem estas advertências.
Segundo o pastor Paulo Romeiro, pesquisador da Universidade Mackenzie, em São Paulo: “Basta uma rápida pesquisa na internet ou uma passagem pelo noticiário para ficar claro que nunca tivemos tantos escândalos e abusos na Igreja como agora. E muita coisa ainda é abafada dentro das próprias igrejas”.
Mas o que leva um líder cristão a derrapar de forma tão acintosa? A resposta não é simples, mas costuma estar relacionada ao trio: dinheiro, sexo e poder. Segundo o pastor e psicanalista Luiz Leite de Belo Horizonte, os escândalos surgem, porque os líderes não conseguem controlar o poder que detêm sobre um grupo sem abusar das prerrogativas que a posição lhe confere. Já segundo o professor Lourenço Stelio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, adverte que é preciso ter cuidado na hora de julgar: “Não dá para generalizar. Assim como existem lobos em peles de ovelhas e líderes sem escrúpulos, também há uma grande parte ética e comprometida com os valores de Cristo. Estes não podem fechar os olhos para os abusos. Precisamos de uma nova reforma. Chega de ouvir palavras mágicas e de ver poucos frutos de caráter”. O resultado desses tristes episódios, tem sido muita gente afastada da igreja e outros tantos feridos na casa de Deus.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

SINDROME DO PÂNICO UNIVERSAL

“Haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaindo de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo”. Lucas 21:25,26.
Na minha infância, não se ouvia falar que alguém sentia depressão. As pessoas ficavam tristes. Depois de uns anos para cá, foi crescendo o uso da palavra depressão. E era depressão por tudo: pelo namoro acabado, pelos pais problemáticos, pelo casamento falido, por frustrações, pelo desemprego prolongado.
Parecia que, quanto mais urbano era o lugar, mais deprimidas as pessoas tendiam a se tornar. E mais: as razões da depressão deixaram de ser, até justificáveis objetivamente, pois surgia agora a depressão difusa, existencial, sem causas aparentes.
Percebe-se hoje, como a Depressão se tornou uma epidemia global. Já foi, nos anos 90 que ouvi falar em “Síndrome do Pânico”. Então, de súbito, muita gente passou a sofrer de pânico. Muita gente, andava com o remédio na bolsa, no caso de ter uma crise de pânico e falta de ar. Hoje, até as crianças estão com a Síndrome.
Agora, vejo outro fenômeno psicológico-urbano em construção. Trata-se, de um crescente fenômeno de Dissociação da Realidade, e que faz a pessoa estar presente, sem se sentir presente. A sensação é de ausência. E, na maioria das vezes, além dos traumatizados por fortes experiências, percebe-se que tal fenômeno, atinge os internautas viciados.
A pessoa passa tanto tempo em chats, em salas de sexo virtual, em papos eróticos, ou em namoros distantes, que, quando volta do ambiente virtual, e tem que lidar, com as pessoas reais no mundo concreto, ela não sabe mais se sentir em contato.
Então, a cabeça começa a ficar distante, se sentindo como uma observadora dos acontecimentos, como se ela fosse um fantasma. A invisibilidade virtual toma conta dela; e, agora, diante de gente concreta, ela sente essa ausência profunda. Todavia, se você pergunta, se na sala virtual ela sente-se desse modo, a resposta é que “não”; pois “lá ela se sente presente”.
Assim, o que sobra é um mergulho cada vez mais profundo na virtualidade dos relacionamentos sem toque, cheiro ou convívio; pois, no mundo dos sentidos, fora desse Matrix relacional, tudo parece não existir e não ter mais sentido.
Entretanto, tal experiência é um fenômeno de profunda dissociação do mundo e da vida. E como as pessoas são forçadas, por uma razão ou outra, a saírem da câmara virtual e lidar com a vida (emprego, escola, faculdade, família, etc.) — não conseguindo mais se sentirem parte de nada tangível, elas mergulham em Depressão e na Síndrome do Pânico.
Cada vez mais, ouço as pessoas queixarem-se de que estão, mas não se sentem presentes em nada, em lugar algum - uma verdadeira tragédia!
Sem querer entrar em nenhuma teoria escatológica, mas apenas, fazendo uma aplicação prática, diria que, tais cenários de natureza apocaliptico-existencial, remetem diretamente para um texto em Apocalipse 9:1-11.
Conforme diz no versículo 11, as palavras Abadom e Apoliom, têm significado único nas línguas grega e hebraica, que é destruição. É o mal que, começa a morder as almas humanas sem esperança, ante o complexo de coisas que governam e dirigem a humanidade, para a morte, por medo e pânico — conforme Jesus disse que seria em Lucas 21:25,26.
Quando se descreve a aparência desses seres, o que se vê é um composto de tudo aquilo que, existe como fenômeno social, político, econômico, e, sobretudo, psicológico, na Terra; e que só tende a crescer.
Esses bichos de aparência monstruosa, saem do porão do Inconsciente Coletivo da Humanidade, são feitos de nossas mazelas, de nossos ódios, inimizades, ameaças, guerras frias e quentes; de inteligência malévola, do erotismo descontrolado, e de tudo o mais que nós chamamos negativamente de “mundo”.
Esse tempo, já chegou como nunca antes!
O Apocalipse diz que tais poderes, terão seu domínio sobre todos, exceto sobre aqueles que entregaram a “fronte”, ou a mente, ou a razão, ou a consciência ao Cordeiro; a fim de que sejam protegidos contra a Síndrome de Abadom e Apoliom; e que será a Síndrome Universal do Pânico; a qual fará a síndrome do pânico atual parecer uma gripe, se comparada a um câncer nas vias respiratórias.
O que protege a alma é o “selo do Cordeiro”. Ora, em Efésios 1: 12-14, Paulo diz que esse “selo” é a Esperança no Espírito Santo, a qual nos guarda a alma na certeza da Redenção.
Cada dia mais, se estará ante uma situação para qual já não haverá mais fuga; nem mesmo, mediante os mais sofisticados mecanismos de evasão da realidade.
O desejo de morrer, cresce entre nós. Crianças, jovens, adolescentes, adultos e velhos começam a desejar morrer. Há aqueles que, dizem como um Jó em agonias que não desejariam ter nascido, ter posto a cara para o lado de cá.
Apesar de, ter citado um termo do filme "Matrix", não estou aqui, construindo nenhuma ficção. É o momento de pregarmos o Evangelho de Cristo, como ele é, deixar de vãs discussões filosóficas e teológicas, que não levam a lugar nenhum. Temos que anunciar que, há um Selo da Esperança, para quem crer, e receber de todo o coração.
"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus, se manifeste também em nossos corpos". II Coríntios, 4:8-10.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

PREGADORES OU PORTADORES DO DOM DE ILUDIR?

“Minha viagem será um espetáculo. É a primeira vez que vou pregar naquela igreja. Trata-se de uma comunidade com mais de 500 membros e fica num bairro de classe média-alta. O faturamento do final de semana está garantido. Ah, como eu gosto disso.”

Muito conhecido e requisitado, o pastor estava no aeroporto vestido para entrar em campo. A tal igreja mencionada já havia recebido o e-mail com uma série de “recomendações”, eufemismo para traduzir as exigências do aspirante a popstar.

Segundo o folclore vigente, é possível classificar o artista de acordo com a lista de exigências que apresenta aos produtores. Uma centena de toalhas brancas, waxflower da Austrália e frésias dos Países Baixos nos arranjos florais (não os de Bach), lichia e açaí na cesta de frutas, além de caixas de bebidas alcoólicas variadas para elevar, digamos, a adrenalina às alturas antes do show.

Já os aditivos para os pastores showmen geralmente passam pelo bolso. Não apenas o poder exerce efeito afrodisíaco... Se considerarmos o buraco negro que caracteriza a vida financeira de alguns expoentes desse meio, recomendaria servir antes dos cultos jarras com maracujá e pitaia batidos, resultando no emblemático suco “maracutaia”.

A rotina de viagens dos popstores (com trocadilho, claro) é um tanto estressante mas tem sua magia. É comum exigirem hotéis com muitas estrelas, aquisição mínima de um combo de produtos variados e passagens aéreas de determinada companhia (facilita a viagem de férias com a patroa e os filhos para a “América”, como costumam dizer os “emergentes”).

Com quilometragem maior, outros mais abusados incluem detalhes que são uma graça. Nada divina, no caso. Por exemplo: o carro que for buscá-los no aeroporto deve ter ar condicionado. A regra vale inclusive para Porto Alegre no inverno.

Antes da mensagem que será repetida pela enésima vez, é o momento do “camelódromo gospel”. Com desenvoltura de apresentador do ShopTour, eles desfilam sua vitrine de CDs de mensagens e livros de edição própria, já que provavelmente as obras não seriam aprovadas pela maioria das editoras. As ofertas de “pague 6 e leve 15” por vezes são entremeadas de menções a obras de cunho social ou qualquer outro verniz que torne mais nobres os fins advindos da comercialização dos meios.

Na hora da pregação, é comum os preletores de aluguel derramarem elogios ao líder da igreja local (“um homem respeitadíssimo em todo o país”), à galera do louvor (“me senti no céu na hora em que estávamos cantando”), ao templo (“os irmãos estão de parabéns por construírem um lugar tão lindo e aconchegante”), numa sucessão de rapapés para lustrar o ego coletivo e amolecer o coração do mercado-alvo da feirinha que vai rolar depois do culto.

As mensagens têm exegese e hermenêutica de procedência duvidosa. Na falta de conteúdo, costumam abusar de clichês do tipo “você é mais que vitorioso”, “tudo posso naquele que me fortalece” e a todo momento pedem para repetir alguma afirmação pseudoprofética para o irmão do lado. Espectadores mais desconfiados remascam se a Bíblia deles tem apenas um terço das páginas, volume suficiente para reunir os trechos das mesmas pregações rep(r)isadas ad nauseam. “Hoje vou falar sobre uma mulher que encontrou Jesus e teve sua vida mudada...”.

Modestíssimos, os pregadores itinerantes a-do-ram ilustrar as mensagens com episódios de sua própria vida. A infância sempre foi pobre e cheia de dificuldades, mas os planos de Deus sempre são de dar prosperidade. A menção a Jeremias limita-se àquele solitário versículo do capítulo 29. Toda a trajetória do profeta chorão é esquecida na hora de inspirar as pessoas a “conquistar a vitória”, “envergonhar o inimigo” e outras frases de efeito.

“Hoje tenho uma casa grande, três carros zero na garagem e blábláblá”, contam para adubar a fé da platéia. Se alguém fosse até a casa dos saltimbancos da prosperidade constataria que a realidade simultaneamente tem glamour e uma indisfarçável atmosfera kitsch.

Na sala (ou “living”, como a esposa prefere chamar porque acha mais “chique”), sofás brancos e almofadas com estampas de onça e zebras. Ressentidas da falta de um portrait by Camasmie feito com chocolate, as paredes acomodam várias láureas de associações obscuras e o indefectível diploma de “Doutor em divindade”. Poucos sabem que o tal curso foi feito pela Internet e pago a prestações no cartão de crédito Platinum. “Plata, prata, plaga, praga”, comporiam os irmãos Augusto e Haroldo de Campos num arroubo (epa!) profético-concretista.

Siderados com a mise-en-scène um tanto caricata, os visitantes neófitos têm dificuldades para discernir se estão numa igreja ou em uma palestra de nerolingüística. Cada vez que os gestos se tornam mais largos e o volume da voz do pregador aumenta, os “aleluias” e “glórias” se multiplicam. Uma menção ao capiroto provoca aprovação ainda mais estrepitosa. Améééém?

Na tentativa de conferir um certo refinamento ao discurso lasso, os preletores de aluguel têm o hábito de entremear sua prosopopéia flácida com citações e menções às últimas leituras. Usualmente, as obras mais densas que leram em toda a vida foram opúsculos de Roberto Shinyashiki ou Augusto Cury. A cartilha Caminho Suave não entra no rol de leituras, por supuesto.

Dependentes da languidez espiritual da platéia, oferecem-lhe apenas placebos que vão durar até a próxima “reunião da vitória”. Muitos no auditório reconhecem isso, mas mentiras sinceras lhes interessam, como cantou o poeta Cazuza.

Cale a boca e não cale na boca notícia ruim
A pronúncia claudicante e a concordância tosca revelam o círculo vicioso e empobrecedor no qual estão embrulhados esses replicadores de mensagens) desprovidas de sustância. Num equívoco contumaz, optaram equivocadamente pela “glória-pires”: pouco profunda e de vida curta. Como aconteceu com os filhos de Ceva, são conhecidos por aqui e muitos permanecem anônimos no inferno.

Do ponto de vista psicológico, esse tipo de comportamento sinaliza traços de desvario para compensar sua dor mais aguda: a falta de respeito em certos grupos aos quais C.S. Lewis chamaria de “círculos fechados”. Incensados pela massa ignara, sofrem em razão da consciência de que são alvo do menosprezo daqueles que, em última (e secreta) instância, gostariam de ser. Isso talvez explique o fato de às vezes elegerem alguns alvos para assestar sua inveja travestida de defesa da sã doutrina.

Fosse isso possível, cederiam os bens e a contínua lisonja para conseguir aquilo que a grana não é capaz de adquirir. Solitários por dentro e por fora, têm apenas o travesseiro por confidente. Limitados pela teia que eles próprios urdiram, a cada dia “tornam-se o que são”, cumprindo a máxima de Nietzsche. Preço demasiadamente alto para uma existência que não se repetirá. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.


Fonte: Sergio Pavarini, publicado sob o título "Dom de Iludir" na Revista Eclésia de número 120 e no Pavablog.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

ESSES MONTES, ESSES MONTES...



O Espírito do Senhor, por meio de distintas visões, permitiu-me observar o que acontecerá em 2009. Ele me mostrou a operação dos “4 ventos” sobre as nações da Terra (assim como no livro do profeta Ezequiel), e por meio dessa manifestação, o poder de ressurreição sendo liberado sobre a face da Terra para levantar o maior exército de homens e mulheres que levantarão a bandeira do Reino de Deus.
O poder de ressurreição invadirá distintos segmentos, o que consideramos “os 7 Montes da Sociedade.

MONTE DA ECONOMIA & DOS NEGÓCIOS

Esse “monte” receberá uma “onda de ressurreição”, que se manifestará em:

I) Recursos financeiros sobrenaturais transferidos para a igreja. O julgo [sic] do espírito de pobreza e da morte financeira será quebrado em 2009.
II) “Apóstolos de mercado” [??] emergirão e serão reconhecidos na Igreja, trazendo estratégias para a transferência de riqueza.
III) Será o ano do empreendedor; a alma do diligente prosperará.
IV) Tempo de pacto com Deus. Todo aquele que entrar em “pacto financeiro” com Deus receberá as “chaves financeiras” que abrirão as comportas dos céus neste novo ano. A “chave” que liberará a prosperidade se chama fidelidade. Tua prosperidade depende da tua fidelidade com Deus.
V) Operação sobrenatural dos “anjos financeiros” [??] trará vitórias sobre as dívidas. Contudo, é importante lembrar de que “tudo” depende da tua fidelidade com o Senhor.
VI) Empresas emergirão a partir de estratégias criativas, liberadas por meio do profético [???] do Senhor. “Crede no Senhor e estareis seguros, crede nos seus profetas e prosperareis.” (2 Crônicas 20.20b).

MONTE DA MÍDIA & COMUNICAÇÕES


Esse “monte” receberá uma “onda de ressurreição” que se manifestará em:

I) Evangelistas alcançando milhões de pessoas por meio da internet e da TV. 2009 será um ano para projetar os esforços evangelísticos por meio dos meios de comunicação e mídia.
II) Criatividade do Senhor, que fará como que os meios de comunicação cristãos sejam posicionados em lugares de preeminência.
III) Cadeias de televisão seculares abrirão as portas para programas cristãos, mas também muitas delas quebrarão financeiramente e serão transferidas [??] para igreja.

MONTE DAS ARTES E DO ENTRETENIMENTO

Esse “monte” receberá uma “onda de ressurreição” que se manifestará em:

I) Pintores cristãos levantados para trazerem cura interior por meio de suas pinturas. Debaixo de uma inspiração profética, elas quebrarão as cadeias de depressão, solidão, tristeza, mágoas etc.
II) Teatros numa dimensão profética [??], quer serão uma ferramenta de libertação. Julgos [sic] de opressão, drogas, vícios, suicídio e perversão sexual serão quebrados.
III) Filmes inspirados para revelar o amor e a misericórdia de Jesus, assim como também o seu poder sobrenatural.
IV) Dança profética que liberará sobre a Igreja o espírito da Noiva que clama: “Vem Senhor Jesus”. Os céus se abrirão a partir da dança profética e de uma nova paixão que se acenderá em nossos corações.
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MONTE DO GOVERNO E DA POLÍTICA
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Esse “monte” receberá uma “onda de ressurreição” que se manifestará em:
I) Deus promovendo ministros do Reino dentro das esferas de autoridade. É chegado o tempo dos “Josés” e dos “Daniéis”.
II) Prefeitos e governadores entregando as “chaves de cidades e Estados” [??] para Jesus.
III) Presidentes e governantes pedindo conselho aos profetas de Deus. 2009 será um ano no qual os governantes perceberão que o conselho de bruxos e adivinhos é falho, pois Deus é quem revelará aos seus profetas as estratégias devidas para atuarem e saírem deste momento de crise.
IV) Projetos de lei e decretos a favor da Igreja aprovados.
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Fonte: site da Lagoinha (www.lagoinha.com) via pavablog.


MEU COMENTÁRIO: Veja as expressões que estão com ponto de interrogação: "apóstolos de mercado", "anjos financeiros", "confiar nos profetas". Eu acredito que se o apóstolo Paulo, visitasse as igrejas, hoje, levaria um choque. Por muito menos do que se vê hoje, ele escreveu a epístola aos Gálatas, falando que eles haviam decaído da fé e voltado para as obras da lei. A carta aos Hebreus, chega a dizer que voltar aos rudimentos da lei é crucificar Cristo outra vez. Sinceramente que coisas desse tipo, podem ser tudo, menos o Evangelho puro e simples de Jesus de Nazaré.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A DENÚNCIA DO PROFETA

Gosto de ler o livro de Amós. É significativo evocar o profeta Amós, camponês que se tornou autor bíblico. "Sou vaqueiro e plantador de sicômoros", definia-se ele (7,14). Viveu há vinte e oito séculos, em Técua, num sítio próximo a Belém da Judéia.
Israel era governado pelo rei Jeroboão II (786-746 a.C.), cuja política econômica consistia em aumentar a carga tributária, extorquindo sobretudo os assalariados e diaristas, para favorecer as importações, endividando o país. O Estado era rico e o povo, pobre. Pesquisas arqueológicas revelam que, quanto mais endinheirada a nobreza, mais suntuosos os palácios da Samaria, em contraste com a miséria dos casebres da população.
Versado em política e relações internacionais, graças ao trabalho de comercializar queijos, lã e couro nos principais mercados da região, Amós deixou o reino do Sul, onde vivia, e dirigiu-se ao Norte. Indignado frente a tanta desigualdade, denunciou os que "vendem o justo por dinheiro e o necessitado por um par de sandálias" (2,6), ou seja, juízes e fiscais que aceitavam subornos para aplicar multas que resultavam no confisco da terra dos camponeses.
"Pai e filho dormem com a mesma mulher" (2,7), vociferava o profeta contra os patrões que transformavam suas empregadas em prostitutas. Os governantes "em seus palácios entesouram violência e opressão, e não sabem viver com honestidade" (3,10).
O tempo e os recursos que as mulheres ricas perdiam no cuidado da vaidade levaram Amós a apelidá-las de "vacas de Basã", que "vivem em casas de marfim nos montes da Samaria, oprimem os fracos e maltratam os necessitados" (4,1).
As autoridades e os juízes "transformam o direito em veneno e atiram a justiça por terra" (5,7), "odeiam os que defendem o justo no tribunal e têm horror de quem fala a verdade" (5,10). Os trabalhadores "pagam pesados impostos, constroem casas de pedras lavradas nas quais nunca irão morar e plantam vinhas de ótima qualidade sem jamais saborearem o vinho" (5,11).
Primeiro profeta a assinar um livro da Bíblia, Amós não fazia rodeio com as palavras. Denunciava os abastados que "deitam-se em camas de marfim, esparramam-se em cima de sofás, comendo cordeiros do rebanho e novilhos cevados em estábulos, cantarolam ao som da lira, bebem canecões de vinho e usam os mais caros perfumes" (6,4-6). No comércio, "diminuem as medidas, aumentam o peso e viciam a balança" (8,6). Os agiotas, "no templo de seu deus bebem o vinho dos juros" (2,8).
Ainda assim, a elite revestia-se de uma religiosidade exuberante. O profeta, entretanto, não se deixava iludir e Deus falava por suas palavras: "Detesto as festas de vocês, longe de mim o ruído de seus cânticos, nem quero escutar a música de suas liras. Eu quero, isto sim, é ver brotar o direito como água e correr a justiça como riacho que não seca" (5,21-24).
Amós criticava aqueles que enchiam a boca de discursos políticos e religiosos e, no entanto, permaneciam indiferentes ao sofrimento do povo. Para ele, tudo aquilo era "tão absurdo como arar o mar com bois ou encher de pedras a pista e esperar que os cavalos corram" (6,12).
Como se vê, a mensagem do livro do Profeta Amós, continua atual.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

ELEIÇÃO DA CGADB - LAVANDO A ROUPA SUJA NA TV



Passado o pleito da última eleição da CGADB, agora os bastidores do conclave são levados a Televisão. Literalmente lavando a roupa suja na TV. É lamentável, ver um espaço que deveria estar sendo usado para pregar a Palavra, estar sendo utilizado para fazer política eclesiástica.
Concordo com Ricardo Gondim em seu texto: "Estou Cansado". Veja o texto:
"Não dá para assistir mais os programas de rádio e tv em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando ora suas virtudes pessoais, ora as de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos, como puro paganismo. Ando cansado de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.
Não dá mais para ficar ouvindo relatos sobre evangelistas que sopram sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas pessoais.
Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo emails de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.
Ando cansado de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explicar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.
Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. E quanto as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola? Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.
Não dá mais estar participando de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. O bom é voltar a orar no secreto do quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor do Pai Celestial.
É momento de mudar a agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa". (www.ricardogondim.com.br).

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

MERCADO DA FÉ

Frei Betto

Como os supermercados, as Igrejas disputam clientela. A diferença é que eles oferecem produtos mais baratos e, elas, prometem alívio ao sofrimento, paz espiritual, prosperidade e salvação.

Por enquanto, não há confronto nessa competição. Há, sim, preconceitos explícitos em relação a outras tradições religiosas. Se não cuidarmos agora, essa demonização de expressões religiosas distintas da nossa pode resultar, no futuro, em atitudes fundamentalistas, como a "síndrome de cruzada", a convicção de que, em nome de Deus, o outro precisa ser desmoralizado e destruído.

Quem mais se sente incomodada com a nova geografia da fé é a Igreja Católica. Quem foi rainha nunca perde a majestade... Nos últimos anos, o número de católicos no Brasil decresceu 20% (IBGE, 2003). Hoje, somos 73,8% da população. E nada indica que haveremos de recuperar terreno em futuro próximo.

Paquiderme numa avenida de trânsito acelerado, a Igreja Católica não consegue se modernizar. Sua estrutura piramidal faz com que tudo gire em torno das figuras de bispos e padres. O resto são coadjuvantes. Aos leigos não é dada formação, exceto a do catecismo infantil. Compare-se o catecismo católico à escola dominical das Igrejas protestantes históricas e se verá a diferença de qualidade.

Crianças e jovens católicos têm, em geral, quase nenhuma formação bíblica e teológica. Por isso, não raro encontramos adultos que mantêm uma concepção infantil da fé. Seus vínculos com Deus se estreitam mais pela culpa que pela relação amorosa.

Considere-se a estrutura predominante na Igreja Católica: a paróquia. Encontrar um padre disponível às três da tarde é quase um milagre. No entanto, há igrejas evangélicas onde pastores e obreiros fazem plantão toda a madrugada.

Não insinuo assoberbar ainda mais os padres. A questão é outra: por que a Igreja Católica tem tão poucos pastores? Todos sabemos a razão: ao contrário das demais Igrejas, ela exige de seus pastores virtudes heróicas, como o celibato. E exclui as mulheres do acesso ao sacerdócio. Tal clericalismo trava a irradiação evangelizadora.

O argumento de que assim deve continuar porque o Evangelho o exige não se sustenta à luz do próprio texto bíblico. O principal apóstolo de Jesus, Pedro, era casado (Marcos 1, 29-31); e a primeira apóstola era uma mulher, a samaritana (João 4, 28-29).

Enquanto não se puser um ponto final à desconstrução do Concílio Vaticano II, realizado para renovar a Igreja Católica, os leigos continuarão como fiéis de segunda classe. Muitos não têm vocação ao celibato, mas sim ao sacerdócio, como acontece nas Igrejas anglicana e luterana.

Ainda que Roma insista em fortalecer o clericalismo e o celibato (malgrado os escândalos freqüentes), quem conhece uma paróquia efervescente? Elas existem, mas, infelizmente, são raras. Em geral, os templos católicos ficam fechados de segunda à sexta (por que não aproveitar o espaço para cursos ou atividades comunitárias?); as missas são desinteressantes; os sermões, vazios de conteúdo. Onde estão os cursos bíblicos, os grupos de jovens, a formação de leigos adultos, o exercício de meditação, os trabalhos voluntários?

Em que paróquia de bairro de classe média os pobres se sentem em casa? Não é o caso das Igrejas evangélicas, basta entrar numa delas, mesmo em bairros nobres, para constatar quanta gente simples ali se encontra.

Aliás, as Igrejas evangélicas sabem lidar com os meios de comunicação, inclusive a TV aberta. Pode-se discutir o conteúdo de sua programação e os métodos de atrair fiel. Mas sabem falar uma linguagem que o povo entende e, por isso, alcançam tanta audiência.

A Igreja Católica tenta correr atrás com as suas showmissas, os padres aeróbicos ou cantores, os movimentos espiritualistas importados do contexto europeu. É a espetacularização do sagrado; fala-se aos sentimentos, à emoção, e não à razão. É a semente em terreno pedregoso (Mateus 13, 20-21).
Não quero correr o risco de ser duro com a minha própria Igreja. Não é verdade que ela não tenha encontrado novos caminhos. Encontrou-os, como as Comunidades Eclesiais de Base. Infelizmente não são suficientemente valorizadas por ameaçarem o clericalismo.


FONTE: wwww.correiocidadnia.com.br - Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Leonardo Boff, de "Mística e Espiritualidade" (Garamond), entre outros livros.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

A SEGURANÇA DE QUEM CONFIA - SALMO 46

A presença dEle é o que nos deixa tranquilos,
pois, é como estar escondido em lugar seguro.
Mesmo quando a natureza se revolta e aparentemente,
sai ou toma o controle,
Sinto-me como se estivesse na beira de um rio tranquilo,
que é como a morada dEle, onde tudo O louva.
Ele é Senhor absoluto, Seu Trono está no centro de tudo,
de lá, Ele comtempla o universo, que é, como um cisco em suas mãos,
Os governos pensam que mandam e agem como tal,
mas, Ele é o Senhor de todas as Nações e todos os povos O adoram.
Ele é o nosso esconderijo e está entre nós, sobre nós e em nós.
E nós, estamos nEle.
Ao mesmo tempo que permite que haja assolação,
Ele é o mesmo que restaura e consola.
Quanto mais quietona presença dEle, melhor.
Quanto mais atento para contemplar a sua glória, melhor.
Ele é o nosso Deus. Ele nos tem. Nós O temos.
Ele está para além de todas as conveções, instituiões,
Ele é absoluto amor.

É assim que é, pois é assim que Ele é.
Hoje a paz me visitou.
A voz me acalmou.
As palavras me renovaram.
As lagrimas me aspergiram.
O riso me consolou.
A esperança me abraçou.
Há vida na vida.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

A QUEDA DO AVIÃO E O "TESTEMUNHO" DO PASTOR



A voz de Deus salvou do voo 447 da Air France o pastor missionário da Assembleia de Deus em Paris, Gláucio Oliveira, 29 anos. O religioso já tinha reservado um lugar no avião que caiu no Oceano Atlântico, quando recebeu, na última quinta-feira, uma ‘ordem’ para não prosseguir com a viagem. O recado foi dado por uma amiga. Jussara Gonçalvez, 37 anos, participava de um grupo de orações e foi chamada pela colega Renata Carnevale, 30, que dizia ter recebido uma mensagem do Senhor. “Não deixe o varão viajar, a cova dele está aberta. Ele vai morrer”, afirmou Renata. Chorando muito, Jussara ligou na mesma hora para o pastor. Assustado, Gláucio não confirmou a reserva: “Eu ia de TAM no sábado, mas, desde que um amigo, também pastor, morreu num acidente da empresa, eu só voo de Air France, que considerava o melhor avião do mundo. Mas Deus me enviou a Renata, que recebeu a revelação de que, se eu entrasse naquele avião, minha cova estava aberta. Nós só nos vimos uma vez, ela nem sabia que eu ia viajar. Por isso, quando a Jussara me transmitiu a mensagem, fiquei apavorado. Orei a Deus e senti no coração que não devia ir. Ele foi fiel a mim, porque sempre lhe obedeci”. Renata, a mulher que salvou a vida do pastor, está de cama desde a manhã de segunda-feira, quando soube da queda do avião. Por telefone, ela confirmou ter recebido uma mensagem de Deus: “Não foi visão, eu apenas entreguei um recado do Senhor”

Fonte: Jornal Meio-Dia Edição de 3/06/2009
Via: Bereianos, Pavablog, Genzinah e Cristiano Santana.


É uma pena perceber que nós, cristãos, perdemos a dimensão da eternidade em nós. Nós estamos tão massacrados pelo tempo e pelo espaço, e a religião se transformou num megafone que faz propostas e promessas de suposto cumprimento imediato, e que roubou do coração das pessoas toda fé na eternidade. O que temos é corredor de sal grosso para você passar 30 vezes, e se passar bem passado, e freqüentar a reunião da corrente dos empresários, ou se entrar em qualquer outro sistema, em qualquer outra mecânica espiritual, no fim, diz-se que você pode ter um carro novo, um apartamento ou qualquer outra coisa. Não tem mais Cruz, não tem mais sangue, não tem eternidade, não tem pacificação com Deus. O que se tem agora é simplesmente consumo. E essa fézinha que está aí...na hora em que o tranco da existência bate firme, bate forte e bate fundo na gente, ela não sobrevive, porque ela existe apenas por fazer a promessa de que se você cumprir determinadas coisas, alguns benefícios imediatos lhes serão garantidos; nada mais do que isso... Agora, paz com Deus, tem que produzir em mim uma expectativa que transcenda o tempo, o espaço, o imediato, a violência, o estado de emergência, a crise familiar, as perdas imediatas, os lutos, as aflições.

Paulo diz em Romanos 5:1-8: "que Cristo morreu por nós, quando nós ainda éramos pecadores”, estranhos, inimigos, alienados, sem saber de coisa alguma, Ele se reconciliou conosco, esperando apenas que a gente se reconciliasse com Ele para que nós usufruíssemos do bem que já nos está garantido. De tal modo que a minha reconciliação pela fé, não é o que faz Deus mudar de idéia a meu respeito. A reconciliação da parte de Deus já está feita, eu é que não sabia. Nem você. E, enquanto isso..., vivíamos no padecimento da neurose, da angústia, da fobia, da culpa, das trocas, das barganhas, do altar da religião, do despacho, e de todas as aflições... Aquela agonia! Sem falar que sem paz com Deus a vida passa a acontecer um permanente estado de suspeição contra o céus. “Será que alguma coisa aconteceu comigo? Ih, meu Deus! Eu perdi o Táxi. Será que é por que tem alguma coisa? Será que Deus está me preparando alguma?” É um sentimento de suspeição o tempo todo! O cara chega no aeroporto, na hora de pegar o avião, ele tem medo de que se aquele avião vá cair; ou se ele está ali e ele perde o avião, ele já interpreta aquilo: “Ai, graças a Deus, vai ver que é porque esse vai cair.” Não está nem preocupado com os 199 que estão lá dentro! Sim, a maioria vive vida muito miserável. A gente vive, e a gente não se dá conta de como se vive uma vida de medo, medo, medo... o dia inteiro medo... medo de tudo. Mas quando a paz com Deus se estabeleceu dentro de mim, o benefício é todo meu. Já está feito, eu é que não sabia. Mas quando eu creio, o benefício vem para mim como paz. E ai, surge dentro de mim, uma dimensão completamente nova, que transcende o imediato. Eu continuo vivendo na terra, mas já me glorio na esperança da glória de Deus. Já não existem mais fatalidades. Já não existe mais absurdo. Já não existe mais interrupção da vida. Quem crer na minha palavra já passou da morte para a vida. Já há uma âncora firme e forte jogada para além de todos os véus, plantada em Deus, e que me garante que eu, conquanto esteja aqui, já estou lá, assentado nas regiões celestiais em Cristo Jesus. Morri com Ele, ressuscitei com Ele, estou sentado nos lugares celestiais com Ele, apesar de estar suando aqui na frente de vocês... Tá feito! E eu me glorio nessa esperança.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

VIVENDO PELA FÉ

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As pessoas, embora confessem que vivem pela fé, na maioria das vezes vivem pela alma, pela emoção e pelas sensações e impressões. O que é desastroso no dia-a-dia.
Viver pela fé é não viver por vista, por emoção, por sensação, por circunstância, por impressão, por alegrias ou por sucesso. A gente vê isso claramente no Salmo 103, onde o salmista tem uma conversa consigo mesmo, onde o seu espírito fala com a alma, e a exorta.
Viver pela fé é ver o invisível apesar de todas as visibilidades negativas. É subjugar a alma ao espírito. É tirar a alma de seu estado de submissão natural aos poderes do Inconsciente e de suas pulsões, e pela consciência que advém da certeza da fidelidade de Deus. É sentir as águas invisíveis de um dilúvio de emoções nos afogando, e mesmo assim, tratá-las como miragem ou como truques da subjetividade frágil e impressionável da alma. É, no pior dia, poder dizer: “Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”. É afirmar que a vitória que vence o mundo é a nossa fé. É cantar louvores entre lágrimas. É ver a Nova Jerusalém mesmo em dias de Apocalipse. É ver na morte, qualquer morte, apenas um portal para a Vida. É saber que nada pode nos separar do amor de Cristo: nem a vida, nem a morte, nem o pecado, nem o diabo, nem qualquer criatura, e nem qualquer poder ou ambiente de mal.
O problema, como disse, é que a alma é retardada. Ela é tarda para crer, como disse Jesus. Muitas vezes o espírito já viu a vitória, mas a alma ainda chora lutos de defuntos que já ressuscitaram.
Elias é um bom exemplo. Pedira a Deus que golpeasse a Baal, deus das fertilidades, a fim de que pela ausência de chuva os supostos poderes de Baal fossem relativizados. Enquanto isso, todos os profetas genuínos haviam sido mortos, e ele peregrinava e se escondia. Quando, porem, chegou a hora do enfrentamento, no espírito, ele estava pronto; e convocou o povo e os profetas de Baal e do poste-ídolo e os venceu. Fogo caiu. O povo disse “Só o Senhor é Deus!” — e ele se alegrou no Espírito de Deus. Mandou dizer a Acabe que a chuva viria como temporal. E correu mais que carruagens, tamanha era a sua euforia. Mas quando Jezabel, agora já enfraquecida pela desmoralização de Baal, mandou dizer que o mataria, ele que a tudo e todos enfrentara, refugiou-se a 580 quilômetros de distância, em Horebe (indo à pé) e fez um discurso da alma retardada; posto que o que ele disse a Deus na caverna teria feito sentidos três anos antes; mas agora, depois de ter sido vindicado por Deus mediante uma vitória retumbante, era a manifestação de um coração entregue às emoções atrasadas.
O espírito está pronto, mas a “carne” (alma, emoções, impressões) é fraca e sempre atrasada.
Assim, ele se deprime com três anos de atraso; pois, enquanto estava sob a tensão proveniente da perseguição, a alma não tinha tido ocasião de se expressar. Agora, porém, depois de haver prevalecido, deu a si mesmo o direito retardado da autopiedade.
É por isso que Paulo diz que nenhuma dimensão pode nos separar do amor de Deus, mas não inclui o passado na lista de Romanos 8. E a razão é simples: a alma se alimenta do passado. E conquanto nem o passado possa nos separar do amor de Deus, ele, entretanto, pode nos separar da alegria vigente do amor de Deus. Posto que a alma é retardada — em razão de se alimentar de dores antigas, na maioria das vezes.
Daí a Psicologia lidar sempre com o passado, pois é dele que vêm as falsas impressões que pretendem cristalizar nossa alma em estados que já não são.
90% das angústias humanas nada têm a ver com hoje, mas com ontem. Portanto, para que se viva pela fé, tem-se que deixar de ser movido pelo ontem —e até pelo hoje circunstancial— e aprender a viver no dia chamado Hoje, o qual, mesmo no pior hoje, alimenta-se da Promessa que é; e que não muda nem em razão de traumas passados ou de impressões do presente.
Quem crê nisso ganha e perde, e não se impressiona. Chora lutos, mas não se sepulta junto. Lamenta perdas, mas não se faz perdido. Constata a realidade, porém, pela fé, a transcende.
No dia em que o povo de Deus de fato andar pela fé, praticamente tudo aquilo que hoje enche as clínicas psicológicas e os gabinetes pastorais já não existirá como problema. Pois o que se vê é que a maioria sofre de miragens porque não anda pela fé, mas apenas pelas sensações e impressões.
A fé, porém, é a certeza de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

FUGINDO DO "ESPÍRITO DE PASTOR"

“Pastoreai o Rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.”
Na Primeira Carta de S. Pedro 5:2-3

Um depoimento e um conselho

Há uma coisa que deveria ser pejorativamente chamada de "espírito de pastor", e essa tal coisa é uma casta existencial difícil de deixar a gente.
O fato é que há muita gente "possessa desse espírito", o qual tira da pessoa a possibilidade de ser ela mesma, fazendo dela um clone psicológico de um modo de sentir completamente artificial, e sem espontaneidade humana com os outros e com a própria pessoa.

Eu só tinha 18 anos e meio, e era apenas um menino amante de Jesus. Pregava em toda parte. Não queria ser pastor e nem ordenado. Desejava apenas pregar, e pregava. Aos 21 anos, me ordenaram, mesmo sem que eu tenha aceitado as imposições da denominação para ordenar ministros.
Então, logo começaram a me chamar de "Reverendo". Aquele garoto livre, agora, de súbito, da noite para o dia, era o "Reverendo Caio". Aí o tratamento passa a mudar: O melhor lugar na casa, na mesa, na sala, no salão, no aniversário, no funeral, nas festas de casamento, nas bodas, etc. As pessoas começam a ver o "sacerdote", o homem diferente dos homens, o santo, o ungido do Senhor, o anjo da igreja...; e também se percebe que as pessoas mudam com você; mas raramente se percebe que depois de um tempo, muito suave e lentamente, você também aceita a mudança que fizeram acerca de você. Ora, é aí que nasce o "espírito de pastor"!

Então, começa a transformação do ser humano numa figura totêmica, um totem erguido para a manutenção de tudo: Ele é santo pelos outros; é puro pelos demais; é quem não se diverte pelos que se divertem; é quem não fica doente para poder curar; é quem "estuda Deus" e "entende de Deus", a fim de poder explicar; e é quem é exemplo para se fazer clones comunitários. Se ele não casa os que se casam, eles se ressentem e magoam. Se ele está viajando quando alguém morre, ele abandonou o moribundo. Se ele está de férias, a igreja pode esvaziar. Ou seja: sem ele, nada do que foi feito de fez ou se faz! Vivendo sob tais responsabilidades e honras, o indivíduo vai virando pajé e não sente. Ou, em muitas ocasiões, passa a gostar mesmo de ser essa figura totemizada para a "igreja".
Ora, é nesta necessidade que o povo tem de ter "sacerdotes" e "figuras cultuadas", que tanto os bem intencionados se corrompem entregando-se ao "espírito de pastor"; como também os lobos se aproveitam e tiram as carnes do rebanho.
De fato, os ministérios pastoral, episcopal, apostólico ou de qualquer outra natureza já carregam em si próprios o germe do poder desse imantamento espiritual. As pessoas olham para qualquer desses "seres" — "ungidos" formalmente para tais posições —, como "ungidos do Senhor"; aqueles contra os quais não se pode ter uma opinião, pois, em assim sendo, Deus mesmo punirá os "rebeldes", ou "hereges", ou "desviados". Imagine quanto poder isto significa! Ali está um homem que é visto como "o homem de Deus" no meio dos demais homens "normais", e, de tal projeção, pode nascer apenas o "pastor clerical", como também pode vingar qualquer maluquice!

Eu tenho por certo que todos os modos de clericalismo são malignos em relação à saúde do indivíduo que carrega o peso cultural dessa "posição".
E a comunidade também fica adoecida! Sim, porque enquanto ela vê o líder com tais olhos, ela não cresce; ao contrário, se infantiliza; e jamais aprende a andar com as próprias pernas.

Ora, o verdadeiro pastor cuida, não domina; ajuda, não controla; alimenta, não explora; só se faz notado em caso absolutamente necessário; e deixa a porta aberta, de tal modo que todos entram e saem e acham pastagem.
A analogia do Bom Pastor em João 10, todavia, é perfeita no seu todo apenas em relação a Jesus, e a mais ninguém. Isto porque em relação a Jesus todos nós somos apenas ovelhas do rebanho.

Porém, em relação a nenhum "outro pastor", nós devemos ser "ovelhas do rebanho"; posto que ser ovelha de Jesus já nos põe na condição de só ouvir a voz de um homem se ela for de acordo com a Voz do Único Pastor; do contrário, a ordem de Jesus é para não "seguir a voz do estranho", pois somos o Rebanho de Deus.

Portanto, o verdadeiro pastor de homens é apenas mais um do rebanho único, sendo somente uma ovelha que já se deixou ensinar um pouco mais pela voz do Único Pastor. É na Sua fidelidade e reconhecimento à Voz do Pastor que ele se qualifica para ser pastor entre ovelhas, pois, conforme Pedro, ele se torna "modelo do rebanho".

Assim, é o caminho da ovelha seguindo o Pastor, o que a torna uma ovelha-pastor; visto que seu passo e obediência estabelecem referência para as demais.
O problema é que alguns "pastores" e clérigos pensam que são os "Jesuses" da comunidade; e, diferentemente de Jesus, transformam-se nos lobos que não amam as ovelhas, mas apenas os privilégios e poderes que delas "arrancam".
E como agravante, a "igreja", por ser pagã ainda em sua essência, precisa desses "pastores tiranos", pois, como associam a "figura clerical" ao "representante de Deus", sentem-se objeticamente mais seguras se têm um déspota dizendo o que fazer, o que não fazer, com quem casar ou não, e quem é quem.

"Não é assim entre vós!"— disse Jesus!

Foi por esta razão que Jesus tirou as roupas de cima e se cingiu de uma toalha e passou a lavar os pés dos discípulos. Sim, porque liderar é, sobretudo, poder lavar pés e servir em nudez.
Na realidade, além de tudo o que o gesto de Jesus ensina, nele também vemos o modelo existencial do significado da liderança: O líder serve em revelação de sua humanidade. E os liderados são servidos aceitando a humanidade de quem lidera servindo de modo humano. E Jesus disse a Pedro que ou seria assim, ou Pedro não teria parte com Ele!

Somente quando os líderes tiverem a coragem de fazer como Paulo e Barnabé, que rasgaram as roupas e expuseram sua nudez quando foram chamados de "deuses", é que aqueles que crerem no que as lideranças disserem, não ficarão ainda mais adoecidos de idolatria.
Hoje se dá o contrário da experiência dos apóstolos: a maioria dos líderes faz todo o possível para passar por deuses; e, o povo, vai se ameninando na fé, apenas trocando de "pai-de-santo", ou de pajé ou de sacerdote; porém existindo sob a escravidão da espiritualidade da idolatria; adorando e servindo a criatura, mesmo que se vistam de pastores, bispos ou apóstolos.

No Caminho nós temos buscado diante de Deus e conforme o Evangelho, quebrar todos esses paradigmas totêmicos. Sugiro que todos, em todo lugar, e com todo bom coração, assim o façam também, em nome de Jesus, o Bom Pastor! (Caio Fábio).


Fonte: www.caiofabio.com.br

Sábado, 30 de Maio de 2009

O QUE SERÁ QUE DEU NA GLOBO? 4ª PARTE DA REPORTAGEM SOBRE OS EVANGÉLICOS




Chega ao fim a série de reportagens da Rede Globo, exibida pela Jornal Nacional sobre o trabalho social dos evangélicos. Foi uma série de reportagens históricas, considerando o tratamento antes dispensado aos evangélicos. Todavia, não a primeira vez que a Globo fez menção positiva ao se referir o trabalho de evangélicos. Em 1994, durante a exibição da Novela "Pátria Minha", foi dado ampla cobertura a inauguração da Fábrica de Esperança, trabalho social na favela de Acari no Rio de Janeiro. O presidente da Fábrica da Esperança era o pastor Caio Fábio. O nobre companheiro e pastor Carlos Roberto do blog Point Rhema, comentando uma dessas postagens aqui, disse apesar da motivações ainda não claras da Globo, Deus trabalha por estranhos caminhos. Eu particularmente, concordo com ele. Apesar das dúvidas que surgiram, sobre o que motivou a Globo a fazer esta série de reportagens, mostrando de forma positiva o trabalho dos evangélicos. Eu gostaria de finalizar estar postagens sobre este tema com um texto de Charles Swindoll, do seu livro "Ester - Série Heróis da Fé", que muito me falou ao coração, espero que fale ao seu também:

"Os planos de Deus não são prejudicados quando os eventos deste mundo são carnais ou seculares. A sua presença penetra de qualquer modo, até mesmo nos salões dos banquetes pagãos da Pérsia antiga. Ele não fica limitado a operar na família cristã. Trabalha tanto no gabinete do governo, como no seu escritório de pastor.
Deus atua em outros países do mundo, por exemplo, no Irã, na China ou no Oriente Médio, como opera nos Estados Unidos - (e no Brasil, grifo meu). Duvidar disso é criar fronteiras para o seu controle soberano. Quando agimos assim, é fácil deixar de nos importar com o nosso envolvimento nos eventos maiores da vida fora da nossa zona de conforto e do território familiar; e quando isso acontece, perdemos nossa função de sal e luz para o mundo. Deus está trabalhando. Ele está se movendo. Está tocando vidas. Está formando reinos. Nada que a humanidade possa fazer o surpreende. Só porque as ações ou motivos parecem seculares, devassos ou injustos, isso não quer dizer que ele não está presente. Os envolvidos talvez não estejam dando glória a Deus; mas, não duvide, ele está presente. Está agindo". (pág. 55).

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

O QUE SERÁ QUE DEU NA GLOBO? 3ª PARTE DA REPORTAGEM SOBRE OS EVANGÉLICOS





A série de reportagens sobre o trabalho social das igrejas evangélicas, mostradas no Jornal Nacional, vem provocando surpresa e algumas dúvidas. Uns acham as reportagens são "uma benção", outros que é um reconhecimento tardio do crescimento da comunidade evangélica no Brasil, e outros acham que existe alguma coisa sinistra por trás do aparente reconhecimento da Rede Globo. O fato é que em junho/2008, a Revista Veja, na coluna Radar de Lauro Jardim, publicou o seguinte:

"COMO TRATAR OS EVANGÉLICOS:

Há uma recente instrução geral (não escrita) na Globo sobre como tratar os evangélicos, vinda diretamente da família Marinho: adversária é só a Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo - e não todas as igrejas evangélicas. Em sua programação, a emissora deve deixar claro que não discrimina os outros evangélicos. Essa demarcação terá que ficar nítida.
A avaliação é que a Universal aproveita bem o embate com a Globo para unir todos os evangélicos contra a emissora - e que a Globo nunca conseguiu explicitar de modo patente que a sua guerra é com igreja de Macedo, a qual chama de seita. Na verdade, a Globo nunca se preocupara com isso, que, afinal, parece meio óbvio, e botavam todos no mesmo saco. Resultado: há entre boa parte dos evangélicos o sentimento de que são discriminados pela emissora. Agora, tenta recuperar o tempo e a audiência perdidas". veja.com.abril/blog/radar-on-line/208067_dia.shtml

QUAL A SUA OPINIÃO? DEIXE SEU COMENTÁRIO QUE MUITO CONTRIBUIRÁ PARA O ENRIQUECIMENTO DESTA POSTAGEM.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

O QUE SERÁ QUE DEU NA GLOBO? 2ª PARTE DA REPORTAGEM SOBRE OS EVANGÉLICOS




Para quem lembra do personagem Tim Tones (Chico Anísio) nos anos 80, e da exibição da minisérie "Decadência" em 1995, no auge da briga Globo/Record/IURD, e mais recentemente os personagens caricatos da novela Duas Caras, o que se está vendo esta semana, pode ser considerado um avanço em favor dos evangélicos. A verdade é que a igreja evangélica, ainda é para muitos, algo desconhecido. Quando Edir Macedo, no início dos anos 90, comprou a Record e depois começou a encher estádios como o Maracanã e levantar sacolas de ofertas, chamou a atenção da mídia em geral. Me lembro que havia uma generalização, porque em geral o povo e a própria imprensa, não sabia distinguir as ramificações do protestantismo brasileiro e colocava tudo num saco só. É o Macedo era como se fosse a cara do movimento. A mídia brasileira, com certeza não é imparcial, por isso vamos aguardar para ver o que está por trás do objetivo da reportagem.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O QUE SERÁ QUE DEU NA REDE GLOBO? JORNAL NACIONAL FALA BEM DOS EVANGÉLICOS




Fiquei surpreso ao ver o Jornal Nacional hoje, iniciando uma série sobre os evangélicos e pasmem - falando bem! Veja o resumo da matéria mostrado abaixo e depois se puder, deixe seu comentário sobre o assunto:

"Obras sociais de algumas das dezenas de igrejas evangélicas presentes no Brasil apóiam populações que frequentemente são esquecidas pelo poder público. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto a população brasileira cresceu 15,5% entre os dois últimos censos, o número de evangélicos dobrou. Hoje eles são cerca de 15% dos brasileiros. Como a maioria católica inclui 73% da população brasileira, as obras da Igreja Católica são bem conhecidas.

Criada no início do século 20, em Belém, a Assembleia de Deus, uma igreja brasileira, tem hoje 8,4 milhões de fiéis espalhados pelo país. São evangélicos do ramo pentecostal, que acreditam no poder do espírito santo e na música como oração.

“Quando você está fazendo música você sente na pele, fica arrepiado. Quando a gente faz para Deus, quando dá aquele arrepio, é porque Deus recebeu”, diz Gilberto Oliveira, que achava que seria técnico em química e hoje toca no culto e também na Orquestra Municipal do Rio de Janeiro. Ele se descobriu músico nas oficinas da igreja, trabalho mantido com o dízimo.

Para Nelson dos Anjos, pastor da Assembleia de Deus, o que as pessoas costumam ouvir de errado é que a igreja só existe para pegar dinheiro do povo. “Os pastores são tidos como charlatões, pegadores de dinheiro, mas ninguém vê o processo social, os acontecimentos sociais que a igreja promove”, afirma.

A origem das igrejas evangélicas está no distante século 16. Na decisão de homens como o monge Martinho Lutero e o teólogo João Calvino em romper com a Igreja Católica. O primeiro, por não concordar com o pagamento das indulgências, a possibilidade de comprar o perdão divino. O segundo, por querer uma grande reforma na organização e nos ritos católicos, um movimento conhecido como protestantismo, de onde derivam a imensa maioria dos evangélicos de hoje.

“Com Lutero temos uma nova teologia muito calcada na interpretação da Bíblia pelo próprio indivíduo. Você tem que assumir para você que as orientações para a sua vida estão na Bíblia”, diz a socióloga Maria das Dores Machado.

A Bíblia diz que a missão dos cristãos é divulgar a palavra de Deus pelo mundo. Os presbiterianos foram para Dourados, Mato Grosso do Sul, em 1928, para levar o evangelho, com a autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), à maior aldeia do Brasil. A Igreja Presbiteriana tem origem no século 16 e está no Brasil desde 1859. Hoje são 980 mil fiéis.

A Igreja Presbiteriana é conhecida por valorizar os valores éticos e morais. Na Missão Kaiwá, foi construído um hospital só para índios e também uma escola com ênfase evangélica. Em meio à disputa por terras na região, que já dura décadas, o preconceito afastou brancos e índios e dividiu a tribo. Hoje, são dois caciques e nenhum pajé, o líder espiritual. O último morreu há cinco anos. Agora, as doenças são tratadas só no Hospital da Missão.

Na escola indígena, os mais velhos tentam não deixar a cultura morrer e na Escola da Missão, as aulas dos brancos funcionam como reforço, como ferramenta para entender e transitar no mundo dos brancos.

“Ensinar uma criança que está ao seu lado, ou curar a ferida de alguém que está sofrendo no hospital são gestos que não são feitos simplesmente por um profissional, mas por alguém que tem um ideal de servir e alguém que gostaria de, através daquele gesto, expressar o grande amor de Deus” afirma o reverendo da Igreja Presbiteriana, Benjamim Bernardes.

O reverendo Benjamim sabe que, para tudo isso dar certo, uma barreira teve que cair. Afinal, são evangélicos americanos de língua inglesa, no Brasil, trabalhando com índios que falam o kaiwá. Um dos maiores desafios dos missionários, portanto, foi tentar entender a língua dos índios para poder falar de igual para igual com eles, mas os religiosos foram além: conseguiram registrar pela primeira vez, por escrito, a gramática da língua, e ainda fizeram uma Bíblia feita para os índios e escrita na língua deles.

“Eu gostei da parte onde diz que Deus não quer que nenhum dos pequeninos se percam. Assim como Ele amou a ovelha perdida, Ele ama a todos igualmente. A missão trouxe uma nova realidade para nós”, diz o índio Natanael Cárceres.

Fonte: site do Jornal Nacional do dia 26/05/2009 - jornalnacional.globo.com/

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

A VINDA DE JESUS E A GRANDE TRIBULAÇÃO

A vinda de Jesus será visível: Todo o olho o verá (Apocalipse 1:7); virá do céu assim como subiu (Atos 1:11); Assim como o relâmpago, sai do oriente e se mostra no ocidente, assim será vinda do Filho do Homem (Mateus 24:27).
Jesus disse que “depois da aflição daqueles dias”, virá o Filho do Homem com poder e grande glória e os anjos recolherão o seus escolhidos dos quatro cantos da Terra (o arrebatamento), Mateus 24:29-31. A “aflição” que Jesus se refere é a Grande Tribulação (Mateus 24: 21,22). Jesus chega a dizer que a aflição daqueles diria seria tal, que se os dias não fossem abreviados, nem os "escolhidos" se salvariam, Mateus 24:21,22). A Besta combaterá os santos (Apocalipse 13:7). Se o pessoal não estava apto para “subir”, porque depois são chamados de “santos”? Fica difícil entender a existência de duas categorias de crentes salvos. Os de 1ª categoria, arrebatados e os de 2ª categoria, os da tribulação. Sistemas de castas no céu? Tiago diz que Deus não faz acepção de pessoas. Parece até uma aula de sadismo: Enquanto a igreja está celebrando com festa seu casamento (as bodas) no céu, os que ficaram estão sofrendo a ira de Deus na terra e morrendo pelas mãos do Anticristo. Duas categorias de salvos. É isso mesmo que a Bíblia ensina? Entendo que, o livro do Apocalipse foi escrito para os crentes que estavam enfrentando a Besta do seu tempo, o Império Romano, através de Domiciano, que promovia a maior perseguição aos cristãos depois de Nero. Os crentes aos quais, o idoso apóstolo João escrevia, estavam sendo presos e martirizados.
Muitos da igreja primitiva esperavam o segundo advento nos seus dias. Houve perseguição no Império Romano, na Idade Média e depois da Reforma com a inquisição, nos países comunistas da Cortina de ferro. Até hoje existe a igreja é perseguida em países como Cuba, Coréia do Norte, China e no mundo muçulmano. Que o diga a Revista Portas Abertas. As almas debaixo do altar, são os mártires, pessoas que foram mortas por amor a Jesus, no decorrer da História da humanidade.

Milhões de pessoas ao redor do mundo estão encantados com as histórias contadas por Tim LaHaye em seus livros e filmes intitulados Deixados para Trás (Left Behind), de linha pré-milenista e demasiadamente sensacionalista. Essa série, que já vendeu mais 42 milhões de exemplares. Mas a vinda de Jesus não é um filme de ficção, nem de terror e sim é a esperança da igreja. Mas alguém pode perguntar, que esperança? Esperança, de que um dia, haverá um novo céu e uma nova terra, onde habitam a justiça. Esperança de naquele dia não haverá mais pranto, choro, dor e sofrimento. Por isso o Mestre, já ensinou a pedir na oração do Pai Nosso: "Venha o teu Reino".

Continua...

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

TEM FOGO AÍ, IRMÃO?




Olha só os títulos da moçada: Lord do Fogo; Homem da Oração Forte; Apóstolo dos Milagres; Greice do Fogo; Missionária Vanessa do Fogo, Missionário Renato Fogo Puro; Presb. Geovano Voz de Trovão; Sara Canela de Fogo. Vigília na quadra do Barriga.

Fonte: www.pulpitocristão.com/

Observação: Gente, propagandas como esta, além de cômicas, não engrandecem em nada o Reino de Deus, muito pelo contrário. Até onde vai esse circo gospel?

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

JÁ CALCULOU O NÚMERO DA BESTA?

"Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis". (Apocalipse 13:18).

Devemos admitir que o Apocalipse é muito mais que complicado. Ele não segue um padrão que possa ser trabalhado com uma única ferramenta hermenêutica.

Nele há de tudo um pouco: alegorias, arquétipos, história camuflada, geografias especificas que ilustram sistemas inespecíficos, conteúdos do Evangelho transmitidos em linguagem mítica, expressões cabalísticas, uma total não seqüêncialidade narrativa; e, sobretudo, uma construção de sobreposições onde a compreensão só melhora se os textos se sobrepuserem como num sanduíche de transparências nas quais cada detalhe, só faz sentido se visto de cima para baixo, na apreciação do todo.

Há muito mais no texto em epígrafe que se pode imaginar. Muitos tentaram produzir um comentário do Apocalipse que lhe faça jus. Calvino, por exemplo procurou nem se meter no assunto. Hoje em dia ao ler o apocalipse, procuro me ater mais à sua mensagem, do que às suas profecias!

A sabedoria é saber entender que seiscentos e sessenta e seis é numero de homem. A besta carrega o número do homem em sua natureza. As duas bestas a do mar e a da terra representam no meu entendimento, os sistemas político e religioso, respectivamente, mesmo que um dia um homem lhe dê cara!

A história humana sempre teve bestas. Os quatros animais monstruosos de Daniel no capítulo 7, representam reinos. Líderes sanguinários como Nero, Calígula, Gingis Khan, Napoleão Bonaparte, Hitler, Stalin e Mao-Tsé-Tung, são exemplos perfeitos de bestas em suas épocas.

Ao olhar a História, e ler sobre as guerras e cruzadas religiosas de ontem e de hoje, o que se vê é o número da besta. Ninguém representa o Cordeiro nessas batalhas!

Nos anos que se seguirão veremos uma definição cada vez maior de quais serão os contornos e as definições que se mostrarão. O surgimento do aparecimento do Falso Profeta, que abençoará a Besta também será discernível. Para ser falso e ter poder de impressionar até aos eleitos, é porque tem cara de cordeiro, mas fala como dragão!

Que horrendo privilégio, viver nesta época e ver as profecias se cumprirem diante dos nossos olhos!

Enquanto isto, a recomendação do Senhor no Apocalipse é uma só: Não adorem e nem se impressionem com nenhum besta e com nenhuma Besta. Seu perigo sedutor vem de sua oferta de Paz e Segurança para os habitantes da Terra. E mais: Não se impressionem com a ressurreição de personagens dados como mortos, desse susto virá a adoração. E por último: Não se deixem seduzir pela imagem. Afinal, um dos ardis da Era da Besta é o culto à Imagem. Numa era de imagens, os bestas se impressionam e a Besta seduz almas humanas!

O número da Besta é número de homem. Não sei quem é a Besta, mas vejo muitas bestas exibindo seu número de arrogância e controle estampado em suas faces. Portanto, não seja mais um manipulado.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Dúvidas sobre o arrebatamento e a Grande Tribulação?

Segundo a opinião dos adeptos da escola pré-tribulacionista e pré-milenista dispensacionalista, a igreja não passará pela grande tribulação, pois ela será arrebatada antes. Os mártires do período tribulacional são os “santos” que, o livro de Apocalipse se refere. Ou seja, os “santos” são os que não subiram no arrebamento da igreja, pois não estavam preparados. Durante muito tempo acreditei nessa teoria, pois só conhecia ela. Geralmente é apresentada como a única verdadeira, que honra as Escrituras e segundo seus expositores, “não deixa dúvida”. Bom, não sei quanto às outras pessoas, mas eu não concordo de que esta abordagem não deixa dúvidas, muito pelo contrário. Alguém pode dizer: Mas o que é isso? Como você pode duvidar? O Pastor X, o teólogo Y e o escritor fulado tal, são a favor dessa interpretação. Ou então dizer: Isso não é “teoria”, é fato consumado, absoluto e ponto final. Bom para mim é uma “teoria” sim, e não me importa se os pregadores, escritores, teólogos, fulano e sicrano são a favor. Tenho respeito e admiração por muitos deles, mas isso não significa que vou aceitando tudo que dizem e escrevem como verdade absoluta. E se fosse para citar teólogos, também posso citar alguns que também não concordam com dispensacionalismo, inclusive um renomado teólogo pentecostal. Deve-se entender que a Palavra de Deus é absoluta, mas a interpretação é relativa. Absolutizar uma interpretação particular, falar que a mesma é a única fonte de verdade e ponto final, é voltar à Idade Média. Eu creio na segunda vinda de Cristo, no arrebatamento, que haverá um período de tribulação maior do que os anteriores e creio no Tribunal de Cristo. Das escolas teológicas de escatologia, me sinto mais próximo da pré-milenista histórica. O que sei com certeza é que dispensacionalista não sou. Vou fazer na próxima postagem, uma síntese de algumas “certezas” pré-milenistas dispensacionalistas e de alguns questionamentos. Faço isso, no intuito de compartilhar com todos que possuem dúvidas semelhantes, mas não tem coragem de questionar a interpretação imposta. Digo imposta, porque é isso que acontece quando alguns que se dizem teólogos, não dão chance para que se reflita na Palavra e seja apresentada uma opinião diferente da sua.